Curso Online de Desenho Técnico
4 estrelas 10 alunos avaliaram

Curso Online de Desenho Técnico

O desenho técnico é uma formação voltada para diferentes segmentos industriais, como é o caso dos Calçados, Mecânica e da Construção Civi...

Continue lendo

Autor(a):

Carga horária: 10 horas

Por: R$ 25,00
(Pagamento único)

Certificado digital Com certificado digital incluído

O desenho técnico é uma formação voltada para diferentes segmentos industriais, como é o caso dos Calçados, Mecânica e da Construção Civil. Os profissionais formados aprendem como elaborar projetos, levando em consideração características previamente determinadas.
Ter um bom traçado e aplicar técnicas para facilitar a interpretação do projeto são compromissos desse desenhista.

Professora de Ciências Biológicas, Física, Química Cursos: - Licenciatura em Biologia; - Administração Financeira; - Aplicação de Avaliação da Educação Básica (Saeb)pelo Inep/MEC; - Informática; - Digitação.


- Rodrigo Silva Cavalcante

"Gostei me ajudou muito!"

- Cristiano Augusto De Moraes

- Renan Costa De Oliveira

"O curso é muito bom, mas senti falta de alguns exercícios de fixação..."

- Esmael Sandro Da Silva

- Alan Giovani Emmenderfer Goncalves

"Tem o que todos cursos básicos oferece, mas pode melhorar mais"

- Nereu Dias Ribeiro

"É gostei do curso porque ele tem umas reajuste que eu estava esquesido mais o crso é bom tem um grande aproveito pra quem quer só mim faltou uma coisa eu pedi para tira uma duvida e não fui respondido mais gostei muito do cursos estou querendo fazer um de calculo de engrenagem se tiveren mande para o meu imail ainda hoje."

- José Carlos Da Silva

- Juliane Silva Santos

"gostaria de ter o material em pdf, enquanto está no site tudo bem , mas depois vou consultar que material. abçs"

- Osvaldo Gomes Terra Junior

"Achei muito fraco não tem nada. Ou eu me enganei de curso.Se for isso peço que me perdoe. Eu gostaria de saber sobre escala,pra eu poder desenhar tranquilo."

- Anabor GonÇalves Marques

  • Aqui você não precisa esperar o prazo de compensação do pagamento para começar a aprender. Inicie agora mesmo e pague depois.
  • O curso é todo feito pela Internet. Assim você pode acessar de qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Se não gostar do curso você tem 7 dias para solicitar (através da pagina de contato) o cancelamento ou a devolução do valor investido.*
* Desde que tenha acessado a no máximo 50% do material.
  • Desenho Técnico

    desenho técnico

    marta virginia santos

  • APRESENTAÇÃO

    apresentação

    o curso de desenho técnico se destina para qualquer pessoa que deseja ingressar na carreira profissional de projetista para o setor industrial. serve também para quem deseja aprimorar seus conhecimentos na área para se tornar um profissional melhor. depois de concluir o curso você aprendeu a ler e interpretar corretamente os desenhos técnicos e mecânicos.

    2

  • INTRODUÇÃO

    introdução

    quando alguém quer transmitir um recado, pode utilizar a fala ou passar seus pensamentos para o papel na forma de palavras escritas. quem lê a mensagem fica conhecendo os pensamentos de quem a escreveu. quando alguém desenha, acontece o mesmo: passa seus pensamentos para o papel na forma de desenho. a escrita, a fala e o desenho representam idéias e pensamentos. a representação que vai interessar neste curso é o desenho.

    3

  • desde épocas muito antigas, o desenho é uma forma importante de comunicação. e essa representação gráfica trouxe grandes contribuições para a compreensão da história, porque, por meio dos desenhos feitos pelos povos antigos, podemos conhecer as técnicas utilizadas por eles, seus hábitos e até suas idéias. as atuais técnicas de representação foram criadas com o passar do tempo, à medida que o homem foi desenvolvendo seu modo de vida, sua cultura.

