Curso Online de NR 13 para Técnicos de Laboratório: Operação Segura de Autoclaves em Serviços de Saúde
O curso NR 13 para Técnicos de Laboratório: Operação Segura de Autoclaves em Serviços de Saúde apresenta conhecimentos essenciais para a ...
Continue lendoAutor(a): Beatriz Soares Do Nascimento Salles
Carga horária: 40 horas
Por: R$ 24,90
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Verso
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Rotinas Seguras na Operação de Autoclaves para Técnicos de Laboratório
Este módulo apresenta as rotinas seguras relacionadas ao uso de autoclaves, com foco no apoio operacional, na execução autorizada, na organização de materiais e na prevenção de riscos. O conteúdo prepara o técnico para participar da rotina operacional conforme POP institucional, manual do fabricante, treinamento interno e orientação da liderança responsável. -
Papel do Técnico de Laboratório
O técnico de laboratório participa da organização, preparação, conferência e finalização das rotinas relacionadas à autoclave, dentro das atribuições, treinamentos e autorizações definidos pela instituição.Organizar
Separar e preparar materiais conforme o fluxo estabelecido, mantendo a ordem na área.Conferir
Verificar identificações, condições aparentes e conformidade dos materiais antes de cada etapa.Registrar
Documentar informações de forma legível, objetiva e no momento adequado da rotina.Comunicar
Reportar situações anormais, dúvidas e não conformidades ao responsável definido.Em serviços de saúde, a presença de autoclaves pode exigir atendimento integrado às disposições aplicáveis da NR 13 e da NR 32. Ter contato frequente com a autoclave não significa possuir autorização automática para operá-la.
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Competências Práticas Esperadas
Ao final do módulo, o técnico deverá estar preparado para atuar com segurança em todas as etapas da rotina operacional.1
Reconhecer etapas básicas
Identificar a sequência correta da rotina: preparação, conferência, execução autorizada, registro e comunicação.2
Realizar conferências visuais
Observar materiais, recipientes e condições do equipamento conforme os critérios definidos no POP.3
Perceber sinais de anormalidade
Identificar desvios aparentes e aplicar o fluxo institucional de comunicação e interrupção preventiva.A dúvida deve ser tratada como motivo para interromper a etapa e confirmar a conduta nunca como autorização para improvisar.
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Limites de Atuação Profissional
O técnico pode executar atividades operacionais para as quais esteja treinado e formalmente autorizado. Conhecer esses limites é essencial para a segurança do trabalhador, do equipamento e dos materiais processados.Atuação Autorizada
Organizar materiais e conferir identificações
Seguir o POP e utilizar comandos previstos
Acompanhar ciclos dentro do treinamento
Registrar informações e comunicar desvios
Reconhecer condições externas aparentes
Interromper e sinalizar quando necessário
Intervenção Técnica Proibida
Diagnosticar falhas internas do equipamento
Realizar reparos, regulagens ou ajustes
Alterar parâmetros não autorizados
Abrir componentes internos
Substituir biomédico ou responsável técnico
Neutralizar dispositivos de segurança -
Apoio, Execução e Intervenção Técnica
Antes de agir, o técnico deve identificar em qual das três categorias a atividade se encontra. Quando a ação ultrapassar o apoio ou a operação prevista, o responsável competente deve ser acionado.
Apoiar
Organizar materiais, conferir identificações, preparar registros e manter o fluxo seguro.
Executar (Autorizado)
Seguir o POP, utilizar comandos previstos e cumprir as etapas do treinamento interno.
Encaminhar
Abrir componentes, ajustar dispositivos ou reparar falhas exige competência e autorização específicas.O técnico pode verificar externamente se um cabo apresenta dano aparente, mas não pode abrir o equipamento para investigar a origem de uma falha elétrica.
-
POP Institucional como Referência
O Procedimento Operacional Padrão (POP) descreve a sequência aprovada para execução da rotina, os responsáveis, os materiais admitidos, os registros necessários, os critérios de interrupção e os canais de comunicação. O técnico deve utilizar sempre a versão vigente disponível no setor.
Antes de iniciar
Confirme o POP correspondente ao equipamento, a etapa a ser executada, os parâmetros definidos e o formulário de registro disponível.
Em caso de divergência
Se dois profissionais apresentarem orientações diferentes, a equipe suspende a etapa e consulta o POP e a liderança antes de prosseguir.
POP inadequado
POP desatualizado, ilegível, incompleto ou incompatível com o equipamento deve ser comunicado antes da execução, nunca ignorado. -
Manual do Fabricante
O manual do fabricante apresenta orientações específicas do modelo da autoclave, incluindo limites de uso, comandos, materiais compatíveis, cuidados com instalação, mensagens do painel e condutas recomendadas. Essas orientações devem ser combinadas com o POP e os protocolos internos.
