Curso Online de Introdução à Administração
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Curso Online de Introdução à Administração

Este curso tem como objetivo apresentar os principais fundamentos e conceitos da administração a serem aplicados por diretores, gerentes,...

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Este curso tem como objetivo apresentar os principais fundamentos e conceitos da administração a serem aplicados por diretores, gerentes, coordenadores e supervisores em seu dia a dia, ou seja, é voltada a todos que tenham como atividade a gestão de recursos físicos e de pessoas.

Consultora Educacional e Empresarial.


- Eliseu Daniel Taube

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  • Introdução à Administração

  • 1
    Administração: definição e contextualização
    Compreender o significado do termo administração e suas aplicações nas organizações competitivas atuais é muito importante. O objetivo deste capítulo é apresentar os principais fundamentos e conceitos de administração e organização, apresentar os tipos de organizações e explicar a evolução da sociedade humana, por meio das grandes ondas, como veremos adiante.
    A etimologia da palavra administração tem origem no latim, (ad- tendência, direção para; e minister: aquele que serve ou ministra, subordinação ou obediência), com o significado de “para servir”, subordinação ou “que presta serviço a outro” (CHIAVENATO, 1993).
    Para Peter Drucker (1989), administração é simplesmente o processo de tomada de decisão e o controle sobre as ações dos indivíduos, para o expresso propósito de alcance de metas predeterminadas.
    De forma objetiva e sintetizada, a definição de administração é de uma ciência social que reúne teorias e técnicas para a gestão de recursos humanos, naturais, financeiros e infor- macionais. Tem por objetivo gerar riquezas e promover o desenvolvimento econômico e de bem-estar da sociedade.
    É uma ciência social aplicada porque estuda o comportamento da sociedade e dos indi- víduos que a compõem, pesquisando e analisando como ela se organiza e atua no esforço de se desenvolver no aspecto socioeconômico.
    Ao longo do século XX, houve notável desenvolvimento do conhecimento humano com aplicação nas organizações. Os conceitos e as práticas administrativas também evoluíram nessa época. Dessa forma, é possível perceber que a administração é o espelho de sua época.

    Tendências de mercado
    Para compreender os desejos e as necessidades do mercado e direcionar as ações das organizações, é fundamental compreender as tendências que o compõem. Com base em vários autores, as que mais se destacam atualmente são:
    Teoria da Comodidade Total (TCT): a grande tendência contemporânea. Consiste no fato de as pessoas sempre buscarem a maior conveniência e facilidade, em tudo e de todas as formas possíveis. O maior representante dessa tendência é o controle remoto, que se aplica a tudo: nos televisores, nos portões de garagem, nos aparelhos de som e nas cortinas, entre outros. Muitos produtos são desenvolvidos para atender a esta perspectiva: fazer menos esforço ou o menor esforço possível. O consumidor paga mais para ter maior comodidade, sempre que identifica valor, paga mais e paga feliz, aumentando as vendas e a rentabilidade das empresas que adotam essa filosofia.

