Curso Online de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Problemática da Evasão Escolar

Curso Online de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Problemática da Evasão Escolar

A evasão escolar é uma realidade em escolas de todo o país, especialmente nas escolas públicas, e os motivos são os mais diversos. Este c...

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A evasão escolar é uma realidade em escolas de todo o país, especialmente nas escolas públicas, e os motivos são os mais diversos. Este curso tem como objetivo geral destacar motivos que levam a evasão a partir da análise de bibliográfica sobre a temática e ainda mediante a experiência vivenciada em escolas públicas onde foi possível vivenciar a evasão em larga escala em uma escola e medidas de sucesso para conter esse processo em um projeto pioneiro em outra escola.

Licenciatura Plena em História (UFCG), Graduado em Automação Industrial (IFPB), Pós-graduação em Educação de Jovens e Adultos (UFPB). Especialização em Tecnologias e Educação Aberta e Digital (UFRB) e Mestre em educação (UTIC), Doutorando em educação (UTIC).



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  • prof.cleberson vieira de araújo*

    *licenciatura plena em história – ufcg, graduando de automação industrial – ifpb, pós-graduação em educação de jovens e adultos – ufpb e mestrando em ciências da educação – fasp/utic.

    30 horas

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    introdução

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    introdução

    surgida como política pública para aqueles que não concluíram os estudos em idade escolar, nasce à modalidade educação de jovens e adultos (eja).
    logo, há um intenso movimento de jovens e adultos voltando à sala de aula. quem não teve oportunidade de estudar na idade apropriada, ou que, por algum motivo, abandonou a escola antes de terminar a educação básica, está procurando as instituições de ensino para completar seus estudos. aqueles que não sabem ler e escrever pretendem ser alfabetizados. os que já têm essas habilidades desejam adquirir outros saberes — e diploma, naturalmente — para que tenham chances no concorrido mercado de trabalho e sintam-se cidadãos responsáveis pelos destinos do país.
    porém, o aluno voltar para a escola nem de longe quer dizer que a mesma está devidamente preparada para recebê-lo e acolhê-lo de forma a dar a ele uma educação compatível à sua condição de vida, o desafio também atinge as diversas instituições escolares do país.
    a evasão escolar é um problema crônico do brasil, ocasionado por vários fatores como o financeiro e a falta de motivação (de alunos e professores), sendo, muitas vezes, passivamente assimilada e tolerada por escolas e sistemas de ensino.

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    alunos da eja trazem consigo uma série de saberes acumulados durante toda uma vida e que, muitas vezes, não são bem aproveitados no ambiente escolar.
    quando o assunto é a avaliação, também, por vezes, o professor demonstra falta de habilidade no tratar desse aluno, e, assim, tudo isso poderia, caracterizar um fator eminentemente importante do abandono escolar.
    na escola observada em 2008, a realidade não é diferente, pois nos últimos anos essa escola vem sofrendo fortemente com os índices elevados de evasão na eja, e o despreparo notório da instituição para tratar o assunto de forma a resolvê-lo ou mesmo amenizá-lo também é um fator preocupante.
    já em outra escola no mesmo município observada em 2011, uma proposta inovadora de adequação ao o público de jovens e adultos vem apresentando resultados peculiares e positivos no tocante a reversão dos números de evasão escolar.
    esse trabalho tem como objetivo geral destacar motivos e apresentar sugestões para diminuir o problema da evasão escolar na eja em escolas públicas que já apresenta bons resultados no sentido de conter a evasão escola na eja.

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    considerações sobre a
    educação de jovens e adultos

