Curso Online de Teoria Literária: Lajolo

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O Que é Literatura MARISA LAJOLO (UM BREVE FICHAMENTO) São Paulo: Brasiliense s.a.. 1983

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O Que é Literatura
MARISA LAJOLO

(UM BREVE FICHAMENTO)

São Paulo: Brasiliense s.a.. 1983

Formada em Magistério nos anos de 2007 á 2010 Graduanda de Letras-Inglês 2011,2012/2015



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  • Teoria Literária: O Que é Literatura

    Teoria Literária: O Que é Literatura

    MARISA LAJOLO

    (UM BREVE FICHAMENTO)

    São Paulo: Brasiliense s.a.. 1983

  • “‘A literatura não é um jogo, um passatempo, um produto anacrônico* de uma sociedade dessorada*, mas uma atividade artística’” (p. 07, Capítulo I) Não dá para ler um livro de literatura só por ler, sendo assim tempo perdido, pois a literatura deve ser lida e compreendida por várias maneiras. Ela nos ensina muito mais ao passo que nós estudemos as palavras e o sentido literário e não no sentido como conhecemos.

    “‘A literatura não é um jogo, um passatempo, um produto anacrônico* de uma sociedade dessorada*, mas uma atividade artística’” (p. 07, Capítulo I) Não dá para ler um livro de literatura só por ler, sendo assim tempo perdido, pois a literatura deve ser lida e compreendida por várias maneiras. Ela nos ensina muito mais ao passo que nós estudemos as palavras e o sentido literário e não no sentido como conhecemos.

  • “tanto McLuhan quanto Vítor Manuel: são intelectuais, pensadores, produtores de conhecimento. [ ] Ambos assumem suas posições a partir de uma tradição cultural que vem se construindo há séculos.” (p. 08) que denominam literatura, que“Será que é errado dizer que literatura é tudo aquilo que cada um de nós considera literatura?” (p. 10, Capítulo II)

    “tanto McLuhan quanto Vítor Manuel: são intelectuais, pensadores, produtores de conhecimento. [ ] Ambos assumem suas posições a partir de uma tradição cultural que vem se construindo há séculos.” (p. 08) que denominam literatura, que“Será que é errado dizer que literatura é tudo aquilo que cada um de nós considera literatura?” (p. 10, Capítulo II)

  • Na verdade, nem sempre sabemos o certo qual livro é e não é literatura. Não é qualquer livro que pode ser chamado de literatura, pois tem características específicas é chamado de literariedade. A literatura foge da realidade, nos faz instigar, é inscrita imagina, “violência organizada contra a fala comum” (Jackobson), ou seja, não é comum se ouvir em nosso cotidiano a seguinte frase “[...] Enquanto isso o poeta federal/tira ouro do nariz” (Reunião. Carlos Drummond de Andrade) (p.11) [grifo meu], o que na verdade significa tirar ouro do nariz? Com certeza não é o que na verdade está escrito. Sendo sim, literatura.

    Na verdade, nem sempre sabemos o certo qual livro é e não é literatura. Não é qualquer livro que pode ser chamado de literatura, pois tem características específicas é chamado de literariedade. A literatura foge da realidade, nos faz instigar, é inscrita imagina, “violência organizada contra a fala comum” (Jackobson), ou seja, não é comum se ouvir em nosso cotidiano a seguinte frase “[...] Enquanto isso o poeta federal/tira ouro do nariz” (Reunião. Carlos Drummond de Andrade) (p.11) [grifo meu], o que na verdade significa tirar ouro do nariz? Com certeza não é o que na verdade está escrito. Sendo sim, literatura.

  • “Estes textos não têm a mesma cidadania literária que o romance famoso com crítica no jornal e comentário na escola?” (p. 10) Literatura não precisa ser famoso, reconhecido em todo canto do mundo para ser literatura. Basta seguir tais características, que já foi citado anteriormente, e necessariamente que não esteja só na linguagem oral, literatura só é literatura quando ele é passado para o papel, e então lido. Pois sem a relação escritor/leitor fica, então, incompleto.

    “Estes textos não têm a mesma cidadania literária que o romance famoso com crítica no jornal e comentário na escola?” (p. 10) Literatura não precisa ser famoso, reconhecido em todo canto do mundo para ser literatura. Basta seguir tais características, que já foi citado anteriormente, e necessariamente que não esteja só na linguagem oral, literatura só é literatura quando ele é passado para o papel, e então lido. Pois sem a relação escritor/leitor fica, então, incompleto.

