Curso Online de O PAPEL DO ENFERMEIRO NA VIGILÂNCIA EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
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Curso Online de O PAPEL DO ENFERMEIRO NA VIGILÂNCIA EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

NESTE CURSO, VAMOS CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE OS PRINCÍPIOS E LEGISLAÇÕES QUE REGEM O MOVIMENTO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, E TAMBÉM UM POU...

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NESTE CURSO, VAMOS CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE OS PRINCÍPIOS E LEGISLAÇÕES QUE REGEM O MOVIMENTO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, E TAMBÉM UM POUCO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL QUE A COMPÕE. CONHECEREMOS AS RESPONSABILIDADES DE CADA MEMBRO, E DAS PRÓPRIAS EQUIPES QUE ATUAM NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO TOCANTE A VIGILÂNCIA EM SAÚDE, COMO FORMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DE RESULTADOS DAS AÇÕES PROPOSTAS.

GRADUADA EM ENFERMAGEM,PÓS GRADUADA EM PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA,TRABALHANDO ATUALMENTE COMO COORDENADORA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE COM VARIOS CURSOS NA ÁREA DA SAÚDE COMO:CURSO DE ENFERMAGEM,PASSAGEM DE PLANTÃO,HUMANIZAÇÃO,CONVULSÕES NEONATAIS,ALEITAMENTO MATERNO,ATUALIZAÇÃO EMM CURATIVOS,CURSO BÁSICO DE EMERGÊNCIAS CARDIOLÓGICAS,ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PEDIÁTRICOS E NEONATAIS,FORMAÇÃO DE CUIDADORES DE IDOSOS,FORMAÇÃO EM ÉTICA NO COTIDIANO E NA SAÚDE,ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA,PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA,ANEMIA NA INFÂNCIA E ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM,HIPERTENSÃO,ATUAÇÃO EM SAÚDE MENTAL DO ADULTO E DO IDOSO E SAÚDE INTEGRAL DA MULHER,IMUNIZAÇÃO ESPECIAL,MANEJO DAS CÓLICAS NO RECÉM NASCIDO,DIABETES MELLITUS,FORMAÇÃO EM PROCESSO HISTÓRICO DE SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL,SAÚDE DA MULHER NA TERCEIRA IDADE,ENTRE OUTROS


- Damião Tavares Santos

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    NESTE CURSO, VAMOS CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE OS PRINCÍPIOS E LEGISLAÇÕES QUE REGEM O MOVIMENTO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, E TAMBÉM UM POUCO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL QUE A COMPÕE. CONHECEREMOS AS RESPONSABILIDADES DE CADA MEMBRO, E DAS PRÓPRIAS EQUIPES QUE ATUAM NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO TOCANTE A VIGILÂNCIA EM SAÚDE, COMO FORMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DE RESULTADOS DAS AÇÕES PROPOSTAS.

  • O PAPEL DO ENFERMEIRO NA VIGILÂNCIA EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

    ENFERMEIRA:HELLEN TREVIZÃ PEIXOTO

  • Jesus te abençoe e te
    Ilumine cada dia mais
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    É a arte de cuidar é a ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde.

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  • “A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.” ALBERT EINSTEIN

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  • FUNDAMENTOS E CONCEITOS
  • INTRODUÇÃO
  • A vigilância em saúde em sua atual essência é um grande desafio, e ao mesmo tempo, um grande norteador do trabalho em Saúde da Família. Isso porque já não mais se concebe seus objetivos tal qual os da tradicional vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis, como se pensava anteriormente, mas sim com abrangência muito maior.
  • Além da área tradicional da vigilância epidemiológica, a vigilância em saúde passou a contemplar ainda a promoção da saúde, a vigilância de doenças e agravos não transmissíveis, o monitoramento da situação de saúde, que necessitam de sistemas permanentes e contínuos de monitoramento, com o objetivo de desencadear ações oportunas. Além disso, ela envolve ainda outras “vigilâncias” propriamente ditas, como a vigilância sanitária, ambiental e à saúde do trabalhador, por exemplo, todas elas reunidas em uma única estrutura organizacional.
  • As atribuições profissionais conferidas às equipes de saúde da família muito se mostram coerentes com o estabelecimento de ações conjuntas e articuladas, com organizações, serviços e setores, voltadas para solucionar problemas de saúde. Esse fato vem atender também de os princípios da Vigilância em Saúde, tema do modulo que iniciamos a partir daqui.
  • Neste curso, vamos conhecer um pouco mais sobre os princípios e legislações que regem o movimento de vigilância em saúde, e também um pouco da estrutura organizacional que a compõe. Conheceremos as responsabilidades de cada membro, e das próprias equipes que atuam na estratégia de saúde da família no tocante a vigilância em saúde, como forma de acompanhamento e avaliação de resultados das ações propostas.
  • Voltamos a lembrar que este material não é ao todo inédito, mas sim baseado nas discussões teóricas de autores diversos, bem como na produção teórico-científica e legislativa do Ministério da Saúde, no que diz respeito ao Programa de Saúde da Família e da Vigilância em Saúde. Mais uma super bagagem de conhecimento profissional poderá ser adquirida através do estudo deste conteúdo, faça-o com entusiasmo. O entusiasmo é um dos segredos do sucesso profissional!
  • ESTUDE!!!
  • Vamos que vamos!!!
  • HISTÓRICO
  • O desenvolvimento das políticas de saúde no Brasil, e que o século XX foi marcado de mudanças e reestruturações das formas de atendimento à saúde e pelas grandes campanhas sanitárias com vistas ao controle de doenças que comprometiam a atividade econômica, orientado principalmente pelo avanço da era bacteriológica e pela descoberta dos ciclos epidemiológicos de algumas doenças infecciosas e parasitárias.
  • Segundo historiadores da época e pesquisadores do Ministério da Saúde, essas campanhas valiam-se de instrumentos precisos para o diagnóstico de casos, combate a vetores, imunização e tratamento em massa com fármacos, dentre outros. Seu modelo operacional baseava-se em atuações verticais, sob forte inspiração militar, e compreendia fases bem estabelecidas: preparatória, de ataque, de consolidação e de manutenção (BRASIL, 2005).
  • Um bom exemplo que temos, foi o programa de erradicação da varíola, na década de 60. O programa não se limitava a uma única fase de ataque, mas institui-se uma fase de busca ativa dos casos para a detecção precoce dos surtos e bloqueio da transmissão da doença, e assim, ficou reconhecido como o marco da institucionalização das ações de vigilância em saúde.
  • Já não mais se tratava apenas a doença já instalada, mas buscava-se evitar que ela tomasse maiores proporções a ponto de comprometer os objetivos principalmente econômicos da época.
  • Tema central da 21ª assembleia mundial de saúde em 1968, o termo vigilância epidemiológica, passa a ganhar maior dimensão, sendo aplicado a diferentes problemas de saúde publica, como por exemplo, malformações congênitas, envenenamentos na infância, leucemia, abortos, acidentes, doenças profissionais, comportamentos como fatores de risco, riscos ambientais, utilização de aditivos, dentre outros; e já não mais se limitava à simples vigilância de doenças transmissíveis.
  • Por recomendação da 5ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1975, o Ministério da Saúde instituiu o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de legislação específica (Lei nº 6.259/75 e Decreto nº 78.231/76). Esses instrumentos legais tornaram obrigatória a notificação de doenças transmissíveis selecionadas, constantes de relação estabelecida por portaria.
  • Em 1977, o Ministério da Saúde elaborou o primeiro Manual de Vigilância Epidemiológica, reunindo e compatibilizando as normas técnicas então utilizadas para a vigilância de cada doença, no âmbito de programas de controle específicos (BRASIL, 2005).
  • Vale lembrar também que, antes mesmo que começasse a surgir essa modalidade de vigilância aqui no Brasil, a Europa já vinha a tempos implementando uma proposta de controle público dos espaços urbanos, ações de fiscalização sanitária com o objetivo de reordenar os espaços de trabalho e de moradia, reduzindo a exposição das pessoas a lugares insalubres, segundo as concepções da higiene e da teoria dos miasmas, o que acabaria influenciando também nossas políticas sanitárias.
