Curso Online de Conhecimento bancários

Curso Online de Conhecimento bancários

Aprender sobre Conhecimentos Bancários deveria ser algo obrigatório na educação básica brasileira. Conhecer como funciona o sistema bancá...

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Aprender sobre Conhecimentos Bancários deveria ser algo obrigatório na educação básica brasileira. Conhecer como funciona o sistema bancário é algo de grande importância na sociedade atual. É por isso que a matéria "Conhecimentos Bancários" é uma das mais pedidas em diversos Concursos Públicos brasileiros.

Trabalho a 10 anos na área de Informática Formação ? TI Técnico em Redes e Manutenção Administrador de Redes Certificações ? Cisco RS e CCNA Security



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  • Técnico Bancário Novo - CEF

    CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

    TÉCNICO BANCÁRIO NOVO

    Carreira Administrativa

    CONHECIMENTOS BÁSICOS

    LÍNGUA PORTUGUESA:
    1 Compreensão e interpretação de textos. .........................................................................................................................1
    2 Tipologia textual. ..............................................................................................................................................................8
    3 Ortografia oficial. ............................................................................................................................................................ 11
    4 Acentuação gráfica. ....................................................................................................................................................... 14
    5 Emprego das classes de palavras. ................................................................................................................................ 22
    6 Emprego do sinal indicativo de crase. ........................................................................................................................... 19
    7 Sintaxe da oração e do período. .................................................................................................................................... 38
    8 Pontuação. ..................................................................................................................................................................... 18
    9 Concordância nominal e verbal. ..................................................................................................................................... 40
    10 Regência nominal e verbal. .......................................................................................................................................... 42
    11 Significação das palavras. ........................................................................................................................................... 20
    12 Redação Oficial. ........................................................................................................................................................... 42

    MATEMÁTICA:
    1 Juros simples e compostos: capitalização e descontos. ..................................................................................................1
    2 Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente. ............................................................ 11
    3 Planos ou sistemas de amortização de empréstimos e financiamentos. ....................................................................... 12
    4 Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento. ............................. 16
    5 Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três; porcenta-
    gem e problemas. ............................................................................................................................................................. 27

    RACIOCÍNIO LÓGICO:
    1 Princípios do raciocínio lógico: conectivos lógicos; diagramas lógicos; lógica de argumentação; interpretação de infor-
    mações de natureza matemática; probabilidade. .................................................................................................. Pp 1 a 61

    ATUALIDADES:
    1 Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais que desenvolvimento sustentável, ecologia, economia, educação,
    educação a distância, energia, política, redes sociais (Twitter, Facebook,Google+, Linkedin), relações internacionais,
    responsabilidade socioambiental, segurança, sociedade e tecnologia. ................................................................ Pp 1 a 27

    ÉTICA:
    1 Conceito de ética. ............................................................................................................................................................1
    2 Ética aplicada: noções de ética empresarial e profissional. .............................................................................................4
    3 A gestão da ética nas empresas públicas e privadas. .....................................................................................................8
    4 Código de Ética da CAIXA (disponível no sítio da CAIXA na Internet). ...........................................................................9

    LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA:
    1 Lei nº 7.998/1990 (Programa Desemprego e Abono Salarial - beneficiários e critérios para saque); Lei nº 8.036/1990
    (FGTS: possibilidades e condições de utilização/saque; Certificado de Regularidade do FGTS; Guia de Recolhimento
    (GRF); Lei Complementar nº 7/1970 (PIS). ........................................................................................................................1
    2 Artigo 37 da Constituição Federal (Princípios constitucionais da Administração Pública: Princípios da legalidade,
    impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência). .................................................................................................... 12
    3 Lei nº 10.836/2004 (Bolsa Família). ............................................................................................................................... 20

  • Técnico Bancário Novo - CEF

    CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

    ATENDIMENTO:
    1 Legislação: Lei nº 8.078/1990 (dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências); Resoluções
    CMN/Bacen nº 3.694/2009 (dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações e na prestação de servi-
    ços por parte de instituições financeiras) e alterações posteriores. ....................................................................................1
    2 Marketing em empresas de serviços: marketing de relacionamento. ............................................................................ 25
    3 Satisfação, valor e retenção de clientes. ....................................................................................................................... 30
    4 Propaganda e promoção. .............................................................................................................................................. 32
    5 Telemarketing. ............................................................................................................................................................... 37
    6 Vendas: técnicas de vendas de produtos e serviços financeiros do setor bancário. ..................................................... 38

    CONHECIMENTOS BANCÁRIOS:
    1 Abertura e movimentação de contas: documentos básicos. ............................................................................................1
    2 Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, representação e domicílio. .......................................4
    3 Cheque: requisitos essenciais, circulação, endosso, cruzamento, compensação. ..........................................................7
    4 Sistema de pagamentos brasileiro. ................................................................................................................................ 11
    5 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional (SFN): Conselho Monetário Nacional; Banco Central do Brasil; Comissão de
    Valores Mobiliários; Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional; bancos comerciais; caixas econômicas;
    cooperativas de crédito; bancos comerciais cooperativos; bancos de investimento; bancos de desenvolvimento; socie-
    dades de crédito, financiamento e investimento; sociedades de arrendamento mercantil; sociedades corretoras de títulos
    e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários; bolsas de valores; bolsas de mercadori-
    as e de futuros; Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC); Central de Liquidação Financeira e de Custódia de
    Títulos (CETIP); sociedades de crédito imobiliário; associações de poupança e empréstimo; sistema de seguros priva-
    dos: sociedades de capitalização; Previdência Complementar: entidades abertas e entidades fechadas de previdência
    privada. ............................................................................................................................................................................. 12
    6 Noções de política econômica, noções de política monetária, instrumentos de política monetária, formação
    da taxa de juros. ............................................................................................................................................................... 49
    7 Mercado Financeiro. ...................................................................................................................................................... 52
    7.1 Mercado monetário.
    7.2 Mercado de crédito.
    7.3 Mercado de capitais: ações características e direitos, debêntures, diferenças entre companhias abertas e compa-
    nhias fechadas, funcionamento do mercado à vista de ações, mercado de balcão.
    7.4 Mercado de câmbio: instituições autorizadas a operar; operações básicas; contratos de câmbio características;
    taxas de câmbio; remessas; SISCOMEX.
    8 Mercado primário e mercado secundário. ...................................................................................................................... 65
    9 Produtos bancários: Programa Minha Casa Minha Vida; Crédito Rural Agronegócio; Microcrédito Produtivo Orienta-
    do; Cartões; Penhor; Loterias; Financiamento Estudantil (FIES). ..................................................................................... 66
    10 Correspondentes Bancários. ........................................................................................................................................ 67

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    1

    LÍNGUA PORTUGUESA

    1 Compreensão e interpretação de textos

    2 Tipologia textual

    3 Ortografia oficial

    4 Acentuação gráfica

    5 Emprego das classes de palavras

    6 Emprego do sinal indicativo de crase.

    8 Pontuação

    9 Concordância nominal e verbal

    10 Regência nominal e verbal

    11 Significação das palavras.

    12 Redação Oficial

    COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

    Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali-
    dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve
    compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de
    necessitar de um bom léxico internalizado.

    As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto
    em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um
    confronto entre todas as partes que compõem o texto.

    Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por
    trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-
    se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor
    diante de uma temática qualquer.

    Denotação e Conotação
    Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres-
    são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con-
    venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi-
    ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação.

