Curso Online de Formando Leitores: As Diferentes Leituras de Mundo e as Contribuições da Literatura Infantil

Curso Online de Formando Leitores: As Diferentes Leituras de Mundo e as Contribuições da Literatura Infantil

O curso começa com as diferentes leituras de mundo, um breve histórico da literatura infantil, apresenta conceitos de linguagem e leitura...

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O curso começa com as diferentes leituras de mundo, um breve histórico da literatura infantil, apresenta conceitos de linguagem e leitura, enfoca a importância de ouvir histórias e do contato da criança desde cedo com o livro e finalmente esboça algumas estratégias para desenvolver o hábito de ler.

Formação: *Curso Normal *Pedagogia Licenciatura Plena Cursos: *14º Jornada Nacional de Literatura/ 6º Jornadinha Nacional de Literatura – Leitura entre nós: Redes Linguagens e Mídias (2011); *II Seminário Nacional de Educação – Interdisciplinaridade e Formação de Conceitos: O Contexto e o Professor (2009); * Curso de Bullying - BUZZERO; * Curso de Leitura da Educação Infantil - BUZZERO.



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  • FORMANDO LEITORES: As Diferentes Leituras de Mundo e as Contribuições da Literatura Infantil

    FORMANDO LEITORES: As Diferentes Leituras de Mundo e as Contribuições da Literatura Infantil

    Suelen Nogueira Pinto

  • Todo processo educativo é constituído pela ação dos sujeitos envolvidos (alunos, professores, familiares, etc.), pela descoberta, troca de conhecimento e experiência em um ambiente prazeroso de aprendizagem. A criança é um sujeito histórico que produz cultura e é produzida por ela, escreve e carrega consigo marcas de uma determinada civilização.

    O papel da educação infantil é dar acesso ao universo letrado, proporcionando às crianças, desde seu ingresso, contato com os mais variados suportes de leitura e escrita. Uma vez que o ensino da leitura/ escrita é função da escola, é preciso que se dê acesso a este, se comprometendo efetivamente com o processo de alfabetização/ letramento.

  • LEITURAS DE MUNDO

    LEITURAS DE MUNDO

    Toda leitura nasce da relação que se tem com a cultura já existente, aquela que nos situa enquanto alguém que faz parte do mundo, de determinado grupo, sociedade. É através dela que o mundo vai tornando-se observável, investido de significados. É importante que se desenvolva um projeto pedagógico que cada vez mais aproxime as crianças da cultura de uma forma geral, ou seja, dando-lhes oportunidades de lidarem com os diferentes significados das coisas, e assim, fazendo suas próprias leituras, re-significando esta mesma cultura, e mais, participando de uma nova construção.

  • “(...) aquele mundo especial se dava a mim como mundo de minha atividade perceptiva, por isso, mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras (...). Os ‘textos’, as ‘palavras’, as ‘letras’ daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros – o do sanhaçu, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os ‘textos’, as ‘palavras’, as ‘letras’ daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos, na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores – das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, nas cascas dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga-espada inchada, o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. A relação entre estas cores, o desenvolvimento do fruto, a sua resistência à nossa manipulação e o seu gosto (...). Daquele contexto – o universo das linguagens dos mais velhos, expressando suas crenças, os seus gostos, os seus receios, os seus valores. Tudo isto ligado a contextos mais amplos que o do meu mundo imediato e cuja existência eu não podia sequer suspeitar (...).” (Freire, 1995, p. 13)

  • Textos, palavras, letras... Ambos os exemplos de vida citados acima nos levam a pensar não apenas no sentido de leitura que se restringe ao material escrito, mas em uma leitura que vai além das letras e se amplia para a vida, num movimento que, nas palavras de Paulo Freire, se estende do mundo à palavra e da palavra ao mundo.

    Com base nas leituras de mundo, feitas por Freire, não podemos deixar de pensar nas incontáveis leituras que as crianças são capazes de fazer. A nosso ver, a idéia de “ler o mundo” transcende a leitura das palavras e dos textos escritos: a leitura do mundo perpassa pelas demais áreas do conhecimento, pelo contexto social, tece então novas leituras, e transforma dinamicamente a relação que se tem com o conhecimento.

  • Leituras de Imagens:

    Leituras de Imagens:

    Aqui estão todos os tipos de imagens e expressão de idéias através de diferentes linguagens, com as quais podemos lidar: a pintura, a escultura, a música, a charge, o desenho, a fotografia, o teatro, a televisão, o cinema, os cartazes, as pessoas, os gestos, os sentimentos, etc. Estas leituras tem como maior objetivo de que as crianças possam ser observadores críticos, sensíveis e criativos.

    É imprescindível que o professor formule claramente os objetivos pedagógicos que pretende alcançar com a leitura de forma geral e com o uso de imagens. Que tenham em mente os inúmeros enfoques que as imagens podem propiciar e os caminhos interpretativos que podem ser percorridos durante qualquer leitura.

  • “Perceber e vivenciar o espaço representa o caminho primeiro, único e último para cada um poder realizar-se em sua capacidade de sentir e pensar, de sentir-se e pensar-se dentro do mundo em que vive. (...) Daí poderem surgir certas formas de uma linguagem comum e acessível a todos, uma ‘metalinguagem’: mais do que apenas simbólicas, as imagens dos espaço serão mediadoras dos pensamentos, estruturando o imaginário e nossa própria imaginação.” ( Ostrower, 1987, p. 20)

  • Leituras de Textos:

    Leituras de Textos:

    Os textos são todos: ilustrados, escritos – as histórias, as poesias, as notícias, os diálogos, etc. – falados, cantados, teatrais, musicados, científicos, matemáticos, podendo estar presentes, portanto, nas artes universais e populares, nas brincadeiras, etc. A leitura de textos passa obrigatoriamente pela palavra “mundo”: “(...) este movimento do mundo à palavra e da palavra ao mundo está sempre presente. Movimento em que a palavra dita flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos”. (Freire, 1985, p. 12.)

  • Leituras de Movimentos:

    Leituras de Movimentos:

    Os movimentos se referem a tudo aquilo que é processo, transformação, evolução: relações do EU com seu corpo, as relações com o outro, o jogo, a imaginação, o pensamento, a História, a natureza, os objetos, as leis, a política, as experimentações, a ocupação do Planeta, a ecologia, as organizações sociais, a criação, a vida e a morte, etc.

  • As leituras as quais nos referimos incluem vários aspectos relacionados com a realidade, em campos significativos para as crianças. Isto não quer dizer que aquelas ilustrem fragmentos da cultura e do conhecimento, como se as atividades estivessem estanques em cada uma delas.

    As crianças são como os cientistas e historiadores, a todo o momento tecem comentários, levantam hipóteses e elaboram teorias a respeito de suas observações, buscando dar significado às situações com as quais convivem e criam: fazem leituras do mundo.

  • Cabe ao professor estar atento a estes momentos, para não perder de vista os conhecimentos construídos empiricamente pelas crianças, ou seja, partir de suas vivências, e com isto, não deixar passar grandes oportunidades de propiciar-lhes contatos com o conhecimento registrado pela humanidade. É preciso enfatizar que, antes de tudo, o professor deve ter claro suas propostas para apresentá-las às crianças. As leituras de mundo começam a partir do próprio olhar do professor diante do conhecimento.


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