Curso Online de Canto Básico

Curso Online de Canto Básico

Este curso é dirigido àqueles que desejam deixar de incomodar os ouvidos dos outros. Quer aprender ou aperfeiçoar a voz e o canto para en...

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Carga horária: 5 horas


Por: R$ 23,00
(Pagamento único)

Certificado digital Com certificado digital incluído

Este curso é dirigido àqueles que desejam deixar de incomodar os ouvidos dos outros. Quer aprender ou aperfeiçoar a voz e o canto para enfeitar o mundo lá fora. Esta é a sua chance de evoluir e até, quem sabe,impulsionar sua carreira musical ou mesmo aumentar o número do coral da sua igreja.



  • Aqui você não precisa esperar o prazo de compensação do pagamento para começar a aprender. Inicie agora mesmo e pague depois.
  • O curso é todo feito pela Internet. Assim você pode acessar de qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Se não gostar do curso você tem 7 dias para solicitar (através da pagina de contato) o cancelamento ou a devolução do valor investido.*
  • Adquira certificado ou apostila impressos e receba em casa. Os certificados são impressos em papel de gramatura diferente e com marca d'água.**
* Desde que tenha acessado a no máximo 50% do material.
** Material opcional, vendido separadamente.

Modelo de certificados (imagem ilustrativa):

Frente do certificado Frente
Verso do certificado Verso
  • Seja Bem Vindo!

    Curso

    Canto Básico

    Carga horária: 40hs

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  • Dicas importantes

    Nunca se esqueça de que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só os determinados aprendem!

    Leia cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa.

    Explore profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois saiba que elas têm uma função bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o conteúdo.

    Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais
    se diferenciará dos demais alunos dos cursos.

    Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”.

    Busque complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas informações e leituras extras, e quando necessário procurando executar atividades práticas que não são possíveis de serem feitas durante o curso.

    Entenda que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a- dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar elementos para reforçar aquilo que foi aprendido.

    Critique o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente ser colocado em prática.

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    Conteúdo

    Introdução
    Voz, Corpo e Mente Aquecimento físico Propriedades da Voz Aquecimento vocal Notas Musicais
    Qual é a sua potência? Acordes
    Reconhecimento de valores das notas
    Vozes das notas Harmonia e estilo Conclusão Vocabulário musical

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    Introdução
    Como você estava planejando ler apenas este primeiro parágrafo de introdução e pular imediatamente para o próximo capitulo – ninguém lê as introduções dos livros --, vamos começar alertando que a atenção que você deverá dar ao treinamento é o fator principal e determinante para o seu êxito. Caso continue com essa preguiça toda não chegará a lugar nenhum.

    Você tem em mãos um trabalho extraído de muito suor. Portanto, faça jus a ele e repasse-o para outros com dedicação de quem quer expandir a música e a cultura para substituir toda essa ignorância e violência que prospera em nossos dias.

    Este curso é dirigido àqueles que desejam deixar de incomodar os ouvidos dos outros. Quer aprender ou aperfeiçoar a voz e o canto para enfeitar o mundo lá fora. Esta é a sua chance de evoluir e até, quem sabe, impulsionar sua carreira musical ou mesmo aumentar o número do coral da sua igreja. Se for um daqueles que só canta dentro do banheiro – talvez temendo uma chuva de tomates --, há dois caminhos; levar a banheira para o palco ou ler e seguir todo o conteúdo deste material.

    Talvez esteja se perguntando sobre sua condição atual. “Eu tenho voz? Eu posso melhorar? Eu conseguirei chegar perto de um Pavarotti?”. A menos que seja mudo, tenha fumado tanto que o cigarro tenha comido suas entranhas ou esteja muito bêbado, é provável que a resposta seja “SIM” para as duas primeiras indagações. E quanto à terceira, a ópera não será tão importante para você nesse momento (quem sabe no futuro?). Ah, você é gago? Dependendo do grau, não tem problema. Inclusive Nelson Gonçalves (uma das vozes mais bonitas que já ouvimos) era gago ao falar.

    Será de extrema serventia se você tiver algum conhecimento em algum instrumento musical. Caso contrário, sugiro que considere a possibilidade desde já. E para sua sorte, dentro desde curso você encontrará auxílio para sua iniciação. Tomaremos por base três deles. A saber, teclado, violão e flauta doce.