    O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários,
    o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a
    atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão,
    depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada
    construção frasal, uma nova relação entre significante e significado.

    Os textos literários exploram bastante as construções de base conota-
    tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações
    diferenciadas em seus leitores.

    Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis-
    semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do
    contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra
    ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste
    caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim
    ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e
    esclareçam o sentido.

    Como Ler e Entender Bem um Texto
    Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e
    de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira
    cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra-
    em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo
    nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar
    palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para
    resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça
    a memória visual, favorecendo o entendimento.

    Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva,
    há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim
    de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes.

    No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto
    com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da
    época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen-
    tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui
    não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica
    da fonte e na identificação do autor.

    A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de
    resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce-
    to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa-
    da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais
    adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por
    isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
    ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
    alternativa mais completa.

    Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento
    do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
    texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-

    tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso

    para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
    ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
    será mais consciente e segura.

    Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
    texto. Para isso, devemos observar o seguinte:

    01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;

    02.

    Se encontrar

    palavras
    até o fim, ininterruptamente;

    desconhecidas,

    não interrompa

    a

    leitura,

    03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
    umas três vezes ou mais;
    04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;

    05.
    06.
    07.
    ensão;
    08.

    Voltar

    ao texto tantas

    quantas

    vezes

    precisar;

    Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
    Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-

    Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
    respondente;

    09.
    10.

    Verificar,

    com atenção e cuidado,

    o enunciado de cada

    questão;

    Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
    incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
    aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
    perguntou e o que se pediu;
    11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais

    exata ou a mais

    completa;

    12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
    lógica objetiva;
    13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;

    14.

    Não se deve procurar

    a verdade exata dentro daquela
    mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;

    resposta,

    15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
    resposta;
    16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
    definindo o tema e a mensagem;
    17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
    18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-

    simos

    na interpretação do texto.

    Ex.: Ele morreu de fome.
    de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
    do fato (= morte de "ele").
    Ex.: Ele morreu faminto.
    faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
    quando morreu.;
    19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei-
    as estão coordenadas entre si;
    20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza

    de expressão,
    Cunegundes

    aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.

    Eraldo

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    2

    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
    TEXTO NARRATIVO

    As

    personagens:

    São as

    pessoas,

    ou seres,

    viventes

    ou não,

    for-

    ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar
    dos fatos.

    Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou
    heroína, personagem principal da história.

    O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota-
    gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal
    contracena em primeiro plano.

    As personagens secundárias, que são chamadas também de compar-
    sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra-
    ção.

    O narrador que está a contar a história também é uma personagem,
    pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor-
    tância, ou ainda uma pessoa estranha à história.

    Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso-
    nagem: as planas

    : que são definidas por um traço característico, elas não
    alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e
    tendem à caricatura; as redondas

    : são mais complexas tendo uma dimen-
    são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações
    perante os acontecimentos.

    Sequência

    dos

    fatos (enredo):

    Enredo é a sequência dos

    fatos,

    a

    trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po-
    demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios
    progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o
    desenlace ou desfecho.

    Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente,
    as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre,
    na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a
    história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou
    seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte-
    resses entre as personagens.

    O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten-
    são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho,
    ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.

    Os

    fatos:

    São

    os

    acontecimentos

    de que as

    personagens

    partici-
    pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê-
    nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano
    constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance
    social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central,
    que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela-
    cionados ao principal.

    Espaço:

    Os

    acontecimentos

    narrados

    acontecem em diversos

    lu-
    gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter
    informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve-
    zes, principalmente nos textos literários, essas informações são
    extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos
    narrativo.

    Tempo:

    Os

    fatos

    que compõem a narrativa desenvolvem-se num
    determinado tempo, que consiste na identificação do momento,
    dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa-
    lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações
    podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos,
    ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa-
    to que aconteceu depois.

    O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo
    material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela
    natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões
    fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da
    sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu
    espírito.

    Narrador:

    observador

    e personagem:

    O narrador,

    como

    dis-
    semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em
    que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o
    aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri-
    zado por :

    -

    visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às
    personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon-
    tecimentos e a narração é feita em 3 pessoa.

    a

    -

    visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra-
    tiva que é feito em 1 pessoa.

    a

    -

    visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê,
    aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per-
    sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra-
    dor é um observador e a narrativa é feita em 3 pessoa.

    a

    Foco narrativo:

    Todo texto narrativo necessariamente

    tem de

    a-
    presentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual
    a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita
    em 1 pessoa ou 3 pessoa.

    a

    a

    Formas de apresentação da fala das personagens
    Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
    três maneiras de comunicar as falas das personagens.

    Discurso Direto:

    É a representação da fala das

    personagens

    atra-

    vés

    do diálogo.
    Exemplo:
    “Zé Lins continuou:

    carnaval é festa do povo. O povo é dono da
    verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-

    val

    a cidade é do povo e de ninguém mais”.

    No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
    dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
    travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
    os verbos de locução podem ser omitidos.

    Discurso Indireto:

    Consiste em o narrador

    transmitir,

    com suas
    próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. E-
    xemplo:

    “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-
    dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade
    que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me-

    nos sombrios por

    vir”.

    Discurso Indireto Livre:

    Ocorre quando a fala da personagem se

    mistura à fala do narrador,
    Exemplo:

    ou seja,

    ao fluxo normal

    da

    narração.

    “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando
    alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles
    lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem
    que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela
    hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés

    no chão como eles? Só sendo doido mesmo”.

    (José Lins do Rego)

    TEXTO DESCRITIVO
    Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
    terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.

    As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
    tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
    vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
    o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
    unificada.

    Uma boa descrição vai

    apresentando o objeto progressivamente,

    vari-

    ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco
    pouco.

    a

    Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc-
    nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:

    Descrição Literária:

    A finalidade maior

    da descrição

    literária

    é
    transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    3

    através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje-
    tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên-
    cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o
    que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti-
    vo, fenomênico, ela é exata e dimensional.

    Descrição de

    Personagem:

    É utilizada para caracterização das
    personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos,
    pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen-
    to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so-
    cial e econômico .

    Descrição de

    Paisagem:

    Neste tipo de descrição,

    geralmente o
    observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama,
    para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as
    partes mais típicas desse todo.

    Descrição do Ambiente:

    Ela dá os

    detalhes

    dos

    interiores,

    dos
    ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma
    visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e
    típicos.

    Descrição da

    Cena:

    Trata-se de uma descrição movimentada,

    que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de
    um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.

    Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge-
    rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu-
    lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É
    predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer
    convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis-
    mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc.

    TEXTO DISSERTATIVO
    Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons-
    ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques-
    tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever
    com clareza, coerência e objetividade.

    A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir
    o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como
    finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão.

    A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan-
    do o contexto.

    Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :

    Introdução:

    Em poucas

    linhas

    coloca ao leitor

    os

    dados

    funda-
    mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob-
    jetiva da definição do ponto de vista do autor.

    Desenvolvimento:

    Constitui

    o corpo do texto,

    onde as

    ideias

    colo-
    cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan-
    tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias
    articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num
    conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de-
    sencadeia a conclusão.

    Conclusão:

    É o

    fenômeno do texto,

    marcado pela síntese da ideia
    central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in-
    trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para
    haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer
    em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese
    e opinião.