  • Temos que admitir, que nessa época, as ações de vigilância eram justificadas prioritariamente pela necessidade de reduzir a mortalidade e assegurar a reprodução da força de trabalho, pois o comprometimento dessa, poderia certamente resultar em crises sociais e limitar a expansão econômica no país.
  • Embora não tivesse ainda objetivos que contemplassem a promoção da saúde na forma como a concebemos hoje, não podemos deixar de citá-la como elemento fundamental, pois foi importante componente histórico para o desenvolvimento dos movimentos sanitários, abrindo portas para a implementação das ações das vigilâncias em saúde tal qual a conhecemos. Além do mais, como já comentamos, e segundo Sabrosa, esses movimentos influenciaram grandemente os movimentos político/econômicos no país.
  • “Nas colônias e países de desenvolvimento tardio, a vigilância e controle focal de processos epidêmicos, em grandes centros urbanos, áreas portuárias e nas principais frentes de expansão capitalistas, organizadas a partir de campanhas sanitárias temporárias, apresentaram uma grande efetividade, que foi alcançada independentemente de transformação das condições de vida e saúde dos trabalhadores. Tornou-se então um modelo de intervenção estratégico, amplamente reconhecido e disseminado, de importância fundamental para a reprodução das organizações sociais, naquele primeiro ciclo de globalização...” (SABROSA).
  • No Brasil, orientado pelo instituto Pateurs da França, e pelo Serviço de Saúde do Exercito dos Estados Unidos, o Instituto Osvaldo Cruz, ganhava o posto de instituição que mais se destacou na formação de pesquisadores e profissionais referencias para as campanhas sanitárias focais de interesse estratégico na primeira parte do século XX.
  • “Depois que os estados nacionais assumiram as funções de planejamento econômico e social, através de políticas públicas implementadas a partir de corporações burocráticas complexas, próprias do período denominado fordista ou de capitalismo monopolista de estado, o controle de doenças passou a ser realizado através de programas institucionais permanentes, caracterizados pela rígida divisão técnica do trabalho, pela implementação de práticas padronizadas e pelo vínculo permanente do trabalhador de saúde com corporações estatais de atuação em todo o território nacional.” (SABROSA).
  • Com o passar do tempo, a evolução nos conceitos de vigilância em saúde se desenvolveram acompanhando as mudanças que se davam no setor saúde, bem como, das transformações no perfil epidemiológico da população. A saúde passava a ser considerada não um determinante de produção, mas passaria ser mais um problema de interesse individual.
  • Ganhava espaço a utilização de tecnologias de saúde públicas, a incorporação da epidemiologia para fins de investigação e de ações em saúde, a sistematização dos processos de vigilância em saúde, a identificação dos fatores de risco para as doenças, a produção e a divulgação permanente de informações.
  • Apesar de já haver nos Estados Unidos desde a década de 40 já um modelo de vigilância centrado no preventivismo, a construção do sistema de vigilância no Brasil, demorou ainda um tempo para se consolidar de fato. Apenas por volta do final do século é que teríamos de fato um processo de racionalização técnica no tocante à vigilância em saúde.
  • Em 1973 foi criado o Programa Nacional de imunizações, e em 1975 implantado o Sistema Nacional de Saúde e como seus componentes, o Sistema de Vigilância Epidemiológica, o Sistema de Vigilância Sanitária e o Sistema de Informação de Mortalidade, todos coordenados pelas três esferas de governo, além do Centro Nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde.
  • Para Sabrosa, “A criação do Centro Nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde, vinculado à Fundação Nacional de Saúde, veio materializar o projeto pactuado nacionalmente de um sistema de vigilância integrado em rede, articulando serviços dos diferentes níveis de governo, cada um com autonomia administrativa e coordenados por uma unidade central do nível federal, responsável pela formulação e implementação de projetos de abrangência nacional e apoio ao desenvolvimento da vigilância nos estados e municípios.”
  • Nessa época ganha espaço também as discussões sobre a vigilância à saúde do trabalhador, uma vez que este já era elemento significativo no contexto econômico e estava cada vez mais exposto a situações de risco de adoecer. Surge por volta do início dos anos 80, os conceitos fundamentadores da vigilância em saúde do trabalhador.
  • Consolidam-se também nesses tempos, os conceitos ambientais promotores de saúde e doença, vigorando assim a implantação de um sistema de vigilância ambiental vinculado ao Ministério da Saúde. E assim, o movimento que começou apenas com a denominação de vigilância epidemiológica, passa a receber a denominação de Vigilância em Saúde, com abrangência maior e mais afim aos princípios e diretrizes do SUS e da estratégia de Saúde da Família.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • VIGILÂNCIA EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA.
  • Sabendo –se que a Saúde da Família é a estratégia escolhida pelo governo para a reorganização da antiga atenção básica no país, e considerando que a atual Atenção Primária é caracteriza-se por um conjunto de ações no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e visa ainda à manutenção da saúde, entendemos que as equipes que atuarão na Saúde da Família, o farão levando em consideração as características sociais, epidemiológicas e sanitárias de cada uma de suas áreas de responsabilidade.
  • Logo, e fácil notar também que as ações de vigilância em saúde da área sobre a qual é responsável, ficarão sob sua responsabilidade, mesmo porque, as informações de saúde gerados pelos sistemas de informação em vigilância, servirão como base de informações para a programação de saúde local e a promoção da saúde da comunidade, visando impactos sobre os principais indicadores de saúde, mudando a qualidade de vida daquela comunidade.
  • Entendida como a postura ativa que o serviço de saúde deve assumir em situações de maior risco e dirigida a pessoas com maior vulnerabilidade, desencadeando ações estratégicas específicas para minimizar os danos com o adequado acompanhamento de saúde, programando visitas domiciliares para captação dos usuários e realização de busca ativa daqueles sem o acompanhamento programado.
  • A vigilância em saúde tem como objetivo a análise constante da situação de saúde da população ou espaço, além da organização de práticas de enfrentamento para tais. Dessa forma, a Saúde da Família no contexto citado acima, torna-se espaço ideal para a consolidação dessas práticas.
  • Segundo o Ministério da Saúde, “O conceito de Vigilância em Saúde inclui: a vigilância e controle das doenças transmissíveis; a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis; a vigilância da situação de saúde, vigilância ambiental em saúde, vigilância da saúde do trabalhador e a vigilância sanitária (BRASIL, 2008).
  • Note que a própria mudança no termo já remete para uma maior contextualização das ações com o propósito da Saúde da Família, uma vez que, trata de um conceito mais amplo do que o da tradicional vigilância epidemiológica construída no país desde a década de 70.
  • A vigilância em saúde, seja na área, município ou região de saúde etc, requer ações de monitoramento contínuo, por meio de estudos e análises que mostrem o comportamento dos principais indicadores de saúde, dando prioridade a questões relevantes, e para servir de base para o planejamento em saúde.
  • A territorialização é base do trabalho das Equipes de Saúde da Família (ESF) para a prática da Vigilância em Saúde. O fundamental propósito deste processo é permitir eleger prioridades para o enfrentamento dos problemas identificados nos territórios de atuação, o que refletirá na definição das ações mais adequadas, contribuindo para o planejamento e programação local.
  • Para tal, é necessário o reconhecimento e mapeamento do território: segundo a lógica das relações e entre condições de vida, saúde e acesso às ações e serviços de saúde. Isso implica um processo de coleta e sistematização de dados demográficos, socioeconômicos, político-culturais, epidemiológicos e sanitários que, posteriormente, devem ser interpretados e atualizados periodicamente pela equipe de saúde (BRASIL, 2008).
