Curso Online de História da Educação

Curso Online de História da Educação

O presente curso pretende discutir alguns tópicos referentes à História da Educação no Brasil e, também, de alguns pensadores e fundament...

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O presente curso pretende discutir alguns tópicos referentes à História da Educação no Brasil e, também, de alguns pensadores e fundamentos da educação.

Licenciado em História (UNISO, 1996), em Pedagogia (UNICOC, 2009) e Bacharel em Teologia (IBECC, 2010 e Fate-SP, 2009). Pós-graduado em Metodologia do Ensino de História (Faculdade São Luis, 2007) e em Gestão Ambiental (Centro Universitário Senac, 2005). Autor de diversos livros, entre os quais "Folclore em Sorocaba" (1999); "Scenas da Escravidão" (2006), "O Mistério Revelado - os 'anos perdidos' de Jesus, dos 13 aos 30" e "Vadios e Imorais" (2010).



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  • HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

    história da educação

    prof. carlos carvalho cavalheiro

  • 1- Panorama da Educação no Brasil 1.1. -Influências Sócio-políticas

    1- panorama da educação no brasil 1.1. -influências sócio-políticas

    a história da educação no brasil deveria ser contada desde os primórdios do aparecimento do homem nessa localidade, eis que entre as sociedades primevas, e mesmo nas sociedades indígenas, a educação ocorria nos moldes daquilo que se convencionou chamar de educação prática, ou seja, as crianças aprendiam – a partir da repetição e da imitação – com os adultos tudo aquilo que era necessário para a sua vida em sociedade. a sobrevivência do grupo era o que se impunha como influência para determinar o que e quando se ensinar.

  • porém, a história sofre a influência da visão eurocêntrica, determinante para que se considere o início da educação no brasil o da colonização portuguesa nestas terras, o que ocorreu por volta de 1532 quando a monarquia portuguesa optou por explorar o território extraindo dele a riqueza na plantação de cana de açúcar. a sociedade se estrutura sobre bases agroexportadora, colonial e de organização familiar patriarcal. essa estrutura praticamente estará intocada até as primeiras décadas do século xx, pois o café será o grande produto mantenedor da economia brasileira e, ainda, será uma sociedade com características rurais.

  • o início da colonização brasileira coincide também com a vinda das missões jesuíticas que tinham como plano geopolítico estabelecer nas américas o lastro de fiéis que manteria a igreja dentro das disputas do “mercado” religioso, seriamente comprometido na europa com o crescimento das igrejas protestantes (chiavenato, 1991). do ponto de vista da pedagogia, a reação católica com os jesuítas terá como intenção combater a expansão do protestantismo, o qual, por sua vez utiliza a educação como forma de divulgar a reforma e dar condições iguais a todos os homens de leitura e interpretação direta da bíblia (aranha, 1996).

  • inicia-se no brasil a educação jesuítica, que tanto se relaciona com a catequese dos nativos quanto a organização dos primórdios do sistema educacional brasileiro (unicoc, 2007). em 1549, os jesuítas implantaram uma escola de “ler e escrever”. logo mais, as escolas jesuítas se espalhavam pelo brasil, ensinando à base do ratio studiorum, documento publicado em 1599 e que organizava o plano de trabalho dos jesuítas (como resultado das observações feitas nos colégios jesuítas) e que seria o plano norteador do trabalho pedagógico da companhia de jesus (unicoc, 2007).

  • as aulas jesuíticas eram expositivas com alunos apenas espectadores; utilizavam a repetição e a memorização como recursos e métodos de estudo; a disciplina era rígida e, por vezes, abarcava os castigos físicos. estudavam-se as línguas e os autores clássicos e o programa educacional era dividido em três períodos ou cursos: curso de letras ou humanas, curso de filosofia ou ciências e curso de teologia (para os que seguiriam a vida religiosa).
    os colégios jesuítas aceitavam apenas alunos brancos, pois com o crescimento populacional da colônia havia a necessidade de instrução e de doutrinar as elites condutoras da sociedade (unicoc, 2007; xavier et al, 1994).

  • em meados do século xviii ocorreu a reforma pombalina, tendo o ministro do rei de portugal, marquês de pombal, desmontado o sistema de ensino implantado no brasil. porém, enquanto disso resultou no nascimento da escola pública em portugal, com ensino mais moderno e popular, nas colônias portuguesas, como o brasil, significou apenas a supressão de qualquer sistema de ensino (unicoc, 2007; xavier et al, 1994). a solução paliativa encontrada foram as aulas régias, aulas avulsas, sustentadas por um novo imposto colonial criado em 1772. essas aulas visavam suprir as disciplinas antes oferecidas nos extintos colégios jesuítas (unicoc, 2007; xavier et al, 1994).

  • as alterações da reforma pombalina não alteraram o quadro de analfabetismo e do ensino precário a poucos, favorecendo a formação de uma elite intelectual com saber voltado ao bacharelismo, a burocracia e as profissões liberais. ainda no século xviii várias lojas de ofícios foram fundadas, permitindo que aprendizes tivessem um ensino profissionalizante (unicoc, 2007).

  • no início do século xix, com a mudança da família real portuguesa para o brasil e com a abertura dos portos (1808), o conhecimento chegava de várias partes do mundo. em 1816 chegou a missão francesa, com mestres da arte que ensinariam na academia de belas artes do rio de janeiro. foram permitidas, também, as manufaturas no brasil, o que favoreceu o surgimento de pequenas empresas e, em contrapartida, do ensino profissionalizante. são criados no brasil os primeiros cursos superiores: academia real da marinha (1808), academia real militar (1810) e os cursos de cirurgia, anatomia e medicina (1808 – 1809).

  • o ensino continua cada vez mais elitista e esse fato se prolonga por todo o século xix e nas primeiras décadas do século xx. embora houvesse defensores da educação como transformadora da sociedade, tais como rui barbosa, é verdade, porém, que se pensava sempre nessa educação como o atendimento das necessidades da modernidade, eis que a elite brasileira elegera esse modelo como ideal.

  • no início do século xx surgem escolas realmente preocupadas com o ensino emancipatório das classes menos favorecidas, em especial, a dos operários. organizações anarquistas fundam escolas modernas em são paulo, sob a inspiração do ideário de francisco ferrer y guardia, pedagogo espanhol, criador dessas escolas na espanha, o qual defendia um ensino baseado na razão, com escolas mistas em que houvesse co-educação entre os sexos e as classes sociais (cavalheiro, 2006; pey, 2000; unicoc, 2007).


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