    -

    Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é
    a obra ou ação que realmente se praticou.

    -

    Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou
    não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so-
    bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido.

    -

    Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou
    desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje-
    tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a
    respeito de algo.

    O TEXTO ARGUMENTATIVO

    Um texto argumentativo tem como objetivo convencer alguém das
    nossas ideias. Deve ser claro e ter riqueza lexical, podendo tratar qualquer
    tema ou assunto.

    É constituído por um primeiro parágrafo curto, que deixe a ideia no ar,
    depois o desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve,
    com argumentos convincentes e verdadeiros, e com exemplos claros. Deve
    também conter contra-argumentos, de forma a não permitir a meio da
    leitura que o leitor os faça. Por fim, deve ser concluído com um parágrafo
    que responda ao primeiro parágrafo, ou simplesmente com a ideia chave da
    opinião.

    Geralmente apresenta uma estrutura organizada em três partes:

    a introdução,

    na

    qual

    é

    apresentada

    a

    ideia

    principal

    ou

    tese;
    o desenvolvimento, que fundamenta ou desenvolve a ideia principal; e

    a conclusão.

    Os

    argumentos

    utilizados

    para fundamentar

    a tese

    podem ser

    de diferentes tipos: exemplos, comparação, dados históricos, dados
    estatístico, pesquisas, causas socioeconômicas ou culturais, depoimentos -
    enfim tudo o que possa demonstrar o ponto de vista defendido pelo autor

    tem

    consistência.

    A

    conclusão

    pode

    apresentar

    uma
    solução/proposta ou uma síntese. Deve utilizar título que chame

    possível

    a

    atenção

    do leitor e utilizar variedade padrão de língua.

    A linguagem normalmente é impessoal e objetiva.

    O roteiro da persuasão para o texto argumentativo:

    Na introdução, no desenvolvimento e na conclusão do texto argumen-
    tativo espera-se que o redator o leitor de seu ponto de vista. Alguns recur-
    sos podem contribuir para que a defesa da tese seja concluída com suces-
    so. Abaixo veremos algumas formas de introduzir um parágrafo argumenta-
    tivo:

    Declaração inicial: É uma forma de apresentar com assertivi-
    dade e segurança a tese.

    ‘ A aprovação das Cotas para negros vem reparar uma divida moral e

    um dano social.

    Oferecer

    oportunidade igual

    de ingresso no

    Ensino

    Superi-

    or ao negro por meio de políticas afirmativas é uma forma de admitir a
    diferença social marcante na sociedade e de igualar o acesso ao mercado
    de trabalho.’

    Interrogação: Cria-se com a interrogação uma relação próxima
    com o leitor que, curioso, busca no texto resposta as perguntas feitas na
    introdução.

    Por

    que nos

    orgulhamos

    da nossa falta de consciência

    coletiva?
    que ainda insistimos em agir como ‘espertos’ individualistas?’

    Por

    Citação ou alusão: Esse recurso garante à defesa da tese cará-

    ter de autoridade e confere credibilidade ao discurso argumentativo, pois
    se apoia nas palavras e pensamentos de outrem que goza de prestigio.

    ‘ As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não
    chorarem mais, trazerem a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem
    as costas e irem embora’. O comentário do fotógrafo Sebastião Salgado
    sobre o que presenciou na Ruanda é um chamado à consciência públi-
    ca.’’

    Exemplificação: O processo narrativo ou descritivo da exempli-
    ficação pode conferir à argumentação leveza a cumplicidade. Porém,
    deve-se tomar cuidado para que esse recurso seja breve e não interfira
    no processo persuasivo.

    ‘ Noite de quarta-feira nos Jardins, bairro paulistano de classe média.
    Restaurante da moda, frequentado por jovens bem-nascidos, sofre o se-
    gundo ‘arrastão’ do mês. Clientes e funcionários são assaltados e amea-
    çados de morte. O cotidiano violento de São Paulo se faz presente.’’

    Roteiro: A antecipação do que se pretende dizer pode funcionar
    como encaminhamento de leitura da tese.

    ‘ Busca-se com essa exposição analisar o descaso da sociedade em
    relação às coletas seletivas de lixo e a incompetência das prefeituras.’’

    Enumeração: Contribui para que o redator analise os dados e
    exponha seus pontos de vista com mais exatidão.

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    4

    ‘ Pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Pau-
    lo aponta que as maiores vítimas do abuso sexual são as crianças meno-
    res de 12 anos. Elas representam 43% dos 1.926 casos de violência se-
    xual atendidos pelo Programa Bem-Me-Quer, do Hospital Pérola Bying-
    ton.’’

    Causa e consequência: Garantem a coesão e a concatenação
    das ideias ao longo do parágrafo, além de conferir caráter lógico ao pro-
    cesso argumentativo.

    ‘ No final de março, o Estado divulgou índices vergonhosos do Idesp
    indicador desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação para ava-
    liar a qualidade do ensino (). O péssimo resultado é apenas conse-
    quência de como está baixa a qualidade do ensino público. As causas
    são várias, mas certamente entre elas está a falta de respeito do Estado
    que, próximo do fim do 1º bimestre, ainda não enviou apostilas para al-
    gumas escolas estaduais de Rio Preto.

    Síntese: Reforça a tese defendida, uma vez que fecha o texto
    com a retomada de tudo o que foi exposto ao longo da argumentação.
    Recurso seguro e convincente para arrematar o processo discursivo.

    ‘ Quanto a Lei Geral da Copa, aprovou-se um texto que não é o ideal,
    mas sustenta os requisitos da Fifa para o evento.

    O aspecto mais polêmico era a venda de bebidas alcoólicas nos es-
    tádios. A lei eliminou o veto federal, mas não exclui que os organizadores
    precisem negociar a permissão em alguns Estados, como São Paulo.’’

    Proposta: Revela autonomia critica do produtor do texto e ga-
    rante mais credibilidade ao processo argumentativo.

    ‘ Recolher de forma digna e justa os usuários de crack que buscam
    ajuda, oferecer tratamento humano é dever do Estado. Não faz sentido
    isolar para fora dos olhos da sociedade uma chaga que pertence a to-
    dos.’’ Mundograduado.org

    Modelo de Dissertação-Argumentativa

    Meio-ambiente e tecnologia: não há contraste, há solução

    Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambi-
    ental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobre-
    vivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quan-
    do analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.

    O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço a
    se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas ao
    progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), responsá-
    veis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte, pro-
    blemas ambientais que afetam a população.

    Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos
    contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar
    os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de
    continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente
    nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma,
    podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemáti-
    ca.

    O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os
    transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnoló-
    gica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais
    do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não
    existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se
    transformar na salvação do mundo.

    Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral preci-
    sam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a
    combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada
    melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a
    “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.

    Nesse modelo, didaticamente, podemos perceber a estrutura textual
    dissertativa assim organizada:

    1º parágrafo: Introdução com apresentação da tese a ser defendi-

    da;

    “Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambi-
    ental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobre-
    vivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quan-
    do analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.”

    2º parágrafo: Há o desenvolvimento da tese com fundamentos ar-
    gumentativos;

    “O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço
    a se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas
    ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), respon-
    sáveis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte,
    problemas ambientais que afetam a população.

    Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos
    contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar
    os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de
    continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente
    nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma,
    podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemáti-
    ca.”