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    Qualidade de vida: a crescente preocupação em buscar meios para ter uma vida mais saudável, com o surgimento das academias de ginástica, a prática de caminhadas, as restrições aos fumantes, a pesquisa de vacinas, exames preventivos, entre outros. Essa é uma tendência mundial, que resulta no aumento da longevidade das pessoas; hoje, temos expectativa de vida superior à de 50 anos atrás.
    Meio ambiente: a preocupação com a ecologia está diretamente ligada à sobrevivência da humanidade. Questões como poluição e aquecimento global são discutidas em todo o mundo, por pessoas de todos os níveis. Como todas as matérias-primas têm origem na natureza, é fundamental que as empresas se preocupem com essas questões, pois poderão desaparecer ou arruinar sua imagem por danificar ou comprometer parte do ambiente no qual estão inseridas.
    Conectividade e mobilidade: alguns paradigmas, como espaço e tempo, estão sendo quebrados. Graças à evolução da tecnologia da comunicação associada à informática, possibilitou-se o estabelecimento de contatos e a realização de transações de um lugar para outro, a qualquer tempo. Se não é possível comunicar-se com alguém no momento, deixa-se recado tanto pelo telefone quanto pela internet; o importante é perceber que está havendo intensa utilização desses meios e que eles estão se conectando, o que traz muitos benefícios, novos mercados e riscos para as empresas, como novos concorrentes até de locais distantes, como as vendas da China por meio da internet.
    Integração: é consequência direta da conectividade e da mobilidade; é um processo de integração na manufatura de produtos utilizando insumos de diversos países, tanto pelo aspecto pessoal quanto pelo econômico. Hoje, poucos são os países e regiões que não in- teragem com os outros; essa é uma tendência consolidada, que possibilita a uma empresa buscar clientes em todo o mundo. Como resultado, vê-se que as trocas entre países e con- tinentes estão cada vez mais intensas.
    Responsabilidade social: é a responsabilidade assumida pelas empresas perante a so- ciedade. Dessa forma, é fundamental respeitar as leis vigentes, os contratos e questões como o trabalho infantil, ter transparência em relação aos tributos, promover e difundir os valores dessa tendência.
    É importante entender e ponderar sobre essas tendências, para que uma organização se mantenha competitiva e alinhada ao pensamento dos consumidores em geral, ampliando as opor- tunidades e garantindo, assim, sua manutenção e seu crescimento.

    1.2 Organização
    Organização é um termo que passou a ser utilizado há pouco tempo. Seus primeiros registros vêm do século XIX, principalmente da França. Mooney e Reiley (1939, p. 1) assim o conceituaram: “É a forma de toda associação humana para consecução de certo objetivo comum. No sentido formal, signi- fica ordem; seu corolário, um procedimento sistemático. Organização é esforço associado.”
    Com base nessa definição, muitos autores desenvolveram seus conceitos e aplicações, como Hampton (1992, p. 8): “Organização é uma combinação intencional de pessoas e de tecnologias

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    para atingir um determinado objetivo.” Mais recentemente, Daft (2002, p. 11) descreve organiza- ções como “entidades sociais que são dirigidas por metas, são desenhadas como sistemas de ativi- dades deliberadamente estruturados e coordenados e são ligadas ao ambiente externo.”
    Observando esses conceitos, percebe-se que o termo organização é amplo e pode conter vários sentidos. As organizações são vistas como entidades sociais, porque são constituídas por pessoas e voltam-se para atingir objetivos e alcançar resultados: proporcionar lucros para as empresas ou satisfação social para os governos. São estruturadas intencionalmente para dividir o trabalho, sendo que seu desempenho é papel de seus membros. A palavra organização significa um empreendimento humano elaborado e programado para atingir determinados objetivos (CHIAVENATO, 2014a).
    Esse conceito aplica-se a todos os tipos de organizações, sejam elas lucrativas ou não, como empresas, governos, clubes, hospitais e outros.

