Curso Online de Programa de Saude Da Familia
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PROGRAMA DE SAUDE DA FAMILIA.

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PROGRAMA DE SAUDE DA FAMILIA.

CURRÍCULO PROFISSIONAL ENsino Superior GraduadO EM ENFERMAGEM Instituição: Centro Universitário São GONÇALO RIO DE JANEIRO ENF ESPECIALISTA EM ATENÇÃO PRIMARIA


- Carlos Augusto Monteiro

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  • ATUALIZAÇÃO EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA.

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  • PROGRAMA DE SAUDE DA FAMILIA

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    talvez o aleitamento artificial seja tão antigo quanto a história da civilização humana. isso se evidencia pela grande quantidade de crianças abandonadas em instituições de caridade, ao longo de vários séculos e durante tempos economicamente difíceis, como já se verificava na antiguidade. tal fato se evidencia pelos registros de recipientes encontrados em vários sítios ao lado de corpos de lactentes em escavações arqueológicas (séc. v e vii), sugerindo que os gregos recebiam alimentos de outras fontes além do leite materno, por meio de vasilhas de barro encontradas em tumbas de recém-nascidos àquela época. esses achados nos possibilitam afirmar que a substituição do aleitamento materno diretamente ao peito por outras formas de alimentação constitui uma prática muito antiga. os mistérios e tabus relacionados ao tema, ao que parece, também datam do começo da civilização.
    no brasil, existem relatos dos séculos xvi e xvii, imprecisos e contraditórios, ao tratar dos antigos tupinambás. os filhos das indígenas eram amamentados durante um ano e meio e, neste período, eram transportados em pedaços de pano conhecidos por typoia ou typyia. mesmo se as mulheres tivessem que trabalhar nas roças, não largavam seus filhos: carregavam as crianças nas costas ou encaixavam-nas nos quadris. do mesmo modo que os animais, as índias nutriam e defendiam seus filhos de todos os perigos. se soubessem que o bebê tinha mamado em outra mulher, não sossegavam enquanto a criança não colocasse para fora todo o leite estranho.

  • quando os portugueses chegaram ao brasil, a amamentação era uma prática natural entre as índias, fato que chamou a atenção de pero vaz de caminha, que relata tamanha estranheza em sua carta ao rei de portugal. as crianças eram alimentadas ou por amas-de-leite ou com leite de vaca que, muitas vezes era oferecido em recipientes inadequados como chifres. na época, a sociedade européia considerava a amamentação indigna para uma dama (silva, 1990, apud almeida, 2002). com a estruturação de uma nova sociedade no brasil, as índias e, posteriormente as escravas negras, começaram a exercer a função de ama-de-leite dos filhos da nobreza, aumentando o valor mercadológico das escravas lactantes. o processo da lactação era permeado de conteúdos ideológicos e mitos como enfraquecer a saúde da mulher, interferir na sexualidade do casal, entre outros. as mulheres buscavam o status social de possuir uma ama-de-leite, desejando reproduzir o modelo europeu (badinter, 1985).
    surge também o leite fraco, como “explicação científica” da falha do modelo higienista e para aceitação das mulheres da elite que por algum motivo não amamentassem (almeida, 2002). uma nova sociedade nasce com o brasil república no século xx e com ela importantes mudanças sócio-econômicas. a sociedade transforma-se em urbano-industrial e o papel da mulher na sociedade sofre novas mudanças. avanços na industrialização do leite de vaca também ocorreram e a força das indústrias é sentida em toda a nova sociedade brasileira de consumo. a mão de obra feminina passa ter valor de mercado e a mamadeira surge como alternativa para a amamentação. as indústrias passaram, então, a incentivar a compra do leite artificial, aumentando seus lucros e contribuindo com a divulgação de mitos sobre o aleitamento materno, como “leite fraco, leite não sustenta”, usando para isto os próprios profissionais da saúde e a “vanguarda cientificista” (almeida, 2002).

