Curso Online de Plano de Resgate dos Trabalhadores (NR 35): Como Elaborar, Documentar e Integrar à AR, PT e Emergência em Trabalho em Altura

Curso Online de Plano de Resgate dos Trabalhadores (NR 35): Como Elaborar, Documentar e Integrar à AR, PT e Emergência em Trabalho em Altura

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O curso “Plano de Resgate dos Trabalhadores (NR 35): Como Elaborar, Documentar e Integrar à AR, PT e Emergência em Trabalho em Altura” apresenta uma abordagem técnica, prática e documental para profissionais que precisam elaborar, revisar, integrar ou fiscalizar planos de resgate relacionados às atividades em altura.

Com foco na NR 35, o curso orienta a identificação de cenários de emergência, a integração do plano de resgate com a Análise de Risco - AR, Permissão de Trabalho - PT, procedimentos operacionais e plano de emergência da empresa. O conteúdo aborda responsabilidades, comunicação, recursos previstos, registros, checklist de liberação, controle documental, fiscalização de contratadas e critérios para não autorizar atividades sem planejamento adequado.

A proposta do curso é capacitar o aluno para compreender o Plano de Resgate como ferramenta preventiva e integrada à gestão do trabalho em altura, evitando documentos genéricos, falhas de liberação, ausência de recursos, falta de comunicação e incompatibilidades entre o plano e a atividade real.

O curso não ensina técnicas operacionais de resgate, manobras, nós, ancoragens, acesso por corda, içamento, descida, retirada de trabalhador ou primeiros socorros. O foco está na elaboração, estruturação, revisão e fiscalização documental do plano, reforçando que a execução prática do resgate exige equipe treinada, recursos adequados, procedimentos específicos, simulações e responsabilidade definida.

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Biólogo com Mestrado e Doutorado em Zoologia, e ampla formação executiva com seis MBAs nas áreas de Engenharia Ambiental, Licenciamento Ambiental, Recuperação de Áreas Degradadas e Contaminadas, Gestão Ambiental e Manejo Florestal, Ecologia e Biodiversidade, e Segurança do Trabalho. Com mais de 18 anos de experiência na Consultoria Ambiental (desde 2007), atua na linha de frente de projetos complexos e licenciamento ambiental em todas as esferas. Coordena equipes técnicas desde 2021 e já foi professor universitário entre 2014 e 2017. É autor de mais de 50 publicações científicas nacionais e internacionais. Técnico em Segurança do Trabalho, com destaque na elaboração de Programas de Gerenciamento de Risco (PGR) para grandes empresas, como a Petrobras. Atua como instrutor de normas regulamentadoras e especialista em manejo técnico de fauna silvestre, com ênfase em animais peçonhentos.



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  • MÓDULO I
    Fundamentos do Plano de Resgate no Trabalho em Altura
    O plano de resgate é um documento preventivo que organiza, antes da atividade, como a empresa pretende responder a uma emergência previsível em trabalho em altura. Ele deve estar relacionado à atividade real, ao local, aos trabalhadores, aos recursos disponíveis e aos meios de acionamento.

    O que o plano organiza
    Atividade, local, trabalhadores, recursos e meios de acionamento em caso de emergência previsível.

    Exigência NR 35
    O planejamento deve contemplar não só a execução segura, mas também a possibilidade de emergência, queda, suspensão ou mal súbito.

    Atenção crítica
    Plano copiado, genérico ou sem relação com a atividade real pode comprometer a liberação segura da tarefa.

  • Conceito de Emergência em Trabalho em Altura
    Emergência em trabalho em altura é qualquer situação não planejada que impeça o trabalhador de concluir a atividade com segurança ou retornar por meios próprios, exigindo resposta organizada, comunicação eficiente e acionamento de recursos previstos.

    Este curso aborda a previsão documental da emergência, não a execução prática de técnicas de resgate. O foco é o planejamento e a documentação.

  • Finalidade Preventiva do Plano de Resgate
    A principal finalidade do Plano de Resgate é reduzir improvisações durante uma emergência. O documento deve antecipar cenários, responsabilidades, meios de comunicação, recursos e critérios de acionamento antes do início da atividade.
    Antecipar cenários
    Prever situações de risco antes que ocorram, garantindo resposta planejada e não improvisada.
    Definir responsabilidades
    Supervisores, SST, contratantes e contratadas sabem previamente o que deve estar disponível antes do início.
    Orientar a decisão de liberar
    O plano não é burocracia: orienta a gestão preventiva e a decisão de liberar, reavaliar ou suspender a atividade.

  • Relação entre NR 35, AR, PT e Plano de Resgate
    Integração Documental
    Permissão de Trabalho (PT)
    Formaliza a liberação
    Procedimento Operacional
    Orienta a execução
    Plano de Resgate
    Organiza resposta a emergências
    Avaliação de Riscos (AR)
    Identifica riscos e cenários
    Esses documentos não devem funcionar de forma isolada. Quando AR, PT e plano de resgate apresentam informações conflitantes, a atividade deve ser reavaliada antes da liberação. A coerência entre documentos é critério de segurança.

    Exemplo: A AR de serviço em plataforma indica risco de queda e restrição de acesso. A PT só deve ser liberada se o plano de resgate contemplar esses cenários específicos.

  • Plano de Emergência vs. Plano de Resgate

    Plano de Emergência
    Abrangência geral da organização. Trata da resposta corporativa a qualquer tipo de emergência. Envolve brigada, sistemas de alarme, evacuação e acionamento de serviços externos.

