Curso Online de Os Principais Biomas e Ecossistemas da Terra

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Os biomas (bio = vida; oma = proliferação) são espaços geográficos que apresentam um somatório de ecossistemas vizinhos e semelhantes. O ...

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Os biomas (bio = vida; oma = proliferação) são espaços geográficos que apresentam um somatório de ecossistemas vizinhos e semelhantes. O ambiente terrestre é divido em grandes comunidades, apresentando características distintas entre si, e essa classificação dos biomas é baseada em ligações dos aspectos biológicos e físicos (clima, relevo, vegetação) de uma determinada formação. No entanto, os sistemas ambientais utilizam-se da classificação de vegetação para melhor evidenciar as diversas paisagens naturais (biomas). Pretende-se aqui fazer uma enumeração e classificação dos principais tipos.

Licenciado e bacharelando em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará - UECE; especialista em Psicologia Organizacional e Gestão de Recursos Humanos pela Faculdade Entre Rios do Piauí - Faerp, 2010; Técnico em Segurança do Trabalho pela Unidade de Educação de Cuiabá - Unec (2014);Psicanálista Clínico pela Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo (2015).



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  • Os Principais Biomas e Ecossistemas da Terra

    Ribamar de Sousa Lima

    Fortaleza/Ce
    Julho/2018

  • Tópicos:

    Tópicos:

    1) Biomas x Ecossistemas: Conceitos e Diferenças;
    2) Tipos de Ecossistemas:
    Terrestres;
    Aquáticos;
    - Terras de Energia;
    3) Os Grandes Biomas do Planeta.

  • 1)Biomas x Ecossistemas

    1)Biomas x Ecossistemas

  • Um ecossistema é um conjunto formado pelas interações entre componentes bióticos (plantas, animais e micróbios) e os componentes abióticos (elementos químicos e físicos, como o ar, a água, o solo e minerais). Estes componentes interagem através das transferências de energia dos organismos vivos entre si e entre estes e os demais elementos de seu ambiente. Para isto são necessários condições e recursos.

    Um ecossistema é um conjunto formado pelas interações entre componentes bióticos (plantas, animais e micróbios) e os componentes abióticos (elementos químicos e físicos, como o ar, a água, o solo e minerais). Estes componentes interagem através das transferências de energia dos organismos vivos entre si e entre estes e os demais elementos de seu ambiente. Para isto são necessários condições e recursos.

  • É um conceito criado em 1935 pelo ecólogo Arhtur Tansley

  • Como são definidos pela rede de interações entre organismos e entre os organismos e seu ambiente, os ecossistemas podem ter qualquer tamanho. Tem-se, inicialmente, uma separação entre os meios aquáticos (os lagos, naturais ou artificiais (represas), os mangues, os rios, mares e oceanos) e terrestres (as florestas, as dunas, os desertos, as tundras, as montanhas, as pradarias e pastagens).

    Como são definidos pela rede de interações entre organismos e entre os organismos e seu ambiente, os ecossistemas podem ter qualquer tamanho. Tem-se, inicialmente, uma separação entre os meios aquáticos (os lagos, naturais ou artificiais (represas), os mangues, os rios, mares e oceanos) e terrestres (as florestas, as dunas, os desertos, as tundras, as montanhas, as pradarias e pastagens).

  • O bioma: "conjunto de vida (vegetal e animal) definida pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, resultando em uma diversidade biológica própria".(IBGE)

    O bioma: "conjunto de vida (vegetal e animal) definida pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, resultando em uma diversidade biológica própria".(IBGE)

  • Em outras palavras, ele pode ser definido como uma grande área de vida formada por um complexo de ecossistemas com características homogêneas.

    Em outras palavras, ele pode ser definido como uma grande área de vida formada por um complexo de ecossistemas com características homogêneas.

  • Muitas vezes, o termo "bioma" é utilizado como sinônimo de "ecossistema" mas, diferente deste, à classificação de bioma interessa mais o meio físico (a fisionomia da área, principalmente da vegetação) que as interações que nele ocorrem. O perfil do local e a dimensão também importam na classificação: um ecossistema qualquer só será considerado um bioma se suas dimensões forem de grande escala.