  • “Certos livros são muito conhecidos” (p. 11) Não é por que é conhecido passa e ser literatura. Como “Os Best-sellers. [...] trabalho em linha industrial. [...] tipo de história que prefere tolerância maior ou menor a sexo e violência, cenários e ambientes de maior IBOPE, coisas assim” (grifo do autor. p. 12). Literatura nasce como literatura, como o poema nasce como poema. Independentemente do leitor gostar ou não.

    “Certos livros são muito conhecidos” (p. 11) Não é por que é conhecido passa e ser literatura. Como “Os Best-sellers. [...] trabalho em linha industrial. [...] tipo de história que prefere tolerância maior ou menor a sexo e violência, cenários e ambientes de maior IBOPE, coisas assim” (grifo do autor. p. 12). Literatura nasce como literatura, como o poema nasce como poema. Independentemente do leitor gostar ou não.

  • “E cabe a etiqueta de literatura para aqueles autores como Rui Barbosa e Coelho Neto [...]?” (grifo do autor. p. 13)   “[...] o direito de chamar ou não alguma coisa de literatura” (p. 14) Somente livros são considerados literatura, a partir do momento que ele haja um leitor, ou seja, que haja receptores da mensagem, é muito mais que uma mera produção, em suas palavras está contida significados implícitas, entrelinhas, que precisa de uma nova ótica pra vê-los. Pois o autor brinca com as palavras, mudando os seus significados.

    “E cabe a etiqueta de literatura para aqueles autores como Rui Barbosa e Coelho Neto [...]?” (grifo do autor. p. 13)   “[...] o direito de chamar ou não alguma coisa de literatura” (p. 14) Somente livros são considerados literatura, a partir do momento que ele haja um leitor, ou seja, que haja receptores da mensagem, é muito mais que uma mera produção, em suas palavras está contida significados implícitas, entrelinhas, que precisa de uma nova ótica pra vê-los. Pois o autor brinca com as palavras, mudando os seus significados.

  • “Será que são literatura os poemas adormecidos em gavetas e pastas pelo mundo afora, [ ] jamais encontrarão ouvidos de gente? E, se não é, por que não é? Para uma coisa ser considerada literatura tem que ser escrita? Tem que ser editada? Tem que ser impressa em livro e vendida ao público? ” (p. 14) “Será então que tudo o que foi publicada em livro é literatura?” (p. 14)

    “Será que são literatura os poemas adormecidos em gavetas e pastas pelo mundo afora, [ ] jamais encontrarão ouvidos de gente? E, se não é, por que não é? Para uma coisa ser considerada literatura tem que ser escrita? Tem que ser editada? Tem que ser impressa em livro e vendida ao público? ” (p. 14) “Será então que tudo o que foi publicada em livro é literatura?” (p. 14)

  • Como já diz no Capítulo III “O finalmente é que a obra literária é um objeto social. Para que ela exista, é preciso que alguém escreva, e que outro alguém leia. Ela só existe enquanto obra neste intercâmbio social” (p. 16, Capítulo III) Para as citações acima não comentadas, a literatura é o que é sem muita interferência das pessoas, basta somente que ela seja escrita e que alguém leia de quantas pessoas leram ou se foi publicada ou não

    Como já diz no Capítulo III “O finalmente é que a obra literária é um objeto social. Para que ela exista, é preciso que alguém escreva, e que outro alguém leia. Ela só existe enquanto obra neste intercâmbio social” (p. 16, Capítulo III) Para as citações acima não comentadas, a literatura é o que é sem muita interferência das pessoas, basta somente que ela seja escrita e que alguém leia de quantas pessoas leram ou se foi publicada ou não

  • “[...] criar um espaço de interação estética entre dois sujeitos: o autor e o leitor” (p. 17) Seria como “sentar com o autor” puxar uma cadeira e “dialogar” com ele, ver além do que se está escrito, tentar ver pelos olhos do autor a história. Pesquisar sobre esse autor ajuda para uma melhor compreensão de seus pensamentos.

