Curso Online de Uso da Catarse para uma apresentação do feminino

Curso Online de Uso da Catarse para uma apresentação do feminino

Este curso fala sobre as releituras que Chico Buarque faz em suas obras. O curso aborda a tragégia até os dias atuais e como Chico Buarqu...

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Este curso fala sobre as releituras que Chico Buarque faz em suas obras. O curso aborda a tragégia até os dias atuais e como Chico Buarque faz para atingir a sociedade.

Graduada em letras pela Faculdade Souza Marques, trabalho como professora de Língua portuguesa já faz um ano.



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  • Uso da Catarse para uma apresentação do feminino em Chico Buarque.

    uso da catarse para uma apresentação do feminino em chico buarque.

  • Introdução

    introdução

    neste trabalho serão analisadas as seguintes obras: “pirate jenny”, “geni e o zepelim”, medeia, e a gota d’água.
    a peça gota d’água, de chico buarque e paulo pontes, é uma releitura da medeia de eurípedes, e “geni e o zepelim” é também uma releitura da canção “ópera dos três vinténs” na qual será trabalhado somente a parte da “pirate jenny”, de bertolt brecht e kurt weill.
    o objeto dessa análise é verificar como é tratada a questão do feminino nas obras de chico buarque. será questionada a utilização da catarse aristotélica (e da sua transformação brechtiana) em suas estórias, a partir dos efeitos provocados no espectador em determinados momentos de suas obras.
    para tanto, será necessário remontar à sociedade da grécia antiga (atenas) e como nela começaram a se desenvolver as tragédias.
    embora o enfoque deste trabalho seja no tema do feminino, chico buarque, e na releitura da peça medeia de eurípedes; não há referências só a este, mas também a outros contingentes excluídos da sociedade. esses temas também serão encontrados na peça ópera do malandro, releitura da ópera dos três vinténs, de bertolt brecht e kurt weill.

  • Conceito de Catarse e Mimesis

    conceito de catarse e mimesis

    segundo aristóteles, a catarse é a forma pela qual o homem purifica sua alma, na representação trágica. a tragédia para aristóteles é um estilo derivado da dramaturgia, por intermédio de atores, que reproduzem nas peças as aventuras dos deuses e dos heróis, realizando as emoções humanas.
    a kátharsis, por seu turno, tem uma função ético-pedagógica, pois a poesia (epopéia, lírica, tragédia, comédia, música, dança) deve atuar sobre animo ou pathos do ouvinte (na música e na poesia que, na grécia, não era lida, mas recitada ou declamada) e do espectador (no teatro, na dança, na escultura e na pintura), fazendo–o sentir as paixões narradas- apresentadas e permitindo-lhe, ao senti-las, imita-las em seu interior, isto é, vivê-las como suas e, assim liberar-se delas, purificando-se. (chaui, marilena introdução à história da filosofia. pag. 485)
    a catarse é essencial para a tragédia, pois abrange os sentimentos humanos. no momento em que a catarse ocorre, o espectador se sente vingado; quando os heróis e heroínas concluem seus atos tanto para o bem quanto para o mal, o espectador tem a sensação de alívio e de realização ao término da peça.
    essa sensação ocorre devido à tragédia estar ligada às ações humanas e principalmente às paixões. tal ligação se dá pela verossimilhança – mimesis.
    para aristóteles a tragédia tem uma finalidade educativa e firmadora do caráter e das virtudes. tem-se a catarse e a mimesis para sustentar essa finalidade.

  • Conceito de Catarse e Mimesis

    conceito de catarse e mimesis

    segundo marilena chauí (pág. 506) mimesis é a ação de imitar ou de reproduzir. ao momento que o ator faz a representação da peça, tem-se a mimesis. isso se dá não só nas tragédias, mas em qualquer representação. ao mesmo tempo tem-se a catarse, que é a emoção que os espectadores sentem ao vivenciar a mimesis no decorrer da peça.
    para aristóteles o gênero trágico segue três regras: da unidade (a ação deve ocorrer num único dia e no mesmo lugar), da verossimilhança (o que pode acontecer com a imitação) e a da catarse (suscita emoções nos espectadores).
    essas três regras são essenciais para a tragédia, que é a representação do mundo, e por este motivo influencia os cidadãos da época, segundo aristóteles.
    não esquecendo que na época, os filósofos, queriam entender o mundo. para eles não interessava que as pessoas tivessem opinião (doxa) sobre determinado assunto. tudo era reproduzido nas tragédias e naquele momento tudo se resolvia, não era necessário questionar porque tudo já havia sido debatido.

