Curso Online de CONTROLE E PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Curso Online de CONTROLE E PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Sobre o Curso Objetivo Esta disciplina tem por objetivo munir o profissional de saúde das competências e conhecimentos para lidar com a...

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Carga horária: 6 horas


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Sobre o Curso

Objetivo

Esta disciplina tem por objetivo munir o profissional de saúde das competências e conhecimentos para lidar com a prevenção, controle e diagnóstico da infecção hospitalar, abordando também questões relacionadas à legislação e ao processo de acreditação nesta área.

Pós-Graduação em nível de mestrado em engenharia civil estruturas - UFRJ, conclusão em 2009. graduação em engenharia civil - UFS, conclusão em 2007.



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Frente do certificado Frente
Verso do certificado Verso
  • Infecções e a segurança hospitalarInfecções hospitalaresSegurança nos serviços de saúdeIdentificação dos riscosInfecções relacionadas à assistênciaVigilância e monitoramento de infecções hospitalaresAções de prevenção das irasVigilância dos riscosAvaliação e monitoramento em saúdeVigilância das infecções hospitalares

  • PRÁTICAS DE BIOSSEGURANÇA APLICADA AO PROCESSO DE CUIDAR E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
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    NORMA REGULAMENTADORA 32 (NR32)
    DEFINIÇÃO
    É uma legislação do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece medidas para proteger a segurança e a saúde dos trabalhadores de saúde em qualquer serviço de saúde inclusive os que trabalham nas escolas, ensinando ou pesquisando.

    A NR32 é uma grande conquista para os trabalhadores que atuam em estabelecimentos de saúde em todo o país.
    Essa norma não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições como: códigos ou regulamentos sanitários dos Estados, Municípios e do Distrito Federal, e outras oriundas de convenções e acordos coletivos de trabalho, ou constantes nas demais NR’s e legislação federal.
    Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.
    OBJETIVO: É prevenir os acidentes e o adoecimento causado pelo trabalho nos profissionais da saúde, eliminando ou controlando as condições de risco presentes nos Serviços de Saúde.
    PRINCIPAIS TEMÁTICAS ABORDADAS NA NR32
    1) RISCOS: Abrange situações de exposição aos diversos agentes de riscos presentes no ambiente de trabalho, como os agentes de risco biológico; os agentes de risco químico; os agentes de risco ergonômico; os agentes de risco físico com destaque para as radiações ionizantes, que reforça também sobre a importância de dar ciência ao profissional de radiologia médica e do profissional que fará a limpeza e manutenção dos equipamentos a necessidade de serem mantidos, por um período definido de acordo com risco ou exposição os registros de dose, treinamento e capacitação recebidos por estes. Assim conseguimos ter o controle dos riscos que citarei a seguir:

  • Acidentes: fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, seu bem estar físico e psíquico;
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    Ergonômicos: fatores que possam interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde ( ex: trabalhos repetitivos, posturas inadequadas, prolongados períodos de trabalho, monotonia, preocupação).

    Na exposição a cargas fisiológicas, é perceptível o sobrepeso ao transportar pacientes, ao manter-se em postura inadequada e incômoda para protegê-lo e pô-lo em posição adequada e ao trabalhar em pé por muito tempo. A exposição prolongada e constante a essas cargas pode causar doenças oestoarticulares, com limitações físicas. Há de se somar exposição de trabalhadores da enfermagem a cargas fisiológicas ao se submeterem a trabalhos em diferentes turnos (ou só no período noturno), que levam a desgastes expressos em doenças psicossomáticas e alterações da saúde mental.
    Físicos: as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores (ex: temperatura, pressão, radiação, ruídos e vibrações mecânicas). Titulado de cor verde.

    Há exposição a choque elétrico no manejo de aspiradores, desfibriladores e bisturis elétricos, fundamentalmente pela constatação de equipamentos sem manutenção e desgastes intensos, inclusive por serem obsoletos. Em algumas unidades, os trabalhadores estão expostos a ruídos de monitores e de ar comprimido, altas e baixas temperaturas, choques térmicos e risco de radiação, no auxílio à realização de exames diagnósticos ou pela proximidade ao equipamento.
    Químicos: Titulado de cor vermelha, são substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, ou que possam ter contato ou serem absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão (ex: aerodispersóides (dispersão de partículas sólidas e líquidas no ar) poeiras, fumaças, névoas, neblinas, gases, vapores, fumo, quimioterápicos, etc).

