Curso Online de Como Elaborar um EAS - Estudo Ambiental Simplificado: Diagnóstico, Impactos e Medidas de Controle Ambiental
O curso Como Elaborar um EAS - Estudo Ambiental Simplificado: Diagnóstico, Impactos e Medidas de Controle Ambiental capacita o participan...
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Verso
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TÓPICO 1
Conceito e Finalidade do EASO que é o EAS?
O Estudo Ambiental Simplificado (EAS) é um instrumento técnico de avaliação ambiental destinado a empreendimentos ou atividades consideradas de médio potencial de impacto. Diferente do EIA mais robusto e complexo , o EAS possui escopo ajustado ao porte e à natureza da atividade licenciada.
Função no Licenciamento
No processo de licenciamento ambiental, o EAS subsidia a análise técnica do órgão ambiental competente, fornecendo informações sobre a viabilidade ambiental do empreendimento. Ele fundamenta a concessão ou negativa de licenças, a definição de condicionantes e a proposição de medidas de controle.
Análise de viabilidade ambiental
Identificação de restrições e condicionantes
Base para decisão técnica do órgão licenciador -
TÓPICO 2
Diferenças entre EAS, RAS, RCA, PCA e EIA
Cada modalidade de estudo ambiental se aplica a um conjunto específico de empreendimentos, conforme o potencial de impacto e as exigências legais do órgão licenciador.RAS / RCA
Relatório Ambiental Simplificado e Relatório de Controle Ambiental aplicados a atividades de baixo impacto, com conteúdo mais enxuto e análise focada em aspectos operacionais.EAS
Estudo Ambiental Simplificado para atividades de médio impacto. Inclui diagnóstico, avaliação de impactos e programas, com profundidade intermediária.PCA
Plano de Controle Ambiental foca nas medidas de controle e monitoramento, frequentemente associado à fase operacional do licenciamento.EIA/RIMA
Estudo de Impacto Ambiental exigido para atividades de significativo impacto, com escopo amplo, análise de alternativas e participação social obrigatória. -
TÓPICO 3
O EAS como Instrumento de Tomada de Decisão
Avaliação de Viabilidade
O EAS fornece ao órgão ambiental o conjunto de informações técnicas necessárias para avaliar se o empreendimento é ambientalmente viável, considerando a sensibilidade da área e os impactos previstos.
Identificação de Restrições
Permite identificar restrições legais, ambientais e territoriais, como proximidade a áreas protegidas, recursos hídricos sensíveis ou populações vulneráveis, orientando a tomada de decisão.
Definição de Condicionantes
Com base no EAS, o licenciador define condicionantes e exigências que o empreendedor deverá cumprir, garantindo que os impactos negativos sejam controlados ao longo das fases do empreendimento. -
TÓPICO 4
Estrutura Geral de um EAS Bem Elaborado
Equipe
Programas
Avaliação
Diagnóstico
Apresentação
A estrutura de um EAS deve ser lógica, progressiva e coerente. Cada seção prepara o leitor para a próxima, culminando na síntese técnica que fundamenta a decisão do licenciador. Além das seções temáticas, o documento deve conter sumário, lista de figuras, equipe técnica responsável, referências bibliográficas e anexos documentais. -
TÓPICO 5
Planejamento da Elaboração do Estudo
Organização Prévia
Antes de iniciar a redação, é essencial planejar o trabalho. Isso inclui a definição clara do escopo técnico, identificação das informações necessárias, fontes de dados disponíveis e eventuais lacunas que precisarão ser preenchidas por levantamentos de campo.
Definição do escopo e abrangência do estudo
Levantamento preliminar de dados secundários
Identificação de necessidades de campoGestão do Processo
A divisão clara de responsabilidades entre os membros da equipe técnica, a definição de um cronograma interno com marcos e a criação de um sistema de controle de versões e informações são fundamentais para garantir qualidade e coesão no produto final.
Divisão de responsabilidades por especialidade
Cronograma interno com prazos definidos
Controle de versões e rastreabilidade -
TÓPICO 6
Definição do Objeto de Licenciamento
A descrição precisa do empreendimento é a base de todo o EAS. Ela deve responder com clareza: o que é, onde está, qual é o porte e em que fase se encontra. Ambiguidades nessa seção comprometem toda a análise subsequente.Natureza e Porte
Tipo de atividade, segmento produtivo, capacidade instalada e parâmetros dimensionais relevantes.Localização
Município, estado, coordenadas geográficas, acesso e inserção no contexto regional e territorial.Fase de Implantação
Se é novo empreendimento, ampliação, regularização, renovação de licença ou modificação de atividade existente.Características Operacionais
Regime de funcionamento, principais insumos, produção, geração de subprodutos e aspectos relevantes da operação. -
TÓPICO 7
Justificativa Técnica do Empreendimento
Por que o Empreendimento é Necessário?
A justificativa do empreendimento vai além de razões econômicas. Ela deve demonstrar a demanda existente, a adequação da localização escolhida e a compatibilidade com o planejamento regional. Uma boa justificativa aumenta a credibilidade técnica do estudo e orienta o licenciador sobre o contexto da solicitação.