    “[...] criar um espaço de interação estética entre dois sujeitos: o autor e o leitor” (p. 17) Seria como “sentar com o autor” puxar uma cadeira e “dialogar” com ele, ver além do que se está escrito, tentar ver pelos olhos do autor a história. Pesquisar sobre esse autor ajuda para uma melhor compreensão de seus pensamentos.

  • “Para que um texto seja considerado literatura, é preciso algo mais do que o livre trânsito entre seu autor e um eventual leitor” (p. 17) Para que a mensagem seja enviada com sucesso do emissor (remetente) para o seu destinatário, o canal (língua) e o código devem estar na mesma sintonia. (Jakobson). Mesmo que a obra seja publicada em grego e que o leitor que o comprou não possua o domínio ou o conhecimento da língua grega, a mensagem não é passada.

    “Para que um texto seja considerado literatura, é preciso algo mais do que o livre trânsito entre seu autor e um eventual leitor” (p. 17) Para que a mensagem seja enviada com sucesso do emissor (remetente) para o seu destinatário, o canal (língua) e o código devem estar na mesma sintonia. (Jakobson). Mesmo que a obra seja publicada em grego e que o leitor que o comprou não possua o domínio ou o conhecimento da língua grega, a mensagem não é passada.


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  • Teoria Literária: O Que é Literatura
  • “‘A literatura não é um jogo, um passatempo, um produto anacrônico* de uma sociedade dessorada*, mas uma atividade artística’” (p. 07, Capítulo I) Não dá para ler um livro de literatura só por ler, sendo assim tempo perdido, pois a literatura deve ser lida e compreendida por várias maneiras. Ela nos ensina muito mais ao passo que nós estudemos as palavras e o sentido literário e não no sentido como conhecemos.
  • “tanto McLuhan quanto Vítor Manuel: são intelectuais, pensadores, produtores de conhecimento. [ ] Ambos assumem suas posições a partir de uma tradição cultural que vem se construindo há séculos.” (p. 08) que denominam literatura, que“Será que é errado dizer que literatura é tudo aquilo que cada um de nós considera literatura?” (p. 10, Capítulo II)
  • Na verdade, nem sempre sabemos o certo qual livro é e não é literatura. Não é qualquer livro que pode ser chamado de literatura, pois tem características específicas é chamado de literariedade. A literatura foge da realidade, nos faz instigar, é inscrita imagina, “violência organizada contra a fala comum” (Jackobson), ou seja, não é comum se ouvir em nosso cotidiano a seguinte frase “[...] Enquanto isso o poeta federal/tira ouro do nariz” (Reunião. Carlos Drummond de Andrade) (p.11) [grifo meu], o que na verdade significa tirar ouro do nariz? Com certeza não é o que na verdade está escrito. Sendo sim, literatura.
  • “Estes textos não têm a mesma cidadania literária que o romance famoso com crítica no jornal e comentário na escola?” (p. 10) Literatura não precisa ser famoso, reconhecido em todo canto do mundo para ser literatura. Basta seguir tais características, que já foi citado anteriormente, e necessariamente que não esteja só na linguagem oral, literatura só é literatura quando ele é passado para o papel, e então lido. Pois sem a relação escritor/leitor fica, então, incompleto.
  • “Certos livros são muito conhecidos” (p. 11) Não é por que é conhecido passa e ser literatura. Como “Os Best-sellers. [...] trabalho em linha industrial. [...] tipo de história que prefere tolerância maior ou menor a sexo e violência, cenários e ambientes de maior IBOPE, coisas assim” (grifo do autor. p. 12). Literatura nasce como literatura, como o poema nasce como poema. Independentemente do leitor gostar ou não.
  • “E cabe a etiqueta de literatura para aqueles autores como Rui Barbosa e Coelho Neto [...]?” (grifo do autor. p. 13)   “[...] o direito de chamar ou não alguma coisa de literatura” (p. 14) Somente livros são considerados literatura, a partir do momento que ele haja um leitor, ou seja, que haja receptores da mensagem, é muito mais que uma mera produção, em suas palavras está contida significados implícitas, entrelinhas, que precisa de uma nova ótica pra vê-los. Pois o autor brinca com as palavras, mudando os seus significados.