  • A seguir as atribuições de cada membro da equipe de Saúde da Família no tocante à vigilância em saúde, estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
  • Como atribuição comum a todos os profissionais das equipes, descreve-se:
  • ? Garantir atenção integral e humanizada à população adscrita;
  • ? Realizar tratamento supervisionado, quando necessário;
  • ? Orientar o usuário/família quanto à necessidade de concluir o tratamento;
  • ? Acompanhar os usuários em tratamento;
  • ? Prestar atenção contínua, articulada com os demais níveis de atenção, visando o cuidado longitudinal (ao longo do tempo);
  • ? Realizar o cuidado em saúde da população adscrita, no âmbito da unidade de saúde, no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações, entre outros), quando necessário;
  • ? Construir estratégias de atendimento e priorização de populações mais
  • ? vulneráveis, como exemplo: população de rua, ciganos, quilombolas e outras;
  • ? Realizar visita domiciliar a população adscrita, conforme planejamento assistencial;
  • ? Realizar busca ativa de novos casos e convocação dos faltosos;
  • ? Notificar casos suspeitos e confirmados (conforme modelos de fichas anexas);
  • ? Preencher relatórios/livros/fichas específicos de registro e acompanhamento dos agravos/doenças, de acordo com a rotina da UBS;
  • ? Alimentar e analisar dados dos Sistemas de Informação em Saúde – Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros para planejar, programar e avaliar as ações de vigilância em saúde;
  • ? Desenvolver ações educativas e de mobilização da comunidade relativas ao controle das doenças/agravos em sua área de abrangência;
  • ? Orientar a comunidade quanto ao uso de medidas de proteção individual e familiar para a prevenção de doenças/agravos;
  • ? Mobilizar a comunidade para desenvolver medidas simples de manejo ambiental para o controle de vetores;
  • ? Articular e viabilizar as medidas de controle vetorial e outras ações de proteção coletiva;
  • ? Identificar possíveis problemas e surtos relacionados à qualidade da água, em nível local como a situação das fontes de abastecimento e de armazenamento da água e a variação na incidência de determinadas doenças que podem estar associadas à qualidade da água;
  • ? Identificar a disposição inadequada de resíduos, industriais ou domiciliares, em áreas habitadas; a armazenagem inadequada de produtos químicos tóxicos (inclusive em postos de gasolina) e a variação na incidência de doenças potencialmente relacionadas a intoxicação;
  • ? Identificar a poluição do ar derivada de indústrias, automóveis, queimadas, inclusive nas situações extradomiciliares (fumaça e poeira) e as variações na incidência de doenças, principalmente as morbidades respiratórias e cardiovasculares, que podem estar associadas à poluição do ar.
  • O Caderno de Atenção Básica número 21 do Ministério da Saúde, que trata especificamente da vigilância em saúde na Atenção Primária/Saúde da Família trás um consolidado das atribuições de cada membro da equipe de Saúde da Família e dos Agentes de Controle de Endemias Municipal, desenvolvidos da seguinte forma:
  • SÃO ATRIBUIÇÕES DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE – ACS
  • ? Identificar sinais e sintomas dos agravos/doenças e encaminhar os casos suspeitos para a Unidade de Saúde;
  • ? Acompanhar os usuários em tratamento e orientá-lo quanto à necessidade de sua conclusão;
  • ? Desenvolver ações educativas e de mobilização da comunidade relativas ao controle das doenças/agravos, em sua área de abrangência;
  • ? Orientar a comunidade quanto ao uso de medidas de proteção individual e familiar para a prevenção de doença;
  • ? Mobilizar a comunidade para desenvolver medidas simples de manejo ambiental para o controle de vetores;
  • ? Planejar/programar as ações de controle das doenças/agravos em conjunto ao ACE e equipe da Atenção Básica/Saúde da Família.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • SÃO ATRIBUIÇÕES DOS AGENTE DE CONTROLE DE ENDEMIAS – ACE
  • ? Identificar sinais e sintomas dos agravos/doenças e encaminhar os casos suspeitos para a Unidade de Saúde;
  • ? Acompanhar os usuários em tratamento e orientá-los quanto à necessidade de sua conclusão;
  • ? Desenvolver ações educativas e de mobilização da comunidade relativas ao controle das doenças/agravos, em sua área de abrangência;
  • ? Orientar a comunidade quanto ao uso de medidas de proteção individual e familiar para a prevenção de doenças;
  • ? Mobilizar a comunidade para desenvolver medidas simples de manejo ambiental para o controle de vetores;
  • ? Realizar, quando indicado a aplicação de larvicidas/moluscocidas químicos e biológicos; a borrifação intradomiciliar de efeito residual; e a aplicação espacial de inseticidas por meio de nebulizações térmicas e ultra-baixo-volume;
  • ? Realizar atividades de identificação e mapeamento de coleções hídricas de importância epidemiológica;
  • ? Planejar/programar as ações de controle das doenças/agravos em conjunto ao ACS e equipe da Atenção Básica/Saúde da Família.
  • SÃO ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO
  • ? Diagnosticar e tratar precocemente os agravos/doenças;
  • ? Solicitar exames complementares, quando necessário;
  • ? Realizar tratamento imediato e adequado, de acordo com esquema terapêutico definido nos protocolos do Ministério da Saúde;
  • ? Encaminhar, quando necessário, os casos graves para a unidade de referência, respeitando os fluxos locais e mantendo-se responsável pelo acompanhamento;
  • ? Realizar assistência domiciliar, quando necessário;
  • ? Orientar os Auxiliares e técnicos de enfermagem, ACS e ACE para o acompanhamento dos casos em tratamento e/ou tratamento supervisionado;
  • ? Contribuir e participar das atividades de educação permanente dos membros da equipe quanto à prevenção, manejo do tratamento, ações de vigilância epidemiológica e controle das doenças;
  • ? Enviar mensalmente ao setor competente as informações epidemiológicas referentes às doenças/agravo na área de atuação da UBS, analisar os dados para propor possíveis intervenções.
  • SÃO ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO
  • ? Realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever medicações, conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal, observadas as disposições legais da profissão;
  • ? Planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS;
  • ? Realizar assistência domiciliar, quando necessário;
  • ? Enviar mensalmente ao setor competente as informações epidemiológicas referentes às doenças/agravo na área de atuação da UBS e analisar os dados para possíveis intervenções;
  • ? Orientar os auxiliares/técnicos de enfermagem, ACS e ACE para o acompanhamento dos casos em tratamento e/ou tratamento supervisionado;
  • ? Contribuir e participar das atividades de educação permanente dos membros da equipe quanto à prevenção, manejo do tratamento, ações de vigilância epidemiológica e controle das doenças.
  • SÃO ATRIBUIÇÕES DO AUXILIAR/TÉCNICO DE ENFERMAGEM
  • ? Participar das atividades de assistência básica, realizando procedimentos regulamentados para o exercício de sua profissão;
  • ? Realizar assistência domiciliar, quando necessária;
  • ? Realizar tratamento supervisionado, quando necessário, conforme orientação do enfermeiro e/ou médico.
  • SÃO ATRIBUIÇÕES DO CIRURGIÃO DENTISTA, TÉCNICO EM HIGIENE DENTAL – THD E AUXILIAR DE CONSULTÓRIO DENTÁRIO – ACD
  • ? Identificar sinais e sintomas dos agravos/doenças e encaminhar os casos suspeitos para consulta;
  • ? Desenvolver ações educativas e de mobilização da comunidade relativas ao controle das doenças/agravos em sua área de abrangência;
  • ? Participar da capacitação dos membros da equipe quanto à prevenção, manejo do tratamento, ações de vigilância epidemiológica e controle das doenças;
  • ? Orientar a comunidade quanto ao uso de medidas de proteção individual e familiar para a prevenção de doenças.
  • Embora na vigilância em saúde todos os setores trabalhem de forma inter-relacionada e articulada entre si, o que dificulta de fato uma determinação de limites entre o que cabe a cada vigilância específica, por uma questão estritamente didática e que possibilite melhor compreensão do conteúdo, vamos explanar separadamente os sub tipos de vigilâncias que hoje compõem a vigilância em saúde.