    Tipos de organizações
    Há diversas formas de classificar as organizações, de acordo com vários autores. A seguir, é apresentada uma classificação com base no domínio ou detenção do capital e sua aplicação, segundo Aragão e Escrivão Filho (2016):
    Organização pública: é a pessoa jurídica de capital público, instituída por uma entidade estatal, visando ao bem comum. Em função do capital, o governo pode criar empresas de capital público como os Correios e a Caixa Econômica Federal e empresas de capital misto, nas quais uma parte do capital é de investidores privados, cabendo ao Estado, por ser majoritário, sua direção como ocorre com a Petrobras e o Banco do Brasil, entre outras.
    Organização privada: é a empresa que tem como objetivo o lucro, formada por empreen- dedores e investidores. De acordo com o aporte e os objetivos, pode ser individual, de responsabilidade limitada ou sociedade anônima (com ações na Bolsa de Valores); depen- dendo da legislação, pode ter outras configurações.
    Organização e sociedade sem fins lucrativos: é qualquer associação formada pelo ca- pital de seus interessados ou associados, e que tenha finalidade de lazer, assistencial ou outra, que não o lucro; assim, encontramos as ONGs (organizações não governamentais), as igrejas, os clubes sociais e as sociedades beneficentes. Diversas dessas organizações são também chamadas de terceiro setor não confundir com setor primário (agricultura), secundário (indústria) e terciário (serviços).
    O administrador, com base nos objetivos organizacionais, avalia os diversos fatores e desenvolve as estratégias necessárias para alcançá-los. No entanto, esse profissional não tem apenas função teórica, ele é responsável pela implantação de tudo o que planejou e, portanto, vai organizar, ou seja, definir e adequar a empresa, por meio de programas e métodos de trabalho, para executar o planejado. Porém, para que o processo seja eficiente, é necessário direcionar as pessoas para agirem segundo procedimentos estabelecidos.
    Outra função do administrador é fazer com que a produtividade e os resultados sejam al- cançados. Ele também terá a responsabilidade de controlar os processos e, para isso, é necessário

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    que fiscalize cada etapa produtiva, controlando inclusive os equipamentos e materiais envolvidos na produção, para evitar desperdícios e prejuízos para a empresa.
    Após a avaliação e o controle, sempre surgem oportunidades de melhoria e, com isso, o ciclo de produtividade se inicia novamente. Assim, é importante o estudo e a compreensão de cada uma das funções administrativas. Como visto, o início desse processo é a avaliação do mercado, portanto, este estudo começa com uma análise das principais tendências atuais de mer- cado. Administrar, então, consiste em conduzir organizações, tendo como objetivo maior a produ- tividade e os resultados.
    Por gestão de recursos entendem-se as seguintes funções (baseadas na evolução dos estudos de Henri Fayol):
    Planejar: com especificação qualitativa, dimensionamento quantitativo, estimativas finan- ceiras e previsões temporais dos recursos envolvidos, para a consecução de um objetivo.
    Organizar: com otimização quantitativa, econômica e temporal da aplicação de recursos, para obtenção de um produto ou serviço, com zelo pela qualidade do resultado final.
    Controlar: com a verificação da correta aplicação dos recursos e dos requisitos especifi- cados e obtidos dos produtos e serviços, conforme planejados.
    Avaliar: com a comparação dos requisitos especificados e os resultados (recursos aplicados, produtos e serviços obtidos), com a análise de causas e efeitos de desvios relativos à qualida- de, à quantidade, aos custos e prazos, com o intuito de aprimorar o próprio processo.
    Os recursos básicos geradores de riqueza a serem utilizados pelas organizações e empresas e que devem ser administrados de forma integrada e otimizada são, segundo Bateman e Snell (2012):
    Recursos humanos: ou mão de obra, com a correta utilização de suas habilidades e com- petências, tanto físicas como intelectuais, induzindo a motivação ao trabalho.
    Recursos naturais: ou matéria-prima e insumos componentes; desde obtenção, trata- mento, transformação, armazenamentos e movimentações até a obtenção do produto ou serviço final.
    Recursos financeiros: ou capital; necessário para compra e remuneração dos demais recursos, cuja unidade monetária é utilizada como mensuradora de resultados, no re- gime capitalista.
    Recursos informacionais: ou tecnologias de informação; para possibilitar a obtenção de informações dos diversos aspectos referentes à atuação da empresa, construindo o conhe- cimento necessário e suficiente para poder tomar as decisões que garantam o sucesso da organização.
    A partir desse conceito de administração, podemos analisar seu desenvolvimento no tempo, desde os primórdios da sociedade humana.

