Curso Online de Cultivo de Plantas Medicinais

Curso Online de Cultivo de Plantas Medicinais

Aborda aspectos relacionados às Boas Práticas de Cultivo. Através deste curso o participante poderá ter informações necessárias para o c...

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Carga horária: 23 horas

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Aborda aspectos relacionados às Boas Práticas de Cultivo. Através deste curso o participante poderá ter informações necessárias para o cultivo de forma segura e científica.

Engenheiro Agrônomo. Especialista em Educação. Mestre em Entomologia. Área de atuação: Agroecologia, Educação Ambiental, Botânica e Plantas Medicinais.



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  • Cultivo de Plantas
    Medicinais, Condimentares
    e Aromáticas

  • Informações básicas

    Apresentação

    Apresentação

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    Autor:
    Marcelo Rigotti
    Engenheiro Agrônomo
    Mestre em Entomologia
    Doutorando Horticultura

    rigottims@gmail.com

    Autor do Projeto
    A cura pelas plantas
    www.curaplantas.xpg.com.br

  • Informações básicas

    Sumário completo

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais
    1.1. Histórico da Agroecologia
    1.2. Bases e fundamentos da Agroecologia
    1.3. Objetivos da Agricultura Orgânica
    1.4. Diferenças entre plantas medicinais cultivadas e colhidas em seu habitat
    1.5. Preferência pelo mercado de plantas medicinais
    1.6. A importância da produção correta das plantas medicinais
    1.7. Princípios climatológicos que influem no cultivo das plantas medicinais

    2. Local e preparo do solo
    2.1. A área
    2.2. O solo
    2.3. Material vegetal
    2.4. Sementeira
    2.5. Banco de matrizes
    2.6. Canteiro para sementes
    2.7. Irrigação
    2.8. Calagem do solo

    3. Adubação
    3.1. Adubação orgânica
    3.2. Adubação verde
    3.3. Compostagem
    3.4. Esterco
    3.5. Biofertilizante
    3.6. Adubos e condicionadores de solos permitidos

    4. Métodos de propagação de plantas medicinais
    4.1. Por sementes
    4.2. Propagação vegetativa
    4.3. Estaquia
    4.4. Cortes da folha
    4.5. Esterilização
    4.6. Sistema de propagação das begônias
    4.7. Sistema de propagação da espada-de-são-jorge
    4.8. Cortes das gemas
    4.9. Cortes da raiz
    4.10. Aclimatação dos cortes enraizados
    4.11. Mergulhia
    4.12. Alporquia
    4.13. Bulbos, rizomas, tubérculo e divisão de touceiras

    Apresentação

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  • Informações básicas

    Sumário completo

    5. Plantio
    5.1. Rotação de culturas
    5.2. Consorciação entre culturas
    5.3. Plantio e transplantio

    6. Colheita, Secagem e Beneficiamento
    6.1. Colheita
    6.2. Secagem e beneficiamento
    6.3. Armazenagem
    6.4. Qualidade na colheita e pós-colheita de plantas medicinais

    7. Controle alternativo de pragas e doenças
    7.1. Calda sulfocálcica
    7.2. Calda bordalesa
    7.3. Calda Viçosa
    7.4. Nim (Azadirachta indica)
    7.5. Utilização das plantas no controle alternativo de pragas e doenças
    7.6. Receitas caseiras com plantas para controle de pragas e doenças
    7.7. Plantas Benéficas
    7.8. Plantas Companheiras

    8. Cultivo de plantas medicinais e aromáticas
    8.1. Aspectos agronômicos aplicados às plantas medicinais
    8.2. Empreendedorismo na produção de plantas medicinais
    8.3. Informações necessárias que devem acompanhar o produto coletado
    8.4. Principais plantas medicinais e aromáticas cultivadas no Brasil

