Curso Online de Megahair e preconceito capilar-Conceito psicológico
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Curso Online de Megahair e preconceito capilar-Conceito psicológico

"A antropologia pratica um corte perpendicular que a obriga a considerar simultaneamente todos os níveis"1 de uma cultura específica. Seg...

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"A antropologia pratica um corte perpendicular que a obriga a considerar simultaneamente todos os níveis"1 de uma cultura específica. Seguindo ao pé da letra esse delineamento da antropologia social, pretendo apresentar aqui um estudo de antropologia visual do corpo que toma como objeto de estudo alguns usos sociais do cabelo megahair no contexto particular de Salvador, na Bahia.
Consciente da parcelização que resulta da diversidade das problemáticas próprias a cada campo de pesquisa, pretendo colocar aqui em evidência certas lógicas estético-sociais através das quais pode-se esboçar uma leitura das identidades sociais baianas em relação à aparência física e ao preconceito capilar. O objetivo deste trabalho é mostrar de que modo a construção da aparência põe em jogo as características de uma cultura e de uma história específicas, na medida em que qualquer diferença de identidade oferece uma superfície visível ao olhar social.

Sou Promotora de Vendas, Técnica em Informática e Massoterapeuta pela FAETEC. Possuo 04H curso ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS, 03H curso PERINEOPLASTIA, 03H curso SISTEMA REPRODUTOR FEMININO, 06H curso CULINÁRIA COM PEIXES, 03H curso NOÇÕES DE EMPREENDEDORISMO, 05H curso MATEMÁTICA BÁSICA, 03H curso DISTÚRBIOS CAPILARES, 03H curso RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL ENTRAR OU RETORNAR AO MERCADO DE TRABALHO, 02H curso GESTÃO EMPREENDEDORA DAS UNIDADES FAMILIARES PRODUTIVAS, 03H REGULAMENTAÇÃO DA ESTÉTICA NO BRASIL, 02H ACIDENTES DE TRABALHO, 04H CURSO DE PEELING II, 05H curso MARKETING NAS EMPRESAS, 01H curso ETANOL X GASOLINA, QUAL COMBUSTÍVEL COMPENSA MAIS, 02H curso PALESTRA SEGURANÇA DOMÉSTICA, 03H curso PROFISSIONAIS DE ATENDIMENTO, 03H curso NOÇÕES SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO, 03H curso TEORIA DE REDES DE COMPUTADORES, jessicacp.sampaio@hotmail.com 973522431 whatsapp


- Kátia Regina Dos Santos

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  • "Extensões do feminino": Megahair e preconceito capilar.

    "Extensões do feminino": Megahair e preconceito capilar.

  • Como dizia Lévi-Strauss em 1960: "A antropologia pratica um corte perpendicular que a obriga a considerar simultaneamente todos os níveis"1 de uma cultura específica. Seguindo ao pé da letra esse delineamento da antropologia social, pretendo apresentar aqui um estudo de antropologia visual do corpo que toma como objeto de estudo alguns usos sociais do cabelo megahair no contexto particular de Salvador, na Bahia.

  • Consciente da parcelização que resulta da diversidade das problemáticas próprias a cada campo de pesquisa, pretendo colocar aqui em evidência certas lógicas estético-sociais através das quais pode-se esboçar uma leitura das identidades sociais baianas em relação à aparência física e ao preconceito capilar. O objetivo deste trabalho é mostrar de que modo a construção da aparência põe em jogo as características de uma cultura e de uma história específicas, na medida em que qualquer diferença de identidade oferece uma superfície visível ao olhar social.

  • O campo de cabelo: recortes teóricos e cortes metodológicos.

    O campo de cabelo: recortes teóricos e cortes metodológicos.

    “Todo corpo contém inúmeros outros corpos virtuais que o indivíduo pode atualizar por meio da manipulação de sua aparência e de seus estados afetivos.” “Roupas, cosméticos, atividades físicas formam uma constelação de produtos cobiçados, destinados a ser o camarim onde o ator social cuida daquela parte de si mesmo que em seguida vai exibir como se fosse um cartão de visitas de carne e osso.”
    David Le Breton

  • Antropologicamente, esta pesquisa sobre megahair e os usos sociais do cabelo em Salvador começou num salão de cabeleireiros, o salão Flash, no centro de Salvador, no qual estava simplesmente cortando o meu. De repente, reparei que a cabeleireira passava a mão no meu cabelo de uma forma que achei esquisita, como se ela quisesse avaliar, testar, identificar o meu tipo de cabelo.

  • Estranhei, e de repente ouvi ela chamar a sua colega para tocar o meu cabelo: "Olha só que cabelo mais fininho e fofinho!" e, logo em seguida, me perguntou: "As luzes que você tem nos cabelos são naturais?". Respondi que sim, e ela me perguntou: "Por que você quer cortar um cabelo tão lindo? Você não prefere deixá-lo crescer e de repente vendê-lo pra gente?". Nesse momento, saí do sério e perguntei para ela: "O que que você quer fazer com meu cabelo? Uma peruca pra você usar?". Eu ria e ela séria: "Oi moço, é nada disso não, é que a gente trabalha com megahair... e aí, compramos e vendemos cabelos."

  • Não entendi muito bem o que era esse megahair e a conversa ficou por aí. Na hora de sair do salão, fiquei curioso para saber o que era o megahair e pedi para ver a reserva de cabelos já comprados. Ela me levou para um pequeno vestíbulo escondido atrás do salão; lá tinha um armário cheio de cabelos, comprados recentemente e já prontos para serem vendidos e aplicados em megahair.

  • Não entendi muito bem o que era esse megahair e a conversa ficou por aí. Na hora de sair do salão, fiquei curioso para saber o que era o megahair e pedi para ver a reserva de cabelos já comprados. Ela me levou para um pequeno vestíbulo escondido atrás do salão; lá tinha um armário cheio de cabelos, comprados recentemente e já prontos para serem vendidos e aplicados em megahair.

  • Obviamente, essa nova prática era mais uma dessas técnicas corporais definidas por Marcel Mauss. Na sua classificação das técnicas corporais, Marcel Mauss isola as técnicas de cuidado com o corpo e se espanta com o fato de que estas são "quase de ontem" mesmo se "enquanto os ancestrais gauleses nem usavam sabão, toda a América Central e do Sul se lavava com madeira de Panamá, ou brasil, cujo nome deste empório."

  • (1950:382) Por outro lado também, é bom lembrar que foi somente em 1950, à frente da Escola de Psicologia de Paris, que um antropólogo francês, Marcel Mauss, declarou que o homem não é o produto do seu corpo, mas que é ele que produz seu próprio corpo em interação com os outros, através da sua imersão no universo simbólico e visual da sua cultura: o corpo não é uma fatalidade, uma natureza, mas ele é objeto de uma construção social, cultural, individual.

  • E é somente a partir desse momento que uma verdadeira “antropologia do corpo”, radicalmente oposta às teses da Antropologia Física, vai nascer considerando o corpo como uma ficção social. Na verdade, o corpo é um objeto cultural que apresenta uma grande variedade de estados e que suscita uma imensa gama de atitudes.


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  • "Extensões do feminino": Megahair e preconceito capilar.
  • O campo de cabelo: Recortes Teóricos e Cortes Metodológicos
  • Das raízes afro ao Megahair: Estéticas da Metamorfose
  • Cabelo cortado, cabelo sem alma do ex-voto à extensão capilar.
  • A feminilidade aplicada estética social e preconceito capilar.
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