    Muitas vezes, o termo "bioma" é utilizado como sinônimo de "ecossistema" mas, diferente deste, à classificação de bioma interessa mais o meio físico (a fisionomia da área, principalmente da vegetação) que as interações que nele ocorrem. O perfil do local e a dimensão também importam na classificação: um ecossistema qualquer só será considerado um bioma se suas dimensões forem de grande escala.

  • Um bioma é definido por um tipo principal de vegetação (embora num mesmo bioma possam existir diversos tipos de vegetação) e também de animais típicos, embora estes não influam tanto na definição. Dentro do bioma da Mata Atlântica, por exemplo, existem ecossistemas como a floresta ombrófila densa, a mata de araucária, os campos de altitude, a restinga e os manguezais.

    Um bioma é definido por um tipo principal de vegetação (embora num mesmo bioma possam existir diversos tipos de vegetação) e também de animais típicos, embora estes não influam tanto na definição. Dentro do bioma da Mata Atlântica, por exemplo, existem ecossistemas como a floresta ombrófila densa, a mata de araucária, os campos de altitude, a restinga e os manguezais.

  • “Biomas são as maiores unidades constituintes da biosfera, em que há vida, na Terra.” (SILVA, 2013, p. 195)

    “Biomas são as maiores unidades constituintes da biosfera, em que há vida, na Terra.” (SILVA, 2013, p. 195)


