Curso Online de O trabalho com abelhas e a comercialização do mel.
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Curso Online de O trabalho com abelhas e a comercialização do mel.

Armazenamento  Cuidados especiais devem ser tomados em relação ao armazenamento, tanto do mel a granel (baldes plásticos e tambores) como...

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Armazenamento
 Cuidados especiais devem ser tomados em relação ao armazenamento, tanto do mel a granel (baldes plásticos e tambores) como do fracionado (embalagens para o consumo final), em relação à higiene do ambiente e, principalmente, em relação ao controle da temperatura. Altas temperaturas durante todo o processamento e estocagem são prejudiciais à qualidade do produto final, uma vez que o efeito nocivo causado ao mel é acumulativo e irreversível. Essas embalagens devem ser colocadas sobre estrados de madeira ou outro material, impedindo o contato direto com o piso e facilitando seu deslocamento no caso da utilização de empilhadeiras.
 Embalagem
 Para o mel, devem-se utilizar apenas embalagens próprias para o acondicionamento de produtos alimentícios e preferencialmente novas, pois não se recomenda a reciclagem de embalagens de outros produtos alimentícios (margarina, óleo, etc.). Atualmente, no mercado, existem embalagens específicas para mel, com várias capacidades e formatos.
Em embalagens a granel (25 kg), os baldes de plástico têm relação custo-benefício superior ao da lata de metal, além de proporcionar facilidade no transporte (presença de alças). Já para capacidades superiores (300 kg) destinadas à exportação, a embalagem usada é o tambor de metal (com revestimento interno de verniz especial).

FORMADO EM HISTÓRIA E GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA (UNOESTE)PRESIDENTE PRUDENTE SP. ESPECIALISTA PELA UNIVERSIDADE FACINTER DE CURITIBA PR.DIRETOR DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO MUNICIPIO. COM VÁRIOS CURSOS NA AREA DA SAUDE,DO TRABALHO E EDUCAÇÃO.CONTINUA PESQUISANDO VARIAS AREAS,E FORMANDO NOVOS CURSOS ONDE FAVORECEM O CONHECIMENTO DE UMA POPULAÇÃO DE ALUNOS ENRIQUECENDO SEU CONHECIMENTO.


- Leila Adriana Sibinel Sanches

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  • APICULTURA
    Colmeia
    Uma colônia é constituída por cerca de 60.000 a 80.000 operárias, 1 rainha e de 0 a 400 zangões. As abelhas operárias tem origem num ovo feminino fecundado igual ao da rainha, a diferença ocorre com relação a alimentação e o berço, no caso da operária a larva só recebe geléia real até o terceiro dia de vida. Elas realizam todo trabalho na colmeia, obedecendo uma divisão de trabalho regulada pela idade. Durante o segundo e terceiro dia de vida as operárias se dedicam a limpeza dos alvéolos; a partir do quarto dia desempenham a sua mais importante tarefa: a de preparar e cuidar da alimentação das larvas, recebendo o nome de abelhas nutrizes. Do décimo quarto ao décimo oitavo dia, se dedicam a produção de cera e à construção dos favos, são também as que determinam a saída do enxame e abandono de moradia; do décimo nono ao vigésimo dia ficam de sentinelas no alvado, com finalidade de defender a colméia de qualquer invasor. A partir do vigésimo primeiro dia até a morte, por volta do quadragésimo segundo dia, as abelhas iniciam os trabalhos fora da colméia, coletando néctar, pólen, resinas e água, e recebem o nome de abelhas campeiras.
    Os zangões nascem de óvulos não fecundados, e são bem maiores que as operárias. Não possuem órgão de defesa e nem apêndices de trabalho, por isso suas atividades de restringem unicamente a comer e ficar esperando pelo vôo de fecundação de uma rainha virgem. Possuem órgãos sensoriais extremamente desenvolvidos e podem sentir a presença de uma rainha virgem numa distância de até 16 km. Tem liberdade para circular pelas colméias do apiário, entretanto quando falta alimento, são expulsos e ficam no alvado até morrer de frio. Quando conseguem fecundar uma rainha, morrem com a prolotação dos seus órgãos sexuais. A rainha é a única abelha cujos órgãos estão completamente desenvolvidos, isso porque ela é criada numa célula especial, a realeira, e ao contrario das operárias recebem geléia real durante toda vida larvária e adulta. No vôo nupcial chega a copular com 10 a 20 zangões e uma vez iniciada a postura pode colocar mais 3.000 ovos por dia. É responsável pela união da família, através da emissão constante de um feromônio, produzido pela glândula de Thanassof. 