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    A evolução da sociedade humana
    Para uma melhor compreensão e contextualização da importância da administração, deve-
    -se conhecer a história da sociedade humana sob a óptica específica do seu desenvolvimento socioeconômico, proporcionado pela produção de riquezas.
    Em sua obra A terceira onda, publicada em 1985, Alvin Toffler divide e analisa a sociedade humana em quatro diferentes estágios de civilização, separadas entre si por três grandes conjun- tos de alterações, que denominou “ondas”. As quatro eras analisadas a partir dessa premissa são: a Sociedade Primitiva, a Agrícola, a Industrial e a do Conhecimento.

    Sociedade Primitiva
    Nos seus primórdios, a Sociedade Primitiva era composta de humanídeos, reunidos em gru- pos de indivíduos, que buscavam principalmente a autopreservação e o próprio sustento, por meio de atividades extrativistas de coleta, de caça e de pesca.
    A espécie humana diferenciou-se dos demais animais pelo domínio do fogo e de armas, mediante o uso de sua inteligência, ainda que rudimentar. O fogo permitiu superar suas limitações de criatura diurna, sujeita às ameaças de predadores noturnos, além de possibilitar um maior apro- veitamento de víveres, antes rapidamente perecíveis, pela conservação obtida com o uso do fogo. As armas possibilitaram a superação das suas limitações anatômicas de força física, permitindo dominar inimigos naturais dotados de maior poder físico.
    Como seres gregários, formavam tribos em migração permanente na busca de alimentos e abrigo, o que não os permitia reunir e manter excedentes de produtos, tanto pela dificuldade de obtenção como de transporte. O poder era exercido pelos indivíduos ou grupos mais bem dotados de força física e habilidade, em que o mais poderoso era o mais forte, seja individualmente (líder) ou coletivamente (maior tribo).
    Nessa época, a informação já proporcionava certo poder, pois indivíduos que detinham co- nhecimentos exclusivos podiam exercer um poder de dominação sobre os demais.
    O recurso predominante dessa Era foi o poderio e a força física (individual ou coletiva), com a sua aplicação mais adequada, dependendo da habilidade e da competência na utilização do potencial físico da mão de obra ou dos recursos humanos.

    Sociedade Agrícola
    Resultante das alterações promovidas pela primeira onda de Toffler, a Sociedade Agrícola teve início quando o ser humano constatou ser possível obter abrigo, víveres e seu sustento pela exploração de um determinado local, extraindo deste os recursos necessários à sua sobrevivência.
    Isso promoveu a fixação do homem à terra, estabelecendo novos valores e paradigmas da civilização. Estima-se que essa onda tenha se iniciado por volta de 8000 a.C.

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    Com a atividade de exploração da terra, além da quantidade de víveres e recursos necessá- rios ao seu consumo próprio, o homem passou a obter excedentes de produção, o que deu origem à primeira atividade econômica do escambo, trocando o produto que lhe sobrava por outro que porventura necessitasse. A troca de excedentes de produção por armas, roupas e outros produtos deu origem à noção de valores dos bens e ao comércio que conhecemos hoje. Pela necessidade de fracionamento e portabilidade desses ativos e valores, nasceu a moeda.
    Essa Era foi caracterizada pela necessidade e ambição dos homens em deter as maiores ex- tensões territoriais possíveis, pois isso representava maior poderio e riquezas. Foi nessa época que se deram as iniciativas de “descobrimentos” e de posse de novas terras, com as grandes navegações e as guerras para invadir e dominar terras alheias. Isso representava o aumento dos limites de extensão territorial e, consequentemente, maior poder e desenvolvimento econômico-social da sociedade a que pertenciam, originando o conceito de nações.
    A informação e o conhecimento também se fizeram presentes nessa sociedade, mediante conhecimentos e decorrentes poderes transmitidos, de forma seletiva e restrita, pelas sucessivas gerações de castas dominantes dos nobres e religiosos, que detinham o poder de comando por saberem mais que os outros.
    O poder dessa Era foi determinado pelo domínio e a exploração de extensões territoriais, pois representavam a fonte do fator predominante do desenvolvimento econômico e social da épo- ca, os recursos naturais.