Mensagem desconhecida no painel
Registre a mensagem exatamente como exibida, mantenha sem novo ciclo e comunique a liderança.
Dúvida sobre material
Aguarde confirmação antes de incluir qualquer item na carga.
Parâmetro incomum
Nunca alterar configurações protegidas ou utilizar orientações de modelo diferente de autoclave. -
Treinamento Interno e Autorização Formal
A conclusão de um curso teórico não substitui o treinamento realizado no equipamento e no ambiente real de trabalho. A instituição define quem pode operar, quais atividades podem ser executadas, em quais condições e sob qual supervisão.
1
Mudança de equipamento
Técnico treinado em autoclave de bancada transferido para setor com equipamento diferente deve solicitar treinamento antes de operar.
2
Alteração do POP
Sempre que o procedimento for atualizado, confirme sua autorização e familiarize-se com as mudanças.
3
Retorno após afastamento
Após período prolongado sem atividade, confirme a autorização e revise o POP vigente antes de retomar.
4
Nova carga introduzida
Novo tipo de material exige confirmação de compatibilidade e autorização específica antes do processamento. -
Responsabilidade Técnica e Liderança
A liderança e o responsável técnico definem rotinas, responsabilidades, critérios de aceitação, fluxos de comunicação e providências diante de falhas. O técnico deve conhecer quem responde pelo setor em cada turno.Comunicar apenas a um colega sem responsabilidade definida pode atrasar a resposta e não substitui o registro formal previsto. Utilize sempre a lista institucional atualizada.
-
Responsabilidade Prática do Técnico
A responsabilidade prática começa antes do acionamento do equipamento e termina somente após a organização da área, o registro da atividade e o encaminhamento correto dos materiais.Antes
Conferir EPIs, POP, identificação da carga, condição do equipamento e disponibilidade de registros.Durante
Acompanhar o ciclo, manter atenção, registrar informações e comunicar qualquer desvio percebido.Depois
Verificar integridade aparente, organizar a área, concluir registros e encaminhar materiais corretamente.Passagem de Turno
Transferir informações completas ao próximo profissional. Nunca deixar carga sem identificação ou registro incompleto.Assinar ou confirmar uma etapa não realizada compromete a rastreabilidade e a segurança do processo.
-
Interface entre os Setores
Materiais laboratoriais circulam entre diferentes áreas, e cada transição deve ocorrer conforme o fluxo definido, com identificação, recipientes adequados e prevenção do cruzamento indevido entre itens contaminados e processados.A proximidade física entre áreas não elimina a necessidade de separação funcional, identificação e controle de circulação. Um cesto contaminado na bancada limpa deve ser imediatamente corrigido.
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Capítulos
- a) Noções de física aplicada: pressão, pressão atmosférica, pressão manométrica e pressão absoluta, pressão interna, pressão externa e vácuo, unidades de pressão;
- b) Transferência de calor: noções gerais de calor e temperatura, modos de transferência de calor, calor específico e calor sensível, transferência de calor a temperatura constante;
- c) Termodinâmica: conceitos, vapor saturado e vapor superaquecido;
- d) Mecânica dos fluidos: conceitos fundamentais, pressão em escoamento, escoamento laminar e turbulento, transferência de líquidos por gravidade, diferença de pressão e sifão, perda de carga, rugosidade, acidentes em tubulações e princípio de bombeamento de fluidos;
- e) Noções de química aplicada: densidade, solubilidade, difusão de gases e vapores, caracterização de ácidos e bases, definição de pH e fundamentos básicos sobre corrosão;
- f) Equipamentos de processo, conforme aplicável: acessórios de tubulações, acessórios elétricos, aquecedores de água, bombas, caldeiras, compressores, condensadores, desmineralizadores, esferas, evaporadores, filtros, lavadores de gases, reatores, resfriadores, secadores, silos, tanques de armazenamento, torres, trocadores de calor, tubulações industriais, turbinas a vapor, injetores e ejetores;
- g) Dispositivos de segurança, outros componentes aplicáveis e instrumentação;
- h) Operação da unidade: descrição do processo, partida e parada, procedimentos de emergência, descarte de produtos químicos, preservação do meio ambiente, avaliação e controle dos riscos inerentes ao processo;
- i) Prevenção contra deterioração, explosão e outros riscos, legislação e normalização, Norma Regulamentadora nº 13, categorias de vasos de pressão, tópicos de inspeção e manutenção de equipamentos e registro