Curso Online de Grupo focal em Pesquisa
3 estrelas 2 alunos avaliaram

Curso Online de Grupo focal em Pesquisa

Conseguir um bom entendimento acerca dos grupos focais, o que consiste numa tarefa primordial para o curso de Ciências Sociais.

Continue lendo

Autor(a):

Carga horária: 4 horas

Por: R$ 30,00
(Pagamento único)

Certificado digital Com certificado digital incluído

Conseguir um bom entendimento acerca dos grupos focais, o que consiste numa tarefa primordial para o curso de Ciências Sociais.

Johnny Dias Chaves é filósofo pela Universidade Federal de Ouro Preto, com pós-graduação em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas. Foi monitor do curso de Metodologia Científica, da Universidade Federal de Ouro Preto. Por dois anos consecutivos desenvolveu pesquisas, segundo o amparo da FAPEMIG e a orientação da Doutora: Guiomar de Grammont. Tem outros cursos de pequena duração em seu curriculum. Já deu diversas palestras, entre o estado de Minas Gerais e São Paulo. Desenvolveu um projeto de humanização de empresas em Belo Horizonte. Professor de Sociologia do Trabalho - para o cursos Intersat - Belo Horizonte Palestrou para o grupo Coopvest. Deu diversas palestras para escolas públicas.´ Foi professor convidado da Faculdade Anhanguera. Atualmente é professor convidado da Faculdade Unicastelo/Semar Desenvolve projetos voltados para a educação. Orienta alunos no desenvolvimento de TCC- tese de conclusão de curso


- Sidney Batista Azevedo

- Vilmar Batista Da Silva

  • Aqui você não precisa esperar o prazo de compensação do pagamento para começar a aprender. Inicie agora mesmo e pague depois.
  • O curso é todo feito pela Internet. Assim você pode acessar de qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Se não gostar do curso você tem 7 dias para solicitar (através da pagina de contato) o cancelamento ou a devolução do valor investido.*
* Desde que tenha acessado a no máximo 50% do material.
  • Introduzindo o grupo Focal.

    introduzindo o grupo focal.

    no âmbito das abordagens qualitativas em pesquisa social, a técnica do grupo focal vem sendo cada vez mais utilizada. em geral, podemos caracterizar essa técnica como derivada das diferentes formas de trabalho com grupos, amplamente desenvolvidas na psicologia social. privilegia-se a seleção dos participantes segundo alguns critérios – conforme o problema em estudo - , desde que eles possuam algumas características em comum que os qualificam para a discussão da questão que será foco do trabalho interativo e da coleta do material discursivo/expressivo. os participantes devem ter alguma vivência com o tema a ser discutido, de tal modo que sua participação possa trazer elementos ancorados em suas experiências cotidianas (p.7)

  • a utilização do grupo focal, como meio de pesquisa, tem de estar integrado ao corpo geral da pesquisa e a seus objetivos, com atenção às teorizações já existentes e às pretendidas. ele é um bom instrumento de levantamento de dados para investigações em ciências humanas, mas a escolha de seu uso tem de ser criteriosa e coerente com os propósitos da pesquisa. (p.8)

  • segundo morgan e krueger (1993), a pesquisa com grupos focais tem por objetivo captar a partir das trocas realizadas no grupo, conceitos, sentimentos, atitudes, crenças, experiências e reações, de um modo que não seria possível com outros métodos, como, por exemplo, a observação, a entrevistas ou questionários. o grupo focal permite fazer emergir uma multiplicidade de pontos de vista e processos emocionais,pelo próprio contexto de interação criado, permitindo a captação de significados que, com outros meios, poderiam ser difíceis de manifestar. no uso da observação, depende-se da espera que coisas acontecem, e o tempo para isso pode ser bem estendido.comparado à observação, um grupo focal permite ao pesquisador conseguir boa quantidade de informação em um período de tempo mais curto. o tema e o roteiro das questões ajudam nisso. (pp.9-10)

  • o trabalho com grupos focais permite compreender o processo de construção da realidade práticas cotidianas, ações e rações a fatos e eventos, comportamentos e atitudes, constituindo uma técnica importante para o conhecimento das representações, percepções, crenças, hábitos, valores, restrições, preconceitos, linguagens e simbologias prevalentes no trato de uma dada questão por pessoas que partilham alguns traços em comum, relevantes para o estudo do problema visado. a pesquisa com grupos focais, além de ajudar na obtenção de perspectivas diferentes sobre uma mesma questão, permite também a compreensão de idéias partilhadas por pessoas no dia-a-dia e dos modos pelos quais os indivíduos são influenciados por outros. (p.11)