  • figura 6
     

  • figura 7

  • A vida reprodutiva da rainha inicia-se com o vôo nupcial para sua fecundação que ocorre, aproximadamente, 5 a 7 dias depois de seu nascimento. A fecundação ocorre em áreas de congregação de zangões, onde existem de centenas a milhares de zangões voando à espera de uma rainha, conferindo assim uma grande variabilidade genética no acasalamento.
    A rainha se dirige a essas áreas, a cerca de 10 metros de altura, atraindo os zangões com a liberação de substâncias denominadas feromônios. Apenas os mais rápidos e fortes conseguem alcançá-la e o acasalamento, ou cópula, ocorre em pleno vôo. Uma rainha pode ser fecundada por até 17 zangões e o sêmen é armazenado num reservatório especial denominado espermateca.
    Esse estoque de sêmen será utilizado para a fecundação de óvulos durante toda a vida da rainha, pois ao retornar à colônia não sairá mais para realizar outro vôo nupcial. A rainha começa a postura dos ovos na colônia de 3 a 7 dias depois do acasalamento.
    Somente a rainha é capaz de produzir ovos fertilizados, que dão origem às fêmeas (operárias ou novas rainhas), além de ovos não fertilizados, que originam os zangões. Em casos especiais, as operárias também podem produzir ovos, embora não fertilizados, que darão origem a zangões.
     A capacidade de postura da rainha pode ser de até 2.500 a 3.000 ovos por dia, em condições de abundância de alimento. Ela pode viver e reproduzir-se por até 3 anos ou mais. Entretanto, em climas tropicais, sua taxa de postura diminui após o primeiro ano. Por isso, costuma-se recomendar aos apicultores que substituam suas rainhas anualmente.
     A rainha consegue manter a ordem social na colméia através da liberação de feromônios. Essas substâncias têm função atrativa e servem para informar aos membros da colméia que existe uma rainha presente e em atividade; inibem a produção de outras rainhas; a enxameação e a postura de ovos pelas operárias. Servem ainda para auxiliar no reconhecimento da colméia e na orientação das operárias. A rainha está sempre acompanhada por um grupo de 5 a 10 operárias, encarregadas de alimentá-la e cuidar de sua limpeza. As operárias também podem aproximar-se da rainha para recebimento e repasse dos feromônios a outros membros da colméia.

  • Quando ocorre a morte da rainha ou quando ela deixa de produzir feromônios e de realizar posturas, em virtude de sua idade avançada, ou ainda quando o enxame está muito populoso e falta espaço na colméia, as operárias escolhem ovos recentemente depositados ou larvas de até 3 dias de idade, que se desenvolvem em células especiais - realeiras (Fig. 7) - para a produção de novas rainhas. A primeira rainha a nascer destrói as demais realeiras e luta com outras rainhas que tenham nascido ao mesmo tempo até que apenas uma sobreviva.
     Em caso de população grande, a rainha velha enxameia com, aproximadamente, metade da população antes do nascimento de uma nova rainha. Em alguns casos, quando a rainha está muito cansada, ela pode permanecer na colméia em convivência com a nova rainha por algumas semanas, até sua morte natural. Também pode ocorrer que a nova rainha elimine a rainha antiga, logo após o nascimento.
     As operárias (Fig. 6) realizam todo o trabalho para a manutenção da colméia. Elas executam atividades distintas, de acordo com a idade, desenvolvimento glandular e necessidade da colônia (Tabela 8).
     Tabela 8. Funções executadas pelas operárias de acordo com a idade.
    Idade Função
    1º ao 5º dia Realizam a limpeza dos alvéolos e de abelhas recém-nascidas
    5º ao 10º São chamadas abelhas nutrizes porque cuidam da alimentação das larvas em desenvolvimento. Nesse estágio, elas apresentam grande desenvolvimento das glândulas hipofaringeanas e mandibulares, produtoras de geléia real.
    11º ao 20º dia Produzem cera para construção de favos, quando há necessidade, pois nessa idade as operárias apresentam grande desenvolvimento das glândulas ceríferas. Além disso, recebem e desidratam o néctar trazido pelas campeiras, elaborando o mel.

