Curso Online de CURSO EDUCAÇÃO DE JOVENS E DE ADULTOS - EJA
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Curso Online de CURSO EDUCAÇÃO DE JOVENS E DE ADULTOS - EJA

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade educativa destinada a todos aqueles que, por diversos motivos, não puderam freqüent...

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A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade educativa destinada a todos aqueles que, por diversos motivos, não puderam freqüentar a escola ou dar continuidade a seus estudos.

MINI CURRÍCULO Sou Rosimeire Moreira Quintela, formada em Pedagogia com habilitação em Supervisão Educacional e Pós-Graduada em Educação Especial, Mídias integradas na Educação pelo CIPEAD, e pós em Psicopedagogia em Educação a Distância pela FACINTER, já participei de dois GTR Grupo de Trabalho em Rede pela SEED organizado pelo PDE como cursista e de várias jornadas pedagógicas oferecidas pala UNIOESTE e SEED, trabalho há 18 anos como professora na Escola de Educação Especial Cristian Eduardo Hack Cardozo (ACDD) em Foz do Iguaçu, com alunos Deficientes Físicos Neuromotores, sou concursada 40 horas pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná-SEED. Atualmente estou trabalhando na Tutoria Presencial do curso de Pedagogia - UEM/UAB Polo de Foz do Iguaçu e na equipe Pedagógica do Colégio Carmelita e realizando Especialização no Ensino de Ciências.


- Renato Cruz De Souza

- Sidiney Soares Duarte

- Cicera Gleuba De Souza Lima Freitas

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  • EDUCAÇÃO DE JOVENS E DE ADULTOS EJA

  • A EDUCAÇÃO DE JOVENS E DE ADULTOS NO BRASIL

    A EDUCAÇÃO DE JOVENS E DE ADULTOS NO BRASIL

    A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade educativa destinada a todos aqueles que, por diversos motivos, não puderam freqüentar a escola ou dar continuidade a seus estudos.

  • EJA

    EJA

    O universo de educandos da EJA constitui-se de jovens a partir de 14 anos completos para estudos do Ensino Fundamental e 18 anos para estudos referentes ao Ensino Médio, sem uma idade máxima para concluí-los.
    Um dos maiores desafios da EJA continua sendo a etapa de alfabetização de jovens, adultos e idosos.

  • UNESCO

    UNESCO

    Segundo a UNESCO, a alfabetização é “uma ferramenta de desenvolvimento social e humano”, da qual dependem oportunidades educacionais. “A alfabetização está no cerne da educação básica para todos, é essencial para erradicar a pobreza, reduzir a mortalidade infantil, a desigualdade entre os gêneros e assegurar um desenvolvimento sustentável, a paz e a democracia.”

  • Aos desafios próprios da alfabetização

    Aos desafios próprios da alfabetização

    habilidades de leitura e de escrita — soma-se a pluralidade quanto à faixa etária, ao perfil socioeconômico, à diversidade regional/cultural e de interesses existente nesse universo. Ou seja, se a alfabetização por si só já é um grande desafio, imagine se levarmos em conta outras variáveis socioculturais desse processo educativo que envolve pessoas jovens, adultas e idosas.

  • Dados do IBGE/2000 demonstram que 13,6% da população brasileira

    Dados do IBGE/2000 demonstram que 13,6% da população brasileira

    Dados do IBGE/2000 demonstram que 13,6% da população brasileira com mais de 15 anos não é alfabetizada. Para compreender o perfil dessa população, é necessário contextualizar quem são os jovens, adultos e idosos analfabetos na sociedade atual. Requer também conhecer sua história de vida e cultura, entendendo-os como sujeitos com diferentes experiências de vida e que não tiveram acesso à escola devido a diversos fatores de ordem econômica, social, política, geográfica e cultural.

