Curso Online de Língua Portuguesa - Módulo I

Curso Online de Língua Portuguesa - Módulo I

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O curso de língua portuguesa foi desenvolvido com o objetivo de ajudar os estudantes a compreenderem melhor o funcionamento e a estrutura de nossa língua materna, a fim de poder utilizá-la de modo mais eficaz.
Neste módulo: concepções de língua; fonética e fonologia; ortografia e acentuação gráfica.

Licenciado em Letras (Português e Inglês) pela Universidade Federal de Pernambuco. Poeta, escritor e professor. Áreas de interesse: línguas, linguagem, literatura, política, religião, psicologia.



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  • LÍNGUA PORTUGUESA

    MÓDULO I

    Prof. Bruno Fernandes de Lima
    Graduado em Letras -
    Licenciatura em Inglês/Português

  • NESTE MÓDULO:
    Concepções de Língua e Linguagem
    Noções de Fonética e Fonologia
    Ortografia e Acentuação Gráfica

  • APRESENTAÇÃO
    O curso de Língua Portuguesa foi desenvolvido com o objetivo de ajudar os estudantes a compreenderem melhor o funcionamento da estrutura de nossa língua materna, a fim de poder utilizá-la de modo mais eficaz, especialmente em sua modalidade escrita da língua.

    ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO
    Tenha em mãos um caderno de anotações.
    Tome nota de tudo que considerar importante, de um modo que o permita ordenar melhor na mente as coisas que aprendeu.
    Revise quantas vezes forem necessárias.
    Faça os exercícios de fixação.

  • O que é Língua?

    É imprescindível que, antes de começarmos a estudar a língua, entendamos o que ela é.

    Durante muito tempo se acreditou que a língua fosse um mero conjunto de sinais usados para representar o pensamento. Um mero invólucro das ideias. Por muito tempo, acreditou-se que a língua servia apenas para nomear as coisas.

    Entretanto, à medida que os estudos da linguagem foram se desenvolvendo, percebeu-se que existem problemas relacionados à língua que não podem ser resolvidos através do mero estudo de sua estrutura.

  • Observe a seguinte situação:

    Com licença. Você fuma?

    Qual intenção você acha que uma pessoa tem ao fazer a pergunta que o rapaz fez na imagem acima? Você acha que o rapaz quer apenas saber se a moça fuma? É óbvio que não.
    O rapaz está indiretamente pedindo um cigarro.

  • Ou seja, muitas vezes, quando dizemos algo, queremos no fundo dizer outra coisa. Temos sempre uma intenção implícita quando produzimos um enunciado.

    Por exemplo, quando Júnior chega em casa, joga a mochila em cima do sofá, tira o tênis e as meias e joga pela casa, sua mãe diz:

    “Júnior, eu acabei de arrumar a casa!”

    A mãe não tem a intenção de apenas informar Júnior de que ela arrumou a casa, mas está pedindo indiretamente que ele não faça bagunça!

  • A essa intenção que está sempre presente por trás do discurso chamamos intencionalidade discursiva.

    A intencionalidade discursiva está sempre direcionada a um dos componentes da comunicação. De acordo com essa ênfase, temos as diferentes funções da linguagem.

  • As funções da linguagem são:

    Função Emotiva ou Expressiva – A ênfase é posta no emissor da mensagem. Ocorre quando a intenção é expressar sentimentos ou emoções do emissor. Por exemplo, quando gritamos “ai!” ao sentir dor.
    Função Conativa ou Apelativa – A ênfase é posta no receptor da mensagem. A intenção é induzir o receptor a fazer algo. Quando pedimos algo a alguém ou damos uma ordem, estamos usando esta função. A publicidade é também um exemplo de uso da função conativa.
    Função Referencial – A ênfase é posta no referente. Ou seja, a intenção é apenas informar, instruir. Quando é dada uma explicação sobre algo, usamos essa função.

  • Função Metalinguística – A ênfase é posta no próprio código. Ocorre quando a intenção é explicar o código usando o próprio código. Por exemplo, quando tentamos explicar o significado de uma palavra. Usamos palavras para explicar palavras.
    Função Fática – A ênfase é posta no canal. A intenção é testar o canal de comunicação e estabelecer contato. Não há a intenção de informar ou de expressar coisa alguma, apenas iniciar uma interação. Por exemplo, quando dizemos “oi!” para alguém.
    Função Poética – A ênfase é posta na própria mensagem. Ou seja, Quando se quer chamar atenção para a forma da mensagem, para o modo como a mensagem foi organizada. Por exemplo, quando usamos gíria. A poesia é também um exemplo de uso desta função.

  • Com tudo isto, percebemos que a língua não se resume ao código, não é um mero invólucro de ideias, mas é algo bem maior.

    Assim, com base nesses conhecimentos, passou-se então a conceber a língua como um instrumento de comunicação. A língua serve para permitir a transmissão de mensagens entre indivíduos.

    A comunicação entre indivíduos se dá de acordo com o seguinte esquema:

    EMISSOR

    RECEPTOR

    CANAL

    CÓDIGO

    REFERENTE

  • Entretanto, há muitas outras coisas que se pode fazer utilizando a língua além de se comunicar. Por meio da língua, podemos narrar, reclamar, pedir desculpas, perdoar, ordenar, pedir um favor, orientar, aconselhar, avisar, declarar, condenar, absolver, casar, separar, batizar, iniciar e encerrar cerimônias, diagnosticar, nomear, admitir, demitir, abençoar, amaldiçoar e muito, muito mais. Essas ações, que se realizam unicamente por meio da língua, são chamadas atos de fala.

    Sendo assim, a língua é muito mais que um instrumento de comunicação. A língua é um meio de interação social. A sociedade se organiza por meio da linguagem. Não há vida em sociedade sem que exista a linguagem.


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