  • Papel do teatro e a função da catarse para Brecht e para Aristóteles

    papel do teatro e a função da catarse para brecht e para aristóteles

    papel do teatro para brecht

    o teatro épico e didático caracteriza-se, em brecht, pelo cunho narrativo e descritivo cujo tema é apresentar os acontecimentos sociais em seu processo dialético: diverte e faz pensar. não se limita a explicar o mundo, pois se dispõe a modificá-lo. é um teatro que atua, ao mesmo tempo, como ciência e como arte. (wilson, pedro (ucg / ufg). bertold brecht: exemplo de reflexão e ação para mudar o mundo, pág.01)
      
    brecht estabeleceu um novo modelo de teatro, desde os temas até o desenrolar da peça. para o autor o espectador tem que permanecer sempre preso aos acontecimentos, pois a estória se quebra , avança, retorna de onde estava. e tudo isso é intencional, pois é o momento que o espectador tem para refletir sobre a peça em vez de se perder na fantasia.

    o termo “teatro épico” caracteriza a escrita de brecht, que faz do público um observador crítico, saindo do estado de inércia e criando uma nova atitude ao rever o mundo.

    no teatro épico, os acontecimentos não seguem uma regra, as cenas se desenvolvem por si só, e as sensações produzidas ficam na consciência.
     

  • Papel do teatro e a função da catarse para Brecht e para Aristóteles

    papel do teatro e a função da catarse para brecht e para aristóteles

    brecht teve grande influência das idéias marxistas, que defendiam que a classe trabalhadora deveria se unir para derrubar os capitalistas. percebe-se como esta visão social está inserida nas peças de brecht, na luta épica do "eu" contra o mundo. quando brecht inicia sua primeira fase o autor utiliza do “eu social” que são os ladrões, prostitutas e lúmpens.

    observe-se que na “ópera dos três vinténs”, de brecht e kurt weill, se fala de um marginal, anti-herói que vivia cercado de ladrões e prostitutas. e brecht questiona na fala da ópera citada acima “o que é roubar um banco comparado a fundar um?" (1928; ato 3, cena 3, p. 92) nesta frase encontra-se uma crítica à sociedade burguesa que não faz nada para que deixe de existir o mundo marginalizado.

    já na segunda fase de brecht o “eu” está relacionado a outra classe social. o autor começa a descrever a classe trabalhadora, que é explorada a todo instante pelo mundo capitalista, mundo em que as pessoas se tornam escravas do dinheiro. tem-se a alienação que karl marx retrata: o individuo perde sua identidade em prol de bens materiais, em busca de bens, de status e poder. passa a não pensar mais em si, mas o que pode ter e no que pode acumular.

    tais constatações têm seu corolário nas teses sobre feuerbach, que colocam que ao invés de deus ter criado o homem à sua imagem e semelhança, foi o homem quem criou deus a sua imagem e semelhança. essa é a visão egocêntrica do capitalismo, que colocou o homem como centro do mundo.
    “filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diversas maneiras; mas o que importa é transformá-lo” (marx, karl. 1888. tese 11; pág.72). a frase é uma crítica ao materialismo e ao idealismo que reproduzem a exploração do homem pelo homem. isso vai ser bastante analisado nas obras de brecht e de chico buarque. marx influenciou fortemente na concepção moderna de história.
     

  • Papel do teatro e a função da catarse para Brecht e para Aristóteles

    papel do teatro e a função da catarse para brecht e para aristóteles

    função da catarse para aristóteles para brecht

    quando se faz alusão às teorias do teatro, brecht e aristóteles são comumente postos em campos contrários. isso decorre, sem dúvida, da distinção proposta pelo próprio brecht entre o teatro dramático e o épico, sendo o dramático identificado, nesse caso, com o aristotélico. a polaridade central do teatro épico não se dá com aristóteles e a tragédia, mas sim com o naturalismo e seu drama psicológico e com o romantismo tardio, matrizes majoritárias do fazer teatral nos tempos de brecht. as implicações desta demonstração, de imediato, apontam para uma revisão das teorizações de aristóteles que conduz à seguinte constatação: recuperar aristóteles significa ir ao encontro do primeiro teórico que apresenta a arte como um fazer, como produção, como trabalho, enfim, como possibilidade de conhecimento. (bolognes, mario. brecht e aristóteles. pág. 67)