    Não terá de aprender a tocar como um Sivuca ou Hermetto Paschoal (dois excelentes instrumentistas). Bastará apenas extrair algumas notas para medir com seu gogó. Coisa muito

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    simples. Mas ninguém o/a está impedindo se você quiser ser tão bom quanto os colegas que citamos!
    Se você ainda estiver aí – prestando atenção -- leve em conta estas dicas para melhor aproveitar este curso:

    Leia tudo com calma e atenção.
    Se não tiver captado uma instrução, leia e releia até que tudo fique claro.
    Reserve duas horas diárias para o treinamento.
    Procure um lugar adequado (com conforto, silencio e privacidade).
    Mantenha acessível um instrumento musical (sugerimos violão ou piano).
    Caso esteja estudando em grupo -- o que é uma boa idéia -- estabeleça um comando e programação homogênea a todos.
    Tenha em mente que cigarro, bebida alcoólica e água
    gelada são seus inimigos.
    Seja obediente ao programa deste curso. Disciplina é uma grande virtude.
    Se não ler tudo ou se abdicar dos exercícios propostos nada conseguirá. Estamos confiantes que terá bom proveito deste curso!
    Voz, Corpo e Mente
    1 O templo humano

    Se alguém lhe perguntar com que você canta, certamente você dirá que é com a boca. De fato a indagação é pertinente, pois, não cantamos apenas com a boca, mas com o corpo e a mente.
    Isso quer dizer que precisamos de uma boa condição física (não se está falando dos músculos de Silvester Stallone ou a cintura de Giselle Bünchen) e muita concentração (quem sabe até igual a de um monge).

    O bom estado do corpo é imprescindível para uma performance satisfatória. Não apenas da garganta, mas todo o templo humano. A começar pela postura. A coluna reta é uma exigência elementar. Um grande número de músculos interage quando falamos ou cantamos. É preciso que eles tenham sido preparados para um funcionamento extenso. Por esta razão nós adotaremos alguns exercícios físicos para aquecimento muscular.

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    Não desconsidere essa prática sob pena de provocar tensão muscular e limitar seu rendimento.

    Não é à toa que se ouve dizer que “o homem canta com a alma”. A concentração é uma espécie de veneração, uma expressão sentimental. Difícil imaginar alguém cantar sem emoção ou prazer. Com efeito, devemos estar envolvidos com o canto assim como o ator está para o personagem que representa.

    A nossa afinação depende muito dessa concentração.

    2 O canal vocal

    Vamos viajar um pouco na teoria cientifica e saber sobre o canal vocal. O som produzido é exteriorizado pela boca e ainda pelo nariz – sim, pelo nariz. O som é produzido e qualificado por uma série de elementos em nosso corpo.
    O ar da nossa respiração é uma espécie de matéria-prima. É ele que ecoa nossa voz através do esforço de alguns de nossos
    órgãos (diafragma, pulmões, cordas vocais...). Para que tudo isso saia perfeito, necessário se faz que os órgãos estejam com saúde.

    É recomendável que se cante em pé e com a cabeça levemente erguida. A explicação é que assim o diafragma trabalha melhor, ou seja, acomoda mais e melhor, o oxigênio, além do som, sai reto pelo canal da garganta. Você já reparou isso nos corais?

    3 Respiração correta

    Quem não ouviu aquela citação clássica de marcha “Barriga pra dentro e peito pra fora” na hora de respirar? Aí está o mal- entendido. Na hora de inspirar (receber o ar) o sujeito estufa o peito e espreme as tripas fazendo com que o diafragma se retraia impedindo que o oxigênio entre tranquilamente. E depois para expirar (soltar o ar) que mal entrou, ele incha a barriga de nada – sem contar a careta que faz.

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    A forma correta de trabalhar a respiração é receber o ar (de preferência pelo nariz) em boa quantidade. Na hora de soltar o ar, use o nariz (e, eventualmente, a boca quando for cantar).

    O diafragma é um grande auxiliar para a respiração. Trata-se de um músculo localizado próximo ao abdome que se estica e encolhe conforme nossos impulsos. Ao relaxar, ele abre a caixa torácica para guardar o ar e a fecha ao se encolher. O diafragma também movimenta os pulmões, que por sua vez eliminam o gás carbono do corpo junto com o ar. Na verdade, quando inchamos ou retraímos a barriga por própria vontade, é com ele com quem trabalhamos.