  • Embora não mais importante que as demais, daremos uma maior ênfases à vigilância epidemiológica em razão de suas particularidades e por, na prática dos serviços, serem mais comumente exercidos no dia a dia das equipes de saúde da família de forma resolutiva e com maior autonomia de decisão.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
  • Conceito - A Lei Orgânica da Saúde conceitua Vigilância Epidemiológica (VE) como um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. Entretanto, nas últimas décadas o sistema de saúde organizou serviços de VE
  • nas Secretarias Estaduais que desenvolviam uma série de ações e atividades voltadas para a erradicação, eliminação ou apenas controle de algumas doenças infecciosas e parasitárias, excluindo as não transmissíveis. Como este Guia tem como propósito sintetizar conhecimentos básicos sobre algumas doenças que estão sob vigilância epidemiológica no Brasil, acrescidas de outras importantes para a saúde pública, que dispõem de algumas medidas de controle e tratamento, as noções de VE aqui colocadas estão restritas à área de doenças transmissíveis.
  • ENTENDE-SE COMO VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: ”Vigilância Epidemiológica é um “conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”(BRASIL, 2008).
  • Em suma, ela tem como função a coleta ordenada, a análise, a interpretação e processamento de dados a fim de fornecer orientação técnica permanente para os que tem a responsabilidade de decidir sobre a execução das ações pertinentes, além de promover medidas de controle de doenças e agravos.
  • São funções da vigilância epidemiológica segundo o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde:
  • 1. Coleta de dados (demográficos, ambientais, socioeconômicos, de morbidade, de mortalidade, etc;
  • 2. Processamento dos dados coletados;
  • 3. Análise e interpretação dos dados processados;
  • 4. Recomendação das medidas de controle apropriadas;
  • 5. Promoção das ações de controle indicadas;
  • 6. Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas;
  • 7. Divulgação de informações pertinentes.
  • As equipes da estratégia de Saúde da Família devem sempre estar muito bem articulada com os serviços do centro de Vigilância Epidemiológica Municipal e estadual, porque somente assim será possível um acompanhamento constante da situação de saúde do local e da ocorrência de casos de doenças e agravos de notificação. É a equipe quem conhece sua área adscrita e geralmente toma conhecimento em primeira mão, seja por meio do agente comunitário de saúde, que deve estar preparado para isso, seja pelos demais membros das equipes na unidade de saúde da família e visitas domiciliares.
  • É importante ressaltar nesse caso que para fins de notificação, não é necessário esperar a confirmação do caso, as doenças de notificação compulsória e imediata, devem ser notificadas mesmo durante fase de investigação, em ficha própria para a investigação (diferente da ficha de notificação de confirmação de caso) e encaminhada ao órgão administrativamente referenciado.
  • A listagem das doenças de notificação nacional é estabelecida pelo Ministério da Saúde, através de portaria específica e atualizada eventualmente, entre as doenças e agravos consideradas de maior relevância sanitária para o país. Além delas, estados e municípios podem adicionar doenças à lista de interesse local, justificando a necessidade, bem como, obrigatoriamente especificando a forma como será manejada.
  • As equipes podem sugerir à gestão municipal, a inclusão, por exemplo, de alguma doença endêmica em sua área, para maior controle de dados visando formular ações de enfrentamento, baseado em informações e evidencias.
  • O MINISTÉRIO DA SAÚDE RESSALTA, NO TOCANTE A NOTIFICAÇÃO DE CADA CASO, TRÊS ASPECTOS QUE SEMPRE DEVEM SER CONSIDERADOS NA NOTIFICAÇÃO:
  • 1. Notificar a simples suspeita da doença. Não se deve aguardar a confirmação do caso para se efetuar a notificação, pois isto pode significar perda da oportunidade de intervir eficazmente;
  • 2. A notificação tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do âmbito médico sanitário em caso de risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos;
  • 3. O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos, configurando-se o que se denomina notificação negativa, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de informações.
  • Os dados correspondentes às investigações e notificações través das fichas de notificação e de investigação deverão ser enviados para a digitação e comporão o Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), que também deverá ser utilizado pelas equipes para diagnóstico epidemiológico e como fonte de informações para o planejamento local.
  • Com o objetivo de divulgar dados, propiciar a análise e o cálculo de indicadores por todos os usuários do sistema e outros interessados, a Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS do Ministério da Saúde criou um site do SINAN que pode ser acessado pelo endereço www.saude.gov.br/svs - sistemas de informações ou www.saude.gov.br/sinanweb.
  • Nessa página estão disponíveis:
  • • Relatórios gerenciais;
  • • Relatórios epidemiológicos por agravo;
  • • Documentação do sistema (Dicionários de dados - descrição dos campos das fichas e das características da variável correspondente nas bases de dados);
  • • Fichas de notificação e de investigação de cada agravo;
  • • Instrucionais para preenchimento das Fichas;
  • • Manuais de uso do sistema;
  • • Cadernos de análise da qualidade das bases de dados e cálculo de indicadores epidemiológicos e operacionais;
  • • Produção - acompanhamento do recebimento pelo Ministério da Saúde dos arquivos de transferência de cada Unidade de Federação;
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • • Base de dados - uso da ferramenta TabNet para tabulação de dados de casos confirmados notificados no Sinan a partir de 2001.
  • Atualmente, a publicação mais recente do Ministério da Saúde que estabelece a relação de doenças e agravos de notificação imediata e compulsória é a Portaria nº 5, de 21 de fevereiro de 2006, porém, já esta em discussão nas esferas e órgão competentes uma reformulação da atual lista, visando constar nesta relação não só doenças infecto contagiosas e parasitárias, conforme o é atualmente, mas incluir também doenças crônicas e agravos de grande significado para a saúde pública atual.
  • SEGUE ABAIXO, A LISTA NACIONAL DE DOENÇAS E AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA E IMEDIATA, DE ACORDO COM A PORTARIA Nº 5, DE 21 DE FEVEREIRO DE 2006.
  • *Botulismo
  • Botulismo (Latim, ' botulus ', "salsicha") também conhecido como intoxicação botulinus é uma doença rara mas grave paralítica causada pela toxina botulínica, que é produzida pela bactéria cmClostridium botulinum'. A toxina entra no corpo de uma das quatro formas: pelo colonização do tubo digestivo pela bactéria em crianças (botulismo infantil) ou adultos (adult toxemia intestinal), pela ingestão de toxinas de géneros alimentícios (intoxicação alimentar botulismo) ou por contaminação de uma ferida pela bactéria (ferida botulismo).
  • Todas as formas levam à paralisia que normalmente começa com os músculos da face e, em seguida, se espalha para as pernas. Botulismo infantil resulta da ingestão de esporos ' c. botulinum cm e posterior colonização do intestino delgado. O intestino infantil pode ser colonizado quando a composição da microflora intestinal (flora normal) é insuficiente para competitivamente inibir o crescimento de 'c. botulinum '.
  • A ciência médica não ainda completamente compreender todos os factores que tornam um bebê suscetível à colonização ' c. botulinum cm. O crescimento do esporo libera a toxina botulínica, que é então absorvida pela corrente sanguínea e tomada por todo o corpo, causando paralisia, bloqueando a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Os sintomas típicos de botulismo infantil incluem constipação, letargia, fraqueza, dificuldade de alimentação e um grito alterado frequentemente a progredir para uma completa paralisia flacid decrescente. Embora a constipação é geralmente o primeiro sintoma de botulismo infantil é comumente esquecido.
  • Mel é o único reservatório dietético conhecido de esporos de ' c. botulinum cm vinculado a botulismo infantil. Por esta razão mel não deve ser alimentado para crianças de idade inferior a um ano. Agora é suficientemente conhecido não a alimentação de mel para bebês. Devido ao sucesso desta mensagem de saúde pública, menos de 5% dos casos de botulismo infantil recentes têm sido expostos ao mel. Acredita-se que os restantes 95% dos casos de botulismo infantil adquiriram os esporos do ambiente natural. Cmclostridium botulinum' é uma bactéria de solo-habitação onipresente e é encontrado em solos em todo os Estados Unidos. Muitos pacientes botulismo infantil têm demonstrados que vive perto de um local de construção ou uma área de perturbação do solo.