  • “Será que são literatura os poemas adormecidos em gavetas e pastas pelo mundo afora, [ ] jamais encontrarão ouvidos de gente? E, se não é, por que não é? Para uma coisa ser considerada literatura tem que ser escrita? Tem que ser editada? Tem que ser impressa em livro e vendida ao público? ” (p. 14) “Será então que tudo o que foi publicada em livro é literatura?” (p. 14)
  • Como já diz no Capítulo III “O finalmente é que a obra literária é um objeto social. Para que ela exista, é preciso que alguém escreva, e que outro alguém leia. Ela só existe enquanto obra neste intercâmbio social” (p. 16, Capítulo III) Para as citações acima não comentadas, a literatura é o que é sem muita interferência das pessoas, basta somente que ela seja escrita e que alguém leia de quantas pessoas leram ou se foi publicada ou não
  • “[...] criar um espaço de interação estética entre dois sujeitos: o autor e o leitor” (p. 17) Seria como “sentar com o autor” puxar uma cadeira e “dialogar” com ele, ver além do que se está escrito, tentar ver pelos olhos do autor a história. Pesquisar sobre esse autor ajuda para uma melhor compreensão de seus pensamentos.
  • “Para que um texto seja considerado literatura, é preciso algo mais do que o livre trânsito entre seu autor e um eventual leitor” (p. 17) Para que a mensagem seja enviada com sucesso do emissor (remetente) para o seu destinatário, o canal (língua) e o código devem estar na mesma sintonia. (Jakobson). Mesmo que a obra seja publicada em grego e que o leitor que o comprou não possua o domínio ou o conhecimento da língua grega, a mensagem não é passada.
  • “É necessário para que uma obra seja considerada parte de obras literárias, que ela tenha o endosso* de certos setores mais especializados, aos que compete a batismo de um texto como literário ou não literário” (p. 18) O autor não pode considerar se a sua obra é literária ou não. Essa obra deve ser mandada para análise por pessoas especializadas para ser chamada de literatura ou não.
  • “Á primeira vista, clássicas são as obras produzidas num determinado período da tradição literária” (p. 20, Capítulo IV) Obras clássicas são aquelas que muito têm se falado, comentado e reproduzido como filmes, séries e até mesmo em novelas ou mesmo muito referenciado. Como Romeu e Julieta, que tantos filmes desta obra existem e/ou são referenciados.
  • “[...] um autor ou texto para serem considerados clássicos [...]. Basta apenas que o escritor ou o texto sejam conhecidos como excelentes, acima de qualquer suspeita...” (p. 20) No caso, críticos e analistas tenham aprovado o texto como literário. A opinião desses especialistas, conta muito a favor, pois enriquece o valor dela.
  • “[...] palavra derivada de classis, palavra latina que significa classe de escola. Os clássicos, então, eram chamados clássicos por serem julgados adequados á leitura dos estudantes, úteis na consecução dos objetos escolares” (p. 21) Pois esses livros fazem o leitor pensar, além do mais, essas obras eram de grande efeito na sala de aula.
  • “[...] definir literatura exige uma razoável mão-de-obra.” (p. 24, Capítulo V) Pois há detalhes que condenam e julgam as obras. A literatura nasce da momentânea certeza de que palavras e coisas constituem unidade e a angústia de que palavras e coisas constituem unidade e a Angústia de que palavras e seres jamais se interpenetram.
  • “Tem tanta gente pensando no assunto (aliás, sempre teve) e tantas e tão diferentes são as respostas sugeridas que não dá para eleger uma delas como verdadeira e jogar no lixo todas as outras” (p. 24) Muitos se arriscam em definir literatura, mas defini-la não é simples assim como parece. Mas descartar todas as tentativas de construir uma resposta certeira, não se pode deixar de lado. Talvez uma parte ou outra seja coerente e chegue mais próximo da noção de literatura.
  • “O que é literatura? É uma pergunta que tem várias respostas. [...] cada tempo, cada grupo social tem sua resposta, sua definição para literatura” (p. 25) Pois as pessoas tem o modo de pensar diferente do outro, mesmo convivendo junto.Cada um tem uma pequena noção de literatura e criam suas próprias reflexões sobre o assunto.
