Curso Online de Plano de Resgate dos Trabalhadores (NR 35): Como Elaborar, Documentar e Integrar à AR, PT e Emergência em Trabalho em Altura
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MÓDULO I
Fundamentos do Plano de Resgate no Trabalho em Altura
O plano de resgate é um documento preventivo que organiza, antes da atividade, como a empresa pretende responder a uma emergência previsível em trabalho em altura. Ele deve estar relacionado à atividade real, ao local, aos trabalhadores, aos recursos disponíveis e aos meios de acionamento.O que o plano organiza
Atividade, local, trabalhadores, recursos e meios de acionamento em caso de emergência previsível.Exigência NR 35
O planejamento deve contemplar não só a execução segura, mas também a possibilidade de emergência, queda, suspensão ou mal súbito.Atenção crítica
Plano copiado, genérico ou sem relação com a atividade real pode comprometer a liberação segura da tarefa. -
Conceito de Emergência em Trabalho em Altura
Emergência em trabalho em altura é qualquer situação não planejada que impeça o trabalhador de concluir a atividade com segurança ou retornar por meios próprios, exigindo resposta organizada, comunicação eficiente e acionamento de recursos previstos.Este curso aborda a previsão documental da emergência, não a execução prática de técnicas de resgate. O foco é o planejamento e a documentação.
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Finalidade Preventiva do Plano de Resgate
A principal finalidade do Plano de Resgate é reduzir improvisações durante uma emergência. O documento deve antecipar cenários, responsabilidades, meios de comunicação, recursos e critérios de acionamento antes do início da atividade.
Antecipar cenários
Prever situações de risco antes que ocorram, garantindo resposta planejada e não improvisada.
Definir responsabilidades
Supervisores, SST, contratantes e contratadas sabem previamente o que deve estar disponível antes do início.
Orientar a decisão de liberar
O plano não é burocracia: orienta a gestão preventiva e a decisão de liberar, reavaliar ou suspender a atividade. -
Relação entre NR 35, AR, PT e Plano de Resgate
Integração Documental
Permissão de Trabalho (PT)
Formaliza a liberação
Procedimento Operacional
Orienta a execução
Plano de Resgate
Organiza resposta a emergências
Avaliação de Riscos (AR)
Identifica riscos e cenários
Esses documentos não devem funcionar de forma isolada. Quando AR, PT e plano de resgate apresentam informações conflitantes, a atividade deve ser reavaliada antes da liberação. A coerência entre documentos é critério de segurança.Exemplo: A AR de serviço em plataforma indica risco de queda e restrição de acesso. A PT só deve ser liberada se o plano de resgate contemplar esses cenários específicos.
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Plano de Emergência vs. Plano de Resgate
Plano de Emergência
Abrangência geral da organização. Trata da resposta corporativa a qualquer tipo de emergência. Envolve brigada, sistemas de alarme, evacuação e acionamento de serviços externos.Plano de Resgate em Altura
Específico para a atividade em altura. Considera local, acessos, trabalhadores, cenários de resgate previsíveis e integração com o fluxo geral de emergência da organização.Delegar toda a resposta ao atendimento externo, sem avaliar tempo de chegada, acesso e recursos internos disponíveis, pode ser uma falha crítica no planejamento. O plano de resgate deve ir além de "chamar o SAMU".
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Plano de Resgate vs. Equipe de Resgate
O Documento
O Plano de Resgate é o instrumento de planejamento. Organiza cenários, responsáveis, recursos e fluxo de acionamento antes da atividade.
A Equipe
A equipe de resgate é o grupo treinado, autorizado e preparado para atuar quando previsto. Ter o documento não significa ter equipe apta e ter equipe não elimina a necessidade de documentação.O documento não pode presumir uma equipe inexistente, indisponível ou não comprovada para o período da atividade.
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Resgate, Primeiros Socorros e Atendimento Externo
São componentes diferentes da resposta à emergência e não devem ser confundidos no planejamento documental.
Resgate Previsto
Retirada planejada de uma situação de risco, por equipe treinada, conforme cenários mapeados no plano.