    1.4.3 Sociedade Industrial
    A segunda onda, conjunto de eventos que deu origem à Sociedade Industrial, teve seu prin- cípio na tomada de consciência dos indivíduos de uma gama de informações veiculadas pela má- quina tipográfica de Gutemberg, por volta do ano de 1450.
    A popularização das informações impulsionou o uso da sua criatividade e o aumento da ca- pacidade dos indivíduos para criar novas ferramentas e máquinas, o que deu origem ao fenômeno denominado Revolução Industrial.
    O desenvolvimento verificado pelo novo patamar de consciência, inteligência e conhecimento dos indivíduos, além do desenvolvimento econômico, propiciou condições para o surgimento de novas classes emergentes de indivíduos: a burguesia e o proletariado consciente. Essa consciência expandiu-se ao campo social e político, dando origem a alterações de poder e domínio, muitas vezes radicais, como a Revolução Bolchevique (1917).
    As máquinas e ferramentas inventadas nesse período possibilitaram a fabricação de bens de consumo em alta escala, os quais geraram uma nova modalidade de riqueza pela acumulação de capital, que possibilitava a sua própria reaplicação e multiplicação.
    A informação, representada principalmente pelo “saber fazer”, já detinha uma parcela significativa de representação do poder, mas a preponderância era do capital, pois a posse dele é que viabilizava todas as iniciativas empreendedoras. Nascia o capitalismo.

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    Essa Era, própria da Sociedade Industrial, teve seu início no século XVIII, perdurando até a primeira metade do século XX, tendo como fator predominante o poderio financeiro, em que a geração de riquezas e o desenvolvimento econômico e social das nações eram determinados pela posse e o domínio de recursos financeiros.

    1.4.4 Sociedade do Conhecimento
    A partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o domínio de informações transformou-se definitivamente no fator preponderante de detenção do poder. O conflito demonstrou que uma disputa depende fundamentalmente do domínio de informações do oponente, do meio ambiente e dos recursos envolvidos em cada lado. A partir dessa constatação, houve investimentos maciços no desenvolvimento de tecnologias aceleradoras do tratamento e processamento de informações, que resultassem rapidamente em conhecimentos que poderiam determinar a vitória ou a derrota, produzindo os protótipos de equipamentos que deram origem aos computadores digitais.
    A terceira onda de Toffler, que deu origem à Sociedade do Conhecimento, iniciou a partir da segunda metade do século XX, com a utilização dessas tecnologias de informação por nações, empresas e indivíduos em todas as suas atividades, estabelecendo os novos paradigmas e valores que passaram a determinar o seu desenvolvimento socioeconômico.
    A sociedade atual caracteriza-se pelo poder exercido pelos que detêm a informação e o de- corrente conhecimento, utilizando-os como fator preponderante na geração de riquezas. Com o cenário econômico mundial mostrando o acirramento na competição de mercados, os indivíduos, empresas e países necessitam saber “o que”, “como”, “onde”, “quando” e “quem” para exercer suas ati- vidades. Terão maiores probabilidades de obter sucesso aqueles que detiverem mais conhecimento sobre meio ambiente, mercado, concorrência, produtos e serviços existentes e necessários. O fator determinante da sociedade atual, caracterizando-se como o maior gerador de riquezas e impulsio- nador da economia contemporânea, é constituído pelos recursos informacionais.
    Com a análise temporal da evolução da sociedade humana, sob o aspecto de geração de ri- quezas e de desenvolvimento econômico-social, podemos deduzir que parcelas da civilização atual continuam a exercer atividades tais como extrativismo, agricultura, pecuária, indústria e comércio. Entretanto, o recurso mais escasso de cada época é que tem determinado a preponderância, o do- mínio e o poder de cada uma das Eras.
    Na Sociedade Primitiva, o poder e a prosperidade eram dos guerreiros mais habilidosos e das tribos mais fortes; na Sociedade Agrícola, eram os senhores feudais que tinham o domínio das maiores extensões territoriais; na Sociedade Industrial, os dominadores eram os “barões da indústria” e banqueiros, donos do capital; e na atual Sociedade do Conhecimento, o poder per- tence aos indivíduos e nações que dominam e utilizam o conhecimento proveniente da tecnolo- gia de informação.
    Atualmente, quem detém uma informação ou um saber valioso e único pode, com relativa facilidade, conseguir os demais recursos financeiros, naturais e humanos para viabilizar e ter su- cesso em um empreendimento.

