Curso Online de O Racismo Estrutural e Institucional  no Sistema Prisional Brasileiro

Curso Online de O Racismo Estrutural e Institucional no Sistema Prisional Brasileiro

Uma análise crítica acerca da seletividade penal, do encarceramento em massa e da desigualdade racial no Brasil contemporâneo.

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Uma análise crítica acerca da seletividade penal, do encarceramento em massa e da desigualdade racial no Brasil contemporâneo.



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  • O Racismo Estrutural e Institucional no Sistema Prisional Brasileiro

    Uma análise crítica acerca da seletividade penal, do encarceramento em massa e da desigualdade racial no Brasil contemporâneo.
    APRESENTAÇÃO ACADÊMICA
    01

  • Parte I: Contextualização e Introdução
    Visão geral do sistema punitivo brasileiro, problematização inicial e os objetivos deste estudo crítico.
    PARTE I: INTRODUÇÃO
    02

  • PARTE I: INTRODUÇÃO
    03
    Tendência Crescente

    O encarceramento em massa no Brasil apresenta uma escalada geométrica alarmante nas últimas décadas, posicionando o país entre os líderes mundiais de população sob custódia estatal.
    O Desafio da Ressocialização

    Apesar de o ordenamento jurídico brasileiro prever formalmente a reinserção social do indivíduo como fim primordial da sanção penal, o cotidiano carcerário caminha na direção oposta.
    O Encarceramento em Crescente Alarmante

  • PARTE I: INTRODUÇÃO
    04
    600k
    PRESOS NO BRASIL
    Dados Oficiais - RELIPEN
    O Relatório de Informações Penais (RELIPEN) estima a população aprisionada brasileira em pouco mais de 600 mil pessoas, distribuídas entre homens e mulheres em diversas instalações estaduais.
    Este volume colossal de indivíduos em reclusão impõe desafios estruturais insolúveis e atesta o colapso do modelo exclusivamente repressivo de controle do delito.
    Dimensão da População Carcerária

  • PARTE I: INTRODUÇÃO
    05
    Instalações Decadentes: Ausência quase completa de infraestrutura física adequada, organização logística e critérios básicos de assepsia.
    Direitos Essenciais Negligenciados: Falta crônica de insumos higiênicos, vestuário mínimo e alimentação de qualidade aceitável dentro das unidades.
    Afronta à Dignidade Humana: As condições materiais degradantes violam de forma contínua o princípio máximo da dignidade, pilar estrutural do direito pátrio.
    Deterioração das Condições Prisionais

  • Jurema Werneck (2013)
    PARTE I: INTRODUÇÃO
    06
    O racismo parte de uma concepção ideológica que se encontra nos vínculos de pessoas e grupos, onde, desde o nascimento, os indivíduos vão internalizando atribuições desvalorizadoras sobre seu ser.
    JUREMA WERNECK (2013)


    O Papel do Racismo na Formação Social

  • PARTE I: INTRODUÇÃO
    07
    Origem Penal Excludente

    A base do modelo jurídico-penal brasileiro originou-se em estreita simetria histórica com a estruturação de privilégios de raça e classe, gerando uma naturalização da criminalização do negro.
    Repositórios de Precariedade

    Ana Flauzina (2017) aponta as prisões brasileiras como depósitos de precariedade humana que perpetuam a exclusão de cidadania civil e política daqueles que nelas adentram.
    As Prisões como Repositórios de Exclusão

  • Parte II: O Sistema Prisional na Teoria de Foucault
    Uma aproximação teórica a partir de "Vigiar e Punir", a transição dos suplícios à disciplina e a ineficiência planejada.
    PARTE II: FOUCAULT E O CÁRCERE
    08

  • PARTE II: FOUCAULT E O CÁRCERE
    09
    Do Suplício ao Encarceramento

    A análise histórica de Foucault (séculos XVII a XIX) demonstra que as torturas físicas públicas de cunho espetacular deram lugar ao regime disciplinar da clausura sistemática.
    Apropriação no Contexto Nacional

    No Brasil, essa racionalidade é importada, mas moldada por um viés racista explícito, no qual as minorias vulneráveis têm sua integridade menosprezada rotineiramente pelo Estado.
    A Transição Histórica da Punição

  • PARTE II: FOUCAULT E O CÁRCERE
    10
    A Fabricação de Corpos Dóceis
    Michel Foucault expõe que o propósito central do regime penitenciário moderno era exercer um controle microfísico e temporal rigoroso para "docilizar" o comportamento do condenado.
    Contudo, nas diretrizes criminais reais, a sanção assume um feitio opressor e segregador de massas vulneráveis, operando como um instrumento de pura exclusão material.
    Controle Absoluto sobre os Corpos

  • PARTE II: FOUCAULT E O CÁRCERE
    11
    Finalidade Declarada: A pretensão teórica estatal baseia-se em "corrigir" o indivíduo divergente e reinseri-lo na comunidade produtiva.
    Efeito Real Inverso: O aprisionamento acaba por atuar como propulsor de condutas desviantes, transformando o apenado em criminoso profissional.
    Fracasso Institucionalizado: A ineficiência crônica em obter resultados regenerativos sinaliza que a falência é, em verdade, o próprio projeto de controle.
    O Paradoxo do Modelo Corretivo


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