  • “[...] os conceitos de literatura, são inspirados pela leitura das obras literárias” (p. 26) De fato, não tem como criticar ou defender algo sem estudá-la. Não é possível conceituar literatura sem ter lido obras literárias e se aprofundado no assunto.
  • “Teoria e prática literária, então, correm o risco de se repetirem uma á outra” (p. 26) “LITERATURA [Do lat. Litteratura]. 6. Conjunto de conhecimentos relativos ás obras ou aos autores literários” (p. 28, Capítulo VI) “[...] litera, que significa letra, que representa, por escrito, os sons da linguagem” (p. 29) “Assim, o entrelaçamento da noção de literatura com a linguagem escrita favorece um conceito de literatura que privilegiava a manifestação escrita sobre a oral” (p. 29)
  • “[...] só a partir dos meados do século XVIII que a palavra literatura foi tendo atenuado seu significado” (p. 30) “[...] na compilação, os textos deixam de ser o que eram: música, dança e palavra, e passam a ostentar a frialdade a distanciamento do texto só escrito” (p. 30-31) Pois não tem como passar para o papel tons de voz de quem está animado ou desanimado, por exemplo: “hoje o dia está ensolarado”. Essa frase não lhe trás nada de mais. Precisa de algo mais, por exemplo: - disse ele, desanimado -. Agora sim você consegue ver a imagem de alguém desanimado falando essa frase.
  • “[...] as palavras e coisas constitui uma unidade e a igualdade momentânea angústia de que palavras a serem jamais se interpenetram que se configuram a linguagem. E é desta linguagem, na sua manifestação mais oficial, que surge a literatura” (p. 36) “a literatura leva ao extremo a ambigüidade da linguagem” (p. 37, Capítulo VIII) Uma palavra no sentido real pode ter um só significado. Mas essa mesma palavra em uma obra literária, provavelmente esse significado foi totalmente modificado, sem aviso prévio. E quem deve descobrir o seu significado, é o próprio leitor.
  • “Não é, portanto, o uso deste ou daquele tipo de linguagem que vai configurar a literatura. É a relação que as palavras estabelecem com o contexto. A linguagem parece tornar-se literária quando seu uso instaura um universo” (p. 38) A literatura é escrita imaginativa, se afasta da fala cotidiana, suas palavras nos assaltam nos interpelam.
  • “[...] literatura vem da natureza ou quantidade de informação que ela propicia ao leitor. Literatura não transmite nada. Cria” (p. 43 Capítulo IX) Ela dá existência a fatos e significados de palavras que, antes de lê-lo, nunca havia imaginado ou olhado por tal ângulo as coisas.
  • “Como ficção, como criação, as personagens encarnam o que poderia ter sido” (p. 45) Imaginação do autor e um pequeno desejo de que aquilo poderia ou poderá ter sido realidade, ser fato verídico.
  • “Aristóteles, respondendo a Platão, dizia que, enquanto a história narrava o que realmente tinha acontecido, o que podia acontecer ficava por conta da literatura” (p. 45) O autor de algum modo se inspira no mundo real e no seu mundo fantasioso para a sua criação literária.
  • “É como se a literatura fosse um constante passar a limpo de textos anteriores. A recuperação do passado no presente, é a deixa de que eu precisava para viajar um pouco” (p. 46) “Desde os gregos, criou-se uma linhagem de definições que, embora muitas vezes conflitantes, tem em comum sua origem letrada” (p. 48, Capítulo X) “Reconhecer, no entanto os filtros ideológicos da história das teorias literárias não anula a importância de conhecê-las” (p. 49)
  • “O passado só sobrevive em forma de linguagem” (p. 49) Só se pode ter certeza do que realmente aconteceu em nosso passado através dos escritos relatados na época devida.
  • “[...] os documentos refletem sempre os olhos que os escrevem e quase sempre os que os lêem” (p. 49) O autor sempre coloca em seus livros a sua linha de pensamento sobre determinado assunto, e o leitor de algum modo se identifica com tais pensamentos.
  • “Foi, portanto, na Grécia antiga, de mármores brancos e deuses olímpicos, que começou a tornar forma um conceito uma prática de literatura” (p. 54, Capítulo XI) “Foi no mundo clássico dos gregos que começaram as primeiras divergências sérias entre os que discutiam o que era, para que servia a literatura” (p. 54)