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    tratar de educação de jovens e adultos, antes mais nada, exige determinar o que seria essa modalidade de educação e a quem abrange como afirma moura (1999) que a educação de jovens e adultos (eja) é um sistema de ensino utilizado na rede pública no brasil para o enquadramento de jovens e adultos na educação. em síntese, tem o propósito de desenvolver o ensino fundamental e médio com qualidade para aqueles que não estão mais em idade escolar.
    o conceito de educação de jovens e adultos é amplo e confunde – se com o conceito de educação popular como afirma freire (1987, p. 16):“o conceito de educação de adultos vai se movendo na direção do de educação popular na medida em que a realidade começa a fazer algumas exigências à sensibilidade e à competência científica dos educadores e das educadoras. uma destas exigências tem que ver com a compreensão crítica dos educadores do que vem ocorrendo na cotidianidade do meio popular. não é possível a educadoras e educadores pensar apenas os procedimentos didáticos e os conteúdos a serem ensinados aos, grupos populares. os próprios conteúdos a serem ensinados não podem ser totalmente estranhos àquela cotidianidade. o que acontece, no meio popular, nas periferias das cidades, nos campos - trabalhadores urbanos e rurais reunindo-se para rezar ou para discutir seus direitos -, nada pode escapar à curiosidade arguta dos educadores envolvidos na prática da educação popular.”
    a necessidade e desejo de voltar para a escola, que se configuram como um ato de vontade sobre a escola e apesar dela. o projeto nada tem de diferente da escola, da referência escolar construída por estes sujeitos. e é nela (na escola) que eles querem estar. conhecem seus rituais, sua dinâmica, conhecem seus limites, mas querem retornar a ela. e acreditam que ela pode também lhes ser devolvida.

    considerações sobre a
    educação de jovens e adultos

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    cabe dizer, então, que a necessidade subjetivada de retornar à escola, coloca o acesso e a permanência na escola como direito para o sujeito jovem e adulto confirmado no artigo 37 da ldb onde “o poder público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si”, não como obrigação e necessidade deste ou como favor de outrem, mas como uma afirmação do direito de ter uma escola que se paute em suas necessidades e desejos.
     para freire (1987) a ampliação do conceito epistemológico de exclusão e a atual impossibilidade de delimitá-lo em uma única esfera se deve a análise central na concepção de excluídos, como aqueles que são rejeitados de nossos mercados simbólicos. o significado de exclusão que apreendemos dos sujeitos jovens e adultos os remete sempre à condição de não pertencente à determinada cultura, que “coincidentemente”, é também escolar.
          oliveira (2001) apresenta estes jovens e adultos como um grupo de pessoas homogêneo, provenientes de áreas rurais empobrecidas, filhos de trabalhadores rurais não qualificados, com baixo nível de instrução escolar.
    assim, apresentamos um problema recorrente em escolas onde a modalidade de jovens e adultos se apresenta como opção, como afirma soek (2009) grande parte dos alfabetizandos sente vergonha de voltar aos bancos escolares depois de adulto porque possui a visão distorcida de que a escola é o espaço de aprendizagem para crianças.
    garantir a presença concreta de jovens e adultos na escola não significa simplesmente oferecer uma estrutura igual à estrutura pensada para o ensino regular (salas de aula, grade curricular, horários de aulas, professores, material didático), eles precisam de uma atenção especial.

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    a presença de jovens e adultos na escola é uma alternativa viável em função das especificidades sócio-culturais destes segmentos para os quais se espera uma efetiva atuação das políticas sociais. a marca da exclusão confere uma identidade sócio-cultural ao aluno da eja. estar - se, pois, falando não somente de um jovem ou adulto que retorna à escola em uma perspectiva de educação permanente, fala - se de sujeitos com histórias de vida diferenciadas, mas com uma trajetória escolar marcada pela dinâmica da exclusão (brasil, 2000, a).
        fonseca (2002) amplia esta visão da exclusão ao assinalar que este sentimento introjetado pelos sujeitos poderia ser identificado com a “sensação de exclusão da dinâmica do ensino-aprendizagem” pautado, na maioria das vezes, não para estes sujeitos, mas para um aluno, jovem e adulto idealizado, como aquele que reúne condições físicas, emocionais, intelectuais e afetivas ideais, para lidar com o saber escolar.
    “(...) se considerar que os alunos da eja são diferentes dos alunos presentes nos anos adequados à faixa etária. são jovens e adultos, muitos deles trabalhadores, maduros, com larga experiência profissional ou com expectativa de (re)inserção no mercado de trabalho e com um olhar diferenciado sobre as coisas da existência, que não tiveram diante de si a exceção posta pelo art. 24,ii,c. para eles, foi a ausência de uma escola ou a evasão da mesma que os dirigiu para retorno nem sempre tardio à busca do direito ao saber. (...) logo, aos limites já postos pela vida, não se pode acrescentar outros que signifiquem uma nova discriminação destes estudantes (...).” (brasil, 2000, p. 27, b)
    reconhecer as conseqüências da exclusão do jovem e do adulto no processo ensino-aprendizagem de acordo com oliveira (1999) ao salientar que a dinâmica do processo ensino-aprendizagem para jovens e adultos é construída na suposição de que os mesmos percorreram a escolaridade de forma regular. esta suposição gera, por si só, a inadequação dos currículos, dos materiais, da postura dos professores, perpetuando, assim, no interior do espaço educativo, as práticas de exclusão.