    4

  • o desenho técnico, ao contrário do artístico, deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. para conseguir isso, o desenhista deve seguir regras estabelecidas previamente, chamadas de normas técnicas. assim, todos os elementos do desenho técnico obedecem a normas técnicas, ou seja, são normalizados. cada área ocupacional tem seu próprio desenho técnico, de acordo com normas específicas.

    5

  • Observe alguns exemplos

    observe alguns exemplos

    6

  • nesses desenhos, as representações foram feitas por meio de traços símbolos, números e indicações escritas, de acordo com normas técnicas.

    7

  • no brasil, a entidade responsável pelas normas técnicas é a abnt - associação brasileira de normas técnicas. neste curso você vai conhecer a aplicação das principais normas técnicas referentes ao desenho técnico mecânico, de acordo com a abnt.

    8

  • Como é elaborado um desenho técnico

    como é elaborado um desenho técnico

    às vezes, a elaboração do desenho técnico mecânico envolve o trabalho de vários profissionais. o profissional que planeja a peça é o engenheiro ou o projetista. primeiro ele imagina como a peça deve ser. depois representa suas idéias por meio de um esboço, isto é, um desenho técnico à mão livre.

    9

  • o esboço serve de base para a elaboração do desenho preliminar. o desenho preliminar corresponde à uma etapa intermediária do processo de elaboração do projeto, que ainda pode sofrer alterações.

    10

  • depois de aprovado, o desenho que corresponde à solução final do projeto será executado pelo desenhista técnico. o desenho técnico definitivo, também chamado de desenho para execução, contém todos os elementos necessários à sua compreensão.

    11


Matricule-se agora mesmo Preenchendo os campos abaixo
R$ 25,00
Pagamento único
Processando... Processando...aguarde...
Autorizo o recebimento de novidades e promoções no meu email.