  • * Carbúnculo ou Antraz
  • ANTRAZ (Ou Carbúnculo) é o nome da doença altamente infecciosa causada pela bactéria Bacillusanthracis. B. anthracis A bactéria causadora da doença supracitada é do gênero Bacillus, uma bactéria encapsulada (Cápsula antifagocítica no caso dessa bactéria), imóvel. As bactérias desse gênero são reconhecidas por possuírem um formato de bastonete sendo, em geral, patogênicas aos seres humanos e outros mamíferos. São produtoras de endósporos todas as espécies desse gênero.
  • Muitas produzem toxinas, o que desencadeia a doença. Endósporos: São estruturas dormentes e duras com fins não-reprodutivos produzidos por um grupo específico de bactérias. Sua função primária é garantir a sobrevivência da bactéria durante períodos de stress ambiental. São resistentes a muitos agentes químicos,  físicos, variações de temperatura e escassez de nutrientes vitais para a bactéria. Podem ser encontrados com mais facilidade no solo ou na água. Na B. anthracis esses endósporos são gerados quando ela é exposta ao gás oxigênio.
  • Essa bactéria, assim como outras do seu gênero, é Gram positiva, sendo, portanto, facilmente identificada adicionando o corante principal cristal violeta à solução contendo a cepa de bactérias destinadas a análise. Sendo a sua categoria Gram positiva isso significa que possuem uma parede celular espessa de peptideoglicano em volta de sua membrana plasmática (Na porção exterior da célula).
  • Além do peptideoglicano encontramos também polissacarídeos denominados ácidos teicóicos na sua parede. Esses ácidos são polímeros de glicerol e ribitol fosfatos que estão ligados ao peptideoglicano ou à membrana plasmática. Carregados negativamente, eles podem ajudar no transporte de íons positivos para o interior ou para o exterior da célula e no armazenamento de fósforo.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Cólera
  • É causada pela Vibrio cholerae e transmitida através de água e alimentos contaminados. Essa bactéria instala-se no intestino, provocando infecção grave. Os principais sintomas são: diarreia, vômitos, cólicas intestinais, cãibras musculares e alteração na urina.
  • A cólera é uma doença diarreica aguda que pode determinar a perda de vários litros de água e sais minerais em poucas horas, trazendo como consequência uma grave desidratação, podendo levar à morte caso as perdas não sejam prontamente restabelecidas.
  • É causada bactéria denominada Vibrio cholerae que sobrevive bem no ambiente marinho com temperaturas entre 10º e 32º C, em áreas costeiras. Tende a contaminar ostras e mexilhões e é de difícil sobrevivência em alto mar. Seu tempo de sobrevivência é de 10 a 13 dias em temperatura ambiente e de 60 dias em água do mar. Na água doce permanece 19 dias e em forma de gelo de quatro a cinco semanas.
  • A transmissão se dá pela ingestão de água ou gelo contaminados com fezes ou vômitos de doentes, assim como pelas fezes das pessoas portadoras do vibrião, mas que não apresentam sintomas (assintomáticos). Dá-se também pela ingestão de alimentos que entrem em contato com água contaminada, por mãos contaminadas de doentes ou portadores e de quem manipula os produtos alimentares. As moscas podem ser vetores importantes da doença. Os peixes, frutos do mar e animais de água doce, crus ou mal cozidos são responsáveis por surtos isolados em vários países. A transmissão pessoa a pessoa também é importante, em especial nas áreas onde há escassez de água.
  • O tempo transcorrido entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas, que varia de algumas horas a cinco dias. Enquanto houver eliminação do vibrião nas fezes pode haver transmissão da doença e este período é, normalmente, de 20 dias. Lembramos que os indivíduos assintomáticos também liberam vibrião nas suas fezes sendo potencialmente transmissores da Cólera.
  • Diarreia e vômitos são as manifestações mais frequentes. Nos casos graves, o início é súbito com diarreia aquosa, com inúmeras evacuações diárias. As fezes têm aparência amarelo-esverdeada, sem pus, muco ou sangue. Às vezes pode ter odor de peixe e aspecto típico de água de arroz. Nos casos graves a diarreia e os vômitos acarretam uma rápida desidratação, com manifestações de sede, perda de peso intensa, prostração, olhos fundos com olhar parado e vago, voz sumidiça e cãibras.
  • As formas leves e moderadas da doença devem ser tratadas com terapia de reidratação oral e a abordagem segue igual a das diarreias agudas em geral. Nas formas graves deve ser instituída a hidratação venosa e a antibioticoterapia.
  • Como se previne? - Garantindo boa qualidade de água para consumo humano. - Incentivo ao aleitamento materno. - Manter higiene pessoal. - Cozinhar bem os alimentos e consumi-los imediatamente. - Armazenar cuidadosamente os alimentos cozidos. - Reaquecer bem os alimentos cozidos. - Evitar o contato entre alimentos crus e cozidos. - Lavar as mãos constantemente. - Manter limpas todas as superfícies da cozinha.  - Manter os alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Coqueluche
  • Causada pela Haemophilus pertussis, vista na foto acima. Atinge principalmente crianças e provoca tosses frequentes e alongadas, por isso mesmo também é conhecida como "tosse comprida". É transmitida através da saliva e secreções respiratórias, por meio de espirros, tosse ou da fala. Existe vacina contra esta doença.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Dengue Enfrentamos um inimigo silencioso: essencialmente doméstico, de hábitos diurnos, deposita seus ovos em recipientes artificiais ou naturais contendo água limpa, onde podem resistir, ressecados, por até 450 dias; transmissor de uma doença que pode ser letal, conhecida há cerca de 200 anos.
  • A DENGUE é transmitida para o homem através da picada do mosquito Aedes aegypti (aedes do grego “odioso” e ægypti do latim “do Egipto”). Mais conhecido como mosquito da dengue, ele pertence a uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África e que já pode ser encontrado por quase todo o mundo, com mais ocorrências nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer
  • O mosquito da dengue (Aedes aegypti) é o vector de doenças graves, como o dengue e a febre amarela, e por isso o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública.
  • O Aedes aegypti é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia, ao contrário do Anopheles, vector da malária, que tem atividade crepuscular (durante o amanhecer ou anoitecer) tendo como vítima preferencial o homem.
  • De difícil controle, já que seus ovos são muito resistentes e sobrevivem vários meses até que a chegada de água propicia a incubação, o mosquito da dengue deposita seus ovos em diversos locais e rapidamente se transformam em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Assim como na maioria dos demais mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas substâncias vegetais e açucaradas.
  • Os ovos dos mosquitos são depositados normalmente em áreas urbanas, em locais com pequenas quantidades de água limpa, sem a presença de matéria orgânica em decomposição e sais. Em função disso, a água é ácida. Normalmente, eles escolhem locais que estejam sombreados e em zonas residenciais. Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de casa ou no quintal. Sem este ambiente favorável, o aedes aegypti não consegue se reproduzir. Ver formas de prevenção da dengue.
  • O mosquito da dengue pode ser encontrado nas regiões tropicais de África e da América do Sul, chegando à Ilha da Madeira, em Portugal e ao estado da Flórida nos Estados Unidos da América. Nesta área, a presença do mosquito está diminuindo em virtude da competição com outra espécie do mesmo gênero, o Aedes albopictus. Porém o A. albopictus também é um vetor da dengue, bem como de vários tipos de encefalite equina. A competição entre as duas espécies ocorre devido ao fato de a fêmea do A. aegypti se acasalar tanto com o macho de sua espécie quanto com o macho do A. albopictus que é mais agressivo e, sendo de outra espécie, gera ovos inférteis, reduzindo assim a população de A. aegypti. No Brasil, o único mosquito que transmite a dengue é o A.aegypti.
  • O mosquito da dengue (Aedes aegypti) é sensível a repelentes baseados no composto N,N-dietilmetatoluamida. A dengue é transmitida pela fêmea do Aedes Aegypti. Seu ciclo de reprodução do ovo-ovo é de 10 dias.  Quando o mosquito nasce, ela passa por quatro estágios de crescimento, que podem durar oito dias no total. Depois ela se transforma em pupa, estágio que dura, aproximadamente, dois dias. Depois de sair da pupa, o mosquito adulto já pode se reproduzir e botar ovos, quando o ciclo se reinicia.
