Curso Online de Prostituição e Afetividade - 1ª Parte

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À partir de análises histórico antropológicas da prostituição, em maior ênfase a prostituição feminina, o curso tem o foco voltado nas pe...

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À partir de análises histórico antropológicas da prostituição, em maior ênfase a prostituição feminina, o curso tem o foco voltado nas pessoas submetidas a esta problemática social e em suas trajetórias de vida nas ruas, nos bordéis e nas casas de shows.

Sexologo, Especialista em Educação Sexual e Biólogo, formado pelas Universidades Pioneiras (UPIS/ISOF), Cândido Mendes (UCAM) e Católica de Brasília, respectivamente.



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  • Prostituição e Afetividade

    prostituição e afetividade

    por luciano leite macedo

  • mais que uma pesquisa um olhar...
    responsável, respeitoso e amoroso
    no mundo das meninas...,
    filhas adolescentes de uma terá de fronteira,
    ... e terra sem fronteiras.
    fronteira de ocupação,
    desenvolvimento a qualquer custo
    abandono,
    esquecimento.
    sem fronteiras para impunidade,
    violência,
    exporação e injustiça.

    sem fronteiras também para esperança
    lutas e sonhos.
    terra-menina de penetração nacional,
    deflorada em cultura e riquezas;
    mesmo assim acolhedora
    sem eu ventre
    dos filhos degredados do lado rico do país.
    terra-menina que merece respeito:
    pela sua história e sofrimento,
    por seus valores e sonhos;
    ...pela vontade de viver!

  • o presente curso apresenta um estudo bibliográfico que viabiliza a compreensão de um dos mais sérios processos de exclusão social, a prostituição. à partir de análises histórico antropológicas, a pesquisa centra-se em pessoas submetidas a esta problemática, bem como suas trajetórias de vida nas ruas, nos bordéis e nas casas de shows.
    os dados aqui coletados possibilitam o conhecimento de algumas cidades do brasil (rotas) aonde mais se desenvolvem a prostituição e os motivos que levam a pessoa à sua prática.
    apesar de uma análise geral da problemática, o estudo aponta com maior ênfase à prostituição feminina, devido as mulheres serem suas maiores vítimas.
    por mais que seja alvo de notória discussão, a prostituição ainda gera impacto na sociedade. considerada a “profissão mais antiga” pela humanidade, atualmente a luta por sua legalização é grande e conta com uma líder que luta em prol destas “profissionais do sexo” para que possam ser levadas a sério, respeitadas, com vistas a uma profissão reconhecida e valorizada.

  • capítulo i

    histórico: sexualidade e prostituição
     

    o sexo e a espiritualidade compuseram paradoxos bastante conflituosos em todo o período da história da humanidade. a sexualidade humana vagou por longo período em algumas religiões, já em outras suas expressões foram suprimidas ou coagidas.
     
    a maioria das religiões dominante no mundo hoje prega a sublimação das necessidades sexuais ou sua canalização para formas socialmente aceitáveis, como o casamento, por exemplo. conheçamos então como, historicamente falando, o desenvolvimento da nossa sexualidade ocorreu em nossa sociedade.
     

  • capítulo i

     
    o sexo sagrado
     
    a mitologia sempre esteve presente na explicação da vida neste planeta, para tudo o que houvesse na terra sempre havia um deus para reger. no desenvolvimento da sexualidade não poderia ser diferente. aconteceu que por volta de 3.000 a.c., os sumérios encenavam ritualmente o casamento sagrado, que se resumia da união entre uma sacerdotisa, de sua deusa inanna, e um sacerdote-príncipe, como um meio de obter favores da deusa para suas cidades.
     
    na grécia não foi diferente, esse tipo de sexo ritual teve continuidade e eram chamados de hiero gamos, que consistia na tradicional reconstituição do casamento da deusa do amor e da fertilidade com seu amante, o jovem e viril deus da vegetação. várias fontes antigas sugerem que este tipo de prática também deveria fazer parte dos mistérios de eleusis, dedicado à deusa deméter. há evidências de que este rito também fosse praticado pelos egípcios no culto da ísis e ele tenha permanecido até a era romana.
     

  • capítulo i: o sexo sagrado
     

    a prostituição sagrada
     
    em várias civilizações do oriente médio da antiguidade, era comum a prática da prostituição sagrada pela qual os homens visitavam templos e tinham relações sexuais com o objetivo de comungar com uma deusa particular. por esta concepção a prostituta sagrada encarnava a deusa, tornando-se responsável pela felicidade sexual.
    a mesopotâmia e a caldéia eram lugares aonde a humanidade vivia em sociedades agrícolas, a maioria em pequenas aldeias e povoados, mas algumas em grandes cidades-estados. nessas cidades, as pessoas eram divididas em grupos bem definidos: artesãos, trabalhadores, escravos, soldados, oficiais, sacerdotes e governantes. existiam mercados, templos, leis e, até mesmo, os rudimentos de um sistema monetário e um sofisticado sistema educacional para a classe dirigente.