  • durante a década de 80, diversos trabalhos mostraram que as atividades de amamentação, se bem estruturadas e principalmente, se multisetoriais e bem coordenadas, levavam ao aumento da prática de amamentar. o programa nacional de incentivo ao aleitamento materno no brasil (pniam) foi exemplar nesse sentido (rea, 1989), mas atividades bem coordenadas também são descritas em outros países (jelliffe & jelliffe, 1988).o ato de amamentação propicia o contato físico entre mãe e bebê, estimulando pele e sentidos. se a amamentação é feita com amor e carinho, sem pressa, o bebê não só sente o conforto de ver suas necessidades satisfeitas, mas também sente o prazer de ser segurado pelos braços de sua mãe, de ouvir sua voz, sentir seu cheiro, perceber seus embalos e carícias. logo, ao estabelecer esse vínculo entre mãe e filho, há compensação do vazio decorrente da separação repentina e bruta que ocorre pós-parto, corrigindo fantasias prematuras frustrantes que o parto possa lhe ter causado como abandono, agressão, ataque e fome.

  • no ato de amamentar, a criança estimula um exercício físico contínuo que propicia o desenvolvimento da musculatura e ossatura bucal, proporcionando o desenvolvimento facial harmônico. isso direciona o crescimento de estruturas importantes, como seio maxilar para respiração e fonação, desenvolvimento do tônus muscular, crescimento ântero-posterior dos ramos mandibulares, anulando o retrognatismo mandibular. além disso, ele impede alterações no sistema estomatognático, a saber: musculatura labial superior hipotônica, musculatura labial inferior hipertônica, atresia de palato, interposição de língua e atresia do arco superior e evita maloclusões, como mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior e aumento de sobressaliência.a mãe é considerada a principal fonte de microorganismos importantes para o estabelecimento da microbiota digestiva da flora do recém-nascido tanto no parto quanto na amamentação, através do colostro e do leite humano, que oferece condições nutricionais (fatores de crescimento) favoráveis para essa implantação

  • . a fase de colonização é crítica, pois uma implantação anormal pode acarretar uma microbiota menos eficiente nas suas funções. esse fato pode estar correlacionado à formação de fezes menos consistentes através do crescimento de microorganismos, como os lactobacilos, que ajudam na digestibilidade de lipídeos e fermentam açúcar do leite materno no intestino, fato que vem impedir a instalação de outras bactérias que atuariam evitando diarréia e conseqüente desnutrição. o leite materno propicia à criança ferro em alta biodisponibilidade e proteção contra infecções, condições essas protetoras da anemia. independente das causas que determinam o estado anêmico associa-se ao mesmo, graves prejuízos para o desenvolvimento cognitivo e motor da criança e para o seu futuro aproveitamento escolar. além disso, há interferência nos processos de crescimento e desenvolvimento da criança com prejuízo de desenvolvimento mental, motor e de linguagem; alterações comportamentais e psicológicas como falta de atenção, fadiga, insegurança e diminuição da atividade física.

  • as doenças atípicas como alergias podem ser desencadeadas pelo contato com o leite de vaca. logo, crianças que possuem esse risco hereditário buscam através de dietas restritivas e outras medidas preventivas, como o aleitamento natural, fazer uma profilaxia da doença.
    os benefícios da amamentação natural não atingem a criança apenas quando bebê, podendo as vantagens se estender para sua saúde futura. crianças amamentadas por certo período de tempo têm taxa de infecção por parasitas reduzidas, visão melhor aos 4 meses e aos 36 meses e três vezes menos a presença de xeroftalmia. na fase adulta, a presença de amamentação quando bebê está relacionada à diminuição de risco para doenças cardiovasculares, redução ou adiamento do surgimento de diabetes em indivíduos susceptíveis, risco reduzido de desenvolver câncer antes dos 15 anos por ação imunomoduladora fornecida pelo leite e metade do risco de disfunção neurológica.