  • Desenho Técnico
  • APRESENTAÇÃO
  • INTRODUÇÃO
  • Observe alguns exemplos
  • Como é elaborado um desenho técnico
  • INSTRUMENTOS
  • (fig. 3)
  • Régua T
  • Fig. 4
  • Fig.5
  • Transferidor
  • Fig.6
  • Tecnígrafo
  • Essas réguas são travadas automaticamente em 0º, 15º, 30º 60º, 75º e 90º.
  • Compassos
  • Fig.8
  • Para transportar medidas da régua graduada para o desenho ou para marcar distâncias rigorosamente iguais.
  • Curvas francesas
  • Fig.10
  • Fig.11
  • Fig.12
  • Escala triangular
  • As escalas de redução mais empregadas são: 1:2 1:5 1:10 1:20 1:25 1:50 1:100 e 1:500. Em mapas, usam-se escalas bem maiores.
  • Régua triplo-decímetro
  • Fig.14
  • Lápis - lapiseiras - grafitas
  • Fig.15
  • Pranchetas - Mesas de desenho
  • Fig.18
  • Fig.19
  • Borracha
  • Fig.20
  • Fig.21
  • Gabaritos
  • Fig.22
  • Normógrafos
  • Fig.23
  • Fig.24
  • Hachuriador
  • Fig.25
  • Pontilhador
  • CALIGRAFIA TÉCNICA
  • Letra bastão
  • Espaçamento do letreiro
  • Exemplo comparativo: Espaçamento uniforme. Há um desequilíbrio visual. Espaçamento visual. Algumas letras foram aproximadas devido às áreas perdidas
  • Espaçamento no letreiro
  • Linhas de guia
  • PAPEL
  • Série A Dimensões das folhas
  • Legenda
  • A legenda ou rótulo (carimbo da firma) deve ser desenhada sempre à direita e abaixo, no canto da folha:
  • Fig.29
  • LINHAS
  • Fig.30
  • Fig.31
  • Linhas visíveis e invisíveis Convenções
  • No caso de cruzamento, a interrompida não toca a cheia (fig.34). Fig.34
  • Se as linhas invisíveis têm um vértice comum, isto é, são concorrentes devem se ligar naquele ponto (fig.35): Fig.35
  • Entretanto, se as linhas invisíveis não têm ponto comum devem ser interrompidas, também, no cruzamento (fig.36).
  • Fig.38
  • SISTEMA DE REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL
  • Modelo
  • Veja alguns exemplos de modelos (fig.40): Fig.40
  • Observador
  • Fig.41
  • Fig.42
  • Plano de Projeção
  • Fig.43 Esses dois planos, perpendiculares entre si, dividem o espaço em quatro regiões chamadas diedros.
  • Diedros
  • Fig.45
  • Quando o desenho técnico estiver representado no 3º diedro, você verá este outro símbolo (fig.46): Cuidado para não confundir os símbolos! Procure gravar bem, principalmente o símbolo do 1º diedro, que é o que você usará com mais freqüência.
  • Projeção Ortográfica
  • Vista de Frente
  • Vista de Cima
  • Vista Lateral
  • Rebatimento dos Planos de Projeção
  • As Seis Vistas Principais
  • Fig.57
  • Desenvolvimento das seis faces do paralelepípedo de referência e disposição final das vistas (fig.58): Fig.58
  • Representação das 6 vistas ortográficas principais de uma peça (fig.59):
  • Fig.60
  • COTAGEM
  • Nas extremidades dessas linhas desenham-se setas, limitando a medida por linhas de extensão, perpendiculares às linhas de cota e de contorno.
  • Setas A seta propriamente dita deve ter um comprimento aproximado de 2 a 3 mm; a sua largura pode ser calculada como 1/3 do comprimento ou, simplesmente, dando-se à extremidade um ângulo de 15º (fig.62).
  • Fig.62
  • O emprego do ponto se justifica por falta de espaço para colocar setas, principalmente na cotagem em série.
  • Medidas
  • Linhas de Extensão
  • Fig.67
  • Fig.68
  • Para se cotar uma peça em cuja construção é interessante apresentar a interseção de duas linhas, esses pontos auxiliares são posicionados por linhas de extensão (fig.69):
  • Cotas em Série e em Paralelo
  • Fig.70
  • Fig. 71 Fig. 72
  • Cotagem Direta Em esquemas, é permitido cotar diretamente, como, por exemplo, em estruturas metálicas (fig.73):
  • Símbolos
  • Fig. 74
  • Cotagem de Círculo Os círculos são cotados interior ou exteriormente, dependendo do espaço disponível (fig.75).
  • Fig.76
  • O dimensionamento de cordas e arcos pode ser como mostram os exemplos (fig.77):
  • Os segmentos extremos dessa linha quebrada têm a direção do raio real (fig.78).
  • Ainda para arcos de centro inacessível, pode-se representar apenas um trecho extremo do raio real, com a seta tocando a curva e, sobre ele, escreve-se a medida precedida do símbolo R (fig.79)
  • Arcos A cotagem de arcos concordantes é determinada por coordenadas retangulares (fig.80).
  • Cotagem em Graus
  • Fig.81
  • Cotagem de Arcos Concêntricos As medidas são tomadas a partir de uma linha de extensão origem (fig.82).