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  • 1)Biomas x Ecossistemas
  • Um ecossistema é um conjunto formado pelas interações entre componentes bióticos (plantas, animais e micróbios) e os componentes abióticos (elementos químicos e físicos, como o ar, a água, o solo e minerais). Estes componentes interagem através das transferências de energia dos organismos vivos entre si e entre estes e os demais elementos de seu ambiente. Para isto são necessários condições e recursos.
  • Como são definidos pela rede de interações entre organismos e entre os organismos e seu ambiente, os ecossistemas podem ter qualquer tamanho. Tem-se, inicialmente, uma separação entre os meios aquáticos (os lagos, naturais ou artificiais (represas), os mangues, os rios, mares e oceanos) e terrestres (as florestas, as dunas, os desertos, as tundras, as montanhas, as pradarias e pastagens).
  • O bioma: "conjunto de vida (vegetal e animal) definida pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, resultando em uma diversidade biológica própria".(IBGE)
  • Em outras palavras, ele pode ser definido como uma grande área de vida formada por um complexo de ecossistemas com características homogêneas.
  • Muitas vezes, o termo "bioma" é utilizado como sinônimo de "ecossistema" mas, diferente deste, à classificação de bioma interessa mais o meio físico (a fisionomia da área, principalmente da vegetação) que as interações que nele ocorrem. O perfil do local e a dimensão também importam na classificação: um ecossistema qualquer só será considerado um bioma se suas dimensões forem de grande escala.
  • Um bioma é definido por um tipo principal de vegetação (embora num mesmo bioma possam existir diversos tipos de vegetação) e também de animais típicos, embora estes não influam tanto na definição. Dentro do bioma da Mata Atlântica, por exemplo, existem ecossistemas como a floresta ombrófila densa, a mata de araucária, os campos de altitude, a restinga e os manguezais.
  • ?Biomas são as maiores unidades constituintes da biosfera, em que há vida, na Terra.? (SILVA, 2013, p. 195)
  • De acordo com dados da FAO, as áreas do globo estão divididas da seguinte maneira: 33% de terras de floresta; 2% de terras construídas; 23% de terras de pastagem; 10% de terras aráveis; 32% de desertos, geleiras e outras. Em termos quantitativos, isso significa que o planeta Terra tem uma superfície de 51 bilhões de hectares e que somente 8,9 bilhões de hectares estão disponíveis para a exploração humana.
  • 2 Tipos de Ecossistemas
  • 2.1 .Terrestres
  • 2.1.1.Terras de Pastagem (Grazing Land): São as que se destinam à criação de gado de corte e de leite. Neste item, estão relacionados os produtos derivados do leite e da carne, além da lã. São áreas menos produtivas que as de cultivo e sua conversão, de área vegetal para animal, reduz ainda mais a energia bioquímica disponível para o uso humano.
  • No mundo, cerca de 3,4 bilhões de hectares são classificados como sendo de pastagem permanente, que divididos pela população mundial, temos aproximadamente 0.6 hectare per capita. São espaços de difícil definição e, geralmente, são usadas para demarcar a terra usada por 5 anos ou mais para o alimento de animais, incluindo o cultivo natural e plantado. A crescente expansão dessas áreas tem sido a causa principal da diminuição das áreas de florestas e de cultivo.
  • 2.1.2. Terras de florestas (Harvesting Timber): são as áreas de florestas naturais ou plantadas. Asseguram funções, como a estabilidade do clima, previnem erosões, mantêm os ciclos hidrológicos e, se forem bem manejadas, protegem a biodiversidade. No mundo, há 3,8 bilhões de hectares de florestas naturais e plantadas de acordo coma FAO The Forest Resource Assessment (2000).
  • 2.1.3. Terras de Cultivo (Growing Crops): são as terras aráveis para o cultivo de alimento e de ração de animais. Ocupam cerca de 1,5 bilhão de hectare no mundo, de acordo com a FAO (op. cit.), e são as áreas mais férteis podendo cultivar a maior quantidade de biomassa vegetal. Esse tipo de terra é definido como sendo aquela sob cultivo temporário e permanente, que cobre desde o arroz até a borracha. Nesse montante, as áreas férteis para pastagem não estão incluídas.
  • Os cálculos subestimam os efeitos ambientais causados pela agricultura como salinização, erosão, contaminação de aqüíferos por produtos químicos. De acordo com dados da FAO (op. cit.), quase todas as melhores áreas férteis estão sendo cultivadas, cerca de 1,35 de bilhão de hectare. Contudo, 10 milhões de hectares são abandonados anualmente por causa da degradação do solo.