  • os benefícios relacionados à mulher após a amamentação são vários: a forma física retorna ao peso pré-gestacional, menor risco de desenvolver artrite reumatóide, risco reduzido de osteoporose aos 65 anos e menor probabilidade de desenvolver esclerose múltipla. em relação aos diversos tipos de câncer, amamentar por no mínimo dois meses reduz o risco de câncer no epitélio ovariano em 25%; de 3 meses a 24 meses é um dos principais fatores protetores do câncer de mama que ocorre antes da menopausa, além de estabilizar o progresso da endometriose materna diminuindo o risco de câncer endometrial e de ovário.
    a preocupação com os efeitos deletérios do desmame precoce representa uma unidade nas agendas de saúde coletiva do brasil de hoje. os modelos explicativos para a relação amamentação - desmame multiplicam-se e sinalizam para o embate entre saúde e doença, evidenciando os condicionantes sociais, econômicos, políticos e culturais que transformaram a amamentação em um ato regulável pela sociedade.

  • e no que se refere ao grau de instrução materna, estudos têm demonstrado que esse fator afeta a motivação para amamentar. em muitos países desenvolvidos, mães com maior grau de instrução tendem a amamentar por mais tempo, em decorrência principalmente da possibilidade de um maior acesso a informações sobre as vantagens do aleitamento materno. já em países em desenvolvimento, as mães de classes menos favorecidas e instruídas, freqüentemente, não casadas, começam o pré-natal mais tarde e, conseqüentemente, se preocupam em decidir sobre a forma de alimentação do bebê também mais tarde.
    nesse sentido, o desmame é definido como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que, até então, se encontrava em regime de aleitamento materno exclusivo. dessa forma, denomina-se "período de desmame" aquele compreendido entre a introdução desse novo aleitamento até a supressão completa de aleitamento materno.
    o desmame precoce sofre influência de variáveis que afetam o desmame precoce ou a extensão da amamentação podendo ser divididas em cinco categorias:

  • a) variáveis demográficas: tipo de parto, idade materna, presença paterna na estrutura familiar, números de filhos, experiência com amamentação;
    b) variáveis socioeconômicas: renda familiar, escolaridade materna e paterna, tipo de trabalho do chefe de família;
    c) variáveis associadas à assistência pré-natal: orientação sobre amamentação desejo de amamentar;
    d) variáveis relacionadas à assistência pós-natal imediatas: alojamento conjunto, auxílio de profissionais de saúde, dificuldades iniciais;
    e) variáveis relacionadas à assistência pós-natal tardias (após a alta hospitalar): estresse e ansiedade materna, uso de medicamentos pela mãe e pelo bebê, introdução precoce de alimentos.

  • as chupetas e bicos são largamente utilizados em vários países, constituindo importante hábito cultural em nosso meio. as chupetas são geralmente usadas para acalmar o bebê e não fornecem alimentação; seu uso pode levar à menor freqüência de amamentar. com isto, a estimulação do peito e a retirada do leite da mama podem ficar diminuídas, levando à menor produção do leite, cuja conseqüência é levar ao desmame. além disso, as chupetas como os bicos podem ser nocivos por transmitirem infecções, por reduzirem o tempo gasto sugando no peito e interferir na amamentação, levando ao desmame. podem também prejudicar a função motora oral, exercendo papel importante na síndrome do respirador bucal, e também levar a problemas ortodônticos provocados pela sucção do bico, que não estimula adequadamente os músculos da boca. uma grande parte dos profissionais da saúde, assim como leigos e mães acreditam que as chupetas são inofensivas, ou até mesmo necessárias e benéficas para o desenvolvimento do bebê, tendo uma atitude indiferente ou permissiva. o uso de chupetas é muito difundido entre as mães brasileiras, e uma pesquisa nas capitais brasileiras mostrou uma prevalência de 60,3% de uso em crianças.


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