    Circunstâncias favorecedoras desse tipo de exposição ocupacional são o uso prolongado de luvas de látex, o manuseio de detergentes e solventes, a manipulação de drogas antineoplásicas e antibióticos de última geração, a inalação de gases anestésicos, a exposição aos vapores dos gases esterilizantes, entre outros.

    Os danos causados à exposição química incluem: irritação na pele e nos olhos, queimaduras, inalação de vapores, resultando em doenças respiratórias do sistema nervoso, renal e hepático.
    Biológicos: Titulado com a cor marrom,são microorganismos causadores de doenças, com as quais o trabalhador pode entrar em contato, no exercício de diversas atividades profissionais, (ex: as bactérias, fungos, vírus, parasitos, toxinas, príons, leveduras entre outros). Segundo a NR32, os agentes biológicos são classificados em quatro classes de risco;
    CLASSE I: baixo risco individual e coletivo, com baixa probabilidade de causar doenças ao ser humano.

  • CLASSE II: risco individual moderado para o trabalhador e com baixa probabilidade de disseminação para o coletivo; podem causar doenças ao ser humano, mas existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento;

    CLASSE III: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade de transmissão para a coletividade; podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia e tratamento.

    CLASSE IV: risco individual e coletivo alto; apresentam grande poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro; podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais não existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

    Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual.
    Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho CAT.
    Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem iniciar suas atividades após
    avaliação médica obrigatória com emissão de documento de liberação para o trabalho.
    A ocorrência das doenças do trabalho dependerá da atuação simultânea de uma série de fatores relativos ao agente ambiental, à atividade profissional e ao próprio indivíduo.

    Quanto ao agente ambiental, a ocorrência de doenças dependerá de sua natureza e intensidade.

    Quanto ao indivíduo dependerá de sua susceptibilidade ao agente.

    Quanto a atividade profissional, dependerá de características como a duração do processo e o tempo de exposição.
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    EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
    O EPI é ferramenta fundamental para a prevenção de acidentes; no entanto, a resistência do profissional em utilizá-lo e o seu uso incorreto são as principais barreiras para prevenir a exposição ao material biológico.
    De acordo com o Center for Disease Control and Prevention (CDC), entre as Precauções Padrões está o uso de EPI, regulamentado pela NR32. Quando selecionados e usados segundo as recomendações, os EPI minimizam os riscos ocupacionais e contribuem para uma assistência de qualidade. Entretanto, a proteção esperada de um EPI é atribuída não apenas à sua adoção pelos profissionais, mas ao seu uso e manuseio corretos.

  • OBSERVAÇÃO: Lavagem das mãos é fundamental para evitar transmissão/exposição de agentes biológicos. Álcool em gel não substitui a lavagem das mãos.
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    2) VACINAÇÃO: A NR32 contempla a obrigatoriedade da vacinação do profissional de saúde (tétano, difteria, hepatite B e o que mais estiver contido no PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), com reforços e sorologia de controle pertinentes, conforme recomendação do Ministério da Saúde, devidamente registrada em prontuário funcional com comprovante ao trabalhador.
    Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou poderão estar, expostos, o empregador deve fornecê-las gratuitamente.
    3) AMBIENTE DE TRABALHO, CAPACITAÇÃO E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS: Esta norma determina algumas situações na questão de vestuário, refeitórios, lavanderias, limpeza, manutenção de máquinas e equipamentos, capacitação contínua e permanente na área específica de atuação, entre outras não menos importantes.
    A capacitação do pessoal da enfermagem sobre a prevenção de acidentes limita-se à transmissão de informações, não à sua conscientização intensiva.
    É necessária a criação de espaços para que os trabalhadores de enfermagem discutam questões relativas às condições de trabalho e para que se minimizem efetivamente os riscos.
    A precária organização do trabalho, sobretudo a falta de EPI em quantidade e qualidade adequadas, e a escassez de investimentos em capacitação continuada multiplicam os riscos de acidentes de trabalho.
    Considera-se que ser ou estar saudável está associado à satisfação das necessidades humanas básicas, que o trabalho é um elemento fundamental para a saúde das pessoas e, desde que seja realizado em condições saudáveis, promove sensação de bem-estar, refletindo na melhoria das condições de trabalho e na assistência de enfermagem prestada e, consequentemente, na qualidade de vida de seus trabalhadores.
    4) RESÍDUOS: Quanto aos resíduos a NR32 detalha sobre todos os procedimentos a serem adotados durante o recolhimento, manuseio e destino final a ser dado aos resíduos por parte das unidades de saúde e ressalta a importância de treinamento para os profissionais sobre os mesmos e a implantação do Plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde ( PGRSS).

  • PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SAÚDE (PGRSS)
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    Conceito de PGRSS: Descreve todas as intenções e procedimentos da organização, inclusive prevendo programas de treinamentos e melhoria contínua por meio de medições, indicadores e monitoramento PGRSS.

    É o documento que aponta e descreve ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas suas características e riscos, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final, bem como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente.
    A RDC ANVISA nº 306/04 e a resolução CONAMA nº 358/05 versam sobre o gerenciamento dos RSS em todas as suas etapas. Definem a conduta dos diferentes agentes da cadeia de responsabilidades pelo RSS. Refletem um processo de mudança de paradigma no trato de RSS, fundamentada na análise dos riscos envolvidos, em que a prevenção passa a ser eixo principal e o tratamento é visto como uma alternativa para dar destinação adequada aos resíduos com potencial de contaminação. Com isso, exigem que os resíduos recebam manejo específico, desde a sua geração até a disposição final, definindo competências e responsabilidades para tal.

    Resumindo: dispõe sobre o Regulamento Técnico para gerenciamento de resíduos de serviços de saúde
    RDC REVOGADA E SUBSTITUÍDA PELA RDC 222/18
    O gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (GRSS), anteriormente à criação da Anvisa, era regulamentado somente por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Devido à competência legal estabelecida pela Lei 9.782/1999, que criou a Anvisa, coube a esta Agência a competência de regulamentar os procedimentos internos dos serviços de saúde, relativos ao GRSS. O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) atua de forma descentralizada, e a fiscalização do GRSS compete às Vigilâncias Sanitárias dos Estados, Municípios e do DF, com o auxílio dos órgãos ambientais locais, auxiliados pelos Serviços de Saneamento e dos Serviços de Limpeza Urbana.
    Considera-se que parte dos resíduos gerados apresenta risco similar aos domiciliares, podendo ter o mesmo destino, esgoto ou aterro sanitário. Dessa forma, a Anvisa publicou a RDC 306 em 2004, sobre GRSS, com a finalidade de estabelecer os procedimentos internos nos serviços geradores de RSS e compatibilizar com a resolução do CONAMA 358/2005, pois as resoluções anteriores divergiam em certos aspectos.
    Passados alguns anos da entrada em vigor da RDC 306/2004, devido aos questionamentos recebidos durante esse tempo, bem como a evolução das tecnologias e ainda a entrada em vigor da Lei 12.305/2010,

  • que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), verificou-se a necessidade de revisar essa RDC e publicar uma nova normativa que contemple as novidades legais e tecnológicas que surgiram nesse período.
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    OBJETIVO:

    Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde.
    Ao abordar as boas práticas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, a norma pretende
    minimizar os riscos inerentes ao gerenciamento de resíduos no País no que diz respeito à saúde humana e animal, bem como na proteção ao meio ambiente e aos recursos naturais renováveis.
    ABRANGÊNCIA