  • Cotagem em Arco Único
  • Fig.83
  • Esfera Escreve-se a palavra ESFERA antes do símbolo de diâmetro ou de raio (fig.84).
  • Cotagem Radial As linhas divergem de um centro, com o mesmo ângulo (fig.85).
  • Cotagem de Contorno Simétrico para Curvas Irregulares
  • Fig.86
  • Espessura
  • A espessura deve ser escrita, de preferência, na própria superfície desenhada (fig.87).
  • Truncamentos, Chanfros
  • Fig.88
  • Única Vista
  • Fig.89
  • Fig.90
  • Cotagem por Simetria Quando o desenho só apresenta uma simetria, a linha de cota deve ser interrompida um pouco além da linha de eixo de simetria do objeto, sendo dado o valor total (fig.91).
  • Fig.91
  • Correções Qualquer cota que seja substituída sem estar na escala do desenho deve ser sublinhada. No caso de ser indicada uma nova cota, a anterior deve ser cortada, porém sem perder a legibilidade (fig.92).
  • Fig.92
  • Cotas em Excesso A boa cotagem não traz cotas em excesso. Cota-se uma única vez se as cotas forem os mesmas; evita-se repetição de cotas em casos de simetria (fig.93).
  • Fig.93
  • PERSPECTIVA Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam ser menores.
  • A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho humano, pois transmite a idéia de três dimensões: comprimento, largura e altura. O desenho, para transmitir essa mesma idéia, precisa recorrer a um modo especial de representação gráfica: a perspectiva.
  • Ela representa graficamente as três dimensões de um objeto em um único plano, de maneira a transmitir a idéia de profundidade e relevo. Existem diferentes tipos de perspectiva. Veja como fica a representação de um cubo em três tipos diferentes de perspectiva (fig.94):
  • Fig.94
  • Cada tipo de perspectiva mostra o objeto de um jeito. Comparando as três formas de representação, você pode notar que a perspectiva isométrica é a que dá a idéia menos deformada do objeto.
  • Iso quer dizer mesma, métrica quer dizer medida. A perspectiva isométrica mantém as mesmas proporções do comprimento, da largura e da altura do objeto representado, além disso, o traçado da perspectiva isométrica é relativamente simples. Por essas razões, neste curso, você estudará esse tipo de perspectiva.
  • Em desenho técnico, é comum representar perspectivas por meio de esboços, que são desenhos feitos rapidamente à mão livre. Os esboços são muito úteis quando se deseja transmitir, de imediato, a idéia de um objeto.
  • Eixos isométricos O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semi-retas que têm o mesmo ponto de origem e formam entre si, três ângulos de 120° (fig.95).
  • Essas semi-retas, assim dispostas, recebem o nome de eixos isométricos. Cada uma das semi-retas é um eixo isométrico.
  • Os eixos isométricos podem ser representados em posições variadas, mas sempre formando, entre si, ângulos de 120°. Os eixos isométricos serão representados sempre na posição indicada na figura anterior. O traçado de qualquer perspectiva isométrica parte sempre dos eixos isométricos.
  • ESCALAS Existem objetos, peça, animais, etc, que não podem ser representados em seu tamanho real. Alguns são muito grandes para caber numa folha de papel. Outros são tão pequenos, que se os reproduzíssemos em tamanho real seria impossível analisar seus detalhes.
  • Para resolver tais problemas, é necessário reduzir ou ampliar as representações destes objetos. Manter, reduzir ou ampliar o tamanho da representação de alguma coisa é possível através da representação em escala.
  • A escala é uma forma de representação que mantém as proporções das medidas lineares do objeto representado. Em desenho técnico, a escala indica a relação do tamanho do desenho da peça com o tamanho real da peça.
  • A escala permite representar, no papel, peças de qualquer tamanho real. Nos desenhos em escala, as medidas lineares do objeto real ou são mantidas, ou então são aumentadas ou reduzidas proporcionalmente. As dimensões angulares do objeto permanecem inalteradas.
  • Nas representações em escala, as formas dos objetos reais são mantidas. Existem três tipos de escala: natural, de redução e de ampliação.
  • Desenho Técnico em Escala O desenho técnico que serve de base para a execução da peça é, em geral, um desenho técnico rigoroso. Este desenho, também chamado de desenho técnico definitivo, é feito com instrumentos, ou até mesmo por computador.