  • 2.1.4. Áreas de proteção da biodiversidade: são áreas que devem ser deixadas para que outras espécies (exceto a humana), possam sobreviver, realizar suas atividades e se propagar. Segundo Jordan (1995), a preservação da biodiversidade tem sido abordada por dois pontos de vista. O primeiro refere-se às espécies para depois se determinar qual o tipo de habitat que deverá ser preservado. O segundo foca o habitat e considera localização, tamanho, forma das reservas para maximizar a biodiversidade ou otimizar o meio ambiente para as espécies.
  • Independentemente da abordagem escolhida, o importante é lembrar que o objetivo único é a máxima preservação da diversidade global. Os números são questionáveis, uma vez que os cientistas da área discordam em muitos aspectos.
  • Ainda, segundo o autor, para proteger as espécies, é preciso proteger os habitats, mas é impossível proteger todos os habitats. Por essa razão, é necessário que se escolham aqueles habitats que irão melhor contribuir para a diversidade global
  • 2.1.5.Espaço Pavimentado, Construído ou Degradado (accomodating infra structure ou built-up land): são áreas destinadas à moradia, ao transporte, aos produtos industriais e às hidroelétricas. Como muito dos assentamentos humanos estão localizados em áreas mais férteis de um país, adota-se que as áreas construídas usam terras aráveis.
  • 2.2 Ecossistemas Aquáticos
  • 2.2.1. Zona Costeira:   Normalmente considera-se zona costeira, também chamada zona nerítica a que se encontra sob influência das marés e onde a luz pode penetrar até ao fundo, promovendo a fotossíntese. Os organismos que habitam nesta região estão adaptados a estas variações, tanto do nível de água, como da sua falta durante determinados períodos. Por exemplo, muitos crustáceos e moluscos que vivem nesta zona são capazes de armazenar água junto das brânquias, fechando a sua abertura. Nesta zona, encontram-se vários ecossistemas diferentes, que são descritos abaixo.
  • 2.2.2. Praias:   Uma praia é uma formação geológica consistindo de partículas soltas de rocha tais como areia, lascas de pedra e conchas de crustáceos e moluscos, ao longo da margem de um corpo de água. Como são total ou parcialmente cobertas periodicamente pela água, consequência das marés ou das flutuações dos caudais dos rios, são habitadas por seres vivos adaptados a esse tipo de vida. As plantas e algas que aí se desenvolvem são tipicamente aquáticas, ou próprias de um solo com pouca matéria orgânica. Entre os animais, são mais comuns os moluscos e crustáceos que escavam suas moradas na areia, para terem sempre acesso à água.
  • 2.2.3. Planícies de Ervas Marinhas:   As ervas marinhas são plantas que produzem flor adaptadas à vida na água do mar. Estas plantas encontram-se em muitas praias, principalmente na zona intertidal, onde estão constantemente submersas, mas acessíveis à luz solar. Têm um importante papel nos ecossistemas costeiros, não só pela sua produtividade, mas também por servirem de refúgio a muitos animais bentônicos.
  • 2.2.4. Manguezais ou Mangues:   Os manguezais (também chamados mangues ou mangais) são um ecossistema costeiro caracterizado por árvores adaptadas à água do mar, com grandes raízes aéreas, os pneumatóforos. Essas raízes formam uma malha apertada que retém grande quantidade de sedimentos, tanto orgânicos, como inorgânicos. Por essa razão, o solo é povoado por uma grande quantidade de microalgas e bactérias, para além de organismos saprófitos, que alimentam uma abundante meio fauna.
  • 2.2.5. Estuários:   Um estuário é a parte de um rio que se encontra em contato com o mar. Por esta razão, um estuário sofre a influência das marés e possui tipicamente água salobra, albergando uma abundante fauna de organismos adaptados, tanto a grandes flutuações da salinidade, como a uma grande dinâmica das águas, tanto pela influência das marés, como das alterações do caudal do rio ou rios que o alimentam. Entre esses animais contam-se muitas variedades de peixes, crustáceos e moluscos.
  • 2.2.6. Costões Rochosos:   Costão rochoso é o nome dado ao ambiente costeiro formado por rochas, situado na transição entre os meios terrestre e marinho. É considerado muito mais uma extensão do ambiente marinho que do terrestre, uma vez que a maioria dos organismos que o habitam, estão relacionados ao mar.
  • 2.2.7.Talude Continental.   Em oceanografia, chama-se talude continental à porção dos fundos marinhos com declive muito pronunciado que fica entre a plataforma continental e a margem continental, onde começam as planícies abissais.   2.5.8.Zona Profunda ou Abissal.   Em geral, consideram-se "águas profundas" aquelas onde já não penetra a luz, mas a Zona Abissal para os oceanógrafos começa no fundo do talude continental, no que é considerado como o limite dos continentes. Esta zona é formada por planícies abissais, fossas abissais e canhões, mas nela se encontram montes submarinos que podem atingir a profundidade da zona eufótica.