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    Os novos paradigmas da Sociedade do Conhecimento
    As tecnologias de informações digitais geram novos negócios e moldam o cenário econômi- co atual, com a computação e telecomunicação permeando todas as atividades humanas, desde a popularização da telefonia, da televisão e da fotografia até a democratização de acessos à própria informação promovida pela internet, possibilitada pela convergência dessas tecnologias.
    Essa convergência de tecnologias de computação e de telecomunicação e suas diferentes combinações resultam em ferramentas que amplificam o poder da inteligência individual e coleti- va que, somadas à enorme facilidade de armazenamento e acesso a informações, aceleram o ciclo virtuoso de geração de novos conhecimentos.
    Esse cenário atual de mudanças constantes de contextos político, social, tecnológico e eco- nômico obriga os indivíduos e empresas a um aprendizado permanente, somente viável mediante o uso das próprias tecnologias digitais que originaram esse estado de coisas.
    Surgem, então, os novos paradigmas que norteiam indivíduos, empresas e nações, na Sociedade do Conhecimento, desenvolvido pelos autores com base em relatórios de pesquisas realizadas por consultorias internacionais:
    Agilidade: todos os acontecimentos sucedem-se em velocidade muito superior às épocas anteriores, muitas vezes de forma simultânea, o que exige uma agilidade de decisão e ação cada vez maiores.
    Flexibilidade: as estruturas não perduram muito tempo, devido à necessidade de adapta- ção a novos contextos e exigência de mercado.
    Qualidade: os níveis de exigência do mercado e dos consumidores crescem com a com- parabilidade possibilitada pela disseminação de informação.
    Produtividade: é obrigatório produzir mais com cada vez menos, decorrente da compe- titividade de mercados, do reflexo da diminuição de distâncias e barreiras e do próprio aumento quantitativo da população mundial.
    Complementando as três ondas apresentadas, o pesquisador e futurista Toffler citou em diversos seminários e congressos que a quarta onda, que já estamos vivenciando atualmente, é a biotecnologia, as diversas aplicações da nanotecnologia são um de seus principais resultados.

    O papel das organizações na nova economia
    Para assegurarem sua própria sobrevivência e seu desenvolvimento, as empresas e organi- zações moldam-se a essa nova realidade dinâmica e multidimensional, formulando objetivos que extrapolam o simples resultado econômico-financeiro e desempenhando importantes papéis nos aspectos técnicos, sociais e até políticos da sociedade.

    1.6.1 Aspecto técnico-científico
    A pesquisa e o desenvolvimento científico, antes restritos às instituições superiores de pes- quisa e ensino, são patrocinados ou efetuados pelas próprias empresas, pela urgência em obter diferenciais que lhes promovam a competitividade.

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    Aspecto social
    A responsabilidade social e ambiental passa a ser uma prioridade das empresas que buscam a permanência em seus mercados de atuação, pois a consciência das pessoas com quem se rela- cionam aumentou, e elas não admitiriam empresas predadoras, poluidoras e irresponsáveis com o meio ambiente.