    Portanto, na hora de inspirar, relaxe o diafragma para receber bem o oxigênio e o encolha para expirar o ar velho.

    4 Cadê o gogó?

    E tem gente que acha que não tem gogó. O que ocorre é que a garganta é um dos mais sensíveis lugares do corpo humano. É assim por que respiramos e ingerimos comida e bebida – nem sempre com a qualidade desejada.
    Desta feita, a qualidade do som dependerá bastante da condição física do seu gogó.

    Cordas vocais são membranas (tecidos que envolvem os órgãos) sustentadas pela laringe, que vibram e produzem e qualificam os sons no ato da expiração. São elas que determinam o seu timbre vocal e a variação dos tons entre grave (grosso) e agudo (fino).

    Também os movimentos da faringe, língua e da boca dão características aos sons. É preciso, portanto, ter um certo domínio sobre elas.

    Cuide bem do seu gogó:

    Evite álcool para não ressecar os órgãos.
    Fuja de comidas ou bebidas muito quentes ou estupidamente geladas. Há um limite de temperatura aceitável.
    Cigarro é inadmissível.

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    Acidez dos alimentos pode prejudicar a parte bucal.
    Não grite jamais. A vibração desordenada das cordas vocais danifica seu potencial.
    Mantenha sua boca sempre hidratada. A sede faz estragos.
    A ingestão de bons alimentos (especialmente frutas) ajuda a conservação bucal.
    Um gargarejo de água e sal (uma pitadinha de nada) regularmente funciona como soro. Atenção; nada de sal em excesso, conhaque ou vinagre.

    5 Se liga nessa

    O grande maestro do nosso corpo é o cérebro e dele parte todos os impulsos (ordens) a serem obedecidos pelos órgãos. Conclusão, o estado de espírito é fator determinante na hora de soltar a voz. Então, você terá dificuldades em entrar no palco sabendo que seu cunhado bateu com seu carro. Do mesmo modo, não faria melhor se soubesse que acertou o grande prêmio da mega-sena (e quem iria ao palco depois de um prêmio desses?).
    Como já dissemos, a concentração define a afinação. Isso porque a distração faz o cérebro perder o controle da vibração das cordas vocais – que é coisa muito sensível. Além do mais, se as cordas não forem bem adestradas não produzem o som esperado. Por isso que tem gente que não tem afinação; não tem controle sobre os órgãos.
    Se você é um deles e quando quer cantar um “A” sai um “Ô”, esqueça seu passado e se prepare para sua nova carreira.
    Aquecimento físico
    Você já conhece o valor do seu corpo para a voz. Por esta razão, iniciemos a aula prática com exercícios de alongamento e relaxamento. Use roupas leves e folgadas para não dificultar os movimentos.

    1. Alongamento: de pé, levante os dois braços e vá se esticando suavemente para cima como se quisesse alcançar uma corda que está um pouco acima de sua cabeça. Mantenha os pés bem fixos no chão. De 1 a 3 minutos

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    Relaxamento: movimente os braços e as pernas livre e suavemente para ativar melhor a circulação sanguínea e aquecer a musculação (dê chutes curtos no vento e simule natação, por exemplo). De 3 a 5 minutos.

    Respiração: conforme os padrões teóricos aplicados anteriormente, trabalhe sua respiração e aproveite para entrar em estado de concentração máxima. Procure sentir o ar entrando e se espalhando em seu corpo através do sangue. Trabalhe os impulsos cerebrais para as partes do seu corpo (como leves movimentos dos dedos das mãos e pés). De 2 a 3 minutos.

    Acorde o diafragma: se você leu todo o capitulo anterior, sabe da relevância deste músculo. Portanto, vamos desenvolver ainda mais suas atividades; inspire e expire rapidamente dando sopapos no diafragma como se estivéssemos bombardeando o abdome. De 1 a 2 minutos.