  • Conhecimentos adquiridos

    Conhecimentos adquiridos

    São pessoas que possuem uma bagagem de conhecimentos adquiridos em outras instâncias sociais, visto que a escola não é o único espaço de produção e de socialização dos saberes. Essas experiências de vida são significativas ao processo educacional e devem ser consideradas. Como afirmava Freire (1996, p. 30), “ensinar exige respeito a esses saberes e cultura dos educandos”.

  • No delineamento desse perfil

    No delineamento desse perfil

    No delineamento desse perfil, há de se considerar, por exemplo, as marcas sociais da discriminação, do preconceito para com os negros e as mulheres, visto que as estatísticas apontam que a maioria da população brasileira não alfabetizada está, respectivamente, entre o primeiro grupo (16,6%) e o segundo (58%). Isso é evidente também nas classes de alfabetização, sendo a maior parte delas formada por mulheres que, quando questionadas sobre a razão de não terem estudado na infância, respondem que os pais entendiam que as mulheres não precisam estudar.

  • Muitas delas vêem na educação um sonho

    Muitas delas vêem na educação um sonho

    Muitas delas vêem na educação um sonho que, só agora — depois de criar os filhos — é possível realizar, não entende a alfabetização como um direito e que, portanto, deveria ser garantida a todos.
    Outro fator ligado ao perfil dessa população, além da localização geográfica no País, é a distinção entre zonas rurais e urbanas. No meio rural brasileiro, a taxa de analfabetismo é três vezes superior à da população urbana.

  • A faixa etária

    A faixa etária

    A faixa etária é outra problemática bastante discutida nessa modalidade. Temos o desafio de alfabetizar, em uma mesma sala, por exemplo, um jovem de 15 a 20 anos e um idoso de 70 ou 80 anos, com diferentes interesses.

  • Ao observar estatisticamente essa realidade

    Ao observar estatisticamente essa realidade

    Ao observar estatisticamente essa realidade, é evidente a herança cultural de um país subdesenvolvido, no qual 34% das pessoas idosas não são alfabetizadas. Nesse caso, é visível também a questão das políticas públicas recentes, visto que ainda temos jovens não alfabetizados — cerca de 7% dos jovens brasileiros analfabetos têm entre 10 e 19 anos.