    3º parágrafo: A conclusão é desenvolvida com uma proposta de
    intervenção relacionada à tese.

    “O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os
    transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnoló-
    gica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais
    do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não
    existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se
    transformar na salvação do mundo.

    Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral preci-
    sam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a
    combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada
    melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a
    “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.” Profª Francinete

    A ideia principal e as secundárias

    Para treinarmos a redação de pequenos parágrafos narrativos, vamos
    nos colocar no papel de narradores, isto é, vamos contar fatos com base na
    organização das ideias.

    Leia o trecho abaixo:

    Meu primo já havia chegado à metade da perigosa ponte de ferro
    quando, de repente, um trem saiu da curva, a cem metros da ponte. Com
    isso, ele não teve tempo de correr para a frente ou para trás, mas, demons-
    trando grande presença de espírito, agachou-se, segurou, com as mãos,
    um dos dormentes e deixou o corpo pendurado.

    Como você deve ter observado, nesse parágrafo, o narrador conta-nos
    um fato acontecido com seu primo. É, pois, um parágrafo narrativo. Anali-
    semos, agora, o parágrafo quanto à estrutura.

    As ideias foram organizadas da seguinte maneira:

    Ideia principal:

    Meu primo já havia chegado à metade da perigosa ponte de ferro
    quando, de repente, um trem saiu da curva, a cem metros da ponte.

    Ideias secundárias:

    Com isso, ele não teve tempo de correr para a frente ou para trás, mas,
    demonstrando grande presença de espírito, agachou-se, segurou, com as
    mãos, um dos dormentes e deixou o corpo pendurado.

    A ideia principal, como você pode observar, refere-se a uma ação peri-
    gosa, agravada pelo aparecimento de um trem. As ideias secundárias
    complementam a ideia principal, mostrando como o primo do narrador
    conseguiu sair-se da perigosa situação em que se encontrava.

    Os parágrafos devem conter apenas uma ideia principal acompanhado
    de ideias secundárias. Entretanto, é muito comum encontrarmos, em pará-
    grafos pequenos, apenas a ideia principal. Veja o exemplo:

    O dia amanhecera lindo na Fazenda Santo Inácio.

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    5

    Os dois filhos do sr. Soares, administrador da fazenda, resolveram a-
    proveitar o bom tempo. Pegaram um animal, montaram e seguiram conten-
    tes pelos campos, levando um farto lanche, preparado pela mãe.

    Nesse trecho, há dois parágrafos.

    No primeiro, só há uma ideia desenvolvida, que corresponde à ideia
    principal do parágrafo: O dia amanhecera lindo na Fazenda Santo Inácio.

    No segundo, já podemos perceber a relação ideia principal + ideias
    secundárias. Observe:

    Ideia principal:

    Os dois filhos do sr. Soares, administrador da fazenda, resolveram a-
    proveitar o bom tempo.

    Ideia secundárias:

    Pegaram um animal, montaram e seguiram contentes pelos campos,
    levando um farto lanche, preparado pela mãe.

    Agora que já vimos alguns exemplos, você deve estar se perguntando:
    “Afinal, de que tamanho é o parágrafo?”

    Bem, o que podemos responder é que não há como apontar um pa-
    drão, no que se refere ao tamanho ou extensão do parágrafo.

    Há exemplos em que se veem parágrafos muito pequenos; outros, em
    que são maiores e outros, ainda, muito extensos.

    Também não há como dizer o que é certo ou errado em termos da ex-
    tensão do parágrafo, pois o que é importante mesmo, é a organização das
    ideias. No entanto, é sempre útil observar o que diz o dito popular “nem
    oito, nem oitenta”.

    Assim como não é aconselhável escrevermos um texto, usando apenas
    parágrafos muito curtos, também não é aconselhável empregarmos os
    muito longos.

    Essas observações são muito úteis para quem está iniciando os traba-
    lhos de redação. Com o tempo, a prática dirá quando e como usar parágra-
    fos pequenos, grandes ou muito grandes.

    Até aqui, vimos que o parágrafo apresenta em sua estrutura, uma ideia
    principal e outras secundárias. Isso não significa, no entanto, que sempre a
    ideia principal apareça no início do parágrafo. Há casos em que a ideia
    secundária inicia o parágrafo, sendo seguida pela ideia principal. Veja o
    exemplo:

    As estacas da cabana tremiam fortemente, e duas ou três vezes, o solo
    estremeceu violentamente sob meus pés. Logo percebi que se tratava de
    um terremoto.

    Observe que a ideia mais importante está contida na frase: “Logo per-
    cebi que se tratava de um terremoto”, que aparece no final do parágrafo.
    As outras frases (ou ideias) apenas explicam ou comprovam a afirmação:
    “as estacas tremiam fortemente, e duas ou três vezes, o solo estremeceu
    violentamente sob meus pés” e estas estão localizadas no início do pará-
    grafo.

    Então, a respeito da estrutura do parágrafo, concluímos que as ideias
    podem organizar-se da seguinte maneira:

    Ideia principal + ideias secundárias

    ou

    Ideias secundárias + ideia principal

    É importante frisar, também, que a ideia principal e as ideias se-
    cundárias não são ideias diferentes e, por isso, não podem ser separadas
    em parágrafos diferentes. Ao selecionarmos as ideias secundárias deve-
    mos verificar as que realmente interessam ao desenvolvimento da ideia
    principal e mantê-las juntas no mesmo parágrafo. Com isso, estaremos
    evitando e repetição de palavras e assegurando a sua clareza. É importan-
    te, ao termos várias ideias secundárias, que sejam identificadas aquelas
    que realmente se relacionam à ideia principal. Esse cuidado é de grande
    valia ao se redigir parágrafos sobre qualquer assunto.

    ESTRUTURAÇÃO E ARTICULAÇÃO DO TEXTO

    Resenha Critica de Articulação do Texto

    Amanda Alves Martins

    Resenha Crítica do livro A Articulação do Texto, da autora Elisa Guima-

    rães

    No livro de Elisa Guimarães, A Articulação do Texto, a autora procura

    esclarecer as dúvidas referentes à formação e à compreensão de um texto

    e do seu contexto.

    Formado por unidades coordenadas, ou seja, interligadas entre si, o

    texto constitui, portanto, uma unidade comunicativa para os membros de

    uma comunidade; nele, existe um conjunto de fatores indispensáveis para a

    sua construção, como “as intenções do falante (emissor), o jogo de ima-

    gens conceituais, mentais que o emissor e destinatário executam.”(Manuel

    P. Ribeiro, 2004, p.397). Somado à isso, um texto não pode existir de forma

    única e sozinha, pois depende dos outros tanto sintaticamente quanto

    semanticamente para que haja um entendimento e uma compreensão

    deste. Dentro de um texto, as partes que o formam se integram e se expli-

    cam de forma recíproca.

    Completando o processo de formação de um texto, a autora nos escla-

    rece que a economia de linguagem facilita a compreensão dele, sendo

    indispensável uma ligação entre as partes, mesmo havendo um corte de

    trechos considerados não essenciais.

    Quando o tema é a “situação comunicativa” (p.7), a autora nos esclare-

    ce a relação texto X contexto, onde um é essencial para esclarecermos o

    outro, utilizando-se de palavras que recebem diferentes significados con-

    forme são inseridas em um determinado contexto; nos levando ao entendi-

    mento de que não podemos considerar isoladamente os seus conceitos e

    sim analisá-los de acordo com o contexto semântico ao qual está inserida.

