Curso Online de INCIDENTE EM ANTARES

Curso Online de INCIDENTE EM ANTARES

Publicado em 1971, Incidente em Antares é o último romance de Érico Veríssimo e se enquadra no estilo modernista não só pelas inúmeras re...

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Publicado em 1971, Incidente em Antares é o último romance de Érico Veríssimo e se enquadra no estilo modernista não só pelas inúmeras referências e fatos e pessoas da época atual, como também pela presença de ingredientes que configuram, no livro, o gosto modernista. De sentido claramente político, este romance tece, de um lado, o panorama sócio-político do Brasil contemporâneo; de outro, faz um fantástico julgamento dos vivos alguns mortos insepultos, numa Sexta-feira, 13 de dezembro de 1963.

Produziu cursos na área de Instrumentação Cirúrgica, onde é formado desde 2003. Autor de mais de 100 cursos na área da saúde onde atuou por mais de 10 anos na enfermagem onde é formado desde 2004. Também produziu aproximadamente 200 cursos na área da educação (Geografia e História principalmente) onde cursou Licenciatura em História de 2009 a 2013. Autor também de alguns cursos de Administração onde cursa atualmente o 3º semestre em Administração e Gestão pela IERGS em Porto Alegre - RS. Pós-Graduado em História do Brasil pela PROMINAS.



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  • INCIDENTE EM ANTARES

  • INCIDENTE EM ANTARES
    • AUTOR: ÉRICO VERÍSSIMO
    • ESCOLA LITERÁRIA: MODERNISMO – 2ª GERAÇÃO
    • ANO DE PUBLICAÇÃO: 1971
    • GÊNERO: ROMANCE
    • TEMAS: POLÍTICA, CRÍTICA À SOCIEDADE,
    INJUSTIÇA, MISÉRIA, MEDIOCRIDADE
    • DIVISÃO DA OBRA: 2 PARTES
    • LOCAL: RIO GRANDE DO SUL e RIO DE JANEIRO
    • NARRAÇÃO: 3ª PESSOA – NARRADOR ONISCIENTE E ONIPRESENTE – ruptura narratológica

  • ÉRICO VERÍSSIMO
    • Nasceu em Cruz Alta, RS, em 1905 e
    morreu em Porto Alegre, em 1975.
    • Autor de “O tempo e o vento”
    • Sua obra é dividida em 3 fases:
    – Romance urbano
    – Romance histórico
    – Romance político (“Incidente em Antares”)

  • CARACTERÍSTICAS DA
    OBRA
    • Romance político
    • Denúncia da realidade brasileira
    • Temas históricos: Era Vargas, O Estado
    Novo, Fim do Estado Novo, Governo JK, Jânio Quadros 1961, João Goulart 1961-64, O Golpe Militar de 1964 – Ditadura;

  • OS PERSONAGENS
    Vacarianos
    • Francisco Vacariano (pioneiro) – rival de
    Anacleto Campolargo
    • Antão Vacariano – rival de Benjamim Campolargo
    • Xisto Vacariano - rival de Benjamim Campolargo
    • Romualdo Vacariano (caçula) – estuprado /
    violentado a mando de Benjamim Campolargo
    • Tibério Vacariano – casado com D. Briolanja

  • Campolargos
    • Anacleto Campolargo (pioneiro) – rival de
    Francisco Vacariano
    • Benjamim Campolargo - rival de Antão e Xisto
    Vacariano
    • Terézio Campolargo (caçula) – violentado / morto
    por Xisto Vacariano
    • Zózimo Campolargo – casado com D. Quitéria

  • Os sete defuntos
    • D. Quitéria Campolargo – matriarca da família Campolargo
    • Dr. Cícero Branco – advogado corrupto que tenta se
    regenerar depois de morto
    • João Paz – homem que foi torturado pela polícia do lugar
    • Erotildes – velha prostituta
    • Pudim de Cachaça – bêbado que fora envenenado pela
    mulher
    • Maestro Menandro – homem solitário que se suicida por não
    conseguir tocar Appassionata, de Beethoven
    • Barcelona – o anarco-sindicalista, sapateiro do lugar

