Curso Online de SOCIOLOGIA DA JUVENTUDE

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Tem começado a generalizar-se uma consciência sociológica que toma a juventude categoria da linguagem comum, de intervenção administrativ...

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Tem começado a generalizar-se uma consciência sociológica que
toma a juventude categoria da linguagem comum, de intervenção administrativa,
do discurso político? como um mauvais objet: objecto pré-
-construído que importa destruir para eventualmente o reconstruir.
Quer isto dizer que a teoria sociológica se vê cada vez mais confrontada
com a necessidade de estabelecer rupturas com as representações correntes
da juventude, isto é, de estabelecer rupturas com a doxa dominante, tentando,
em contrapartida, desenvolver, em relação à realidade socialmente
construída que é a juventude, outra doxa mais firme que a espontânea,
sem que hesite é mesmo uma necessidade em tornar-se paradoxa.
Aliás, a emergência das teorias científicas é sempre de natureza
paradoxa. E, como as teorias, também os conceitos são paradoxos, até no
sentido em que se multiplicam para cobrirem aparentes unidades da realidade,
como afinal acontece, como veremos, com o conceito de juventude.

VAGNER FERREIRA SILVA É FORMADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS PELA UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL(ULBRA)E PÓS GRADUADO(ESPECIALIZAÇÃO) EM SEGURANÇA PUBLICA E INTELIGENCIA ESTRATÉGICA E CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO USO INDEVIDO DE DROGAS E MEDIAÇÃO DE CONFLITOS E CURSO DE EXTENSÃO DE DIREITOS HUMANOS.



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  • Sociologia da juventude

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  • Os jovens do século XXI - Análise Sociológica

    Os jovens do século XXI - Análise Sociológica

    O que se espera dos jovens enquanto cidadãos mudou ao longo dos tempos. Durante a ditadura do Estado Novo a educação regia-se pelo conceito de um bom cidadão. Não se esperava dos jovens mais do que uma ação conformada com a hierarquia social estabelecida, de obediência e subserviência.

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    Não é demais lembrar dos movimentos anti-ditadura que se geraram sobretudo entre os jovens universitários, tendo alguns destes jovens enveredado pela carreira política após o 25 de Abril.

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    No período pós 25 de Abril a educação generalizou-se no seu papel de incluir todos os jovens independentemente da sua origem social num currículo que valorizou sobretudo o cidadão ativo e competente, focando-se o objetivo da formação pessoal e social dos alunos. No últimos anos, sobretudo por volta do fim do século XX e inicio do século XXI, valoriza-se a formação da cidadania, tendo-se como objetivo a formação cívica procurando incutir os valores da tolerância e partilha, da solidariedade, numa sociedade que está muito voltada para o individualismo e consumismo.

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    Mas que importância tem a escola para os jovens do século XXI? Verifica-se que a escola assume para eles sobretudo (97%) o valor da socialização. Portanto, há que entender a importância que a escola tem na formação de amizades. A funcionalidade e o realismo são conceitos vigentes da sua natureza social. Aquilo que funciona e é realista é o que conta para estes jovens que consideram que a escola lhes ensina conhecimentos importantes, e com isso se conformam. Consideram ainda que a ética do consumo exige que se trabalhe para ter dinheiro.

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    Escola e emprego são as instituições que mais reconhecem, são os seus valores. A família é outra instituição que reconhecem como importante. E julgam a saída da casa familiar com a organização da sua vida futura conjugal, onde o amor é o mais importante neste cenário, sendo o divórcio aceitável quando deixa de existir amor. O seu conformismo não lhes permite efetuar grandes mudanças no papel de Homem e Mulher na sociedade, sobretudo na distribuição das tarefas domesticas e acesso ao trabalho. No que diz respeito á sexualidade, verifica-se que a iniciação sexual é cada vez mais precoce e tem lugar com amigos ou namorados, sendo entre os seus pares onde encontram apoio na sua educação sexual, tendo papel menor a escola e a família.

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    É curioso verificar que estes jovens do século XXI tenham um grande distanciamento face á política e associativismo, embora o associativismo recreativo assuma uma proporção um pouco maior. Quando a escola e a sociedade quer fomentar estes valores, eis que os jovens parecem não dar-lhe importância. Mas se a própria sociedade adulta rejeita estes valores é difícil fomentá-los nos jovens. O individualismo e o consumismo são mesmo os grandes valores atuais. Embora haja uma pequeníssima percentagem de indivíduos a lutar por grandes causas.

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    Há de resto uma pequena percentagem de jovens que escapam a este quadro social já traçado. São os que seguem as vias da marginalidade, os que optam pelas drogas, como evasão, o fenômeno da gravidez na adolescência, como fruto de falta de informação ou simplesmente falta de adesão ás regras de uma sexualidade segura, ou comportamentos agressivos e violentos que podem surgir em raves ou em simples grafites.

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    Sem fazer julgamentos, pode-se concluir que os jovens de hoje são mais realistas no que diz respeito á sua posição enquanto cidadãos, assumindo um papel mais conformista nas suas aspirações relativas ao acesso ao mercado de trabalho, considerando a escola sobretudo como fonte dos afetos, e tendo um afastamento em relação ás grandes questões como a política e a cidadania. São sobretudo consumistas e individualistas, e dir-se-á que lhes falta um pouco de sonho na sua aspiração em relação ao futuro. Mas ao valorizarem tanto as relações sociais com a sua rede de amizades que encontram na escola, e o amor nas suas relações amorosas, pode-se dizer que são jovens cheios de afeto em função do qual regulam as suas vidas, e é como tal que devem ser entendidos.

  • Juventude e cultura: identidade reconhecimento e emancipação

    Juventude e cultura: identidade reconhecimento e emancipação

    Para se compreender a relevância da relação entre a juventude e a cultura, não basta tomar esse tema de forma externa, ou dizer, simplesmente, que a juventude é uma das mais contundentes portadoras das variadas expressões da cultura. Para além disso, o importante é tentar apreender, ainda que de forma geral, o binômio juventude–cultura na sua imanência interna, ou seja, na própria compreensão do modo de ser da juventude na sociedade moderno-contemporânea (ou tardo-capitalista).

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    Isso se torna importante, sobretudo, porque o problema de grande parte dos teóricos que trataram sobre a juventude consiste ou em vê-la de forma singular (como se houvesse uma única juventude), ou em não conseguir explicar como se dá a constituição-diferenciamento de suas várias identidades sem se perder da unidade. Num estudo intitulado 1968... ou de como a besta deveio imaginação, Alejandro Ventura (1994) estabeleceu a tese de que a melhor forma para se compreender o comportamento do indivíduo na sociedade capitalista é pelo conflito profundo entre o desenvolvimento do potencial criativo versus os bloqueios do sistema, sejam estes de ordem material-externa ou moral-interna.


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  • SÍNTESE
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  • Referências Bibliográficas
  • Fim
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