  • Mas, antes do desenho técnico rigoroso é feito um esboço cotado, quase sempre à mão livre. O esboço cotado serve de base para o desenho rigoroso. Ele contém todas as cotas da peça bem definidas e legíveis, mantendo a forma da peça e as proporções aproximadas das medidas (fig.96).
  • Fig.96
  • No esboço cotado, as medidas do objeto não são reproduzidas com exatidão. No desenho técnico rigoroso, ao contrário, existe a preocupação com o tamanho exato da representação. O desenho técnico rigoroso deve ser feito em escala e esta escala deve vir indicada no desenho.
  • Escala Natural Escala natural é aquela em que o tamanho do desenho técnico é igual ao tamanho real da peça. Veja um desenho técnico em escala natural (fig.97).
  • A indicação da escala do desenho é feita pela abreviatura da palavra escala: ESC , seguida de dois numerais separados por dois pontos.
  • O numeral à esquerda dos dois pontos representa as medidas do desenho técnico. O numeral à direita dos dois pontos representa as medidas reais da peça. Na indicação da escala natural os dois numerais são sempre iguais. Isso porque o tamanho do desenho técnico é igual ao tamanho real da peça.
  • A relação entre o tamanho do desenho e o tamanho do objeto é de 1:1 (lê-se um por um ). A escala natural é sempre indicada deste modo: ESC 1:1.
  • Escala de Redução Escala de redução é aquela em que o tamanho do desenho técnico é menor que o tamanho real da peça. Veja um desenho técnico em escala de redução (fig.98).
  • As medidas deste desenho são vinte vezes menores que as medidas correspondentes da roda de um vagão real.
  • A indicação da escala de redução também vem junto do desenho técnico. Na indicação da escala de redução o numeral à esquerda dos dois pontos é sempre 1. O numeral à direita é sempre maior que 1. No desenho anterior o objeto foi representado na escala de 1:20 (que se lê: um por vinte).
  • Escala de Ampliação Escala de ampliação é aquela em que o tamanho do desenho técnico é maior que o tamanho real da peça. Veja o desenho técnico de uma agulha de injeção em escala de ampliação (fig.99).
  • As dimensões deste desenho são duas vezes maiores que as dimensões correspondentes da agulha de injeção real. Este desenho foi feito na escala 2:1 (lê-se: dois por um).
  • A indicação da escala é feita no desenho técnico como nos casos anteriores: a palavra escala aparece abreviada (ESC), seguida de dois numerais separados por dois pontos. Só que, neste caso, o numeral da esquerda, que representa as medidas do desenho técnico, é maior que 1. O numeral da direita é sempre 1 e representa as medidas reais da peça.
  • A seguir, as escalas recomendadas pela ABNT, através da norma técnica NBR 8196.
  • CORTE Cortar quer dizer dividir, secionar, separar partes de um todo. Corte é um recurso utilizado em diversas áreas do ensino, para facilitar o estudo do interior dos objetos.
  • Sem tais cortes, não seria possível analisar os detalhes internos dos objetos mostrados. Em mecânica, também se utilizam modelos representados em corte para facilitar o estudo de sua estrutura interna e de seu funcionamento (fig.100).
  • Fig.100
  • Mas, nem sempre é possível aplicar cortes reais nos objetos, para seu estudo. Em certos casos, você deve apenas imaginar que os cortes foram feitos. É o que acontece em desenho técnico mecânico (fig.101).
  • Mesmo sem saber interpretar a vista frontal em corte, você deve concordar que a forma de representação da direita é mais simples e clara do que a outra. Fica mais fácil analisar o desenho em corte porque nesta forma de representação usamos a linha para arestas e contornos visíveis em vez da linha para arestas e contornos não visíveis.
  • Na indústria, a representação em corte só é utilizada quando a complexidade dos detalhes internos da peça torna difícil sua compreensão por meio da representação normal, como você viu no caso do registro de gaveta.
  • Mas, para que você entenda bem o assunto, utilizaremos modelos mais simples que, na verdade, nem precisariam ser representados em corte. Quando dominar a interpretação de cortes em modelos simples, você estará preparado para entender representação em corte em qualquer tipo de modelo ou peça.
  • Corte Total O corte total é resultado da interseção entre o plano de corte e o sólido, seja de forma longitudinal ou transversal (fig.102).
  • Fig.102