  • O ponto mais profundo dos oceanos foi encontrado na Fossa das Marianas, a leste do arquipélago das Filipinas, no Oceano Pacífico, com 10.924 m. Outros pontos especialmente profundos são o Canhão de Monterrey, ao largo da Califórnia, com cerca de 10.000 m, a Fossa de Porto Rico, com 8.605 m, a Fossa de Java, com 7.450 m e a de South Sandwich, com 7.235 m.
  • 2.2.9: Recifes: constituem-se em importantes ecossistemas, altamente diversificados, no nível local, regional e principalmente no global. Por abrigarem uma extraordinária variedade de plantas e animais são considerados como o mais diverso habitat marinho do mundo, e por isso mesmo, possuem grande importância econômica, pois representam a fonte de alimento e renda para muitas comunidades. Uma em cada quatro espécies marinhas vive nos recifes, incluindo 65% dos peixes.
  • No Brasil, os recifes de coral se distribuem por aproximadamente 3 mil km de costa, do Maranhão ao Sul da Bahia, representando as únicas formações recifais do Atlântico Sul. Nessa área existem unidades de conservação federais, estaduais e municipais que protegem uma parcela significativa desses ambientes.
  • Apesar de toda sua importância, os ambientes recifais em todo o mundo, vêm sofrendo um rápido processo de degradação através das atividades humanas. Os oceanos em aquecimento, provavelmente como resultado da mudança climática, estressam os corais a ponto de expelirem as algas que os habitam (as zooxantelas), deixando-os ?branqueados?.
  • Evento de branqueamento registrado em 2005 em St. Croix, U.S. Virgin Islands. Fonte: http://www.noaanews.noaa.gov
  • 2.2.8.Principais ecossistemas aquáticos continentais   - Ecossistemas Lacustres (Lagos, lagoas e lagunas): Ecossistemas aquáticos formados em depressões no terreno, geralmente com hidrodinâmica reduzida. Suas águas têm em geral baixo teor de íons dissolvidos, quando comparadas às águas oceânicas. Exceto os lagos localizados em regiões áridas, onde o teor de íons pode ser alto e as lagunas costeiras, que possuem contato com o mar.
  • - Rios e riachos: Ecossistemas aquáticos com movimentação horizontal e unidirecional das correntes e uma grande interação com sua bacia hidrográfica. As características físicas que interferem no volume de água e no transporte de materiais são: Largura e profundidade do canal do rio; Velocidade da corrente; Rugosidade do sedimento; Grau de sinuosidade do rio;
  • - Áreas alagadas, pantanosas ou zonas úmidas (wetlands): Ecossistemas que, ou está permanentemente sob inundação em áreas rasas ou sofre inundações (periódicas ou não), com flutuações de nível e geralmente apresentam solo saturado de água. Porém é extremamente difícil uma definição precisa, pela diversidade de área alagadas e pela dificuldade de demarcação entre as áreas secas e alagadas.
  • Embora, exista a dificuldade de definição destas áreas, elas compartilham de algumas características em comum: - Presença de água e tipos especiais de solos que diferem daqueles de áreas secas mais elevadas; - São sistemas intermediários entre ecossistemas terrestres e aquáticos que suportam uma vegetação (hidrófitas ou macrófitas aquáticas) adaptada ás condições de alagamento e flutuações periódicas do nível;
  • 3.1 Os Biomas Terrestres
  • 3.1.1 - Tundra
  • Na Tundra não há uma alta taxa de ocupação humana, justamente devido às condições climáticas destas regiões. A Tundra é considerada o bioma mais seco e frio que existe no mundo. As temperaturas são extremamente baixas e não há uma elevada insolação. As chuvas também são fenômenos raros nestas regiões.
  • Os solos são congelados, chamados de permafrost, e a vegetação que se desenvolve é adaptada ao tipo de solo. Este tipo de bioma ocorre nas latitudes com maior distância desde o equador, ou seja, nas proximidades do Polo Norte.
  • ?Nesse bioma, os invernos são muito longos e o frio é intenso (as temperaturas ficam em torno de -30ºC). Por isso, os animais que não migram vivem essa parte do ano escondidos em tocas abaixo da superfície.? (TAMDJIAN, 2012, p. 225)
  • Quando a temperatura da Tundra aumenta um pouco, parte do gelo derrete, e uma nova vegetação pode se desenvolver naquele período. O verão é muito curto, apenas dois meses, mas neste tempo a vegetação torna-se visível, uma mistura de musgos e líquens. Não se desenvolvem outros tipos de formação vegetal, pois mesmo no verão o frio continua intenso.
  • Os musgos da Tundra são plantas de cor verde, os quais cobrem os solos daquele bioma nos períodos de temperaturas menos intensas. Já os líquens são uma espécie resultante da associação entre algas pequenas com fungos.
  • O permafrost é o solo típico da região da Tundra. É um solo permanentemente congelado, compreendido logo abaixo da superfície, no subsolo. Apesar da existência deste tipo de solo, no verão é possível ver pastagens alimentando os animais que vivem na Tundra. Este solo impede o desenvolvimento de plantas de maior porte, pois as raízes não conseguem penetrar mais profundamente.