  • capítulo i: o sexo sagrado: a prostituição sagrada
     

    os mitos primitivos e as lendas em torno da deusa milita, eram seguidos por estas pessoas que acreditavam que entrando em contato com representantes dela, poderiam alcançar uma vida mais próspera. nos templos, entre os sacerdotes e as sacerdotisas, havia as hieródulas, que ofereciam os favores sexuais à divindade, servindo-se aos homens que a vinham adorar.

    naquela época, tal procedimento era considerado algo natural e sagrado, um serviço à própria divindade. nesse período em que a prostituição sagrada imperava, as culturas constituíram-se sobre um sistema matriarcal que, muito mais do que mulheres em cargos de autoridade, significava um foco de valores culturais diferentes. o que diferenciava o matriarcado do patriarcado não era o fato de o poder estar nas mãos da mulher ou do homem, mas nas diferenças de atitudes que os diferenciavam.

  • capítulo i: o sexo sagrado: a prostituição sagrada
     

     
    william thompson, estadista, proferiu as seguintes palavras: "onde o patriarcado estabelece lei, o matriarcado estabelece costume; onde o patriarcado estabelece o poder militar, o matriarcado estabelece autoridade religiosa; onde o patriarcado encoraja a areteia (valor, força e perícia) do guerreiro individual, o matriarcado encoraja a coesão do coletivo, algo que tem a ver com a tradição".

    em matriarcados antigos a natureza e a fertilidade consistiam no âmago da existência. suas divindades comandavam o destino, proporcionando ou negando abundância a terra. desejo e resposta sexuais, vivenciados como poder regenerativo, eram reconhecidos como dádiva ou bênção do divino. a natureza sexual do homem e da mulher era inseparável de sua atitude religiosa. em seus louvores de agradecimento, ou em suas súplicas, eles ofereciam o ato sexual à milita, reverenciada pelo amor e pela paixão.

  • capítulo i: o sexo sagrado: a prostituição sagrada
     

     
    tratava-se de ato honroso e respeitoso, que agradava tanto ao divino quanto ao mortal. a prática da prostituição sagrada surgiu dentro desse sistema religioso matriarcal e, por conseguinte, não fez separação entre sexualidade e espiritualidade.

    a prática da prostituição sagrada

    diz a história que os homens visitavam os templos para oferecerem alguma coisa para a deusa – o desejo de constituir uma família com muitos filhos, de uma boa colheita no período de estiagem, a ampliação de suas criações como camelos ou vacas, etc. ao deitar com a sacerdotisa, ele se sentia honrado e abençoado.
    a sacerdotisa por sua vez, como representante da deusa, ouvia as súplicas dos visitantes e em silêncio mantinha o ato sexual. após a união caso tivesse gostado da performance sexual masculina, ela as concedia os pedidos. aquilo era magia de correspondência pura e simples.

  • capítulo i: o sexo sagrado: a prática da prostituição sagrada

     
     
    o homem voltava para casa cheio de confiança, mais relaxado e mais motivado para engravidar a própria esposa, e também com a certeza de que a deusa o havia escutado e lhe daria novas forças para cavar mais canais de irrigação, para produzir mais em suas plantações.

    se comparássemos as sacerdotisas do período histórico com as mulheres de hoje, encontraríamos suas figuras na pessoa da prostituta. naquela época eram consideradas figuras vitais na estrutura hierárquica do templo. hoje, talvez fossem vistas como aproveitadoras.

    mas, no culto à deusa milita, na babilônia, pelo menos uma vez na vida todas as mulheres se postavam à porta do templo e iam com o primeiro homem que lhes oferecesse dinheiro que era, então,
    doado ao templo, como oferenda. isso era visto como uma taxa justa devida à deusa, à qual nenhuma mulher se poderia negar.

  • capítulo i: o sexo sagrado:

     
     
    avançando na história da prostituição
     
    segundo o historiador francês jacques rossiand (1991), entre os séculos xiii e xv na frança, já se percebia que a rotina da prostituição daquela época assemelhava-se à rotina de prostituição de hoje. por exemplo, as “ moças vagabundas”, que assim eram taxadas, iam com ou sem seus rufiões (pessoas que administram a prostituição), de cidade em cidade, reforçando aqui e ali o pequeno grupo de mulheres “comuns a muitos”.

    viajantes marítimos quando se aproximavam das cidades portuárias contratavam mulheres e com elas divertiam-se nos lugares onde pernoitavam. no meio urbano, especificamente, a prostituição adquiriu formas complexas e se institucionalizou. na maioria das cidades existiam prostíbulos públicos, que eram administrados por autoridades públicas: não havia cidade de certa importância sem um bordel.


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