  • “Platão foi implacável com a poesia. Queria expulsá-la do convívio dos homens, porque, dizia ele, a poesia era mentirosa: era a imitação da imitação da imitação...” (p. 55) Para Platão, literatura é mimese, ou seja, imitação, cópia da realidade.
  • “A idéia de catarse veio com Aristóteles, que saiu a campo em defesa do Drama-poesia exilada por Platão. E entre um ou outro e depois dos dois, o debate continua até hoje” (p. 55) Para Aristóteles, literatura é mimese, ou seja, recriação da realidade.
  • “O conceito de literatura passou a abranger diferentes formas de expressão, e a literatura começou a cumprir novos papéis na vida do homem e da coletividade” (p. 58, Capítulo XII) Quando mais se tinha a preocupação em encontrar um conceito para literatura, mais esse conceito atingia de algum modo ás pessoas, tanto na vida social como na vida particular.
  • “[...] chamar de literatura apenas produção verbal que circula e é aplaudida pelos poucos eleitos...” (p. 59) Literatura oral não é na verdade literatura, pois com o tempo é perdido, cai no esquecimento, e até mesmo é modificado. Já na escrita aquele pensamento será registrada e estará do mesmo modo independente da época a ser lido.
  • “[...] o que se chama produção literária medieval não inclui, a tradição oral, os cantos de trabalho, as narrativas populares...” (p. 59) “Os textos a que a tradição reserva o nome de literatura, não costumam confinar-se ás rodas que detém o poder” (p. 64, Capítulo XIII)
  • “[...] com as realidades diária dos homens que a literatura assume seu extremo poder transformador. [ ] O mundo representado na literatura, simbólica ou realistamente, nasce da experiência que o escritor tem de uma realidade histórica muito bem delimitada” (p. 65) O autor não cria as suas histórias do nada, é a partir do que ele vê, sente, acredita que ele tem a inspiração de escrever.
  • “[...] há muitos séculos quase até as portas de mil e oitocentos, a literatura era produzida de um modo muito diferente do de hoje” (p. 65) A literatura é recomendada para a leitura nos dias de hoje. Ao contrário dos anos atrás que era proibida tal leitura por serem livros pagãs, proibida pela igreja, que em tal época a igreja era o poder maior.
  • “Este prosaico circuito que a literatura percorra hoje para chegar das mãos do escritor ás do leitor não existia antigamente” (p. 66) Para publicar uma obra, antigamente, você deveria ter um “patrocinador” que bancava todas as suas despesas. Ou então escrever uma obra que irá agradar muito o seu público.
  • “Produções literárias a que, aparentemente, a literatura clássica torcia o nariz, ganharam direito de cidadania” (p. 69 Capítulo XIV) “[...] como Caetano, somos todos um pouco muito românticos. E parece que o poeta brasileiro Álvares de Azevedo também acredita nisso tudo” (p. 70) “[...] literatura como prática e espaço de liberdade possível ao escritor dos começos do século XIX” (p. 71)
  • “Concepções e práticas literárias não se isolam no momento em que nascem” (p. 73) “Outra ocorrência importante que marcou a literatura romântica foi o acelerado desenvolvimento do romance, gênero desconhecido” (p. 73) Na verdade era menos valorizado, deixado para depois, não era dado muita importância.
  • “Nem só, no entanto, de lágrimas, suspiros de amor e de saudade, brados de revolta, romances açucarados e poemas libertários compôs-se o mundo que a literatura do século XIX construiu” (p. 78, Capítulo XVI) “[...] a crença nos microscópios, metros e esquadros afastou para os fundos a imaginação e a fantasia, e a literatura começou a se pensar como documento o retrato de uma sociedade que ela considerava injusta” (p. 79)
  • “[...] a literatura foi e é sempre realista, o real esteve e está nos livros, para quem quer vê-lo. [...] a chamada literatura realista vai propor: o que ela inova é, como sempre, o conceito de realidade que instaura” (p. 79) Mas sempre está distorcida, pois o ângulo que o autor viu a realidade nem sempre é o que é de fato.