    9. Implantação do Projeto Farmácia Verde
    9.1. O que todos deveriam saber para a correta utilização das plantas
    9.2. Principais doenças e as plantas para seu tratamento
    9.3. Como implantar a Farmácia Verde

    10. Conservação de Plantas Medicinais
    10.1. Propostas para conservação de plantas medicinais
    10.2. Plantas ameaçadas de extinção de acordo com o Ibama

    Apresentação

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  • 1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    Sumário deste capítulo

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais
    1.1. Histórico da Agroecologia
    1.2. Bases e fundamentos da Agroecologia
    1.3. Objetivos da Agricultura Orgânica
    1.4. Diferenças entre plantas medicinais cultivadas e colhidas em seu habitat
    1.5. Preferência pelo mercado de plantas medicinais
    1.6. A importância da produção correta das plantas medicinais
    1.7. Princípios climatológicos que influem no cultivo das plantas medicinais

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  • 1. Introdução

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    1.1. Histórico da Agroecologia

    A Agroecologia apareceu no inicio dos anos 70, mas como pratica é empregada desde quando o homem interferiu nos ecossistemas naturais, modificando-os a partir da domesticação de espécies vegetais e animais (perto de 10.000 anos a.C.). Este processo foi acompanhado pela consolidação de culturas que apareceram com o desenvolvimento da tecnologia na agricultura, que concretizaram a primeira revolução agrícola como tal.
    Porém houve um distanciamento do homem em relação à natureza, que passou a atuar de forma degradante sobre os recursos naturais, com o passar do tempo foi-se desenvolvendo o pensamento cientifico que colocou em dúvida a relação de degradação que o homem mantinha com a natureza.
    A revolução agrícola, baseada no progresso científico da agricultura mediante o desenvolvimento de variedades melhoradas, aplicação de fertilizantes e agrotóxicos, rompeu com os processos tecnológicos anteriores que foram consolidados durante muito tempo mediante a experimentação no

    campo pelos agricultores através de êxitos e erros. Esta revolução trouxe a deterioração dos meios de comunicação e transmissão das praticas agrícolas, assim como a transformação de muitas sociedades rurais e seus sistemas de produção como resultado de sua desestruturação social e tecnológica. Estas técnicas antiecológicas no espaço sócio produtivo deterioraram mais ainda a relação da sociedade com a natureza, aumentando a sua imagem destrutiva em relação à natureza.
    Os aspectos mais relevantes desta revolução agrícola que continua ate a atualidade estabelecem:
    Supressão da vegetação natural mediante o sistema contínuo de cultivo da terra.
    Expansão de novos cultivos de variedades melhoradas (híbridos).
    Melhoramento do preparo da área mediante a mecanização e substituição da tração animal.
    Importação de técnicas de cultivo geradas no hemisfério norte.

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  • 1. Introdução

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    1.1. Histórico da Agroecologia

    Introdução de insumos químicos estranhos aos ecossistemas (fertilizantes, inseticidas, fungicidas e herbicidas).
    Este processo causou a redução drástica da biodiversidade, deterioração constante das bases de produção, geração de resíduos de contaminantes nas cadeias alimentícias, limitando as possibilidades de auto-suficiência alimentar de nossos povos.
    Eis que surge o redescobrimento da Agroecologia, com a oportunidade de se opor a estes sistemas de produção de degradação, inserindo uma nova concepção de agricultura e em alguns casos melhorando, a partir de um novo esquema frente à realidade concreta em que se desenvolvem estes sistemas de produção.

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  • 1. Introdução

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    1.2. Bases e fundamentos da Agroecologia

    A Agroecologia é uma forma de agricultura ligada às ciências biológicas e sociais, centrada na sustentabilidade de seus sistemas de produção. Um dos principais pilares da Agroecologia é a variabilidade de produtos não se prendendo em monoculturas. Nesse sentido entendemos que a Agroecologia é o estudo dos agroecossistemas considerados como o resultado de um processo coevolutivo entre a sociedade e a natureza. A Agroecologia oferece um fundamento teórico, que implica que:
    Os agroecossistemas possuem um potencial agrícola sustentável, e este potencial tem sido estabelecido a partir da transmissão do conhecimento. Estes agroecossistemas têm evoluído de maneira que a sustentação do componente social depende da manutenção da natureza. A conservação e estabilidade destes agroecossistemas estão abertos a outros conhecimentos.