  • Os cortes devem apresentar algumas informações e simbologias de representação (fig.102).
  • A indicação do corte é feita, então, em uma das vistas através de uma seta indicativa de direção com o nome do corte. Este nome é dado por uma letra maiúscula, iniciando sempre com a letra (fig.104).
  • Fig.104
  • Fig.105
  • Fig.106
  • Corte em Desvios Os cortes podem ser realizados em desvio, através da utilização de mais de um plano de corte. Lembre-se que a posição dos planos de corte é definida pelos detalhes do sólido que devem ser interceptados por estes planos.
  • Planos de corte paralelos (fig.107)
  • Planos de corte concorrentes (fig.108) Fig.108
  • Fig. 109
  • Meio-Corte O meio-corte é aplicado em peças simétricas, de modo a simplificar sua representação e ainda, permitir mostrar detalhes internos e externos do sólido em um único desenho. É semelhante ao corte total, mas só corta parte do sólido, a outra parte é representada em vista, com omissão das arestas não visíveis (fig.110).
  • Fig.110
  • Secção A secção é um corte feito em qualquer posição do sólido, e corresponde à retirada de uma “fatia” que representa seu perfil transversal (fig.111).
  • Fig.111
  • Pode-se realizar quantas secções forem necessários à perfeita compreensão do sólido. Na secção representa-se apenas a parte do sólido que é interceptada pelo plano de corte, omitindo-se os detalhes além do plano de corte, sejam visíveis ou não.
  • Fig.112
  • A única forma de cotar o detalhe é através de um corte, uma vez que não se deve cotar arestas não visíveis; mas o sólido não justifica um outro tipo de corte, por sua simplicidade. Observação: O corte parcial é sempre limitado por uma linha de ruptura, irregular e em traço estreito.
  • Hachuras As hachuras são representações convencionais dos materiais usados na produção ou construção de objetivos; em geral, representadas apenas nos cortes. São definidas pela ABNT para diversos materiais (fig.113).
  • Fig.113
  • VISTAS ESPECIAIS Vista Auxiliar Quando uma das faces ou um detalhe da peça não apresenta verdadeira grandeza em projeção, utiliza-se um plano de projeção auxiliar, paralelo à face oblíqua ou ao detalhe da peça, resultando assim em uma vista auxiliar (fig.114).
  • Fig.114
  • Observe que com a projeção ortogonal, as vistas superior e lateral apresentam deformações que dificultam a interpretação dos detalhes da peça. Com um plano auxiliar de projeção paralelo ao detalhe, obtém-se a verdadeira grandeza da face oblíqua da peça em questão (fig.115).
  • Fig.115
  • Os detalhes que não apresentam verdadeira grandeza podem ser suprimidos por não oferecerem nenhuma informação relevante para a compreensão da peça. Esta supressão é indicada através da interrupção da vista com uma linha irregular em traço estreito. As vistas com detalhes suprimidos são denominadas como parciais.
  • Vista de Peças Simétricas As vistas de uma peça simétrica podem ser representadas apenas em parte, desde que esta contenha todos os detalhes que possibilitam a perfeita interpretação do sólido.
  • Podem ser representadas pela metade, quando a linha de simetria dividir a vista em duas partes idênticas, ou pela quarta parte, quando as linhas de simetria dividirem a vista em quatro partes iguais (fig.116).
  • Fig.116
  • As linhas de simetria da vista passam a receber dois traços curtos nas suas extremidades, perpendiculares a elas. Ou ainda, as linhas da peça (arestas) são traçadas um pouco além das linhas de simetria, indicando que continuam naquela direção.
  • Referências Bibliográficas ABNT. NBR 8196: Desenho Técnico – emprego de escalas. Rio de Janeiro, 1999. _____. NBR 8402: Execução de Caracter para Escrita em Desenho Técnico. Rio de Janeiro, 1994. ______. NBR 8403: Aplicação de Linhas em Desenhos – tipos de linhas – larguras das linhas. Rio de Janeiro, 1984. ______. NBR 10068: Folha de Desenho – leiaute e dimensões. Rio de Janeiro, 1987. ______. NBR 10126: Cotagem em Desenho Técnico. Rio de Janeiro, 1987
  • ______. NBR 10647: Desenho Técnico. Rio de Janeiro, 1989. ______. NBR 12298: Representação de Área de Corte por Meio de Hachuras em Desenho Técnico. Rio de Janeiro, 1995. FRENCH, Thomas Ewing; VIERCK, Charles J. Desenho Técnico e Tecnologia Gráfica. São Paulo : globo, 1995. MICELI, Maria Tereza; FERREIRA, Patrícia. Desenho Técnico Básico. Rio de Janeiro : Ao Livro Técnico, 2001.