Primeiros Socorros
Atendimento inicial a trabalhador em situação crítica. Exige treinamento, autorização e responsabilidade definida.
Atendimento Externo
Serviços especializados acionados conforme o caso: SAMU, bombeiros, serviços médicos. O plano deve prever como e quando acionar. -
Planejamento Documental e Execução Prática
Elaboração Documental
Etapa de identificação, organização e registro das medidas previstas. Envolve revisar planos, verificar integração com AR e PT, confirmar responsáveis e recursos.
Revisar e elaborar planos
Verificar integração documental
Identificar falhas e omissões
Registrar evidências de controle
Execução Operacional
Atuação real em emergência, que exige treinamento, recursos, procedimentos específicos, simulações e supervisão especializada.
Manobras de resgate em altura
Atendimento pré-hospitalar
Operação de sistemas de ancoragem
Simulados e treinamentos práticosEste curso capacita para elaboração, revisão e integração documental não para execução de manobras de resgate em altura.
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Suspensão Inerte como Cenário Preventivo
A suspensão inerte deve ser considerada como cenário preventivo em toda atividade com sistema de proteção contra queda. O plano deve reconhecer a possibilidade de o trabalhador ficar suspenso e prever resposta compatível sem detalhar aspectos clínicos ou técnicas operacionais.O que avaliar
Tempo de resposta, comunicação, acesso ao local e recursos planejados para o cenário de suspensão.O que não basta
Informar que o trabalhador usa cinto de segurança é insuficiente. O plano deve considerar o que ocorre se o sistema retiver uma queda. -
Responsabilidades da Organização
A organização deve garantir que o trabalho em altura seja planejado, autorizado e executado com medidas de prevenção e resposta compatíveis, integrando documentos, recursos, treinamento e controle.Exigir documentação
Solicitar AR, PT, plano de resgate, evidências de capacitação e confirmação de comunicação de contratadas.Definir responsabilidades
Estabelecer claramente quem planeja, quem autoriza, quem acompanha e quem aciona em caso de emergência.Impedir atividades com falhas
A ausência de plano adequado é motivo suficiente para não autorizar o início da atividade em altura. -
Responsabilidades por Função
Supervisores
Acompanham a atividade, verificam condições de execução, conferem documentos e têm autoridade para interromper a tarefa diante de falhas.
Equipe de SST
Orienta, revisa documentos, identifica falhas, apoia a gestão preventiva e verifica coerência entre plano, AR e PT.
Trabalhadores
Cumprem orientações, comunicam riscos identificados e não iniciam atividades sem liberação formal e adequada.Responsabilidades vagas como "todos são responsáveis" não substituem a indicação objetiva de papéis no documento. O plano deve nomear quem libera, quem acompanha e quem aciona.
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Capítulos
- Módulo I - Fundamentos do Plano de Resgate
- Conceitos básicos do plano de resgate na NR 35, sua finalidade preventiva, relação com AR, PT, procedimento operacional e plano de emergência, além das responsabilidades da organização, trabalhadores, supervisores, SST e contratadas.
- Módulo II - Cenários de Emergência em Trabalho em Altura
- Identificação de atividades em altura, análise do local, acessos, entorno, trabalhadores envolvidos e principais cenários de emergência, como queda, suspensão, mal súbito, restrição de acesso, telhados, fachadas, escadas, andaimes, plataformas e riscos adicionais.
- Módulo III - Estruturação do Plano de Resgate
- Organização dos elementos do plano, definição de responsáveis, recursos previstos, meios de comunicação, contatos internos e externos, pontos de acesso, rotas, integração com AR, PT, PGR, PCMSO, plano de emergência e documentação de contratadas.
- Módulo IV - Checklist, Fiscalização e Liberação Segura
- Aplicação de checklist documental, revisão do plano antes da atividade, fiscalização de contratadas, registro de evidências, identificação de falhas críticas, critérios para não liberar o trabalho e estudos de caso aplicados à gestão preventiva do trabalho em altur