Demanda social, econômica ou produtiva identificada
Inserção territorial e compatibilidade regional
Coerência com planos setoriais, municipais ou estaduais
Alternativas locacionais consideradas, quando aplicávelAtenção
Justificativas genéricas, como "atender à demanda do mercado", sem dados concretos, reduzem a qualidade do estudo. Referencie planos diretores, estudos de mercado, políticas públicas e dados populacionais quando pertinentes. -
TÓPICO 8
Delimitação do Escopo Técnico do EAS
O escopo técnico define quais temas, meios e componentes ambientais serão abordados no estudo. Sua delimitação deve ser fundamentada e transparente, não arbitrária.
Características do Empreendimento
Natureza, porte e fase definem quais aspectos ambientais são mais relevantes e quais disciplinas técnicas devem ser mobilizadas.
Área de Influência e Fragilidades
A presença de áreas protegidas, recursos hídricos sensíveis, fauna relevante ou comunidades próximas pode ampliar o escopo necessário.
Legislação Aplicável
Resoluções CONAMA, legislações estaduais, termos de referência do órgão licenciador e normativas setoriais definem conteúdos mínimos obrigatórios.
Potenciais Impactos Previsíveis
A análise preliminar dos impactos esperados orienta a profundidade do diagnóstico necessário em cada componente ambiental. -
TÓPICO 9
Levantamento Documental Inicial
O levantamento documental é o primeiro passo concreto da elaboração do EAS. Reunir os documentos certos desde o início evita retrabalho, lacunas e inconsistências que comprometem a qualidade do estudo.Documentação Fundiária
Matrícula do imóvel, planta georreferenciada, certidões e escrituras.Mapas e Cartografia
Cartas topográficas, imagens de satélite, shapefiles e mapas temáticos disponíveis.Licenças e Autorizações
Licenças anteriores, protocolos, autorizações vigentes e cadastros em órgãos ambientais.Estudos Anteriores
Relatórios técnicos, monitoramentos, condicionantes cumpridas e histórico ambiental da área. -
TÓPICO 10
Organização da Equipe Técnica MultidisciplinarPor que Multidisciplinar?
A qualidade de um EAS depende diretamente da diversidade de competências técnicas envolvidas. Nenhum profissional isolado domina todas as disciplinas exigidas meio físico, biótico, socioeconômico, cartografia, direito ambiental e engenharia precisam trabalhar de forma integrada.
Especialidades Necessárias
Engenheiro ambiental ou civil (coordenação técnica)
Biólogo (fauna e flora)
Geólogo ou geógrafo (meio físico)
Especialista socioeconômico
Cartógrafo ou técnico em geoprocessamento
Advogado ambiental (quando necessário)
Engenheiro de segurança ou químico (riscos) -
TÓPICO 11
Responsabilidade Técnica e Rastreabilidade
Identificação dos Responsáveis
Cada seção do EAS deve ter um responsável técnico identificado, com número de registro profissional (CREA, CRBio, CRQ etc.) e habilitação compatível com o tema abordado.
ART e Declarações
A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou documento equivalente é obrigatória e vincula legalmente o profissional ao conteúdo técnico apresentado no estudo.
Rastreabilidade das Informações
Toda informação utilizada no EAS deve ter origem identificada seja por referência bibliográfica, fonte cartográfica, dado coletado em campo ou fornecido pelo empreendedor, com data e metodologia registradas.A ausência de ART ou identificação dos responsáveis técnicos pode resultar em indeferimento do processo de licenciamento.
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Capítulos
- MÓDULO I - Fundamentos e Estruturação do Estudo Ambiental Simplificado
- Conceito, finalidade e aplicação do EAS no licenciamento ambiental; estrutura mínima do estudo; definição do objeto de licenciamento; justificativa técnica do empreendimento; organização documental, responsabilidade técnica e qualidade visual do documento.
- MÓDULO II - Caracterização do Empreendimento e Diagnóstico Ambiental Integrado
- Localização e inserção territorial do empreendimento; descrição técnica das estruturas e processos; delimitação das áreas de influência; diagnóstico dos meios físico, biológico e socioeconômico; mapas, registros fotográficos, plantas, dados ambientais e análise integrada da área estudada.
- MÓDULO III - Identificação dos Impactos Ambientais e Medidas de Controle
- Identificação de aspectos e impactos ambientais nas fases de planejamento, implantação e operação; avaliação de impactos sobre água, solo, vegetação, fauna, infraestrutura, comunidades e paisagem; definição de medidas preventivas, mitigadoras, corretivas e compensatórias.
- MÓDULO IV - Programas Ambientais, Monitoramento e Finalização Técnica do EAS
- Estruturação dos programas ambientais; definição de objetivos, metas, indicadores, responsabilidades e cronogramas; monitoramento da eficiência das medidas propostas; organização de anexos técnicos, bibliografia, equipe multidisciplinar, ART/AFT, revisão final e padronização visual do document