  • Os Próceres

    Os Próceres

    Pe. Gerôncio – conservador; Pe. Pedro Paulo – moderno, humanista;
    Major Vivaldino Brazão – Prefeito; Dr. Quintiliano – magistrado; Prof. Libindo Olivares –intelectual; Drs.Lázaro e Falkenburg; Mirabeau da Silva – promotor; Inocêncio Pigarço – delegado; Lucas Faia – jornalista; Presidentes Assoc. Comercial, Rotary e Lyons;

  •       PERSONAGENS

         
          1) Representando a ordem social tradicional, marcadamente conservadora e aristocrática, os dois clãs rivais (Vacarianos e Campolargos) dominam a cidade.

          2) As personagens femininas, com exceção de D. Quitéria, a matriarca dos Campolargos, vivem à sombra dos seus maridos, submissas e alienadas, aceitando passivamente a ordem estabelecida. Uma exceção a essa passividade e alienação é Valentina, mulher do Dr. Quintiliano. (pantera açaimada)

          3) As personagens esquerdistas, taxadas de comunistas naquela sociedade conservadora, defendem o socialismo e lutam por um ordem social mais justa e um mundo melhor. Destacam-se aqui o Pe. Pedro-Paulo, o Prof. Martim, Joãozinho Paz com sua mulher (Ritinha), Geminiano ramos, Barcelona, o anarco-sindicalista, e mesmo Xisto, neto do Cel. Tibério.

          4) Entre os humildes, constituindo a ralé da sociedade antarense, está o submundo da favela Babilônia. Nessa linha, incluem-se a prostituta Erotildes e o bêbado Pudim da Cachaça. (Rosinha e Alambique).

          5) Mais ou menos marginalizados, enclausurados, nos seus dramas pessoais e nos seus traumas, destacam-se o maestro Menandro, o neonazista Egon Sturm e certamente o subserviente secretário do Prefeito (o Mendes). Nessa lista, em falta de outro lugar, talvez possa entrar aqui também o fotógrafo checo Yaroslav.

  •       ESTILO DA ÉPOCA
         Modernismo

          A fundamentação na cultura nacional revela bem uma das tendências do Modernismo: a valorização de elementos folclóricos e tradicionais, bem como de costumes regionais; nacionalismo aparente, esconde dramas existenciais que têm dimensão universal. No livro de Érico Veríssimo, Antares é, sem dúvida, um símbolo de um universo maior. Aliás, essa idéia aparece, numa conotação política, pichada nos muros da cidade: “A sociedade de Antares está podre. Antares é o símbolo da burguesia capitalista decadente” (p. 459).

          Outro aspecto do livro que configura o Modernismo é o fantástico, que se manifesta em Incidente em Antares através dos sete defuntos insepultos. (Machado de Assis em Memórias Póstumas por exemplo); esse truque evidentemente tem o seu sentido: é através do morto (fora, portanto, do palco da vida) que se vê melhor. Ficando fora do círculo da vida, desataviado da máscara e convenções sociais, é possível ver com maior nitidez e mais objetividade.
          A invasão dos ratos, sem dúvida é outro elemento bem ao gosto da literatura fantástica.

  •      Linguagem, são constantes os registros da fala coloquial, como é comum no Modernismo. Isso, sem dúvida, confere maior autenticidade à personagem.
          “- Me prenda, coronel, me rebaixe de posto, mas uma coisa dessas eu não faço (p. 20).
          - Ele vai acabar levando o Brasil pro lado de Moscou (p. 73).
          - Uma das meninas me telefonou ind’agorinha (p. 203).
      
      Fiel a esse registro da linguagem coloquial, muitas vezes aparece palavrão e pronúncias típicas do Rio Grande, além de regionalismos.
          - Não hai bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. (p. 287).
          - Desculpe lê tirar da cama a esta hora, governador (p. 192)
          -Se algum filho da pota me fizer qualquer provocação, traço-lhe bala (p. 123).
    Alguns estrangeirismos; well, monsieur, mister...

    O Narrador, porém, usa a variedade padrão da língua;


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