Curso Online de Empreendedorismo

Curso Online de Empreendedorismo

O curso tem o objetivo de transmitir o conceito de empreendedorismo bem como trazer dicas para se tornar um empreendedor de sucesso.

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O curso tem o objetivo de transmitir o conceito de empreendedorismo bem como trazer dicas para se tornar um empreendedor de sucesso.

Marcelo Beneti Estado Civil:Casado. Uma filha. Sou professor da rede pública de São Caetano do Sul, leciono na Escola Municipal de Ensino Professora "Alcina Dantas Feijão". Leciono também desde 2008 na Escola Técnica Estadual de Sapopemba - ETEC . Tenho experiência de 20 anos na docência, comecei em 1997, lecionando matemática para ensino fundamental em escolas estaduais, no decorrer da carreira devido minhas formações, passei lecionar também para a educação profissionalizante técnica, fui coordenador de curso na ETEC de Sapopemba em 2015 no Ensino Técnico Integrado ao Médio - ETIM Administração, coordeno os cursos técnicos em Administração, Contabilidade e Logística, na escola E.M.E Profa. "Alcina Dantas Feijão". Tenho quatro anos de experiência em coordenação de cursos, experiência em elaboração de material didático. Tenho formação em Administração de Empresas, Licenciatura Plena em Matemática, Geografia e Pedagogia; sou especialista em Educação Matemática, Docência do Ensino Superior, Supervisão e Inspeção Escolar, Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica; atualmente estou cursando o Mestrado em Formação de Gestores Educacionais na Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, com previsão de conclusão para agosto de 2018. Maiores informações profissionais consultar: http://lattes.cnpq.br/8976769122196427



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  • EMPREENDEDORISMO

    empreendedorismo

    prof. marcelo beneti

  • Conceito

    conceito

    empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. é o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. também é utilizado – no cenário econômico – para designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que constrói tudo a duras custas, criando o que ainda não existia.

  • Origem

    origem

    o conceito "empreendedorismo" foi utilizado pelo economista joseph schumpeter em 1950 como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações. mais tarde, em 1967 com kenneth e. knight e em 1970 com peter drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. e em 1985 com gifford pinchot foi introduzido o conceito de intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora mas dentro de uma organização.
    uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, robert hirsch, em seu livro “empreendedorismo”. segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.
    a satisfação econômica é resultado de um objetivo alcançado (um novo produto ou empresa, por exemplo) e não um fim em si mesma.

  • Definição

    definição

    empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. esse é o papel do empreendedor

  • Análise histórica

    análise histórica

    a palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na frança por volta dos séculos xvii e xviii, com o objetivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir.
    entretanto, foi o economista francês jean-baptiste say, que no início do século xix conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos econômicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno. mais tarde, o austríaco joseph schumpeter, um dos mais importantes economistas do século xx que definiria esse indivíduo como o que reforma ou revoluciona o processo “criativo-destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação. esses indivíduos são os agentes de mudança na economia.
    posteriormente, peter ferdinand drucker, considerado “o pai da administração moderna”, é que amplia a definição proposta por jean-baptiste say, descrevendo os empreendedores como aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças. os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objetivos.
    o conceito de empreendedorismo está também muito relacionado aos pioneiros da alta tecnologia do vale do silício, na califórnia. ainda nos eua, o babson college tornou-se um dos mais importantes pólos de dinamização do espírito empreendedor com enfoque no ensino de empreendedorismo na graduação e pós-graduação, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, conectando teoria com a prática, introduzindo a educação para o empreendedorismo através do currículo e das atividades extracurriculares. é notória a atual ênfase dada ao empreendedorismo e a inovação como temas centrais nas melhores universidades norte-americanas.

  • Continuação

    continuação

    século xvii
    os primeiros indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo ocorreram nessa época, em que o empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo para realizar algum serviço ou fornecer produtos. richard cantillon, importante escritor e economista do século xvii, é considerado por muitos como um dos criadores do termo empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros a diferenciar o empreendedor (aquele que assume riscos), do capitalista (aquele que fornecia o capital).
    século xviii
    nesse século o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, provavelmente devido ao início da industrialização que ocorria no mundo, através da revolução industrial.
    século xix e xx
    no final do século xix e início do século xx, os empreendedores foram frequentemente confundidos com os administradores (o que ocorre até os dias atuais), sendo analisados meramente de um ponto de vista econômico, como aqueles que organizam a empresa, pagam empregados, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista.