  • 18º ao 21º dia Realizam a defesa da colméia. Nessa fase, as operárias apresentam os órgãos de defesa bem desenvolvidos, com grande acúmulo de veneno. Podem também participar do controle da temperatura na colméia.
    22º dia até a morte
    Realizam a coleta de néctar, pólen, resinas e água, quando são denominadas campeiras.
    É importante ressaltar que a necessidade da colméia pode fazer com que as operárias reativem algumas das glândulas atrofiadas para realizar determinada atividade, ou seja, se for necessário, uma abelha mais nova pode sair para a coleta no campo e uma abelha mais velha pode encarregar-se de alimentar a cria.
    As operárias possuem os órgãos reprodutores atrofiados, não sendo capazes de se reproduzirem. Isso acontece porque, na fase de larva, elas recebem alimento menos nutritivo e em menor quantidade que a rainha. Além disso, a rainha produz feromônios que inibem o desenvolvimento do sistema reprodutor das operárias na fase adulta. Em compensação, elas possuem órgãos de defesa e trabalho perfeitamente desenvolvidos, muitos dos quais não são observados na rainha e no zangão, como a corbícula (onde é feito o transporte de materiais sólidos) e as glândulas de cera.
     Os zangões (Fig. 6) são os indivíduos machos da colônia, cuja única função é fecundar a rainha durante o vôo nupcial. As larvas de zangões são criadas em alvéolos maiores que os alvéolos das larvas de operárias (Fig. 8) e levam 24 dias para completarem seu desenvolvimento de ovo a adulto. Eles são maiores e mais fortes do que as operárias, entretanto, não possuem órgãos para trabalho nem ferrão e, em determinados períodos, são alimentados pelas operárias. Em contrapartida, os zangões apresentam os olhos compostos mais desenvolvidos e antenas com maior capacidade olfativa. Além disso, possuem asas maiores e musculatura de vôo mais desenvolvida. Essas características lhes permitem maior orientação, percepção e rapidez para a localização de rainhas virgens durante o vôo nupcial.
     

  • Localizando os Enxames
    Para quem esta começando na apicultura ou já tem algum experiência, o grande desafio em se iniciar um apiário é onde encontrar um enxame ou uma colméia que possa ser trans-locada para seu apiário.
    Quase sempre é possível conseguir dicas de localização dos enxames perguntando a caseiros, aos funcionários de fazendas e sítios ou também a defesa civil.
    Outra forma bem inventiva e que dá bons resultados é a utilização de caixas isca, que consiste em passar um pouco de solução alcoólica de própolis, para que a caixa fique com um cheiro agradável para as abelhas e possa assim atrair mais facilmente o enxame. Também colocamos um ou dois quadros com tirinhas de cera alveolada de 5cm para servirem de isca e guia, pois enxames voadores gostam de se compactarem formando uma "bola", o que com placas inteiras de cera não seria possível.
     
    Estrutura e uso dos favos
     
    O ninho das abelhas é constituído de favos, que são formados por alvéolos de formato hexagonal (com seis lados). Essa forma permite menor uso de material e maior aproveitamento do espaço. Os alvéolos têm uma inclinação de 4° a 9º para cima, evitando que a larva e o mel escorram, e são construídos em dois tamanhos: no maior, a rainha faz postura de ovos de zangão; já os menores podem ser usados para a criação de operárias e para estocagem de alimento (Fig. 8).
     
    Durante a maior parte do ano, a prole é criada nas partes centrais da colméia, de forma a facilitar o controle de temperatura pelas operárias. A