    Aquecimento muscular do pescoço: abaixe completamente a cabeça (coluna reta, por gentileza) e comece a erguê-la vagarosamente até onde puder, enquanto inspira. Segure o ar por quanto tempo puder e desça a cabeça e vá soltando o ar devagar. Sincronize o tempo do movimento com a respiração. Ou seja, o tempo do movimento deve ser igual ao da respiração. Vá retardando o tempo do movimento e da respiração aos poucos até alcançar a média de 30 segundos para levantar a cabeça (e inspirar), 10 para prender o ar e 30 para abaixar a cabeça (e expirar o ar). ATENÇÃO: observe sua capacidade. Se der para prolongar mais ainda o tempo, faça-o. Do contrário, diminua o limite.

    Execute de 5 a 10 vezes nesse sentido e depois inverta a ordem do movimento e a respiração.

    Aquecimento muscular do pescoço II: semelhante ao exercício acima, sincronize a respiração de acordo com os movimentos do pescoço. Entretanto, troque o movimento vertical pelo horizontal (da direita para a esquerda e vice-versa); ponha a cabeça no limite que ela se move para um lado e vá virando para o outro trabalhando a respiração.

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    7. Acionamento bucal: faça movimentos com a boca (caretas mesmo) para acionar a musculatura da boca; abrindo e fechando, esticando para os lados, etc.

    Esses exercícios devem ser executados antes de cada prática, ou de 2 a 3 vezes por semana.
    Propriedades da Voz
    Som e tonalidade

    Som é tudo quanto podemos escutar – inclusive o estralo do cabo de vassoura da mulher quando o cara chega tarde em casa. A voz humana quando falada, o barulho de um motor ou um trovão são sons simples e puros. Mas existem alguns sons com uma particularidade especial; tonalidade. Sons com uma variação de tom tornam possível a existência da Música. Sem a diferença de tons não há melodia.
    Quando falamos não emitimos tonalidade e, no entanto, cantamos ao produzir sons com a variação de tons.

    Timbre
    É a identidade sonora. Ninguém é capaz de confundir o piano de um placa de zinco sendo arrastada. Portanto, cada som teu seu timbre e ele é quem caracteriza cada som.

    O timbre é quem difere o som de uma guitarra de um violino, mesmo que eles toquem o mesmo tom. Também serve para distinguir a voz de uma pessoa. Considere ainda que, por parecidas que sejam duas vozes, há discriminação técnicas entre elas. Não é à toa que existem muitos equipamentos de segurança por reconhecimento da voz.

    Clareza
    Enquanto tem tanta gente querendo aprender a cantar há outras que, se quer, sabem falar. Uma propriedade fundamental da voz é a clarividência. Se você fala e por três vezes a outra pessoa não entende e pede para repetir não quer dizer necessariamente que ela seja surda. Você pode não estar pronunciando bem o que fala.

  • 11

    4 Aprenda a falar

    Dizem que carioca é tão preguiçoso que nem fala a palavra toda. Discordo disso porque não são apenas os cariocas.
    O fato é que devemos ter mais qualidade ao pronunciar os verbetes.

    Dê atenção especial a todas as silabas para que fique claro o quer dizer. Enrolar a fala é prática de quem esqueceu a letra da música na hora do show. No entanto, a clareza é um dos quesitos avaliados nos calouros.

    Cuidado para não fazer a junção de duas ou mais palavras na hora de falar. Isso pode deturpar o significado da mensagem. Espie essa clássica cantada (e funciona):

    “Ô, meu bem; meu coração por ti gela!”.

    Pronuncie as ultimas palavras juntas e confira o resultado (um belo fora).

    Atenção especial com palavras iniciadas com vogal. No caso de “América”, por exemplo, separe bem o “A” de “me”. Já em “Ambrósio” é diferente; separe “Am” de “bró”.

    Palavras terminadas em “te” não são iguais que as terminadas com “t”. No primeiro caso o “e” deve soar bem, enquanto que no outro o som é rápido e quase imperceptível. Exemplos; “carinhosamente” e “pierrot”. Aliás, letras consoantes como d, f, p, t, e v isoladas no fim da sílaba não devem ser pronunciadas como são faladas no alfabeto. No ABC lemos v como “vê”. Porém, na palavra Tchaikovsky seu som é um “v” rápido. A onomatopéia (representação escrita dos sons) “zzzzzz” não deve ser lida como “zêzêzê...”. Apenas como o som seco de z prolongadamente.

    Em geral, respeitando a divisão silábica, procure falar mais ou menos articuladamente. Ou melhor, ar-ti-cu-la-da-men-te. Isso vale para quando for cantar também.


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