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  • A EDUCAÇÃO DE JOVENS E DE ADULTOS NO BRASIL
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  • Ao observar estatisticamente essa realidade
  • No Brasil, o perfil da população não alfabetizada
  • A alfabetização constitui mais um dos grandes desafios da educação...
  • Porém, essa preocupação trazia pontos de vista diferentes em relação à educação de adultos, quais sejam: a valorização do domínio da língua falada e escrita, visando o domínio das técnicas de produção; a aquisição da leitura e da escrita como instrumento da ascensão social; a alfabetização de adultos vista como meio de progresso do país; a valorização da alfabetização de adultos para ampliação da base de votos.
  • . Devido a isso, em 1947, o governo lançou a 1ª Campanha de Educação de Adultos, propondo: alfabetização dos adultos analfabetos do país em três meses, oferecimento de um curso primário em duas etapas de sete meses, a capacitação profissional e o desenvolvimento comunitário. Abriu-se, então, a discussão sobre o analfabetismo e a educação de adultos no Brasil. Nessa época, o analfabetismo era visto como causa (e não como efeito) do escasso desenvolvimento brasileiro.
  • A partir daí, então, iniciou-se um processo de mobilização nacional no sentido de se discutir a educação de jovens e adultos no país. De certa forma, portanto, embora a Campanha não tenha tido sucesso, conseguiu alguns bons resultados, no que se refere a essa visão preconceituosa, que foi sendo superada a partir das discussões que foram ocorrendo sobre o processo de educação de adultos. Diversas pesquisas, então, foram sendo desenvolvidas e algumas teorias da psicologia foram, gradativamente, desmentindo a idéia de incapacidade de aprendizagem designada ao educando adulto.
  • Porém, dentre todas as delegações, uma se destacou, por ir além das críticas, apontando soluções. Foi a delegação de Pernambuco, da qual fazia parte Paulo Freire, que propunha uma maior comunicação entre o educador e o educando e uma adequação do método às características das classes populares. Como resultado da 1ª Campanha, portanto, SOARES (1996) aponta a criação de uma estrutura mínima de atendimento, apesar da não valorização do magistério. Ao final da década de 50 e início da década de 60, iniciou- se, então uma intensa mobilização da sociedade civil em torno das reformas de base,
  • o que contribuiu para a mudança das iniciativas públicas de educação de adultos. Uma nova visão sobre o problema do analfabetismo foi surgindo, junto à consolidação de uma nova pedagogia de alfabetização de adultos, que tinha como principal referência Paulo Freire. Surgiu um novo paradigma pedagógico – um novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. O analfabetismo, que antes era apontado como causa da pobreza e da marginalização, passou a ser, então, interpretado como efeito da pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária (SOARES,1996).
  • A idéia que foi surgindo foi a de que o processo educativo deveria interferir na estrutura social que produzia o analfabetismo, através da educação de base, partindo de um exame crítico da realidade existencial dos educandos. Na percepção de Paulo Freire, portanto, educação e alfabetização se confundem. Alfabetização é o domínio de técnicas para escrever e ler em termos conscientes e resulta numa postura atuante do homem sobre seu contexto.
  • Essas idéias de Paulo Freire se expandiram no país e este foi reconhecido nacionalmente por seu trabalho com a educação popular e, mais especificamente, com a educação de adultos. Em 1963, o Governo encerrou a 1ª Campanha e encarregou Freire de organizar e desenvolver um Programa Nacional de Alfabetização de Adultos. Porém, em 1964, com o Golpe Militar, deu-se uma ruptura nesse trabalho de alfabetização, já que a conscientização proposta por Freire passou a ser vista como ameaça à ordem instalada.
  • A partir daí, deu-se o exílio de Freire e o início da realização de programas de alfabetização de adultos assistencialistas e conservadores. Dentro desse contexto, em 1967, o Governo assumiu o controle da alfabetização de adultos, com a criação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), voltado para a população de 15 a 30 anos, objetivando a alfabetização funcional – aquisição de técnicas elementares de leitura, escrita e cálculo. Com isso, as orientações metodológicas e os materiais didáticos esvaziaram-se de todo sentido crítico e problematizador proposto anteriormente por Freire (CUNHA, 1999).
  • Na década de 70, ocorreu, então, a expansão do MOBRAL, em termos territoriais e de continuidade, iniciando-se uma proposta de educação integrada, que objetivava a conclusão do antigo curso primário. Paralelamente, porém, alguns grupos que atuavam na educação popular continuaram a alfabetização de adultos dentro da linha mais criativa. Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, LDB 5692/71, implantou-se o Ensino Supletivo, sendo dedicado um capítulo específico para a EJA. Esta Lei limitou o dever do Estado à faixa etária dos 7 aos 14 anos, mas reconheceu a educação de adultos como um direito de cidadania, o que pode ser considerado um avanço para a área da EJA no país.
