Curso Online de Figuras e Funções de Linguagem
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Curso Online de Figuras e Funções de Linguagem

Em nosso cotidiano convivemos com uma grande diversidade de textos. Todos possuem um objetivo em comum: estabelecer a comunicação entre o...

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Em nosso cotidiano convivemos com uma grande diversidade de textos. Todos possuem um objetivo em comum: estabelecer a comunicação entre os interlocutores. Essa, por sua vez, possui uma finalidade específica, seja para instruir, persuadir, provocar humor, informar, dentre outras.

Quando se trata de textos informativos, como por exemplo, os jornalísticos, notamos que os mesmos são permeados por uma linguagem clara, objetiva e dinâmica, pois a intenção é única e exclusivamente informar ao leitor sobre fatos decorrentes do universo social, sejam eles polêmicos ou não. Portanto, não é permitido nenhum juízo de valor, nem tão pouco, comentários pessoais por parte do emissor.

Todavia, ao nos depararmos com textos poéticos e com outros ligados à linguagem publicitária de um modo geral, não identificamos essa mesma característica. Ao contrário, notamos que a linguagem revela emoção, subjetividade, proporcionando espaço para múltiplas interpretações por parte do leitor.

Trata-se de alguns recursos empregados pelo emissor, nos quais o objetivo é conferir maior expressividade à mensagem, ornamentando-a para justamente realçar a beleza do ato comunicativo.

Tais recursos são denominados de linguagem figurada, conotativa, ou seja, aquela que se difere do seu sentido denotativo, prescrito no dicionário. Desta forma, o autor instaura um jogo de palavras apostando no emprego de acréscimos, supressão, repetição de termos, entre outros.
Todos realizados de maneira intencional, para atingir os objetivos por ele pretendidos.

Com o objetivo de ampliarmos nossos conhecimentos sobre o referido assunto, vejamos alguns exemplos e suas respectivas características:

Profissional na área da educação, com larga experiência em sala de aula e preparatórios para vestibulares, lecionar estrangeiros, instruindo-lhes a aprenderem a língua portuguesa. FORMAÇÃO ACADÊMICA Nível Superior Completo ? UniverCidade Curso: Licenciatura em Letras (Português e Literatura) ? 2004-2006 Pós - graduação ? Instituto A vez do Mestre Curso: Docência em Ensino Fundamental e Médio ? 2010-2011 EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL • Colégio Adventivista em Itaboraí - Rio de Janeiro / RJ - Junho/2013 – Dezembro/2014 Professora de Português e Literaturas Preparar turmas para os principais vestibulares federais e estaduais do Rio de Janeiro. • Rio &Learn Portuguese School - Rio de Janeiro / RJ - Julho/2013 – Fevereiro/2014 Professora de Português para estrangeiros Lecionar grupos de níveis diversos, instruindo-os a aprenderem a língua portuguesa. • Jardim Escola Abelhinha Sapeca(CAP/CEAS) - Rio de Janeiro / RJ - Fevereiro/2013 – Agosto/2013 Professora do ensino fundamental I – 5° ano Lecionar turmas do 5° ano nas disciplinas de Língua Portuguesa e Redação, preparando-os para Colégio Militar, Pedro II e Cap Uerj. • Sistema FIRJAN – Escola SESI - Rio de Janeiro / RJ - Agosto/2007 – Março/2012 Professora de Português Lecionar para turmas da 2ª Etapa/Ensino Fundamental nas disciplinas de português e redação. CURSOS DE CAPACITAÇÃO Informática: OFFICE - Windows, Word, Excel, Access, Internet, Power Point, e Corel Draw. Digitação. Atendimento ao cliente. Idioma: Inglês ? Grau Básico ? (BRASAS) Formação de professores para preparatórios e ENEM- (PUC- RIO) 2009 ? C.H: 124H Leitura produção textual e Língua portuguesa (PUC-RIO) 2009 ? C.H: 124H Novo Acordo Ortográfico - Out./2009 - Prof. Jose Carlos de Azeredo : UCB


"olha eu não conclui o curso e gostaria de concluí-lo,se for possivel me responda se posso conclui-lo obrigada."

- Vanete Moreira De Moraes

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  • FUNÇÕES DE LINGUAGEM

    funções de linguagem

    figuras da linguagem

    chamamos linguagem verbal  à possibilidade que tem o homem de processar comunicação através do uso de signos lingüísticos. é por meio de tais signos que remete a outrem uma mensagem, a qual, por sua vez, é portadora daquilo que ele (o emissor) pretende.
    na dependência dessa intenção ou pretensão é que se conforma a linguagem que, ora enfatiza o assunto, ora destaca o próprio emissor ou  se volta para o receptor; expressa interesse no canal de comunicação, centraliza-se no próprio código ou vislumbra a possibilidade do jogo artístico. desta forma, é possível destacar 6 (seis) funções da linguagem no texto.
    essas funções praticamente não ocorrem individualizadas, mas mesclam-se no conteúdo do texto. vejamos:

  • 1) função referencial
    a mensagem é de natureza informativa, centrada no objeto ou no assunto de que trata. procura deixar o receptor informado, ciente de fatos e ocorrências.

    exemplo:
    “o iraque prometeu ontem que vai revidar o bombardeio dos eua e do reino unido, ocorridos próximo a bagdá anteontem, que teriam matado dois civis e ferido mais de 20, de acordo com o ministério de saúde do país.” folha de s.paulo, 18/02/01

    2) função emotiva ou expressiva
    a mensagem fica centrada no próprio emissor, expressando suas particularidades, paixões, sentimentos e pontos de vista.

    exemplos:
    “oh! que saudades que tenho/da aurora da minha vida,/da minha infância querida/que os anos não trazem mais!” (...) meus oito anos, casimiro de abreu
    “quando eu nasci/um anjo louco muito louco/veio ler a minha mão/não era um anjo barroco/era um anjo muito louco, torto...” let’s play that. torquato neto.