    Segundo Elisa Guimarães, o sentido da palavra texto estende-se a

    uma enorme vastidão, podendo designar “um enunciado qualquer, oral ou

    escrito, longo ou breve, antigo ou moderno” (p.14) e ao contrário do que

    muitos podem pensar, um texto pode ser caracterizado como um fragmen-

    to, uma frase, um verbo ect e não apenas na reunião destes com mais

    algumas outras formas de enunciação; procurando sempre uma objetivida-

    de para que a sua compreensão seja feita de forma fácil e clara.

    Esta economia textual facilita no caminho de transmissão entre o enun-

    ciador e o receptor do texto que procura condensar as informações recebi-

    das a fim de se deter ao “núcleo informativo” (p.17), este sim, primordial a

    qualquer informação.

    A autora também apresenta diversas formas de classificação do discur-

    so e do texto, porém, detenhamo-nos na divisão de texto informativo e de

    um texto literário ou ficcional.

    Analisando um texto, é possível percebermos que a repetição de um

    nome/lexema, nos induz à lembrar de fatos já abordados, estimula a nossa

    biblioteca mental e a informa da importância de tal nome, que dentro de um

    contexto qualquer, ou seja que não fosse de um texto informacional, seria

    apenas caracterizado como uma redundância desnecessária. Essa repeti-

    ção é normalmente dada através de sinônimos ou “sinônimos perfeitos”

    (p.30) que permitem a permutação destes nomes durante o texto sem que o

    sentido original e desejado seja modificado.

    Esta relação semântica presente nos textos ocorre devido às interpre-

    tações feitas da realidade pelo interlocutor, que utiliza a chamada “semânti-

    ca referencial” (p.31) para causar esta busca mental no receptor através de

    palavras semanticamente semelhantes à que fora enunciada, porém, existe

    ainda o que a autora denominou de “inexistência de sinônimo perfeito”

    (p.30) que são sinônimos porém quando posto em substituição um ao outro

    não geram uma coerência adequada ao entendimento.

    Nesta relação de substituição por sinônimos, devemos ter cautela

    quando formos usar os “hiperônimos” (p.32), ou até mesmo a “hiponímia”

    (p.32) onde substitui-se a parte pelo todo, pois neste emaranhado de subs-

    tituições pode-se causar desajustes e o resultado final não fazer com que a

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    6

    imagem mental do leitor seja ativada de forma corretamente, e outra assimi-

    lação, errônea, pode ser utilizada.

    Seguindo ainda neste linear das substituições, existem ainda as “nomi-

    nações” e a “elipse”, onde na primeira, o sentido inicialmente expresso por

    um verbo é substituído por um nome, ou seja, um substantivo; e, enquanto

    na segunda, ou seja, na elipse, o substituto é nulo e marcado pela flexão

    verbal; como podemos perceber no seguinte exemplo retirado do livro de

    Elisa Guimarães:

    “Louve-se nos mineiros, em primeiro lugar, a sua presença suave. Mil

    deles não causam o incômodo de dez cearenses.

    __Não grita, ___ não empurram< ___ não seguram o braço da gente,

    ___ não impõem suas opiniões. Para os importunos inventaram eles uma

    palavra maravilhosamente definidora e que traduz bem a sua antipatia para

    essa casta de gente (...)” (Rachel de Queiroz. Mineiros. In: Cem crônicas

    escolhidas. Rio de Janeiros, José Olympio, 1958, p.82).

    Porém é preciso especificar que para que haja a elipse o termo elíptico

    deve estar perfeitamente claro no contexto. Este conceito e os demais já

    ditos anteriormente são primordiais para a compreensão e produção textu-

    al, uma vez que contribuem para a economia de linguagem, fator de grande

    valor para tais feitos.

    Ao abordar os conceitos de coesão e coerência, a autora procura pri-

    meiramente retomar a noção de que a construção do texto é feita através

    de “referentes linguísticos” (p.38) que geram um conjunto de frases que irão

    constituir uma “microestrutura do texto” (p.38) que se articula com a estrutu-

    ra semântica geral. Porém, a dificuldade de se separar a coesão da coe-

    rência está no fato daquela está inserida nesta, formando uma linha de

    raciocínio de fácil compreensão, no entanto, quando ocorre uma incoerên-

    cia textual, decorrente da incompatibilidade e não exatidão do que foi

    escrito, o leitor também é capaz de entender devido a sua fácil compreen-

    são apesar da má articulação do texto.

    A coerência de um texto não é dada apenas pela boa interligação entre

    as suas frases, mas também porque entre estas existe a influência da

    coerência textual, o que nos ajuda a concluir que a coesão, na verdade, é

    efeito da coerência. Como observamos em Nova Gramática Aplicada da

    Língua Portuguesa de Manoel P. Ribeiro (2004, 14ed):

    A coesão e a coerência trazem a característica de promover a inter-

    relação semântica entre os elementos do discurso, respondendo pelo que

    chamamos de conectividade textual. “A coerência diz respeito ao nexo

    entre os conceitos; e a coesão, à expressão desse nexo no plano linguísti-

    co” (VAL, Maria das Graças Costa. Redação e textualidade, 1991, p.7)

    No capítulo que diz respeito às noções de estrutura, Elisa Guimarães,

    busca ressaltar o nível sintático representado pelas coordenações e subor-

    dinações que fixam relações de “equivalência” ou “hierarquia” respectiva-

    mente.

    Um fato importante dentro do livro A Articulação do Texto, é o valor atribuí-

    do às estruturas integrantes do texto, como o título, o parágrafo, as inter e

    intrapartes, o início e o fim e também, as superestruturas.

    O título funciona como estratégica de articulação do texto podendo de-

    sempenhar papéis que resumam os seus pontos primordiais, como tam-

    bém, podem ser desvendados no decorrer da leitura do texto.

    Os parágrafos esquematizam o raciocínio do escritos, como enuncia

    Othon Moacir Garcia:

    “O parágrafo facilita ao escritor a tarefa de isolar e depois ajustar con-

    venientemente as ideias principais da sua composição, permitindo ao leitor

    acompanhar-lhes o desenvolvimento nos seus diferentes estágios”.

    É bom relembrar, que dentro do parágrafo encontraremos o chamado

    tópico frasal, que resumirá a principal ideia do parágrafo no qual esta

    inserido; e também encontraremos, segundo a autora, dez diferentes tipos

    de parágrafo, cada qual com um ponto de vista específico.

    No que diz respeito ao tópico Inicio e fim, Elisa Guimarães preferiu a-

    bordá-los de forma mútua já que um é consequência ou decorrência do

    outro; ficando a organização da narrativa com uma forma de estrutura

    clássica e seguindo uma linha sequencial já esperada pelo leitor, onde o

    início alimenta a esperança de como virá a ser o texto, enquanto que o fim

    exercer uma função de dar um destaque maior ao fechamento do texto, o

    que também, alimenta a imaginação tanto do leito, quanto do próprio autor.

    No geral, o que diz respeito ao livro A Articulação do Texto de Elisa

    Guimarães, ele nos trás um grande número de informações e novos concei-

    tos em relação à produção e compreensão textual, no entanto, essa grande

    leva de informações muitas vezes se tornam confusas e acabam por des-

    prenderem-se uma das outras, quebrando a linearidade de todo o texto e

    dificultando o entendimento teórico.