  • Em 1974, o MEC propôs a implantação dos Centros de Estudos Supletivos (CES), que se organizavam com o trinômio tempo, custo e efetividade. Devido à época vivida pelo país, de inúmeros acordos entre MEC e USAID, estes cursos oferecidos foram fortemente influenciados pelo tecnicismo, adotando-se os módulos instrucionais, o atendimento individualizado, a auto-instrução e a argüição em duas etapas - modular e semestral. Como conseqüências, ocorreram, então, a evasão, o individualismo, o pragmatismo e a certificação rápida e superficial (SOARES, 1996).
  • Nos anos 80, com a abertura política, as experiências paralelas de alfabetização, desenvolvidas dentro de um formato mais crítico, ganharam corpo. Surgiram os projetos de pós alfabetização, que propunham um avanço na linguagem escrita e nas operações matemáticas básicas. Em 1985, o MOBRAL foi extinto e surgiu, em seu lugar, a Fundação EDUCAR, que abriu mão de executar diretamente os projetos e passou a apoiar financeira e tecnicamente as iniciativas existentes. De acordo com CUNHA (1999),
  • a década de 80 foi marcada pela difusão das pesquisas sobre língua escrita com reflexos positivos na alfabetização de adultos. Em 1988, foi promulgada a Constituição, que ampliou o dever do Estado para com a EJA, garantindo o ensino fundamental obrigatório e gratuito para todos. Nos anos 90, o desafio da EJA passou a ser o estabelecimento de uma política e de metodologias criativas, com a universalização do ensino fundamental de qualidade.
  • Em nível internacional, ocorreu um crescente reconhecimento da importância da EJA para o fortalecimento da cidadania e da formação cultural da população, devido às conferências organizadas pela UNESCO, criada pela ONU e responsabilizada por incrementar a educação nos países em desenvolvimento. Esta, então, chamou uma discussão nacional sobre o assunto, envolvendo delegações de todo o país. A partir dessa mobilização nacional, foram organizados os Fóruns Estaduais de EJA, que vêm se expandindo em todo o país, estando presentes, atualmente, em todos os estados brasileiros, com exceção de Roraima.
  • Isso se deu da seguinte forma: em 1996, ocorreu uma intensa mobilização incentivada pelo MEC e pela UNESCO, como forma de preparação para a V CONFITEA. O MEC instituiu, então, uma Comissão Nacional de EJA, para incrementar essa mobilização. A recomendação dada foi que cada Estado realizasse um encontro para diagnosticar metas e ações de EJA. Desde então, as instituições envolvidas decidiram dar prosseguimento a esses encontros. Em 1997, a, UNESCO convocou SEEs, SMEs
  • Universidades e ONG’s para a preparação da V CONFITEA, através da discussão e da elaboração de um documento nacional com diagnóstico, princípios, compromissos e planos de ação. Estes eventos de intercâmbio marcaram o ressurgimento da área de EJA. Em 1998, os mineiros implantaram seu Fórum Estadual. No mesmo ano, a Paraíba e o Rio Grande do Norte fizeram o mesmo.
  • Seguindo essa corrente de intercâmbios, Curitiba realizou um encontro, patrocinado pela UNESCO, para a socialização da V CONFITEA. Como conseqüência desse Encontro, veio a decisão de se iniciar uma série de encontros nacionais de EJA. Sendo assim, em 1999, ocorreu o 1º ENEJA, no Rio de Janeiro, onde participaram os Fóruns do Rio, de Minas, do Espírito Santo, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Esse Encontro acabou sendo um estímulo para o surgimento de outros Fóruns.
  • , ONG’s, movimentos sociais, sindicatos, grupos populares, educadores e educandos. Esses Fóruns têm como objetivo, dentre outros, a troca de experiências e o diálogo entre as instituições. De acordo com SOARES (2004), os Fóruns são movimentos que articulam instituições, socializam iniciativas e intervêm na elaboração de políticas e ações da área de EJA. Estes ocorrem num movimento nacional, com o objetivo de interlocução com organismos governamentais para intervir na elaboração de políticas públicas.
  • A maneira como esses Fóruns se mantêm tem sido um desafio, pois não existe pessoa jurídica que receba ou repasse recursos, sendo que a participação se dá por adesão. Nesse período, vão surgindo, também, os Fóruns Regionais, num processo de descentralização e interiorização dos Fóruns.
  • . Em alguns Estados, ainda, passaram a participar da elaboração das diretrizes estaduais e em alguns municípios, participaram da regulamentação municipal da EJA. Além disso, a Secretaria da Erradicação do Analfabetismo instituiu uma Comissão Nacional de Alfabetização e solicitou aos Fóruns uma representação. Os Fóruns, portanto, têm sido interlocutores da EJA no cenário nacional, contribuindo para a discussão e o aprofundamento do que seja a EJA no Brasil (SOARES, 2004).
  • Referências