  • o grupos focais podem ser úteis em análises por triangulação ou para a validação de dados, ou podem ser empregados depois de processos de intervenção, para o estudo do impacto destes, ou, ainda para gerar novas perspectivas de futuros estudos.
    com todos essas possibilidades, no entanto, é uma técnica que tem limites em termos de certas generalizações, em função do pequeno número de participantes e da forma de seleção desses participantes.
    por ser uma técnica de levantamento de dados que se produz pela dinâmica internacional de grupo de pessoas, com um facilitador, seu emprego exige alguns cuidados metodológicos e certa formação do facilitador em trabalhos de grupos. o foco no assunto em pauta deve ser mantido, porém criando-se um clima aberto às discussões, o mais possível livre de ameaças palpáveis.
    os participantes precisam sentir confiança para expressar suas opiniões e envereda pelos ângulos que quiserem, em uma participacão ativa. (p12)

  • o trabalho com grupos focais oferece boa oportunidade para o desenvolvimento de teorizações em campo, a partir do ocorrido e do falado. ele se presta muito para a geração de teorizações exploratórias até mais do que para a verificação ou teste de hipóteses prévias.
    embora alguns critérios pautem o convite às pessoas para participar do grupo, sua adesão deve ser voluntárias. o convite deve ser motivador, de modo que os que aderirem ao trabalho estejam sensibilizados tanto para o processo como para o tema em geral a ser tratado, ou seja, a atividade no grupo focal deve ser atraentes para os participantes, por isso, preservar sua liberdade de adesão é fundamental. a participação num processo de grupo focal também pode propiciar um momento de desenvolvimento para os participantes, tanto nos aspectos comunicacionais, como nos cognitivos e afetivos (p.13)

  • alguns pontos podem ser considerados sobre a questão de quando utilizar o grupo focal em uma pesquisa. a técnica é muito útil quando se está interessado em compreender as diferenças existentes em perspectivas, idéias, sentimentos, representações, valores e comportamentos de grupos diferenciados de pessoas, bem como compreender os fatores que os influenciam, as motivações que subsidiam as opções, os porquês de determinados posicionamentos. (p.14)

  • por outro lado, há situações em que não se deve empregar o grupo focal. krueger e casey (2000, p.25) citam exemplos tais como quando se deseja que as pessoas cheguem necessariamente a um consenso, quando se buscam informações delicadas que não podem ser partilhadas no grupo, ou que podem ser ofensivas a alguém dele. não se deve usar o grupo focal quando o ambiente está emocionalmente carregado, pois a discussão pode intensificar os conflitos e também não se deve empregá-lo quando existem informações sobre o problema em estudo e, sobretudo, quando não se puder assegurar certa confidencialidades as informações for a do grupo. (pp.14-5)

  • Organização e Desenvolvimento do Trabalho com Grupos Focais.

    organização e desenvolvimento do trabalho com grupos focais.

    a composição do grupo.
    o grupo será composto a partir de alguns critérios associados à metas da pesquisa. deve ter uma composição que se baseie em algumas características homogêneas dos participantes, mas com suficiente variação entre eles para que apareçam opiniões diferentes ou divergentes. por homogeneidade, entende-se aqui alguma característica comum aos participantes que interesse ao estudo do problema.
    a característica comum pode ser relativa a gênero, à freqüência de uso de certo serviço público ou social, à escolaridade, ou outra. (pp.17-8)

  • ligados aos objetivos, é preciso considerar o que se sabe sobre o conjunto social visado, uma vez que algum traço comum entre os participantes deverá existir, estando isto na base do trabalho com o grupo focal. (p.18)

  • quando se vai trabalhar com mais de um grupo, a composição deles pode contemplar a combinação homogeneidade/variação em todos os grupos, ou a homogeneidade intragrupo e a heterogeneidade entre os grupos, segundo alguns critérios. para esse caso, um exemplo seria trabalhar com adolescentes de 13 anos, compondo um grupo que more em bairros centrais, e outro que more em bairros periféricos; ou compor um grupo só de meninas, e outro só de meninos, ambos de bairros periféricos; compor grupos de adolescentes de 13 anos, do sexo feminino, em cada uma das regiões da cidade. (p.19)


Matricule-se agora mesmo Preenchendo os campos abaixo
R$ 30,00
Pagamento único
Processando... Processando...aguarde...

Desejo receber novidades e promoções no meu e-mail:


  • Introduzindo o grupo Focal.
  • Organização e Desenvolvimento do Trabalho com Grupos Focais.
  • Local das sessões e regristro das interações.
  • O moderador e o desenvolvimento do processo grupal.
  • O moderador e as interações grupais.