    A REFERENCIAÇÃO / OS REFERENTES / COERÊNCIA E COESÃO

    A fala e também o texto escrito constituem-se não apenas numa se-
    quência de palavras ou de frases. A sucessão de coisas ditas ou escritas
    forma uma cadeia que vai muito além da simples sequencialidade: há um
    entrelaçamento significativo que aproxima as partes formadoras do texto
    falado ou escrito. Os mecanismos linguísticos que estabelecem a conectivi-
    dade e a retomada e garantem a coesão são os referentes textuais. Cada
    uma das coisas ditas estabelece relações de sentido e significado tanto
    com os elementos que a antecedem como com os que a sucedem, constru-
    indo uma cadeia textual significativa. Essa coesão, que dá unidade ao
    texto, vai sendo construída e se evidencia pelo emprego de diferentes
    procedimentos, tanto no campo do léxico, como no da gramática. (Não
    esqueçamos que, num texto, não existem ou não deveriam existir elemen-
    tos dispensáveis. Os elementos constitutivos vão construindo o texto, e são
    as articulações entre vocábulos, entre as partes de uma oração, entre as
    orações e entre os parágrafos que determinam a referenciação, os contatos
    e conexões e estabelecem sentido ao todo.)

    Atenção especial concentram os procedimentos que garantem ao texto
    coesão e coerência. São esses procedimentos que desenvolvem a dinâ-
    mica articuladora e garantem a progressão textual.

    A coesão é a manifestação linguística da coerência e se realiza nas
    relações entre elementos sucessivos (artigos, pronomes adjetivos, adjetivos
    em relação aos substantivos; formas verbais em relação aos sujeitos;
    tempos verbais nas relações espaço-temporais constitutivas do texto etc.),
    na organização de períodos, de parágrafos, das partes do todo, como
    formadoras de uma cadeia de sentido capaz de apresentar e desenvolver
    um tema ou as unidades de um texto. Construída com os mecanismos
    gramaticais e lexicais, confere unidade formal ao texto.
    1. Considere-se, inicialmente, a coesão apoiada no léxico. Ela pode
    dar-se pela reiteração, pela substituição e pela associação.
    É garantida com o emprego de:
    enlaces semânticos de frases por meio da repetição. A mensa-

    gem-tema do texto apoiada na conexão de elementos léxicos su-
    cessivos pode dar-se por simples iteração (repetição). Cabe, nesse
    caso, fazer-se a diferenciação entre a simples redundância resul-
    tado da pobreza de vocabulário e o emprego de repetições como
    recurso estilístico, com intenção articulatória. Ex.: “As contas do
    patrão eram diferentes, arranjadas a tinta e contra o vaqueiro, mas
    Fabiano sabia que elas estavam erradas e o patrão queria enganá-
    lo.Enganava.” Vidas secas, p. 143);

    substituição léxica, que se dá tanto pelo emprego de sinônimos
    como de palavras quase sinônimas. Considerem-se aqui além
    das palavras sinônimas, aquelas resultantes de famílias ideológi-
    cas e do campo associativo, como, por exemplo, esvoaçar, revoar,
    voar;

    hipônimos (relações de um termo específico com um termo de
    sentido geral, ex.: gato, felino) e hiperônimos (relações de um
    termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específi-
    co, ex.: felino, gato);

    nominalizações (quando um fato, uma ocorrência, aparece em
    forma de verbo e, mais adiante, reaparece como substantivo, ex.:
    consertar, o conserto; viajar, a viagem). É preciso distinguir-se en-
    tre nominalização estrita e. generalizações (ex.: o cão < o animal)
    e especificações (ex.: planta > árvore > palmeira);

    substitutos universais (ex.: João trabalha muito. Também o faço.

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    7

    O verbo fazer em substituição ao verbo trabalhar);

    enunciados que estabelecem a recapitulação da ideia global.
    Ex.: O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também
    deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono
    (Vidas Secas, p.11). Esse enunciado é chamado de anáfora con-
    ceptual. Todo um enunciado anterior e a ideia global que ele refere
    são retomados por outro enunciado que os resume e/ou interpreta.
    Com esse recurso, evitam-se as repetições e faz-se o discurso a-
    vançar, mantendo-se sua unidade.
    2. A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de:

    certos pronomes (pessoais, adjetivos ou substantivos). Destacam-
    se aqui os pronomes pessoais de terceira pessoa, empregados
    como substitutos de elementos anteriormente presentes no texto,
    diferentemente dos pronomes de 1 e 2 pessoa que se referem à
    pessoa que fala e com quem esta fala.
    certos advérbios e expressões adverbiais;

    ª

    ª

    artigos;
    conjunções;
    numerais;
    elipses. A elipse se justifica quando, ao remeter a um enunciado
    anterior, a palavra elidida é facilmente identificável (Ex.: O jovem
    recolheu-se cedo. ... Sabia que ia necessitar de todas as suas for-
    ças. O termo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a
    relação entre as duas orações.). É a própria ausência do termo que
    marca a inter-relação. A identificação pode dar-se com o próprio
    enunciado, como no exemplo anterior, ou com elementos extraver-
    bais, exteriores ao enunciado. Vejam-se os avisos em lugares pú-
    blicos (ex.: Perigo!) e as frases exclamativas, que remetem a uma
    situação não-verbal. Nesse caso, a articulação se dá entre texto e
    contexto (extratextual);
    as concordâncias;

    a correlação entre os tempos verbais.

    Os dêiticos exercem, por excelência, essa função de progressão textu-
    al, dada sua característica: são elementos que não significam, apenas
    indicam, remetem aos componentes da situação comunicativa. Já os com-
    ponentes concentram em si a significação. Referem os participantes do ato
    de comunicação, o momento e o lugar da enunciação.

    Elisa Guimarães ensina a respeito dos dêiticos:
    Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participan-
    tes do ato do discurso. Os pronomes demonstrativos, certas locuções
    prepositivas e adverbiais, bem como os advérbios de tempo, referenciam o
    momento da enunciação, podendo indicar simultaneidade, anterioridade ou
    posterioridade. Assim: este, agora, hoje, neste momento (presente); ulti-
    mamente, recentemente, ontem, há alguns dias, antes de (pretérito); de
    agora em diante, no próximo ano, depois de (futuro).

    Maria da Graça Costa Val lembra que “esses recursos expressam rela-
    ções não só entre os elementos no interior de uma frase, mas também
    entre frases e sequências de frases dentro de um texto”.

    Não só a coesão explícita possibilita a compreensão de um texto. Mui-
    tas vezes a comunicação se faz por meio de uma coesão implícita, apoia-
    da no conhecimento mútuo anterior que os participantes do processo
    comunicativo têm da língua.

    A ligação lógica das ideias
    Uma das características do texto é a organização sequencial dos ele-
    mentos linguísticos que o compõem, isto é, as relações de sentido que se
    estabelecem entre as frases e os parágrafos que compõem um texto,
    fazendo com que a interpretação de um elemento linguístico qualquer seja
    dependente da de outro(s). Os principais fatores que determinam esse
    encadeamento lógico são: a articulação, a referência, a substituição voca-
    bular e a elipse.

    ARTICULAÇÃO
    Os articuladores (também chamados nexos ou conectores) são conjun-
    ções, advérbios e preposições responsáveis pela ligação entre si dos fatos
    denotados num texto, Eles exprimem os diferentes tipos de interdependên-
    cia de sentido das frases no processo de sequencialização textual. As

    ideias ou proposições podem se relacionar indicando causa, consequência,

    finalidade,

    etc.