  • Classificação Ramo: Arthropoda (pés articulados); Classe: Hexapoda (três pares de patas); Ordem: Diptera (um par de asas anterior funcional e um par posterior transformado em halteres); Família: Culicidae; Gênero: Aedes.
  • O mosquito da dengue (Aedes Aegypti)  é menor que os mosquitos comuns, tem, em média, 0,5 cm de comprimento. Ele é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano. O macho alimenta-se de frutas ou outros vegetais adocicados.
  • Já as fêmeas se alimentam de sangue animal, principalmente humano. É no momento que está retirando o sangue que a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue para o ser humano. Na picada, ela aplica uma substância anestésica, fazendo com que não haja dor na picada. As fêmeas costumam picar o ser humano no começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo.
  • DENGUE HEMORRÁGICA
  • Número de casos de dengue está relacionado à falta de saneamento adequado
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Difteria
  • Também conhecida como "crupe", a difteria é uma doença bacteriana que acomete as amídalas, faringe, laringe, nariz, pele ou mucosas. É considerada grave e transmissível, podendo ser evitada com a utilização correta do esquema vacinal (vacinas tetravalente, DPT ou dT).
  • A difteria é causada pela toxina diftérica produzida pela bactéria Corynebacterium diphtheriae.
  • O doente pode apresentar um estado febril, seguido de dores de cabeça, mal estar, apatia, dor de garganta, falta de apetite. A presença de placas branco-acinzentadas nas amídalas provoca inchaço no pescoço e em casos mais graves, pode ocorrer asfixia.
  • É transmitida pelo contato direto do doente, ou portadores, com pessoa suscetível. O contágio ocorre por meio da saliva ou outras secreções eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Raramente ocorre transmissão por objetos recentemente contaminados pela secreção.
  • É fundamental que o doente seja tratado, o mais rapidamente possível, com soro antidiftérico (SAD). O uso de antibiótico deve ser considerado uma medida auxiliar da terapia específica. Repouso, dieta leve, nebulização ou vaporização e expelir as secreções com frequência também são medidas necessárias.
  • A vacina tetravalente, tríplice ou dupla bacteriana é a forma mais eficaz de prevenção da doença, de acordo com o esquema preconizado pela SVS/MS. Hospitais de referência: todo caso suspeito de difteria deve, necessariamente, receber tratamento em ambiente hospitalar. A referência depende da organização desta rede em cada unidade federada.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Doença de Creutzfeldt – Jacob
  • A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma forma de demência rapidamente progressiva, que se aprofunda em questão de semanas ou poucos meses. É geralmente associada a sinais piramidais, extrapiramidais ou cerebelares, variáveis conforme o caso, mioclonias e alterações características no EEG. A doença progride inexoravelmente a coma profundo e óbito. É muito rara, causando uma morte em cada 2 milhões de habitantes por ano na Inglaterra e Estados Unidos. Desde 1957 demonstrou-se que a doença é transmissível a animais e seres humanos por inoculação intracerebral, sendo o tempo de incubação longo e muito variável (meses a vários anos).
  • Macroscopicamente, o cérebro pode parecer pouco afetado, ou haver atrofia, com predomínio em áreas variáveis do cortex cerebral ou no cerebelo. A atrofia é mais intensa em casos com sobrevida mais longa. O exame microscópico revela a chamada encefalopatia espongiforme, caracterizada por pequenos vacúolos confluentes no neurópilo, que dão ao tecido aspecto finamente bolhoso. Além disso, há redução na população de neurônios e gliose.
  • Caracteristicamente, não há reação inflamatória. Em alguns casos, observam-se depósitos de amilóide no tecido, que se assemelham às placas senis da doença de Alzheimer. Em microscopia eletrônica, os vacúolos da encefalopatia espongiforme são intracelulares, situados em prolongamentos de astrócitos ou de neurônios.
  • O agente causal da doença de Creutzfeldt-Jakob é ainda mal caracterizado. Parece tratar-se de uma partícula proteica, opríon, até hoje não havendo evidência de um componente de ácido nucleico (DNA ou RNA), como ocorre nos vírus. Não se sabe como os pacientes adquirem a doença. Esta pode ser transmitida a animais de laboratório, como macacos ou roedores, por inoculação intracerebral de amostras de cérebros. Raros pacientes são contaminados iatrogênicamente por transplantes de córnea ou preparações de hormonio de crescimento humano contaminado. Em cerca de 10% dos casos a doença é familial. O agente é altamente resistente aos métodos de assepsia habituais, inclusive formol e autoclavagem, mas é inativado por hipoclorito de sódio. Não provoca aparecimento de resposta imune no hospedeiro.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Doenças de Chagas (casos agudos)
  • A Doença de Chagas é uma doença infecciosa causada por um parasita chamado Trypanosoma cruzi, homenagem do seu descobridor, o cientista brasileiro Carlos Chagas, ao, também, cientista brasileiro, Oswaldo Cruz.
  • Os insetos chamados de triatomas (os populares barbeiros ou chupões, como são conhecidos no interior do Brasil) são hematófagos, isto é, alimentam-se de sangue. Ao alimentarem-se do sangue de mamíferos silvestres ou domésticos contaminados (reservatórios do agente da doença) ou mesmo de humanos contaminados, ingerem os parasitas que, no tubo digestivo do barbeiro, passam por transformações evolutivas que resultam em formas infectantes as quais são eliminadas nas fezes do inseto, próximo ao ponto da picada (ao sugarem o sangue dos humanos). O ato de coçar o local da picada espalha as fezes, promovendo a contaminação através da lesão resultante da picada.
  • Carlos Chagas
  • Outras formas de contágio são a transmissão vertical em gestantes contaminadas, transfusões sanguíneas, acidentes com instrumentos de punção ou em laboratórios por profissionais da saúde, sendo estas duas últimas bem mais raras. A doença possui uma fase aguda e outra crônica. No local da picada pelo “vetor” (agente que transmite a doença, no caso, o barbeiro), a área torna-se vermelha e endurecida, constituindo o chamado chagoma, nome dado à lesão causada pelo Trypanosoma. Quando esta lesão ocorre próxima aos olhos, leva o nome de sinal de “Romaña”. O chagoma acompanha-se, em geral, de íngua próxima à região.
  • Após um período variável de incubação (período sem sintomas, de não menos que uma semana), ocorre febre, ínguas por todo o corpo, inchaço do fígado e do baço e uma vermelhidão no corpo semelhante a uma alergia e que dura pouco tempo. Nessa fase, nos casos mais graves, pode ocorrer inflamação do coração (miocardite) com alterações do eletrocardiograma e número de batimentos por minuto aumentado.
  • Ainda nos casos mais graves, pode ocorrer sintomas de inflamação das camadas de proteção do cérebro (meningite) e inflamação do cérebro (encefalite). Os casos fatais são raros e, quando ocorrem, são consequêntes à miocardite, meningite ou encefalite. Mesmo sem tratamento, os sintomas desaparecem após algumas semanas ou meses. A pessoa contaminada pode permanecer muitos anos (ou mesmo o resto da vida) sem sintomas, permanecendo apenas com testes laboratoriais positivos. A detecção do parasita no sangue, ao contrário da fase aguda, torna-se agora bem mais difícil. A presença de anticorpos contra o parasita em níveis elevados, denota infecção em atividade.
  • Na fase crônica, as manifestações da doença, em geral se concentram no coração (miocardite chagásica), no esôfago (megaesôfago) e no intestino grosso (megacolon), traduzidas por arritmias, dificuldades de deglutição, regurgitação, pneumonia por aspiração, constipação crônica e dor abdominal. Mais recentemente, a associação de Doença da Chagas com AIDS ou outros estados de imunossupressão tem mostrado formas de reagudização grave que se desconhecia até então, como o desenvolvimento de quadros neurológicos relacionados à inflamação das meninges, camadas que revestem o cérebro.