    Aspecto político
    O poder das organizações e empresas, como agentes de desenvolvimento e de bem-estar de uma comunidade em que atuam ou venham a atuar, confere-lhes uma importância política ímpar, com responsabilidade direta sobre índices econômicos e sociais de uma comunidade e até mesmo de nações.
    As organizações e a administração devem acompanhar o desenvolvimento e crescimento das pessoas, as sociedades e as tecnologias que surgem a cada momento, devendo inserir e ajustar as novas tendências, buscando manter a perenidade e a sintonia com o mercado das instituições.
    Outro conceito bastante contemporâneo deve ser comentado, a chamada Indústria 4.0, com fábricas inteligentes ou manufatura avançada; é o que se denominou de 4a Revolução Industrial. Sinteticamente, a Indústria 4.0 vem para possibilitar a manufatura de produtos personalizados em escala com preços acessíveis.
    Basicamente, são estruturas de sistemas ciberfísicos modulares, adotando tecnologias como a internet das coisas, a computação integrada nas nuvens e os sistemas de desenvolvi- mento em tempo real.

    Considerações finais
    O principal objetivo deste capítulo foi apresentar o universo da administração, suas diferen- tes percepções e aplicações. A administração, para tornar eficiente e eficaz seus resultados, deve sempre seguir alguns conceitos e fundamentos, como planejar, organizar, controlar e avaliar.

    Atividades
    Desenvolva um conceito de administração.
    Desenvolva um conceito de organização.
    Identifique e cite empresas que atuam nas atividades principais de cada uma das quatro Eras do livro A terceira onda, de Toffier:
    Sociedade Agrícola
    Sociedade Industrial
    Sociedade do Conhecimento

  • 2
    Evolução da administração
    Conhecer as diferentes perspectivas e aplicações da administração e sua evolução por meio dos estudos desenvolvidos por interessados e pensadores ao longo dos séculos é relevante porque instrumentaliza o gestor a, cada nova situação, adaptar-se e criar métodos de gestão que possibilitem atingir os resultados esperados, com o melhor desempenho possível.
    Este capítulo realiza uma visita às principais e mais representativas teorias e seus autores que melhor representam o desenvolvimento do pensamento da gestão ao longo dos últimos 120 anos.
    Interessante observar que a cada situação, época ou fase foram buscadas explicações na tentativa de se ter uma teoria ou solução aplicável a todas as organizações e circunstâncias.
    O propósito de compreender a essência da evolução do pensamento administrativo no passar dos anos, pelos estudos dos principais autores e suas teorias, é o de possibilitar suas apli- cações, devidamente contextualizadas às organizações da Sociedade do Conhecimento, quan- do as circunstâncias assim determinarem.
    Para melhor contextualizar essa visão, a apresentação da evolução do pensamento e a aplicação dos fundamentos da gestão seguem uma sequência histórica, sendo que a primeira fase são os primórdios.

    2.1 Primórdios
    A administração é a gestão de uma organização composta de indivíduos, aplicando os recursos disponíveis com a finalidade de atingir determinados objetivos. Sempre foi assim, desde o início das primeiras sociedades humanas constituídas.
    Segundo Chiavenato (2012), quando os homens se associavam, o responsável pela liderança estruturava o grupo e dividia as atividades complexas em tarefas mais simples, a serem executadas em determinado prazo.
    Nos registros antigos, em Êxodo 18, Jethro, sogro de Moisés, teve uma função próxima a um consultor de administração, na concepção contemporânea do termo, quando recomendou uma estrutura organizacional de sua tribo, com a divisão de tarefas e de responsabilidades com chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dezenas de indivíduos.
    Antes disso, os sumérios, na Mesopotâmia, 5000 a.C., registravam e dividiam suas ati- vidades comerciais. A construção das pirâmides no Egito certamente exigiu um processo de planejamento e controle da execução sofisticado. Isso também foi necessário na construção das Muralhas da China, onde também foi implantado um sistema de governo para o império,


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