    Ingressei na Faculdade a fim de ascender socialmente.
    Ingressei na Faculdade porque pretendo ser biólogo.
    Ingressei na Faculdade depois de ter-me casado.

    É possível observar que os articuladores relacionam os argumentos di-
    ferentemente. Podemos, inclusive, agrupá-los, conforme a relação que
    estabelecem.

    Relações de:
    adição

    : os conectores articula sequencialmente frases cujos conteúdos
    se adicionam a favor de uma mesma conclusão: e, também, não
    só...como também, tanto...como, além de, além disso, ainda, nem.

    Na maioria dos casos, as frases somadas não são permutáveis, isto é,
    a ordem em que ocorrem os fatos descritos deve ser respeitada.

    Ele entrou, dirigiu-se à escrivaninha e sentou-se.
    alternância

    : os conteúdos alternativos das frases são articulados por
    conectores como ou, ora...ora, seja...seja. O articulador ou pode expres-
    sar inclusão ou exclusão.

    Ele não sabe se conclui o curso ou abandona a Faculdade.

    oposição

    : os conectores articulam sequencialmente frases cujos con-
    teúdos se opõem. São articuladores de oposição: mas, porém, todavia,
    entretanto, no entanto, não obstante, embora, apesar de (que), ainda
    que, se bem que, mesmo que, etc.

    O candidato foi aprovado, mas não fez a matrícula.
    condicionalidade

    : essa relação é expressa pela combinação de duas
    proposições: uma introduzida pelo articulador se ou caso e outra por então
    (consequente), que pode vir implícito. Estabelece-se uma relação entre o
    antecedente e o consequente, isto é, sendo o antecedente verdadeiro ou
    possível, o consequente também o será.

    Na relação de condicionalidade, estabelece-se, muitas vezes, uma
    condição hipotética, isto é,, cria-se na proposição introduzida pelo articula-
    dor se/caso uma hipótese que condicionará o que será dito na proposição
    seguinte. Em geral, a proposição situa-se num tempo futuro.

    Caso tenha férias, (então) viajarei para Buenos Aires.

    causalidade:

    é expressa pela combinação de duas proposições, uma
    das quais encerra a causa que acarreta a consequência expressa na outra.
    Tal relação pode ser veiculada de diferentes formas:

    Passei no vestibular porque estudei muito
    visto que
    já que
    uma vez que
    _________________ _____________________
    consequência causa

    Estudei tanto que passei no vestibular.
    Estudei muito por isso passei no vestibular
    _________________ ____________________
    causa consequência

    Como estudei passei no vestibular
    Por ter estudado muito passei no vestibular
    ___________________ ___________________
    causa consequência

    finalidade:

    uma das proposições do período explicita o(s) meio(s) para
    se atingir determinado fim expresso na outra. Os articuladores principais
    são: para, afim de, para que.

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    8

    Utilizo o automóvel a fim de facilitar minha vida.

    conformidade

    : essa relação expressa-se por meio de duas proposi-
    ções, em que se mostra a conformidade de conteúdo de uma delas em
    relação a algo afirmado na outra.

    O aluno realizou a prova conforme o professor solicitara.
    segundo
    consoante
    como
    de acordo com a solicitação...

    temporalidade:

    é a relação por meio da qual se localizam no tempo
    ações, eventos ou estados de coisas do mundo real, expressas por meio de
    duas proposições.
    Quando
    Mal
    Logo que terminei o colégio, matriculei-me aqui.
    Assim que
    Depois que
    No momento em que
    Nem bem

    a)

    concomitância de fatos: Enquanto todos se divertiam, ele estu-
    dava com afinco.

    Existe aqui uma simultaneidade entre os fatos descritos em cada
    uma das proposições.
    b) um tempo progressivo:

    À proporção que os alunos terminavam a prova, iam se retirando.

    bar enchia de frequentadores à medida que a noite caía.

    Conclusão:

    um enunciado introduzido por articuladores como portan-
    to, logo, pois, então, por conseguinte, estabelece uma conclusão em
    relação a algo dito no enunciado anterior:

    Assistiu a todas as aulas e realizou com êxito todos os exercícios. Por-
    tanto tem condições de se sair bem na prova.

    É importante salientar que os articuladores conclusivos não se limitam
    a articular frases. Eles podem articular parágrafos, capítulos.

    Comparação:

    é estabelecida por articuladores : tanto (tão)...como,
    tanto (tal)...como, tão ...quanto, mais ....(do) que, menos ....(do) que,
    assim como.
    Ele é tão competente quanto Alberto.

    Explicação ou justificativa:

    os articuladores do tipo pois, que, por-
    que introduzem uma justificativa ou explicação a algo já anteriormente
    referido.

    Não se preocupe que eu voltarei

    pois

    porque

    As pausas

    Os articuladores são, muitas vezes, substituídos por “pausas” (marca-
    das por dois pontos, vírgula, ponto final na escrita). Que podem assinalar
    tipos de relações diferentes.

    Compramos tudo pela manhã: à tarde pretendemos viajar. (causalida-

    de)

    Não fique triste. As coisas se resolverão. (justificativa)
    Ela estava bastante tranquila eu tinha os nervos à flor da pele. ( oposi-
    ção)
    Não estive presente à cerimônia. Não posso descrevê-la. (conclusão)

    http://www.seaac.com.br/

    A análise de expressões referenciais é fundamental na interpretação do
    discurso. A identificação de expressões correferentes é importante em
    diversas aplicações de Processamento da Linguagem Natural. Expressões
    referenciais podem ser usadas para introduzir entidades em um discurso ou
    podem fazer referência a entidades já mencionadas,podendo fazer uso de

    redução lexical.

    Interpretar e produzir textos de qualidade são tarefas muito importantes
    na formação do aluno. Para realizá-las de modo satisfatório, é essencial
    saber identificar e utilizar os operadores sequenciais e argumentativos do
    discurso. A linguagem é um ato intencional, o indivíduo faz escolhas quan-
    do se pronuncia oralmente ou quando escreve. Para dar suporte a essas
    escolhas, de modo a fazer com que suas opiniões sejam aceitas ou respei-
    tadas, é fundamental lançar mão dos operadores que estabelecem ligações
    (espécies de costuras) entre os diferentes elementos do discurso.

    Tipologia Textual

    Tino Lopez
    1. Narração
    Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num
    determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a
    objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O
    tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações
    desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o
    tipo predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela,
    depoimento, piada, relato, etc.
    2. Descrição

    Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa,
    um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produ-
    ção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais
    abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação
    de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem
    do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da perso-
    nagem a que o texto se Pega. É um tipo textual que se agrega facilmente
    aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem predominância em
    gêneros como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc.
    3. Dissertação
    Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer
    sobre ele. Dependendo do objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou
    argumentativo.
    3.1 Dissertação-Exposição

    Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apre-
    senta informações sobre assuntos, expõe, reflete, explica e avalia idéias de
    modo objetivo. O texto expositivo apenas expõe ideias sobre um determi-
    nado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula, resumo, textos
    científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.