  • Como se faz o diagnóstico? Sempre suspeitar da doença diante de um indivíduo que esteve em zona endêmica e apresenta sintomas compatíveis. O diagnóstico é feito por testes de detecção de anticorpos ao Trypanosoma no sangue (mais comum), ou pela detecção do próprio parasita no sangue, nas fases agudas.
  • Como se trata? A medicação utilizada no nosso meio é o benzonidazole, que é muito tóxico, sobretudo pelo tempo de tratamento, que pode durar de três a quatro meses. Seu uso é de comprovado benefício na fase aguda. Na fase crônica, o tratamento é dirigido às manifestações crônicas da doença. A diminuição da capacidade de trabalho do coração é tratada como na insuficência desse órgão por outras causas, podendo, em alguns casos, ser necessário o transplante.
  • Mal de Chagas uma doença transmitida pelo Barbeiro.Não há cura nem tratamento na fase mais avançada da moléstia. A doença avançou no último ano na região amazônica, área antes considerada livre do problema, e na forma oral, relacionada ao consumo de alimentos contaminados, principalmente os produzidos com açaí e cana-de-açúcar e não industrializados. É uma doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto Triatoma infestans, conhecido como barbeiro. Seu nome é uma homenagem ao cientista e médico brasileiro Carlos Chagas, descobridor do agente causador e de sua forma de transmissão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1997 cerca de 18 milhões de pessoas no mundo tinham a doença. Ao picar uma pessoa já infectada pelo parasita, o barbeiro torna-se portador dos tripanossomos. Enquanto pica um indivíduo sadio, o inseto defeca e elimina fezes contaminadas.
  • A vítima, ao coçar o local da picada, espalha as fezes do mosquito sobre o ferimento. Assim, os parasitas penetram na pele e atingem a circulação sanguínea. Nessa fase, os sintomas são raros, podendo incluir forte reação local à picada e febre alta. Se não diagnosticada, a doença evolui para a forma crônica. Os tripanossomos instalam-se nos músculos humanos, em especial no coração. Ao atingir e destruir as fibras musculares, provocam insuficiência e arritmia cardíaca, que podem levar à morte. A prevenção consiste no saneamento básico, no combate ao inseto transmissor e na melhoria das condições de habitação.
  • Doença Meningocócica e outras Meningites
  • Basicamente, a meningite é uma inflamação localizada nas meninges, que são membranas que revestem o cérebro. A doença é provocada principalmente por bactérias e vírus. Existem diferentes tipos de meningites, portanto, nem todas são contagiosas ou transmissíveis. A incidência da doença é maior em crianças menores de cinco anos, mas pessoas de todas as idades podem contrair.
  • Causas As causas da meningite são diversas, podendo ser contraída através da transmissão pelo doente ou ainda pelo portador através da fala, espirros, tosse e beijos, passa de uma garganta para outra. O meningococo, causador da meningite, pode ser adquirido mas sem causar a doença propriamente dita, porque nosso organismo se defende através de anticorpos criados através de contato anteriores com a bactéria, adquirindo assim resistência a doença.
  • O organismo mais vulnerável é o da criança de 6 meses a um ano, pois geralmente ainda não se desenvolveu anticorpos para combater o meningococo. A meningite é uma doença considerada grave e que deve se conhecer seus sintomas, pois quando diagnosticada precocemente e tratada rapidamente, pode ser curada sem deixar sequelas ao organismo que foi contaminado.
  • COMO SE PREVINE? Alguns tipos de germes que causam meningite podem ser prevenidos por vacinação, como Haemophilus e Meningococo tipo A e C. A caxumba, o sarampo, e a rubéola, entre outras, são doenças que podem causar meningite e também são prevenidas com vacinação. Convém ressaltar que todas as medidas de boa higiene pessoal e domiciliar são preventivas de várias doenças.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Esquistossomose (em área não endêmica)
  • Infecção causada por verme parasita da classe Trematoda. Ocorre em diversas partes do mundo de forma não controlada (endêmica). Nestes locais o número de pessoas com esta parasitose se mantém mais ou menos constante.
  • Os parasitas desta classe são cinco, e variam como agente causador da infecção conforme a região do mundo. No nosso país a esquistossomose é causada peloSchistossoma mansoni. O principal hospedeiro e reservatório do parasita é o homem sendo a partir de suas excretas (fezes e urina) que os ovos são disseminados na natureza.
  • Possui ainda um hospedeiro intermediário que são os caramujos, caracóis ou lesmas, onde os ovos passam a forma larvária (cercária). Esta última dispersa principalmente em águas não tratadas, como lagos, infecta o homem pela pele causando uma inflamação da mesma.
  • Já no homem o parasita se desenvolve e se aloja nas veias do intestino e fígado causando obstrução das mesmas, sendo esta a causa da maioria dos sintomas da doença que pode ser crônica e levar a morte.
  • Os sexos do Schistossoma mansoni são separados. O macho mede de 6 a 10 mm de comprimento. É robusto e possui um sulco ventral, o canal ginecóforo, que abriga a fêmea durante o acasalamento. A fêmea é mais comprida e delgada que o macho. Ambos possuem ventosas de fixação, localizadas na extremidade anterior do corpo e que facilitam a adesão dos vermes às paredes dos vasos sanguíneos.
  • Como se adquire? Os ovos eliminados pela urina e fezes dos homens contaminados evoluem para larvas na água, estas se alojam e desenvolvem em caramujos. Estes últimos liberam a larva adulta, que ao permanecer na água contaminam o homem. No sistema venoso humano os parasitas se desenvolvem até atingir de 1 a 2 cm de comprimento, se reproduzem e eliminam ovos. O desenvolvimento do parasita no homem leva aproximadamente 6 semanas (período de incubação), quando atinge a forma adulta e reprodutora já no seu habitat final, o sistema venoso. A liberação de ovos pelo homem pode permanecer por muitos anos.
  • O que se sente? No momento da contaminação pode ocorrer uma reação do tipo alérgica na pele com coceira e vermelhidão, desencadeada pela penetração do parasita. Esta reação ocorre aproximadamente 24 horas após a contaminação. Após 4 a 8 semanas surge quadro de febre, calafrios, dor-de-cabeça, dores abdominais, inapetência, náuseas, vômitos e tosse seca. O médico ao examinar o portador da parasitose nesta fase pode encontrar o fígado e baço aumentados e ínguas pelo corpo (linfonodos aumentados ou linfoadenomegalias).
  • Estes sinais e sintomas normalmente desaparecerem em poucas semanas. Dependendo da quantidade de vermes a pessoa pode se tornar portadora do parasita sem nenhum sintoma, ou ao longo dos meses apresentar os sintomas da forma crônica da doença: fadiga, dor abdominal em cólica com diarréia intermitente ou disenteria.
  • Outros sintomas são decorrentes da obstrução das veias do baço e do fígado com consequente aumento destes órgãos e desvio do fluxo de sangue que podem causar desde desconforto ou dor no quadrante superior esquerdo do abdômen até vômitos com sangue por varizes que se formam no esôfago.
  • Como se faz o diagnóstico? Para diagnosticar esquistossomose a informação de que o suspeito de estar infectado esteve em área onde há muitos casos de doença (zona endêmica) é muito importante, além dos sintomas e sinais descritos acima (quadro clínico). Exames de fezes e urina com ovos do parasita ou mesmo de pequenas amostras de tecidos de alguns órgãos (biópsias da mucosa do final do intestino) são definitivas. Mais recentemente se dispõe de exames que detectam, no sangue, a presença de anticorpos contra o parasita que são úteis naqueles casos de infecção leve ou sem sintomas.
  • O tratamento de escolha com antiparasitários, substâncias químicas que são tóxicas ao parasita. Atualmente existem três grupos de substâncias que eliminam o parasita, mas a medicação de escolha é o Oxaminiquina ou Praziquantel ou, que se toma sob a forma de comprimidos na maior parte das vezes durante um dia. Isto é suficiente para eliminar o parasita, o que elimina também a disseminação dos ovos no meio ambiente. Naqueles casos de doença crônica as complicações requerem tratamento específico.