    é na tragédia que se tem a imitação de uma ação de caráter elevado e distribuído em diversas partes, não por narrativa escrita, mas mediante atores, e que, suscitando o “terror e a piedade”, tem por efeito a purificação dessas emoções. a catarse gera esse efeito de purificação quando os espectadores sentem alívio ao final da peça e têm a sensação de dever cumprido.

    brecht aproxima-se de aristóteles ao dar à arte um valor de conhecimento, ao vinculá-la à política. contudo, ambos se distanciam quanto ao atributo específico da política. para brecht, a revolução proletária está no horizonte. a catarse aristotélica expurga os sentimentos, o terror e a piedade, com vistas à virtude da ética e da política. (bolognes, mario. brecht e aristóteles. pág.75)

    aristóteles busca a aceitação da ordem natural das coisas, diferentemente de brecht, que une poesia e política para que ocorra um impacto no espectador no decorrer da peça, impelindo-o a mudar o mundo ao seu redor.
    nas peças de brecht os heróis são pessoas do povo que sempre enfatizam a luta de classes. isso se contrapõe aos heróis de aristóteles, que são pessoas idealizadas.

  • Papel do teatro e a função da catarse para Brecht e para Aristóteles

    papel do teatro e a função da catarse para brecht e para aristóteles

    referindo-se a aristóteles diz brecht:

    estamos de acordo com aristóteles – prossegue brecht – quando se trata de defender que o coração da tragédia é a fábula [contra a sobrevalorização romântica dos caracteres e das personagens-heróis], mesmo se não estamos de acordo quanto aos objetivos pelos quais deve ser apresentada (1955) [pequeno organon]. o que significa, não tanto (como alguns pensaram) uma oposição à genuína catarse aristotélica, mas antes (pelo menos assim o julgamos) uma refutação da persistente interpretação romântica e idealista, que faz da catarse um meio para atingir estados de sonho e contemplação etc. de resto, a formação de hábitos racionais, e morais que resultam da catarse trágica, segundo aristóteles, parece-nos ser um claro precedente clássico desta moderníssima poética dramática, racionalista e realista, que chega ao ponto de apresentar a instância de que talvez seja necessário que os fatos apresentados pelo ator épico já sejam conhecidos (e nesse caso, os fatos históricos seriam os mais adequados). (bolognes, mario. brecht e aristóteles. pág.77)
    brecht usa da catarse para enfatizar as emoções, diferentemente de aristóteles que a utiliza como parte da tragédia; brecht usa essa sensação para provocar reações nos espectadores. aristóteles, ainda, não utiliza a catarse para abrir novas questões sobre a sociedade, ele encontra-se aliado à sociedade e indo em busca de purificação e aceitação.

  • Questão da mulher nas sociedades Grega (Atenas Antiga) e brasileira (ditadura).

    questão da mulher nas sociedades grega (atenas antiga) e brasileira (ditadura).

    no chamado “século de péricles”, ou, para alargar um pouco mais os limites, entre 480 a.c e 380 a.c, atenas viveu uma época áurea no aspecto cultural, artístico, literário, político e econômico. era uma cidade cheia de vida, de dinamismo, onde afluíam pensadores e comerciantes de todos os lados. (…) a cidade atraiu intelectuais de várias partes da grécia e foi no seu seio que a história atingiu a maturidade com heródoto e com tucídides; que o teatro se desenvolveu e nos legou peças que ainda hoje são obras-primas constantemente imitadas; que o movimento dos sofistas se afirmou como resposta às necessidades do regime democrático; (ribeiro ferreira, josé. democracia. pág. 01)

    contudo, uma parte da população grega não tinha acesso aos direitos de todos os cidadãos da democracia vivida atualmente. a população grega era regida por homens, que eram os únicos que poderiam viver sem restrições.
     a democracia ateniense possui algumas características que a tornam diferentes das democracias modernas, ainda que estas se inspirem nela para se constituírem. em primeiro lugar, nem todos são cidadãos. mulheres, crianças, estrangeiras e escravos estão excluídos da cidadania, que existe apenas para os homens livres adultos naturais de atenas. (chaui, marilena introdução à história da filosofia. pág. 134.)
    como mostram duby e perrot (1990), a mulher grega não era considerada uma cidadã, qualidade designada somente para o homem; era considerada apenas filha de cidadão. o lugar da mulher era dentro de casa, na vida doméstica, porque elas eram um símbolo de fraqueza para a sociedade grega, na qual não usufruíam dos mesmos direitos dos homens.