  • cria, frequentemente, ocupa o centro dos favos, sendo que os cantos inferiores e superiores são usados para estocagem de alimento, facilitando o trabalho das abelhas nutrizes, que são responsáveis pela alimentação das larvas.
     Diferenciação das castas
    Geneticamente, uma rainha é idêntica a uma operária. Ambas se desenvolvem a partir de ovos fertilizados. Entretanto, fisiológica e morfologicamente essas castas são diferentes em razão da alimentação diferenciada que as larvas recebem.
     A rainha recebe, durante toda sua vida, um alimento denominado geléia real, que é composto das secreções das glândulas mandibulares e hipofaringeanas, localizadas na cabeça de operárias (Fig. 5), com adição de açúcares provenientes do papo. Pesquisas têm indicado que a geléia real oferecida às larvas de rainha é superior em quantidade e qualidade, possuindo maior proporção da secreção das glândulas mandibulares e maior concentração de açúcares e outros compostos nutritivos.
     As larvas de operárias, são alimentadas até o terceiro dia com um alimento comumente chamado de geléia de operária, que apresenta maior proporção da secreção das glândulas hipofaringeanas e menor quantidade de açúcares que o da rainha. Após esse período, passam a receber uma mistura de geléia de operária, mel e pólen.
    Mesmo tendo recebido um alimento menos nutritivo, uma larva de, no máximo, 3 dias pode transformar-se em rainha se passar a receber a alimentação adequada. Entretanto, quanto mais nova for a larva, melhor será a qualidade da rainha e sua capacidade de postura.
    Além da alimentação, a estrutura onde a larva da rainha é criada (realeira) tem grande influência em seu desenvolvimento, uma vez que é maior que o alvéolo de operária e posicionada de cabeça para baixo, o que deixa o abdome da pupa livre, permitindo pleno desenvolvimento e formação dos órgãos reprodutores. Assim, para que uma larva de operária se transforme em rainha, é necessário, além da alimentação

  • que a larva seja transferida para uma realeira ou que se construa uma realeira no local onde se encontra a larva.
     Comunicação
     Entre as abelhas Apis mellifera, a comunicação pode ser feita por meio de sons, substâncias químicas, tato, danças ou estímulos eletromagnéticos.
     A transferência de alimento parece ser uma das maneiras mais importantes de comunicação, uma vez que, durante as transferências, ocorrem também trocas de algumas secreções glandulares. Esse simples gesto de troca de alimento pode informar a necessidade de néctar e água, odor e sabor da fonte de alimento e as mudanças na qualidade e quantidade de néctar coletado, afetando a postura, criação da prole, secreção de cera e armazenamento do mel, entre outras atividades.Durante esse processo, são transferidos, também, feromônios que estimulam ações específicas, como será visto a seguir.
    O principal meio de comunicação químico é feito pelos feromônios, que são substâncias químicas produzidas e liberadas externamente por indivíduos, que produzem uma resposta específica no comportamento ou fisiologia de indivíduos da mesma espécie.
     Termorregulação da colméia
    Independentemente da temperatura externa, a área de cria da colméia é mantida entre 34 e 35º C, temperatura ideal para o desenvolvimento das crias. A ocorrência de temperaturas fora dessa faixa pode provocar

  • aumento da mortalidade na colônia e as operárias que emergirem podem apresentar defeitos físicos nas asas ou outras partes do corpo.
     Para baixar a temperatura da colméia, as abelhas do interior da colônia se distanciam dos favos e se aglomeram do lado de fora da caixa. Algumas operárias ficam posicionadas na entrada do ninho, movimentando suas asas de forma a direcionar uma corrente de ar para o interior da colméia. Essa corrente de ar, além de esfriar a colméia, auxilia na evaporação da umidade do néctar, transformando-o em mel.
    No interior da caixa, outras operárias estão batendo as asas, ajudando na circulação da corrente de ar. Se houver duas entradas na colméia, o ar é aspirado por uma entrada e expelido pela outra; caso contrário, usa-se parte da entrada para aspirar e outra parte para expelir.
    Se a temperatura do ar estiver muito alta, as operárias coletam água e espalham pequenas gotas pela colméia e/ou regurgitam pequena quantidade de água abaixo da língua, que será evaporada pela corrente de ar, auxiliando no resfriamento da colônia. A umidade evaporada do néctar também se presta a esse fim.
     A umidade relativa da colméia é mantida por volta dos 40%. Se essa porcentagem aumentar muito com a evaporação do néctar, as operárias imediatamente provocarão uma corrente de ar para o interior da colméia, na tentativa de diminuir a umidade.
     Em períodos frios, para aumentar a temperatura do interior do ninho, as abelhas se aglomeram em "cachos". Se a temperatura continuar caindo, as operárias aumentam sua taxa de metabolismo, provocando vibrações dos músculos torácicos, gerando calor. Ocorre também uma troca de posição: abelhas que estão no centro do cacho vão para as extremidades e vice-versa.
     

  • Equipamentos
     Martelo de Marceneiro e Alicate Ferramentas muito utilizadas pelo apicultor na manutenção das colméias (Fig. 11 A e B) e principalmente na atividade de "aramar" os quadros (colocação do arame nos quadros para sustentação da placa de cera alveolada).
     


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