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  • 1. Introdução

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    1.3. Objetivos da Agricultura Orgânica

    O manejo orgânico é um sistema de produção desenvolvido que evita o uso de praguicidas, fertilizantes químicos e qualquer outro produto de origem sintético. Se apóia em praticas como a rotação de cultivos, utilização de resíduos de colheita, esterco de animais, resíduos orgânicos, adubos verdes, compostagem, controle biológico, etc.
    Os benefícios emanados das praticas agroecológicas se concretizam através de una serie de tecnologias de baixo custo e mínimo impacto ambiental. Estas premissas gerais se expressam em objetivos concretos de caráter cultural, social e econômico que guiam a ação agroecológica até uma dimensão eco política. São esses os objetivos:
    Produzir alimentos e produtos vegetais de alta qualidade em quantidade suficiente.
    Fomentar e intensificar os ciclos bióticos dentro do sistema agrícola que compreendem os microorganismos, a flora e a fauna do solo, as plantas e os animais.

    Aproveitar racionalmente os recursos locais reduzindo ao mínimo a dependência de fatores externos.
    Operar na forma de um “sistema fechado”, no que se refere a utilização de matéria orgânica e nutrientes minerais para garantir a sustentabilidade.
    Evitar todas as formas de contaminação que possam resultar das técnicas agrícolas.
    Manter a diversidade genética do sistema agrícola e de seu entorno incluindo a proteção de habitat de plantas e animais silvestres.
    Garantir a segurança alimentar e a saúde das famílias agro produtoras.
    Garantir uma gestão econômica rentável e independente da unidade agro produtiva.
    Gerar fontes de trabalho que incrementem a qualidade de vida do meio rural.
    Fomentar modelos alternos de organização entre produtores e consumidores.
    Incrementar os níveis de auto-suficiência alimentar a escala regional.

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  • 1. Introdução

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    1.3. Objetivos da Agricultura Orgânica

    Revalorizar o conhecimento da agricultura tradicional e indígena através do resgate da agro-tecnologia tradicional.
    Conservar a biodiversidade genética local, assim como as variedades  tradicionais de cultivos.

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  • 1. Introdução

    1. Boas práticas de cultivo de plantas medicinais

    1.4. Diferenças entre plantas medicinais cultivadas e colhidas em seu habitat

    A colheita de espécies nativas em seu habitat é melhor porque mantém o uso de plantas nativas por populações humanas locais e incentiva a proteção e manutenção de populações nativas e seu habitat e a diversidade genética de populações de plantas. Em contrapartida a colheita descontrolada pode conduzir à extinção do ecótipo e mesmo da espécie. O acesso comum ao recurso torna difícil o controle da retirada das plantas de seu habitat. Na maioria dos casos as informações sobre a biologia dos recursos naturais é carente e os rendimentos em produtividades anuais não são conhecidos. As plantas colhidas podem não ser conhecidas ou catalogadas.
    O beneficio do cultivo alivia a pressão sobre as espécies raras e de crescimento lento, as quais são as mais suscetíveis à ameaça de extinção.

    Em contrapartida desvaloriza os recursos da planta e seu habitat economicamente e reduz o incentivo para conservar o ecossistema. Estreita a diversidade genética do pool de genes da planta porque os parentes selvagens de espécies cultivadas se tornam negligenciados. Pode conduzir a conversão do habitat para o cultivo. A espécie cultivada pode tornar-se invasiva e ter impactos negativos no ecossistema. A reintrodução de plantas pode conduzir a poluição genética de populações nativas.

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