    Art. 2º Esta Resolução se aplica aos geradores de resíduos de serviços de saúde RSS cujas atividades envolvam qualquer etapa do gerenciamento dos RSS, sejam eles públicos e privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa.
    § 1º Para efeito desta resolução, definem-se como geradores de RSS todos os serviços cujas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de piercing e tatuagem, salões de beleza e estética, dentre outros afins. (Este parágrafo define quem são os geradores de resíduos de serviços de saúde abrangidos pela norma, mantendo o que já estava vigente na RDC no 306/2004 e enfatizando a inclusão dos serviços de estética e embelezamento).
    § 2º Esta Resolução não se aplica a fontes radioativas seladas, que devem seguir as determinações da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN, e às indústrias de produtos sob vigilância sanitária, que devem observar as condições específicas do seu licenciamento ambiental.
    (Este parágrafo traz as exceções à abrangência da norma, sendo as fontes radioativas seladas regulamentadas por normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN e as indústrias de
    cosméticos, saneantes, produtos para saúde, medicamentos e outros produtos sob vigilância sanitária que devem ter licenciamento ambiental e se basear nele para as questões de gerenciamento de resíduos)
    Art. 5º Todo serviço gerador deve dispor de um Plano de Gerenciamento de RSS (PGRSS), observando
    as regulamentações federais, estaduais, municipais ou do Distrito Federal.
    Responsável pela elaboração e implantação do PGRSS: Para exercer a função de responsável pela
    elaboração do PGRSS, deve o profissional ter a designação, ter nível superior completo, com registro ativo junto ao seu Conselho de Classe, com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), ou Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar, quando couber.
    O PGRSS deve contemplar medidas de envolvimento coletivo e o planejamento do programa deve ser feito em conjunto com todos os setores definindo-se responsabilidades e obrigações de cada um em relação aos riscos.

    § 1º Para obtenção da licença sanitária, caso o serviço gere exclusivamente resíduos do Grupo D, o PGRSS pode ser substituído por uma notificação desta condição ao órgão de vigilância sanitária competente, seguindo as orientações locais.

  • Em serviços, como um consultório de psicologia, por exemplo, onde há apenas a geração de RSS do grupo D, e seguindo as normas locais, caso existam, o PGRSS pode ser substituído por uma declaração ou outro documento que informe às autoridades competentes que aquele serviço só gera resíduo do Grupo D. Art. 10º O serviço gerador de RSS é responsável pela elaboração, implantação, implementação e monitoramento do PGRSS.
    Os estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde são os responsáveis pelo correto gerenciamento de todos os RSS por eles gerados, cabendo aos órgãos públicos, dentro de suas competências, a regulamentação e fiscalização. Embora a responsabilidade direta pelos RSS seja dos estabelecimentos geradores, pelo princípio da responsabilidade compartilhada, ela se estende a outros atores: ao poder público e às empresas de coleta, tratamento e disposição final.
    Parágrafo único. A elaboração, a implantação e o monitoramento do PGRSS pode ser terceirizada.

    ETAPAS DO MANEJO DE RSS
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    Geração/Manejo: O manejo do RSS é entendido como a ação de gerenciar os resíduos em seus aspectos intra e extra estabelecimento, desde a geração até a disposição final, incluindo as seguintes etapas:
    (Segregação/ Acondicionamento/ Identificação)
    Segregação: Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos.

    É uma das operações fundamentais para permitir o cumprimento dos objetivos de um sistema eficiente de manuseio de resíduos e consiste em separar ou selecionar apropriadamente os resíduos segundo a classificação adotada. Essa operação deve ser realizada na fonte de geração e está condicionada à prévia capacitação do pessoal de serviço.
    Um bom gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde deve ter como princípio a segregação na fonte, o que resulta na redução do volume de resíduos com potencial de risco e na incidência de acidentes ocupacionais. O ideal é que tal operação seja pensada como um processo contínuo. Ela deve se expandir a todos os tipos de resíduos progressivamente, tendo em vista a segurança, o reaproveitamento e redução de custo no tratamento ou reprocessamento dos mesmos. Em cada serviço especializado, existe um ou mais tipos de resíduos gerados. Para efetivar a gestão com base no princípio de minimização dos riscos adicionais dos RSS, o gestor deve adotar procedimentos de segregação de acordo com o tipo de resíduo, no próprio local de geração. As vantagens de praticar a segregação na origem são:
    redução dos riscos para a saúde e o ambiente, impedindo que os resíduos potencialmente infectantes ou especiais, que geralmente são frações pequenas, contaminem os outros resíduos gerados no hospital;
    diminuição de gastos, já que apenas terá tratamento especial uma fração e não todos resíduos; - aumento
    da eficácia da reciclagem.
    Os recipientes devem ser constituídos de material lavável, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondados e que sejam resistentes ao tombamento.
    Acondicionamento: Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos ou recipientes. A
    capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo. Um acondicionamento inadequado compromete a segurança do processo e o encarece.