    3.1 Dissertação-Argumentação
    Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de
    vista do autor. O texto, além de explicar, também persuade o interlocutor,
    objetivando convencê-lo de algo. Caracteriza-se pela progressão lógica de
    ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em:
    sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica,
    editorial de jornais e revistas.
    4. Dialogal / Conversacional

    Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante
    nos gêneros: entrevista, conversa telefônica, chat, etc.
    5. Injunção/Instrucional

    Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os
    verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-
    se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo indica-
    tivo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para mon-
    tagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de compor-
    tamento; textos de orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas,
    cartões com votos e desejos (de natal, aniversário, etc.).

    6. Predição

    Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma

    coisa, a qual ainda estar por ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros:
    previsões astrológicas, previsões meteorológicas, previsões escatológi-

    cas/apocalípticas.
    Gêneros textuais

    Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos,
    sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas são socialmente reconheci-

  • Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização

    9

    das, pois se mantêm sempre muito parecidas, com características comuns,
    procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em
    situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de
    linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou infor-
    mais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio, podendo então, ser
    identificado e diferenciado dos demais através de suas características.
    Exemplos:
    Carta

    : quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do
    tipo dissertativo-argumentativo com uma linguagem formal, em que se
    escreve à sociedade ou a leitores. Quando se trata de "carta pessoal", a
    presença de aspectos narrativos oudescritivos e uma linguagem pessoal é
    mais comum.
    Propaganda

    : é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito
    de propagar informações sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar
    o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam as
    emoções e a sensibilidade do mesmo.

    Bula

    de

    remédio

    :

    é

    um

    gênero

    textual descritivo, dissertativo-
    expositivo e injuntivo que tem por obrigação fornecer as informações ne-
    cessárias para o correto uso do medicamento.

    Receita

    : é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo
    informar a fórmula para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e
    o preparo destes, além disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de
    ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções.

    Tutorial

    : é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalida-
    de explicar ao leitor, passo a passo e de maneira simplificada, como fazer
    algo.

    Editorial

    : é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o
    posicionamento da empresa sobre determinado assunto, sem a obrigação
    da presença da objetividade.

    Notícia

    : podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato
    ocorrido que se deu em um determinado momento e em um determinado
    lugar, envolvendo determinadas personagens. Características do lugar,
    bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, minuciosamen-
    te descritos.

    Reportagem

    : é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-
    expositivo. A reportagem tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao
    leitor de uma maneira clara, com linguagem direta.

    Entrevista

    : é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado
    pela conversação de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevis-
    tado(s), para obter informações sobre ou do entrevistado, ou de algum

    outro

    assunto. Geralmente

    envolve

    também

    aspectos dissertativo-
    expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou
    entrevista jornalística. Mas pode também envolver aspectos narrativos,
    como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, como na entrevis-
    ta médica.
    História em quadrinhos

    : é um gênero narrativo que consiste em enredos
    contados em pequenos quadros através de diálogos diretos entre seus
    personagens, gerando uma espécie de conversação.

    Charge

    : é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustra-
    ção cômica, através de caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira,
    crítica ou comentário sobre algum acontecimento atual, em sua grande
    maioria.

    Poema

    : trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos,
    pode ser estruturado em estrofes. Rimas e métrica também podem fazer
    parte de sua composição. Pode ou não ser poético. Dependendo de sua
    estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto,
    epopeia, poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspec-
    tos narrativos e descritivos são mais frequentes neste gênero.

    Poesia

    : é o conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma lin-
    guagem , ou seja, tudo o que toca e comove pode ser considerado como

    poético (até mesmo uma peça ou um filme podem ser assim considerados).
    Um subgênero é a prosa poética, marcada pela tipologia dialogal.
    Gêneros literários:

    · Gênero Narrativo:
    Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o
    épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico pas-
    sou a ser considerado apenas uma variante do gênero literário narrativo,
    devido ao surgimento de concepções de prosa com características diferen-
    tes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente
    todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em
    comum e devem responder a questionamentos, como: quem? o que?
    quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:

    Épico (ou Epopeia):

    os textos épicos são geralmente longos e narram
    histórias de um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras,
    viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exalta-
    ção, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos
    são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero.

    Romance:

    é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem
    definidos e de caráter mais verossímil. Também conta as façanhas de um
    herói, mas principalmente uma história de amor vivida por ele e uma mu-
    lher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos que o sepa-
    ram, o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por
    isso, costuma ser punido no final. É o tipo de narrativa mais comum na
    Idade Média. Ex: Tristão e Isolda.

    Novela:

    é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade
    do romance e a brevidade do conto. Como exemplos de novelas, podem
    ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose,
    de Kafka.

    Conto:

    é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que
    conta situações rotineiras, anedotas e até folclores. Inicialmente, fazia parte
    da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita
    com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual conto
    surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas, que envolve perso-
    nagens do mundo da fantasia; contos de aventura, que envolvem persona-
    gens em um contexto mais próximo da realidade; contos folclóricos (conto
    popular); contos de terror ou assombração, que se desenrolam em um
    contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de misté-
    rio, que envolvem o suspense e a solução de um mistério.

    Fábula:

    é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As
    personagens principais são não humanos e a finalidade é transmitir alguma
    lição de moral.

    Crônica:

    é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com
    linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de crítica
    indireta, especialmente, quando aparece em seção ou artigo de jornal,
    revistas e programas da TV..

    Crônica narrativo-descritiva

    : Apresenta alternância entre os momentos
    narrativos e manifestos descritivos.

    Ensaio:

    é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático,
    expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo
    tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na
    defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanísti-
    co, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que
    se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedu-
    tivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, de José
    Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de John Locke.
    · Gênero Dramático:

    Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto,
    não há um narrador contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é
    representada por atores, que assumem os papéis das personagens nas
    cenas.


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  • 7 Sintaxe da oração e do período
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  • 9 Concordância nominal e verbal
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  • 11 Significação das palavras
  • 12 Redação Oficial
  • MATEMÁTICA:
  • 1 Juros simples e compostos: capitalização e descontos
  • 2 Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente
  • 3 Planos ou sistemas de amortização de empréstimos e financiamentos
  • 4 Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento empréstimo e investimento
  • 5 Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três; porcentagem
  • e problemas
  • RACIOCÍNIO LÓGICO:
  • 1 Princípios do raciocínio lógico: conectivos lógicos; diagramas lógicos; lógica de argumentação; interpretação de informações
  • de natureza matemática; probabilidade
  • ATUALIDADES:
  • 1 Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais que desenvolvimento sustentável, ecologia, economia, educação,
  • educação a distância, energia, política, redes sociais (Twitter, Facebook,Google+, Linkedin), relações internacionais,
  • responsabilidade socioambiental, segurança, sociedade e tecnologia
  • ÉTICA:
  • 1 Conceito de ética
  • 2 Ética aplicada: noções de ética empresarial e profissional
  • 3 A gestão da ética nas empresas públicas e privadas
  • 4 Código de Ética da CAIXA (disponível no sítio da CAIXA na Internet)
  • LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA:
  • 1 Lei nº 7.998/1990 (Programa Desemprego e Abono Salarial - beneficiários e critérios para saque); Lei nº 8.036/1990
  • (FGTS: possibilidades e condições de utilização/saque; Certificado de Regularidade do FGTS; Guia de Recolhimento
  • (GRF); Lei Complementar nº 7/1970 (PIS)
  • 2 Artigo 37 da Constituição Federal (Princípios constitucionais da Administração Pública: Princípios da legalidade,
  • impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência)
  • 3 Lei nº 10.836/2004 (Bolsa Família