  • Como se previne? Por se tratar de doença de acometimento mundial e endêmica em diversos locais (Penísula Arábica, África, América do Sul e Caribe) os órgãos de saúde pública (OMS – Organização Mundial de Saúde - e Ministério da Saúde) possuem programas próprios para controlar a doença. Basicamente as estratégias para controle da doença baseiam-se em: Identificação e tratamento de portadores. Saneamento básico (esgoto e tratamento das águas) além de combate do molusco hospedeiro intermediário Educação em saúde.  
  • Não evacue próximo a lagoas, rios ou represas.
  • Utilize um banheiro com rede de esgoto
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Eventos Adversos Pós-Vacinação
  • De maneira geral, os eventos adversos das vacinas são semelhantes tanto em frequência quanto em intensidade, em RNPT e RNT. Não há contraindicação para o uso de vacinas de vírus vivos em pré-termos, exceto quando o mesmo se encontra hospitalizado.
  • Em relação aos eventos adversos leves, locais ou sistêmicos, como febre baixa, irritabilidade, dor local, edema e vermelhidão, sua ocorrência e intensidade independem da idade gestacional
  • Uma associação entre a aplicação da vacina tríplice bacteriana de células inteiras (DTP) combinada com Haemophilus influenza tipo B e o aumento de episódios de apnéia tem sido relatada, especialmente em recém-nascidos com idade gestacional menor de 31 semanas. Porém, essa associação não foi observada com o uso das vacinas acelulares.
  • Outro estudo mostrou um aumento na freqüência de convulsões febris em pré-termos que receberam simultaneamente DTP+Hib e vacina antipneumocócica conjugada 7-valente. No entanto, devido à maior incidência de episódios convulsivos nessas crianças, não foi estabelecida uma relação causal.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Febre Amarela
  • Vetor: O mosquito da espécie Aedes aegypti (o mesmo vetor do dengue) é o principal transmissor da Febre Amarela Urbana (FAU). Na Febre Amarela Silvestre (FAS), os transmissores são mosquitos, com hábitos estritamente silvestres, principalmente do gênero Haemagogus no Brasil.
  • Agente etiológico: O causador da febre amarela é um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do grupo B. Também fazem parte deste grupo o vírus do dengue, Encefalite Japonesa, Encefalite do Oeste do Nilo, Encefalite de St. Louis, Rocio, Ilheus, Bussuquara e outros.
  • A doença ataca o fígado e os rins e pode levar à morte. Existem dois tipos diferentes de febre amarela: a urbana e a silvestre. A principal diferença é que nas cidades, o transmissor da doença é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo do dengue. Nas matas, a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que picam preferencialmente esses primatas. Esses mosquitos vivem também nas vegetações à beira dos rios. Primeiro picam o macaco doente e depois, o homem. É importante ressaltar que a febre amarela silvestre só ocorre em humanos ocasionalmente. São os macacos os principais hospedeiros. Os mosquitos transmissores só picam homens que invadem o habitat dos macacos.
  • Distribuição, transmissão e mortalidade A maior incidência da doença acontece nos meses de janeiro a abril, período das chuvas. Nessa época, há um aumento da quantidade do mosquito transmissor e maior atividade agrícola, que leva ao deslocamento de um número maior de pessoas às áreas com risco de transmissão. Não há transmissão de pessoa para pessoa.
  • Sintomas A doença é caracterizada por manifestações de insuficiência hepática e rena. Pode levar a óbito em, aproximadamente, uma semana.
  • É dividida em três períodos:
  • Período de infecção: Dura cerca de três dias, tem início súbito e sintomas gerais como febre, calafrios, dores de cabeça, do corpo, náuseas e vômitos. Remissão: caracteriza pelo declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Dura poucas horas, no máximo um a dois dias.
  • Período toxêmico: Predominam os sintomas de insuficiência hepato-renal (representados por icterícia ou amarelão), diminuição do volume de urina ou ausência total de sua produção, vômitos com sangue, eliminação de fezes enegrecidas por sangue e outras manifestações hemorrágicas, acompanhadas de enfraquecimento intenso, pulso lento e temperatura elevada.
  • Prevenção Vacinação em áreas infestadas por Aedes aegyptii para estabelecer imunidade coletiva na população; Eliminação do Aedes aegyptii; Identificação precoce dos casos para impedir que outros sejam infectados;
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Febre do Nilo Ocidental
  • Pela primeira vez no Brasil foi identificado o vírus da febre do Nilo Ocidental, doença com sintomas parecidos aos da dengue e também transmitida por mosquitos.
  • A descoberta, de pesquisadores da Fiocruz, ocorreu no Pantanal. Cinco cavalos tinham anticorpos contra o vírus, ou seja, sofreram infecções.
  • Sintomas: Muitas vezes, a infecção é assintomática em seres humanos. Em outros casos, os sintomas são febre, dores no corpo e náusea. Alguns doentes têm formas mais graves do mal, que afetam o sistema nervoso central. O estudo ainda não conseguiu identificar que tipo de mosquito é o vetor da doença no Brasil.
  • Em 1999, a febre do Nilo Ocidental chegou à América, causando dezenas de mortes nos Estados Unidos. Desde então, apareceram casos na Colômbia, Venezuela e Argentina, em cavalos e aves.
  • PAUSA PARA ANOTAÇÕES
  • Febre Maculosa
  • A febre maculosa é uma doença infecciosa aguda, causada por bactérias do gênero Rickettsia (Rickettsia ricketsi),sendo transmitida pela saliva de carrapatos infectados. O principal vetor no Brasil é o Amblyoma cajennense (carrapato estrela, micuim), mas outras espécies de carrapatos também põem ser transmissores. O agente transmissor (a ricketisia), permanece no vetor toda vida, e é transmitido aos filhotes, perpetuando a infecção e o poder de infectar. Os reservatórios são animais silvestres (capivaras, gambás, antas, pequenos roedores, aves répteis) e o carrapato.
  • Os animais silvestres não adoecem com esta Rikettsia, mantendo-se como reservatório do parasita, quando inoculados pelo carrapato infectado, adquirindo resistência posteriormente. Caso estejam próximos às habitações humanas, podem levar à transmissão da febre maculosa, se estiverem com infestação maciça de carrapatos contaminados. O mesmo pode acontecer com os animais domésticos que entrarem em contato com os carrapatos infectados, como cavalos e cães.
  • No homem, a bactéria ataca as células que revestem os vasos sanguíneos, levando à sérias lesões vasculares, como distúrbios da coagulação, edema, hipotensão, necrose tecidual, alterações hepáticas e renais. Causam dores de cabeça, dores musculares, manifestações cutâneas (manchas, máculas, hematomas). Pode levar à morte se não houver o diagnóstico e tratamento adequados. Os antibióticos utilizados são as tetraciclinas, o cloranfenico, a doxiciclina e a espiramicina.
  • Em algumas cidades no interior do Brasil, há pessoas que pensam que exterminando as capivaras não haverá mais o perigo da doença. Mas isso é um erro, além de provocar desequilíbrio ambiental. O que se tem de fazer é manter em equilíbrio a população de vetores, mantendo distância sensata entre cidade e mata, o homem e os animais silvestres. E principalmente ter em mente que quem precisa ser exterminado é o carrapato e a Rickettsia transmissora da Febre maculosa.
  • Deve-se manter os animais domésticos em boas condições, com acomodações limpas, sem ectoparasitos, assim como controle de gramados e do meio ambiente domiciliar. Se for caminhar em região que tenha mato, proteja-se com calçado fechado, meias, calça comprida e blusa abotoada e de mangas. Se mesmo assim, observar carrapatos aderidos na pele, não arrancar bruscamente, principalmente não os arranque pelo abdômen, nem os esprema entre as unhas.
  • A Febre Maculosa tem sido notificada em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Estado do Rio de Janeiro. Os profissionais de saúde, incluindo os médicos veterinários são os melhores instrumentos de orientação e aconselhamento acera das medidas profiláticas e terapêuticas. Os ó