  • Assim, os animais precisam sobreviver com aquilo que cresce nos verões, ou migrar para outras regiões. Durante o inverno mais intenso, boa parte dos animais entra em hibernação. Durante o verão eles alimentam-se em demasia, criando uma grande camada de gordura corporal, a qual os manterá vivos durante a hibernação.
  • 3.1.2 - Taiga
  • A Taiga recebe também os nomes de floresta boreal e coníferas. Esse tipo de bioma está presente nas latitudes acima de 45º, especialmente na América do Norte, na Europa e também na Ásia. O Canadá e a Rússia tem a maior parte de seus territórios compreendidos pela Taiga. Dentre os biomas terrestres, este é o maior em extensão. Embora seja vasto, sua biodiversidade não é tão expressiva.
  • ?Em função do clima rigoroso, nela não há tanta biodiversidade de vegetação como em outras áreas do planeta.? (SILVA, 2013, p. 198)
  • As árvores comuns neste bioma são chamadas de coníferas, pois seu formato se assemelha ao de um cone. Os bosques apresentam árvores com mais de 40 metros de altura, e com uma aparência bastante homogênea. Os solos possuem cobertura de folhas, as quais pelo frio demoram para se decompor.
  • Da mesma forma como ocorre na Tundra, é no período do verão que a vegetação aparece com maior intensidade, embora o período de temperaturas mais elevadas seja também curto. Vários animais migram para a Taiga para reprodução nos verões, renovando o ciclo da vida.
  • 3.1.3 Florestas Temperadas
  • As Florestas Temperadas são típicas de regiões com clima temperado. As estações são bem definidas: inverno frio, primavera chuvosa, verão quente e outono mais ameno. Justamente devido às estações definidas, este bioma apresenta maior biodiversidade. Além de árvores coníferas, este bioma possui outras variedades de espécies arbóreas, além de arbustos e gramíneas.
  • As florestas temperadas podem ser também chamadas de florestas caducifólias. As folhas neste bioma tem vida mais longa, caindo todos os anos no outono e inverno, que são as estações mais frias e secas.
  • As florestas temperadas são conhecidas pela coloração das árvores antes de as folhas caírem, adquirindo uma tonalidade vermelha, amarela e laranja. Embora tenham sido amplamente devastadas, essas florestas originalmente cobriam territórios da Europa Central e Ocidental, partes dos Estados Unidos, do sudeste da Ásia, e uma parcela do Japão.
  • 3.1.4 Campos ou Pradarias
  • Os campos ou Pradarias são biomas característicos de regiões temperadas. São vastas regiões de gramíneas, e de topografia aplainada, com algumas ondulações. Por suas características, são habitualmente utilizadas para pastagens. Não há significativa presença de árvores de grande porte.
  • ?Essa vegetação nasce onde há pouca umidade para o crescimento de árvores seja qual for a temperatura média , havendo condições para que se desenvolva somente um tapete de gramíneas que se estende por milhares de quilômetros.? (TAMDJIAN, 2012, p. 232)
  • Nas regiões de clima mais frio, como no caso do Hemisfério Norte, as pradarias ficam por um tempo cobertas por gelo durante os invernos. Portanto, é uma vegetação que se adaptou com aquele clima. No Brasil, os campos são mais presentes no Rio Grande do Sul, conhecidos como pampas. Especificamente nos campos sulinos, o clima é caracterizado por altas temperaturas no período do verão, e frio intenso no inverno, inclusive com a presença de geadas e neve.
  • 3.1.5 Florestas Tropicais
  • Esse tipo de floresta também conhecida como floresta equatorial apresenta uma rica biodiversidade. Composta por dois estratos vegetais: Inferior (grama, musgos, ervas, e outras plantas que se desenvolvem próximas ao solo) e Superior (grandes árvores, muitas das quais com mais de 20 metros de altura, formando uma cobertura para os extratos mais baixos). Essas florestas são predominantes em regiões com altos índices pluviométricos, além das elevadas temperaturas.
  • As florestas equatoriais podem ser chamadas também de floresta pluvial. A maior floresta equatorial do mundo é a Amazônica, na América do Sul. As folhas largas das copas das árvores dificultam a chegada dos raios solares até os estratos inferiores, formando solos profundos e úmidos, com abundante presença de húmus. As florestas equatoriais abrigam uma ampla diversidade de fauna e flora. E recebem esta nomenclatura devido à incidência na região equatorial.
  • 3.1.6 - Savanas
  • As savanas são formações que ocorrem em regiões de clima tropical. A vegetação é normalmente composta por gramíneas, arbustos e árvores. No Brasil, este bioma é conhecido como Cerrado, embora tenha suas particularidades em relação ao bioma nos demais lugares do mundo. Neste bioma o clima é bem marcado por duas estações: verão chuvoso e inverno seco.