  • Recipientes inadequados ou improvisados (pouco resistentes, mal fechados ou muito pesados), construídos com materiais sem a devida proteção, aumentam o risco de acidentes de trabalho. É proibido o esvaziamento e reaproveitamento dos sacos.
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    Os resíduos não devem ultrapassar 2/3 do volume dos recipientes. Os sacos plásticos devem ficar fechados de tal forma que não se permita o seu derramamento, mesmo que virados com a abertura para baixo.Os recipientes de acondicionamento existentes nas salas de cirurgia e nas salas de parto não necessitam de tampa para vedação, devendo os resíduos serem recolhidos imediatamente após o término dos procedimentos.

    Para os recipientes destinados a coleta de material perfuro cortante, o limite máximo de enchimento deve estar localizado 5 cm abaixo do bocal e deve ser mantido em suporte exclusivo e em altura que permita a visualização da abertura para descarte.

    Identificação: Consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos RSS.
    Os recipientes de coleta interna e externa, assim como os locais de armazenamento onde são colocados os RSS, devem ser identificados em local de fácil visualização, de forma indelével, utilizando símbolos, cores e frases, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e aos riscos específicos de cada grupo de resíduos.
    A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita por adesivos, desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais dos sacos e recipientes.
    Art. 11º Os RSS devem ser segregados no momento de sua geração conforme classificação por Grupos em função do risco presente.
    De acordo com a ANVISA os resíduos são classificados em cinco grupos:
    GRUPO A: Biológico: Resíduo com a possível presença de agentes BIOLÓGICOS, que por suas
    características de virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Subdividem em 5 subgrupos:
    SubGrupo A1: Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética.

    - Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4, microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido.

  • Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompletas.
    Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais
    resultantes do processo de assistência à saúde contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre.
    SubGrupo A2: Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais
    submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microorganismos de relevância
    epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica.
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    SubGrupo A3: Peças anatômicas (membros) do ser humano, produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares.
    SubGrupo A4: Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores;
    -Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico- hospitalar e de pesquisa, entre outros similares; sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, proveniente de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes de Classe de Risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microorganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons;
    -Tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo;
    -Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenham sangue ou líquidos corpóreos na forma livre (ex: algodão com sangue contido utilizado nas punções venosas);
    -Peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outro resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anátomo-patológicos ou de confirmação diagnóstica;
    -Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos, bem como suas forrações; cadáveres de animais provenientes de serviços de assistência;

  • -Bolsas transfusionais vazias e com volume residual pós-transfusão.
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    SubGrupo A5: Órgãos, tecidos, fluidos orgânicos e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza da contaminação com príons.Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles assim definidos em documentos oficiais pelos órgãos sanitários competentes.
    GRUPO B: Químico: Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade,corrosividade,reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade.
    -Produtos farmacêuticos; produtos hormonais e produtos antimicrobianos ; citostáticos, antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos; antiretrovirais, quando descartados por serviços de saúde
    -Resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfestantes; resíduos contendo metais pesados; reagentes para laboratório, inclusive os recipientes contaminados por estes.
    - Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores).
    - Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em análises clínicas.
    - Demais produtos considerados perigosos: tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos.
    A manipulação ou fracionamento dos produtos químicos deve ser feito por trabalhador qualificado.

    Nos locais onde se utilizam e armazenam produtos inflamáveis, o sistema de prevenção de incêndio deve prever medidas especiais de segurança e procedimentos de emergência. Os quimioterápicos antineoplásicos somente devem ser preparados em área exclusiva e com acesso restrito aos profissionais diretamente envolvidos.

    GRUPO C: Radioativo: Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham RADIONUCLÍDEOS em quantidades superiores aos limites de eliminação específicas nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.


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