    Plano de Resgate em Altura
    Específico para a atividade em altura. Considera local, acessos, trabalhadores, cenários de resgate previsíveis e integração com o fluxo geral de emergência da organização.

    Delegar toda a resposta ao atendimento externo, sem avaliar tempo de chegada, acesso e recursos internos disponíveis, pode ser uma falha crítica no planejamento. O plano de resgate deve ir além de "chamar o SAMU".

  • Plano de Resgate vs. Equipe de Resgate

    O Documento
    O Plano de Resgate é o instrumento de planejamento. Organiza cenários, responsáveis, recursos e fluxo de acionamento antes da atividade.
    A Equipe
    A equipe de resgate é o grupo treinado, autorizado e preparado para atuar quando previsto. Ter o documento não significa ter equipe apta e ter equipe não elimina a necessidade de documentação.

    O documento não pode presumir uma equipe inexistente, indisponível ou não comprovada para o período da atividade.

  • Resgate, Primeiros Socorros e Atendimento Externo
    São componentes diferentes da resposta à emergência e não devem ser confundidos no planejamento documental.
    Resgate Previsto
    Retirada planejada de uma situação de risco, por equipe treinada, conforme cenários mapeados no plano.
    Primeiros Socorros
    Atendimento inicial a trabalhador em situação crítica. Exige treinamento, autorização e responsabilidade definida.
    Atendimento Externo
    Serviços especializados acionados conforme o caso: SAMU, bombeiros, serviços médicos. O plano deve prever como e quando acionar.

  • Planejamento Documental e Execução Prática
    Elaboração Documental
    Etapa de identificação, organização e registro das medidas previstas. Envolve revisar planos, verificar integração com AR e PT, confirmar responsáveis e recursos.
    Revisar e elaborar planos
    Verificar integração documental
    Identificar falhas e omissões
    Registrar evidências de controle
    Execução Operacional
    Atuação real em emergência, que exige treinamento, recursos, procedimentos específicos, simulações e supervisão especializada.
    Manobras de resgate em altura
    Atendimento pré-hospitalar
    Operação de sistemas de ancoragem
    Simulados e treinamentos práticos

    Este curso capacita para elaboração, revisão e integração documental não para execução de manobras de resgate em altura.

  • Suspensão Inerte como Cenário Preventivo
    A suspensão inerte deve ser considerada como cenário preventivo em toda atividade com sistema de proteção contra queda. O plano deve reconhecer a possibilidade de o trabalhador ficar suspenso e prever resposta compatível sem detalhar aspectos clínicos ou técnicas operacionais.

    O que avaliar
    Tempo de resposta, comunicação, acesso ao local e recursos planejados para o cenário de suspensão.

    O que não basta
    Informar que o trabalhador usa cinto de segurança é insuficiente. O plano deve considerar o que ocorre se o sistema retiver uma queda.

  • Responsabilidades da Organização
    A organização deve garantir que o trabalho em altura seja planejado, autorizado e executado com medidas de prevenção e resposta compatíveis, integrando documentos, recursos, treinamento e controle.

    Exigir documentação
    Solicitar AR, PT, plano de resgate, evidências de capacitação e confirmação de comunicação de contratadas.

    Definir responsabilidades
    Estabelecer claramente quem planeja, quem autoriza, quem acompanha e quem aciona em caso de emergência.

    Impedir atividades com falhas
    A ausência de plano adequado é motivo suficiente para não autorizar o início da atividade em altura.

  • Responsabilidades por Função
    Supervisores
    Acompanham a atividade, verificam condições de execução, conferem documentos e têm autoridade para interromper a tarefa diante de falhas.
    Equipe de SST
    Orienta, revisa documentos, identifica falhas, apoia a gestão preventiva e verifica coerência entre plano, AR e PT.
    Trabalhadores
    Cumprem orientações, comunicam riscos identificados e não iniciam atividades sem liberação formal e adequada.

    Responsabilidades vagas como "todos são responsáveis" não substituem a indicação objetiva de papéis no documento. O plano deve nomear quem libera, quem acompanha e quem aciona.


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  • Módulo I - Fundamentos do Plano de Resgate
  • Conceitos básicos do plano de resgate na NR 35, sua finalidade preventiva, relação com AR, PT, procedimento operacional e plano de emergência, além das responsabilidades da organização, trabalhadores, supervisores, SST e contratadas.
  • Módulo II - Cenários de Emergência em Trabalho em Altura
  • Identificação de atividades em altura, análise do local, acessos, entorno, trabalhadores envolvidos e principais cenários de emergência, como queda, suspensão, mal súbito, restrição de acesso, telhados, fachadas, escadas, andaimes, plataformas e riscos adicionais.
  • Módulo III - Estruturação do Plano de Resgate
  • Organização dos elementos do plano, definição de responsáveis, recursos previstos, meios de comunicação, contatos internos e externos, pontos de acesso, rotas, integração com AR, PT, PGR, PCMSO, plano de emergência e documentação de contratadas.
  • Módulo IV - Checklist, Fiscalização e Liberação Segura
  • Aplicação de checklist documental, revisão do plano antes da atividade, fiscalização de contratadas, registro de evidências, identificação de falhas críticas, critérios para não liberar o trabalho e estudos de caso aplicados à gestão preventiva do trabalho em altur