Curso Online de Planejamento didático, introdução teórica, aulas e projetos

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Com este curso, a você aluno terá maior facilidade de preparar aulas, objetivos, metodologias e projetos interdisciplinares.

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Com este curso, a você aluno terá maior facilidade de preparar aulas, objetivos, metodologias e projetos interdisciplinares.

Estudou Licenciatura em Física na Instituição Universidade Estadual de Ponta Grossa, com grande experiência na área de educação.



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  • Planejamento Didático

    Planejamento Didático

    Aulas e projetos

  • Por vezes observamos a desatenção de alunos na sala de aula, e também a falta de interesse do professor para ensinar, também, observamos a indisciplina e a falta de interesse dos mesmos em conteúdos apresentados numa simples exposição no quadro negro. Nestas mesmas situações questionamos o possível desentendimento entre os direitos e deveres deles, enquanto alunos, ou direcionamos a responsabilidade pela falta de educação dos alunos aos seus progenitores.

  • Sobre isso não é admissível ignorarmos a importância do planejamento. Possivelmente acreditar que somente com o planejamento conseguiremos os anseios acima citados pode ser utópico, porém de que outra forma o faremos? Dentre as ferramentas que dispomos, temos o planejamento como uma das melhores formas de atingir esses objetivos. Com ele podemos prever situações de aprendizagem, podemos antecipar possíveis questionamentos dos alunos e estar preparados para fazê-los pensar sobre a questão.

  • Por outro lado, os alunos precisam entender a importância e a função social do professor na sala de aula. Eles precisam entender que o professor coordena o processo educativo em sala de aula, e que é dele a função de direcioná-los. O professor por sua vez, precisa planejar a gestão do ambiente onde atua, como se darão os momentos da aula, para que ele mantenha o controle sobre as eventuais discussões inerentes ao conteúdo, tomando nota dos possíveis desvios que venham a ocorrer, de modo que aquilo que era para ser um espaço de ensino-aprendizagem não se torne anárquico. Segundo Freire (1987) as discussões devem estar alicerçadas em codificações e descodificações, pois do contrário a discussão torna-se desinteressante aos envolvidos e os mesmos perdem-se durante o debate:

  • Inicialmente, projeta a codificação (muito simples na constituição de seus elementos) de uma situação existencial. A esta codificação chama de “essencial” – aquela que representa o núcleo básico e que, abrindo-se em leque temático terminativo, se estenderá nas outras, que ele chama de “codificações auxiliares”. Depois de descodificada a “essencial”, mantendo-a projetada como um suporte referencial para as consciências a ela intencionadas, vai, sucessivamente, projetando a seu lado as codificações “auxiliares”. Com estas, que se encontram em relação direta com a “essencial”, consegue manter vivo o interesse dos indivíduos que, em lugar de “perder-se” nos debates, chegam à síntese dos mesmos (FREIRE, 1987, p. 64).

  • Levando as colocações do autor para o planejamento didático, o professor precisa, por meio da investigação temática, eleger pontos de codificação “essenciais” e “auxiliares”, de modo que no momento da discussão esses sejam levantados. Assim os alunos não se sentirão deslocados da discussão, aquilo fará parte da vida deles e eles sentirão a necessidade de colocar a sua opinião no debate.
     

  • O planejamento é definido de muitas formas pelos autores que abordam este tema, essas vêm ao encontro da visão de projetar as situações de aprendizagem, buscar conhecer os agentes transformadores da prática e principalmente entender o contexto. Embora essas não possam ser previstas de forma regular, uma vez que dependem de diversos fatores. Assim Menegolla e Sant’Anna (2001) defendem que:
    Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque educação não é o processo, cujos resultados podem ser totalmente pré-definidos, determinados ou pré-escolhidos, como se fossemos produtos correntes de uma educação puramente mecânica e impensável. Devemos, pois, planejar a ação educativa para o homem não impondo-lhe diretrizes que o alheiem. Permitindo, com isso, que a educação, ajude o homem a ser criador de sua história (MENEGOLLA e SANT’ANNA, 2001, p. 42).

  • No excerto a seguir, o autor defende que o ato de planejar é um processo metodológico, pensado e consciente, o qual visa a construção e a ação.
    O planejamento enquanto construção-transformação de representações é uma mediação teórica metodológica para ação, que em função de tal mediação passa a ser consciente e intencional. Tem por finalidade procurar fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e para isto é necessário estabelecer as condições objetivas e subjetivas prevendo o desenvolvimento da ação no tempo (VASCONCELLOS, 2000, p. 79).

  • As visões acima divergem em alguns pontos, pois o primeiro defende que planejar a educação é planejar o imprevisto, o desconhecido, observada a pluralidade do ensino. Já o segundo refere-se ao planejamento como algo consciente e que visa á construção em um ato pensado e programado no qual se antecipam as ações do processo. Os autores, porém convergem no sentido de que ambos pensam em planejamento como uma busca pela ação, uma enfatiza busca pelo indivíduo criador de sua própria história, agindo por meio do planejamento para tanto. Baseados nas concepções dialógico-problematizadora de Freire (1987) entendemos que só é possível atingir a historicidade do ser humano se nos debruçamos sobre esta perspectiva. O planejamento, portanto, deve ser pensado sobre essa mesma perspectiva, pois se praticamos uma educação bancária estamos admitindo o homem como um ser concluso. Este não mais é criador da sua história.

  • Entendemos que assim como propõe Vasconcellos (2000), o planejamento tem vertente metodológica e nos auxilia a pensar as práticas educativas, levando em consideração as condições inerentes a cada aluno. Compreendemos que a melhor maneira de atender as necessidades de cada aluno se dá nas ocasiões em que podemos nos aproximar dos alunos e dialogar com eles. Nas poucas situações que tínhamos tempo para a resolução de exercícios em sala, podíamos nos aproximar de cada um deles, a forma pela qual o diálogo se estabelecia, como eles solicitavam ajuda, como podíamos intervir na aprendizagem, foram muito relevantes. Desses conseguimos extrair as dificuldade e as facilidades individuais que alimentam as reflexões e, consequentemente, os próximos planejamentos.

  • O planejamento nos coloca como professores que detém o gerenciamento do processo de ensino-aprendizagem. Para tornar nossas aulas momentos mais organizados, dos quais os alunos percebam essa característica se faz necessário pensar o planejamento em três fases, segundo Gandin (1985) essas fases são:
    Elaborar – decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir essa distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar – agir em conformidade com o que foi proposto; e avaliar – revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados (GANDIN, 1985, p.22, grifos nossos).


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