  • “tudo começa sempre com muito sangue, suor e cerveja, para não falar das resmas de papéis e litros de saliva” (p. 80) Nem sempre a literatura que lemos, foram escritos de uma vez, ela foi feita, refeita, tri feita, editada, reeditada até chegar como conhecemos hoje.
  • “A descoberta do corpo no final do século passado foi acompanhado de uma espécie de uma espécie de sentimento de pecado” (p. 81) “[...] o surto de anti-romantismo não acometeu somente a prosa: contagiou também a poesia” (p.84, Capítulo XVII)
  • “Quase todas as concepções de literatura que se sucederam ao longo século XIX parecem ter comungado a crença” (p. 91, Capítulo XVIII) Pois nessa época a religião, transmitia uma crença e os fiéis aceitavam sem fazer questionamentos. E foi então uma referência para procurar uma concepção para literatura.
  • “O fim do século foi também o fim da crença na neutralidade de uma linguagem literária” (p. 91) “[...] a literatura como linguagem está sozinha, sem prestar contas ás teorias que a viam como forma de interpretação da realidade com uma prática literária inquietante” (p. 93) “A literatura, seus produtores e seus teóricos mergulham na grande aventura da significação provisória e que tem nesse provisório a arma de sua permanência” (p. 93)
  • “Nenhuma vanguarda conseguiu, por exemplo, banir o soneto” (p. 94) “Somos um povo telespectador; não somos nem nunca fomos um país de leitores. Somos um povo sem tradição escrita. [ ] a literatura desse nosso momento renuncia ás vezes ao significado verbal” (p. 95) Damos mais valor á TV, rádio e a internet e quando nos perguntam sobre nossas leituras, não temos em nosso currículo muitos livros que lembremos a história, de termos concluído ou ter pego algum para ler.
  • VOCABULÁRIO Acepção: Sentido; significação; significado. Ação de levar em conta (acepção de pessoas). Anacrônico: Que contém anacronismo. Que está fora de época. Anacronismo: Erro ou confusão na datação de fatos ou épocas históricas. O que está fora da época. Aval: Apoio intelectual ou moral Binária: Que tem duas unidades ou elementos.
  • Batismo: [...] Imersão. Iniciação. Ato de por nome a uma pessoa ou coisa. Bulício: Agitação rumorosa de coisas ou pessoas. Inquietação. Cálida: Quente Cambulhada: Porção de cambulhos. De cambulhada: Sem ordem; de modo confuso. Dessorar: Perder ou tirar o soro. Dissidentes: Que, ou aquele que discorda.
  • Éden: O paraíso terrestre, segundo a bíblia. Lugar de delícias. Eloquência: Capacidade de falar ou de escrever bem, de modo persuasivo. Eloquente: Que tem eloqüência: Êmbolo: Peça que se move em vaivém no corpo das seringas, bombas e outros maquinismos.
  • Endossar: Por endosso em. Passar a responsabilidade a outrem. Apoiar. Solidarizar-se com. Endosso: Ato de endossar. Declaração escrita no verso de um título de crédito, transferindo sua responsabilidade para outrem. Erigir: Erguer; construir. Instituir. Constituir-se Esgarçar: Separar (-se) os fios do tecido; desfiar (-se). Desfazer-se. Helenismo: Conjunto das idéias e costumes da Grécia antiga. Locução, vocábulo ou construção gramatical da língua grega.
  • Matiz: Graduação ou cambiante de cores, nuança. Matizar: dar matizes a. Colorir com cores diversas. Enfeitar. Nenúfar: Flor de lótus Piparote: Pancada com a cabeça do dedo médio ou do índice apoiado sobre o polegar e movimentado com força. Plaga: Região. Trato de terreno; país.
  • Primaz: Que ocupa o primeiro lugar; o mais importante. Primazia: Prioridade. Superioridade; excelência; supermacia. Dignidade de primaz. Prognóstico: Conhecimento antecipado baseado em suposições. Respaldo: Ação ou efeito de respaldar. Respaldar: Tornar plano, alisar.
  • Ricochetear: Desviar (bala) ao bater na pedra ou outro material resistente. Símio: Macaco Sisudo: Sério. Sensato. Tácito: Não expresso por palavras; que se deduz; subentendido. Tácito: Calado; silencioso. Não expresso por palavras; implícito; Subentendido.
  • Vernáculo: Diz-se da linguagem apurada, genuína, correta, sem mescla de estrangeirismo. Diz-se de quem observa correção e pureza no falar e no escrever. Idioma próprio de um país. ROCHA, Ruth, Minidicionário Ruth Rocha. 10. ed., 5. Imp. São Paulo: Scipione, 2001
  • OBRIGADA!