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    evasão escolar na eja,
    uma triste realidade.

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    o tema da evasão escolar é um assunto abordado por vários autores e em várias obras, a exemplo de freire (1987).
    a eja vem ganhando alunos em todo o brasil, segundo gentile (2003) “(...) já são mais de 4,2 milhões de alunos em todo o país”. com isso, pode se notar que esse não é um projeto simples ou de iniciativa unicamente do brasil, pois existe uma grande pressão interna e externa buscando incessantemente a erradicação do analfabetismo.
    também pode-se destacar como fator inquestionável e determinante para o abandono da escola, a forma como os assuntos são abordados na sala de aula, o que evidencia o despreparo da escola e do professor ao receber o aluno e, ainda, uma forte distorção ronda a escola, como afirma lllich citado por gadotti ( 2003, p. 296 ) “o aluno é (...) “escolarizado”, a confundir ensino com aprendizagem, obtenção de graus com educação, diploma com competência, fluência no falar com capacidade de dizer algo novo”.
    o debate é longo e repousa sobre o velho dilema que aflige a educação brasileira surgindo, assim, as perguntas: qual a educação que temos? qual a educação que queremos para a eja? “(...) quando se pensa em caminhos para uma es­cola para o povo, surgem como medidas centrais a redução das taxas de repetência e evasão ou a permanência no sistema escolar único para se alimentar satisfatoriamente dos bens culturais, numa mesa onde o cardápio e o tempo para a comida sejam iguais para todos. é evidente que isso implica, como questão central, defender a mesma competência em todos os mestres na arte de distribuir um cardápio cultural igualmente rico para todos.” (arroyo, 2003, p. 17)

    evasão escolar na eja,
    uma triste realidade.

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    freire (1987) afirma que não há nada melhor para o desenvolvimento dos alunos, que o respeito aos conhecimentos com os quais o aluno já chega ao adentrar a escola, sendo dever do professor e mesmo da instituição o de instigar para que esses conhecimentos sejam ampliados e, até mesmo, melhor entendidos em um contexto amplo.
    portanto, a escola não é o único lugar onde o aluno adquire conhecimento, e ainda há questionamentos que afirmam ter a escola uma estrutura de leis e toda uma programação que não permite o desenvolvimento do aluno a seu tempo e assim não permitindo que o aluno venha a desenvolver suas habilidades, como afirma illich citado por gadotti ( 2003, p. 298 ) que “ a maior parte da aprendizagem ocorre casualmente e, mesmo, a maior parte da aprendizagem intencional não é resultado de uma instrução programada. (...) a escola é ineficiente no ensino das habilidades, principalmente porque é curricular. “
    é fato que cada aluno tem suas peculiaridades e, quando se trata dos alunos da eja, tal é nosso espanto ao nos depararmos com aquele aluno rico em conhecimentos, pois “o ser humano é um ser ao mesmo tempo singular e múltiplo. dissemos que todo ser humano, tal como o ponto de um holograma, traz em si o cosmo” (morin, 2003, p. 57).
    outra questão que preocupa o professor da eja é sobre qual seria a forma correta de avaliar esse aluno, evidenciando as peculiaridades que esse público impõe, pois, como afirma haydt (2004, p.7) que “(...) cabe ao professor reconhecer as diferenças na capacidade de aprender dos alunos, para poder ajudá-los a superar suas dificuldades e avançar na aprendizagem.”


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