  • Durante o período das chuvas, a vegetação se desenvolve, mas durante a seca, ela irrompe seu crescimento, por isso não se apresentam vegetações de grande porte neste bioma. Essa oscilação climática faz com que os arbustos cresçam de forma distorcida.
  • 3.1.7 - Desertos
  • Os desertos são biomas caracterizados pela falta de água, bem como pelos climas extremos, calor intenso durante o dia e frio intenso durante as noites. Essa diferença entre as temperaturas nos desertos é chamada de amplitude térmica. Isso ocorre por quê, assim como as rochas e a areia se aquecem depressa com o calor do sol, elas também perdem calor demasiadamente depressa, esfriando a temperatura do ambiente.
  • Também por quê há escassez de vapor d?água na atmosfera para permitir que o calor seja em parte retido. Essas condições tornam a vida nos desertos difícil, mas não a impedem.
  • Além do deserto do Saara, que é o maior e mais conhecido do mundo, na América do Sul há o deserto do Atacama, o qual fica no norte do Chile. O Atacama é considerado o mais seco e árido deserto do mundo.
  • 3.2 Os Biomas Brasileiros
  • 3.2.1 Caatinga: Há aproximadamente 260 milhões de anos, toda região onde hoje está o semi-árido foi fundo de mar, mas o bioma caatinga é muito recente. Há apenas dez mil anos atrás era uma imensa floresta tropical, como a Amazônia. Para conhecer bem esse bioma do semi-árido brasileiro, basta fazer uma visita ao Sítio Arqueológico da Serra da Capivara, no sul do Piauí. Ali estão os painéis rupestres, com desenhos de preguiças enormes, aves gigantescas, tigres-dente-de-sabre, cavalos selvagens e tantos outros.
  • No Museu do Homem Americano estão muitos de seus fósseis. Com o fim da era glacial, há dez mil anos atrás, também acabou a floresta tropical. Ficou o que é hoje a nossa Caatinga.
  • 3.2.2 Amazônia. A Amazônia guarda a maior diversidade biológica do planeta região mega-diversa - e escoa 20% de toda água doce da face da Terra. Seu início se deu há 12 milhões de anos atrás, quando os Andes se elevaram e fecharam a saída das águas para o Pacífico. Formou-se um fantástico Pantanal, quase um mar de água doce, coberto só por águas. Depois, com tantos sedimentos, a crosta terrestre tornou a emergir e, aos poucos, formou-se o que é hoje a Amazônia.
  • 3.2.3 Mata Atlântica: Ocupa 1.110.182 km², ou seja, 13,04% do território nacional. Cobre inteiramente três estados - Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina - e 98% do Paraná, além de porções de outras 11 unidades da federação. É o exemplo mais contundente do modelo desenvolvimento predatório desse país. Foi ao longo dele que se saqueou o pau Brasil e depois se instalaram os canaviais, tantas outras monoculturas, além do complexo industrial.
  • Quem vive onde já foi esse bioma muitas vezes nem conhece seus vestígios, tamanha sua devastação. Aproximadamente 70% da população brasileira vivem na área desse bioma, perto de 120 milhões de pessoas. Por mais precarizado que esteja, é desse bioma que essa população depende para beber água e ter um clima ainda ameno.
  • 3.2.4 Cerrado: É o mais antigo bioma brasileiro. Fala-se que sua idade é de aproximadamente 65 milhões de anos. É tão velho que 70% de sua biomassa está dentro da terra. Por isso, se diz que é uma ?floresta de cabeça pra baixo?. Por isso, para alguns especialistas, o Cerrado não permite qualquer revitalização.
  • O Cerrado guarda ainda uma fantástica biodiversidade, porém, 57% do Cerrado já foram totalmente devastados e a metade do que resta já está muito danificada. A partir da década de 70, sob o embalo do regime militar, essa foi a grande fronteira agrícola para criação de gado e depois para o plantio de soja.
  • 2.2.5 Pantanal: É um bioma geologicamente novo, já que leito do rio Paraguai ainda está em formação. Há opinião que 80% do Pantanal encontra-se bem conservado. Entretanto, as queimadas, a derrubada das árvores, o assoreamento dos rios ameaçam sua existência. O que mais ameaça e agride esse bioma são as pastagens, queimadas e as entradas do agronegócio.
  • 2.2.6 - Pampa: é bastante diferente dos demais biomas brasileiros. Dominado por gramíneas, com poucas árvores, sempre foi considerado mais apropriado para a criação do gado. Entretanto, em 2004 foi reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como um bioma. Na verdade, sua biodiversidade havia sido ignorada por quase trezentos anos. O único estado brasileiro com esse bioma é o Rio Grande do Sul. Ocupa 63% do território do Rio Grande.
  • Ele também se estende pelo Uruguai e Argentina. Agora sofre uma ameaça muito mais grave: a introdução do monocultivo de Pinus e Eucaliptos.
  • Referências