  • Questão da mulher nas sociedades Grega (Atenas Antiga) e brasileira (ditadura).

    questão da mulher nas sociedades grega (atenas antiga) e brasileira (ditadura).

    atualmente, a mulher encontra-se, ao menos no ocidente eurocêntrico, num mesmo patamar de direitos semelhantes ao do homem. entretanto, essa conquista tem levado séculos para acontecer. o espaço tradicionalmente reservado à mulher na sociedade greco-judaico-cristã, bem como em várias outras, era o da submissão e da ampla dependência do poder masculino. (santos, giovanna gonçalves (uem); silva, marisa correa (uem), medeias: a caracterização da personagem feminina nas tragédias de eurípedes e sêneca.pág.440)
     
    ao momento em que eurípedes escreveu a tragédia medeia, o autor faz critica a essa sociedade grega, pois as mulheres não tinham voz, assim como idosos e escravos.
     

     

  • Questão da mulher nas sociedades Grega (Atenas Antiga) e brasileira (ditadura).

    questão da mulher nas sociedades grega (atenas antiga) e brasileira (ditadura).

    o papel da mulher brasileira (ditadura)
     
    as representações da mulher atravessaram os tempos e estabeleceram o pensamento simbólico da diferença entre os sexos, hierarquizando a diferença, transformando-a em desigualdade. aos homens o espaço público, político, onde se centraliza o poder; à mulher o privado e seu coração, o santuário do lar. apresenta-se ao feminino uma única alternativa - a maternidade e o casamento. (colling, ana maria. as mulheres e a ditadura militar no brasil. pág.01)
    tem-se uma sociedade em que visa o direito do homem, subtraindo a todos que não fazem parte do meio. a mulher na época da ditadura era representada como submissa, sem poder de voz, sem escolha, sem direitos e sem opiniões. observa-se que o ocorrido na democracia grega na época de eurípedes volta a acontecer depois de tanto tempo. neste caso não só com a mulher, mas com todos que fizeram parte desta ditadura que se encontrava no brasil.
     
    depois de muito tempo a história se repete. as mulheres, os escravos, os operários, os idosos, todos esses são de pouca utilidade para uma sociedade que não pensa no coletivo e sim na individualidade.
     
    se, historicamente, o feminino é entendido como subalterno e analisado “fora da história”, porque sua presença não é registrada, libertar a história é falar de homens e mulheres numa relação igualitária. falar de mulheres não é somente relatar os fatos em que elas estiveram presentes, mas é reconhecer o processo histórico de exclusão de sujeitos. na esteira de michel foucault, é fazer uma arqueologia do feminino; desconstruir a história da história feminina para reconstruí-la em bases mais reais e igualitárias, analisar as práticas discursivas e não discursivas que representam o feminino.(colling, ana maria. as mulheres e a ditadura militar no brasil. pág. 02)
     a sociedade grega, portanto, teve uma grande influência, não só na cultura brasileira, mas na visão preconceituosa de que só os homens saudáveis tinham o direito de participar da vida política, subestimando a todos os outros pertencentes à mesma sociedade. mas também há, em nossas canções e poemas, críticas a essa visão preconceituosa e machista.


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  • Uso da Catarse para uma apresentação do feminino em Chico Buarque.
  • Introdução
  • Conceito de Catarse e Mimesis
  • Papel do teatro e a função da catarse para Brecht e para Aristóteles
  • Questão da mulher nas sociedades Grega (Atenas Antiga) e brasileira (ditadura).
  • Pirate Jenny” de Bertolt Brecht e “Geni e o Zepelim” de Chico Buarque
  • Eurípedes – O escritor de caráter inovador e a sua peça Medeia.
  • Mito de Jasão e Os Argonautas
  • Medeia de Eurípedes
  • Gota d’água, uma Tragédia Carioca
  • Comparação das peças
  • Conclusão
  • Referências Bibliográficas