  • 3) função conativa ou pressiva
    neste caso a mensagem é carregada de interesse sobre o receptor, já que pretende persuadi-lo, conquistá-lo para a aquisições de interesse do emissor. é a linguagem própria da propaganda comercial, dos sermões religiosos, das aulas argumentativas.

    exemplos:
    “beba coca-cola.”; “fumar é prejudicial à saúde.” “toma jeito, menina!”

    4. função fática
    registra-se nos trechos em que o emissor pretende dar início a um processo de comunicação, esforça-se por manter tal processo e interessa-se em encerrá-lo.

    exemplos:
    bom dia, senhores!; olá, como vai você?; não desliga, não, eu explico...; vocês entenderam tudo?; bem, até logo!

  • 5. função metalinguística
    aqui o emissor expressa-se a respeito da própria expressão; usa o código para referir-se ao próprio código. apresentam a predominância dessa função as definições, conceitos etc.

    exemplo:
    “a palavra geografia é formada de dois radicais de origem grega.”; “chama-se sujeito o termo com o qual o verbo concorda.”

    6. função poética
    caso em que o emissor usa o código de forma artística ou lúdica. o signo é material importante em si próprio. poemas, romances, contos e algumas crônicas são produtos textuais em que está normalmente presente essa função.

  • exemplo:

    “beba coca cola babe         cola beba coca babe cola caco caco cola c l o a c a”

    décio pignatari

  • DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

    denotação e conotação

    no exercício da atividade verbal, o usuário da língua pode optar, de acordo com a situação que perfaz o contexto, por expressar-se de modo claro, explícito, objetivo ou por uma linguagem particular, subjetiva, implícita, em que as palavras e expressões se revestem de novos significados, distantes daqueles que lhes são peculiares. à objetividade de expressão chamamos denotação ou linguagem denotativa. tal é o que ocorre nos textos de natureza informativa, nos noticiários, por exemplo; uma vez que a informação não se pode dar o luxo de exigir manobras intelectuais do receptor.
    chama-se denotativa a expressão objetiva do conteúdo.

    exemplo:
    “os estados unidos bombardearam o iraque.”

  • a expressão subjetiva chama-se conotativa.

    exemplo:
    “a suja guerra ceifa futuros brilhantes.”

    a conotação se vale da linguagem figurada, caso em que se atribui à palavra um sentido novo, impresso numa suprarealidade, calcado na força expressiva.
    a linguagem figurada pode ser examinada nos seguintes aspectos, chamados figuras:

    figuras de palavras ou tropos
    figuras de pensamento
    figuras de sintaxe ou de construção e sonoras

  • figuras de palavras  ou tropos

    consiste na alteração semântica, no desvio do sentido peculiar da palavra ou expressão, como se pode ver no seguinte exemplo: “as nuvens são cabelos/crescendo como rios.” joão cabral de melo neto. aqui, o poeta atribui às nuvens um sentido que extrapola o fenômeno meteorológico. ele as vê como “cabelos crescendo...” de acordo com a expressividade as figuras de palavras denominam-se:

    a) metáfora:
    processo em que o usuário, baseado numa comparação implícita, subjetiva, emocional transfere o sentido de um termo para outro.

    alguns exemplos:
    disse o poeta: — sou de ferro.    
    o chão era um braseiro.
    que flor é essa menina!

  • b) metonímia:
    ocorre ao se efetuar a substituição de um termo por outro, tendo em vista uma relação interna, de pertinência ou de contigüidade entre eles. neste caso, alguns preferem chamar sinédoque. assim, é possível empregar-se:

    o autor em lugar de sua obra: conhecer machado de assis renova o intelecto.
    a região por aquilo que lá se produz: um havana é caríssimo!
    o objeto por seu usuário: nunca param as foices no campo.
    a causa em lugar do efeito: mantém-se de trabalhos esporádicos.
    o abstrato em lugar do concreto: era maravilhoso conviver com aquela bondade.
    o efeito em lugar da causa: o inverno matara a plantação.
    o continente pelo conteúdo: você já bebeu seis copos?
    o símbolo por aquilo que representa: muitos infiéis aceitaram a cruz.

  • c) perífrase ou antonomásia:
    expressão que substitui o nome real, dando idéia de uma característica marcante.

    exemplos:
    o cisne negro compôs belos poemas simbolistas.
    pelé, o rei do futebol, fez muitíssimo pelo esporte.
    a cidade luz encantou gerações.
    o rei dos animais já perdeu muito de sua fama.

    c) catacrese:
    a rigor é uma metáfora que perdeu o caráter expressivo, vulgarizou-se, tornando-se praticamente linguagem denotativa.

    exemplos:
    um dente de alho; o céu da boca; este braço de mar etc.

  • 2. figuras de pensamento
    a alteração de significado ocorre num plano que envolve o raciocínio, o pensamento e não, necessariamente, o conteúdo semântico do vocábulo empregado.
    as principais figuras de pensamento são:

    a) antítese:
    expressa uma oposição de significados, de conceitos.

    exemplo:
    “tive ouro, tive gado, tive fazendas.
    hoje sou funcionário público.”  carlos drummond de andrade
    ouro, gado, fazendas = vida abastada/ funcionário público = vida modesta.

    nota: quando a oposição se dá entre significados de palavras, chamamos antonímia. exemplo: a vida e a morte fazem o homem.


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