  • Perfil do empreendedor

    perfil do empreendedor

    os estudos na área do empreendedorismo mostram que as características do empreeendedor ou do espírito empreendedor, da indústria ou da instituição, não é um traço de personalidade. para meredith, nelson e nech (apud ufsc/led 2000 p. 51) “ empreendedores são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar oportunidades de negócios; prover recursos necessários para pô-los em vantagens; e iniciar ação apropriada para assegurar o sucesso. são orientadas para a ação, altamente motivados; assumem riscos para atingirem seus objetivos”.
    o empreendedor tem um novo olhar sobre o mundo à medida que presencia a evolução. valoriza suas experiências, valoriza seu valor, tomando decisões e decisões acertadas. abre novas trilhas, explora novos conhecimentos, define objetivos e dá o primeiro passo. de acordo com gerber (1996), o século xviii foi marcado por grandes modificações nos processos industriais. a revolução industrial teve início no século xvii, se caracterizando pela mudança dos processos produtivos que eram feitos manualmente e passaram a ser feitos por máquinas. essa época modificou ou transformou os meios de produção, as relações econômicas, as relações sociais e as relações culturais. como conseqüência aconteceu a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. o homem passou a ser visto como uma máquina produtiva e não como gente (leite, 2000).
    procurando cada vez mais a eficácia, surgiram os grandes pensadores aliados aos interesses dos empresários. cenários com novas estratégias. falase em marketing e relações humanas. as idéias de taylor imperam, porém o consumidor se faz ouvir, surgindo a segmentação do mercado de sloan: a diversidade, modelos específicos para usuários diferentes. ela foi colocada em cheque com o mundo da informática, com a nova visão de mundo. ouviu-se, então, peter drucker, considerado o pai da gestão. colocou-se de lado o mecanicismo e surgiu a preocupação com o indivíduo. descobriu-se que, para o bom desempenho, auto-estima é vital. com as tecnologias de informação, o homem passa a ser o centro das atenções.
    hoje, fala-se do “capital intelectual” que nada mais é do que: conhecimento, experiência, especialização. ferramentas ou estratégias utilizadas para se ter sucesso e ser competitivo. a mão-de-obra passa a ser cabeça-de-obra. é o conhecimento e a capacidade gerando novas idéias. o foco está nas pessoas. assim, o perfil do profissional de sucesso que lidera suas concepções e suas atitudes está em pessoas que conseguem harmonizar esforços individuais ou coletivos e que criam algo novo e criativo.

  • Continuação

    continuação

    segundo leite(2000), nas qualidades pessoais de um empreendedor, entre muitas, destacam-se:
    a) iniciativa;
    b) visão;
    c) coragem;
    d) firmeza;
    e) decisão;
    f) atitude de respeito humano;
    g) capacidade de organização e direção.

  • Autonomia profissional

    autonomia profissional

    conquista-se a autonomia profissional quando se é perseverante, determinado, aprendiz, flexível e quando se tem:
    positividade
    organização
    criatividade
    inovação
    foco

  • Continuação

    continuação

    essas qualidades ajudam a vencer a competitividade dos tempos modernos. pela experiência pode-se afirmar que a maioria das pessoas, se estimuladas, podem desenvolver habilidades empreendedoras. ouve-se e fala-se que o empreendedor precisa ter visão. visão pessoal. uma visão que vem de dentro. a maioria das pessoas tem pouca noção da verdadeira visão, dos níveis de significado. metas e objetivos não são visão. ser visionário é imaginar cenários futuros, utilizando-se de imagens mentais. ter visão é perceber possibilidades dentro do que parece ser impossível. é ser alguém que anda, caminha ou viaja para inspirar pensamentos inovadores.
    esse enfoque se volta à disposição de assumir riscos e nem todas as pessoas têm esta mesma disposição. não foi feito para ser empreendedor quem precisa de uma vida regrada, horários certos, salário garantido no fim do mês. o empreendedor assume riscos e seu sucesso está na “capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles” (degen, 1989, p.11). gerber (2004), apresenta algumas diferenças dos três personagens que correspondem a papéis organizacionais, quais sejam:

  • Continuação

    continuação

    a) o empreendedor, que transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados;
    b) o administrador, que é pragmático, vive no passado, almeja ordem, cria esquemas extremamente organizados para tudo;
    c) o técnico, que é o executor, adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito no controle do fluxo de trabalho e é um individualista determinado.
    é importante destacar no pensamento de gerber (2004) o fato dos três personagens estarem em eterno conflito, sendo que ao menor descuido o técnico toma conta, matando o visionário, o sonhador, o personagem criativo que está sempre lidando com o desconhecido. os riscos fazem parte de qualquer atividade, sendo necessário aprender a administrá-los, pois eles são um dos fatores mais importantes que inibem o surgimento de novos empreendedores. um outro fator inibidor é o” capital social” que são valores e idéias que sublimemente nos foram incutidos por nossos pais, professores, amigos e outros que influenciaram na nossa formação intelectual e que, inconscientemente, orientam nossas vidas.
    dessa forma, um pai engenheiro desperta no filho o ideal de seguir a mesma carreira, militares, pilotos, esportistas, até pessoas que raramente vão vislumbrar ou ter interesse numa carreira de empreendedor exercem sua influência na formação das pessoas. é de se considerar, porém, que a avaliação mais objetiva do preparo para empreender é a percepção que a pessoa tem de si própria, refletindo na sua autoconfiança. com o potencial empreendedor também isso acontece. o que se aprende na escola, nas pesquisas, nas observações, vai se acumulando. o preparar-se para ser empreendedor, portanto, inicia-se com o domínio que se tem sobre tarefas que se fazem necessárias, o próprio desenvolvimento da capacidade de gerenciamento. o que falta, na verdade, é motivação para uma tomada de decisão para se tornar um empreendedor.


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