Curso Online de SANEAMENTO BÁSICO ( Comercio, Indústria, Domiciliar)

Curso Online de SANEAMENTO BÁSICO ( Comercio, Indústria, Domiciliar)

Este curso destina-se àquelas pessoas que tem interesse m apreender sobre saneamento, e poder defender seus direitos e orientar as pessoa...

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Carga horária: 6 horas

De: R$ 60,00 Por: R$ 40,00
(Pagamento único)

Mais de 30 alunos matriculados no curso.

Certificado digital Com certificado digital incluído

Este curso destina-se àquelas pessoas que tem interesse m apreender sobre saneamento, e poder defender seus direitos e orientar as pessoas em benefício da saúde pública, e às pessoas que tem interesse em mudar de atividade profissional e ingressar na área de Vigilância Sanitária, nos órgãos públicos, a nível federal, estadual ou municipal.

Formação Escolar: Administração de Empresas, com Curso de Especialização em Administração Pública. Experiência Profissional: 15 anos de atuação em Administração Pública Municipal na área administrativa, com conhecimentos sobre licitações, logística e Organização e Métodos,Saneamento Básico e de Alimentos.



  • Aqui você não precisa esperar o prazo de compensação do pagamento para começar a aprender. Inicie agora mesmo e pague depois.
  • O curso é todo feito pela Internet. Assim você pode acessar de qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Se não gostar do curso você tem 7 dias para solicitar (através da pagina de contato) o cancelamento ou a devolução do valor investido.*
  • Adquira certificado ou apostila impressos e receba em casa.**
* Desde que tenha acessado a no máximo 50% do material.
** Material opcional, vendido separadamente.
  • SANEAMENTO BÁSICO 

    O saneamento básico constitui um dos mais importantes meios de prevenção de doenças, dentre todas as atividades de saúde pública. Inclui várias definições, sendo que devemos sempre levar em consideração aquela fixada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), segundo a qual “saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre o seu bem-estar físico, mental ou social”. Seu objetivo maior é a promoção da saúde do homem, pois muitas doenças podem proliferar devido à carência de medidas de saneamento. 
    Alguns fatores predisponentes a essa proliferação das doenças, os quais podemos citar, são: ambiente poluído, inadequado destino do lixo, não disponibilidade de água de boa qualidade, e má deposição de dejetos. Como conseqüências, temos, por exemplo, mortes de crianças com menos de um ano de idade por diarréia (cerca de 30%), casos de internação em pediatria devido à falta de saneamento (60%), além de casos de esquistossomose, que no Brasil chegam a 5,5 milhões. 
    A área de atuação do saneamento é muito ampla, e tende sempre a aumentar, devido à grande necessidade de se controlar a ação do homem sobre o meio ambiente. Soluções técnicas de saneamento cada vez mais avançadas, aperfeiçoadas e eficazes são necessárias para controlar os problemas ambientais, decorrentes do crescimento populacional e desenvolvimento industrial.

    As principais atividades do saneamento são:

    Abastecimento de água
    Afastamento dos dejetos (sistemas de esgotos)
    3. Coleta, remoção e destinação final dos resíduos sólidos (lixo)
    4. Drenagem de águas pluviais
    5. Controle de insetos e roedores
    6. Saneamento dos alimentos
    7. Controle da poluição ambiental
    8. Saneamento da habitação, dos locais de trabalho e de recreação
    9. Saneamento aplicado ao planejamento territorial.

  • 1 ABASTECIMENTO DE AGUA

    Muitas doenças podem ser transmitidas através da água, pois a água pode servir de meio de transporte de agentes patogênicos eliminados pelo homem através de dejetos, ou poluentes químicos e radioativos, presentes nos esgotos industriais. Esses agentes aí encontrados podem alcançar o homem através da ingestão direta da água, pelo contato da água com a pele e mucosas, ou através do seu uso em irrigação, ou preparação de alimentos. 

    As principais doenças que podem ser transmitidas pela ingestão direta de água são:

    - Febres tifóide e paratifóide
    - Disenterias bacilar e amebiana
    - Cólera
    - Hepatite infecciosa
    - Poliomielite
    - Entero-infecções em geral.

    Já as principais doenças causadas por contato da água com pele e mucosas incluem:

    - Esquistossomose
    - Infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta
    - Doenças de pele.

    Algumas dessas doenças não são causadas por agentes patogênicos, mas sim por produtos químicos existentes na água, que podem torna-la tóxica, ou mesmo causar uma diarréia severa.

  • 1.1 Qualidade da Água 

    água para que possa ser consumida pelo homem deve obedecer a alguns padrões de qualidade. Como na natureza não encontramos devidamente água pura, pois a mesma sempre contém algum tipo de impureza, seja ela física, química ou biológica deve-se tentar torná-la potável o máximo possível, controlando para que suas impurezas fiquem abaixo dos valores máximos permitidos de impurezas, estabelecidos pelo Ministério da Saúde, não causando, portanto, nenhum malefício ao homem.

    Dentre as impurezas encontradas na água temos:

    Impurezas Físicas: são aquelas relacionadas à cor, sabor, odor e temperatura
    Impurezas Químicas: são substâncias dissolvidas na água – salinidade, alcalinidade, agressividade, ferro, manganês, cloreto, fluoreto, compostos tóxicos
    Impurezas Biológicas: são microorganismos patogênicos – bactérias, vírus, protozoários e vermes, provenientes geralmente de dejetos humanos, por isso, também chamados “coliformes fecais”

    Além da qualidade da água, é necessário enfatizar sua quantidade necessária ao homem para seu uso doméstico, pois sua escassez influirá em muitos aspectos, dentre eles, higiene pessoal, alimentos e ambiente, o que poderá acarretar danos à saúde humana.

  • 1.2 Medidas Práticas de Tratamento de Água 

    Algumas medidas de tratamento podem ser feitas quando há suspeita de que a água não seja potável. São técnicas fáceis e podem ser aplicadas nos domicílios. Veja algumas: 

    Filtração: não remove todos os microorganismos mas retém grande parte das impurezas. Atualmente existe grande disponibilidade de filtros domésticos comerciais e recomenda-se o seu uso. Nos locais onde o risco de contaminação biológica é alto, recomenda-se também a fervura da água após sua filtração.

    Fervura: consiste no aquecimento da água a 100oC por 10 a 15 minutos. É o modo mais simples de desinfecção e destrói grande parte dos microorganismos presentes.

    Produtos Desinfetantes: algumas substâncias químicas têm ação germicida e podem ser aplicadas à água, nos tratamentos simplificados. Dentre elas, destacamos: produtos à base de cloro e tintura de iodo a 8%.

  • 1.3 Drenagem de Águas Pluviais


    Um sistema de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais é composto por estruturas e instalações de engenharia destinadas ao transporte, retenção, tratamento e disposição final das águas das chuvas.
    Os sistemas de drenagem são classificados de acordo com seu tamanho em sistemas de microdrenagem e sistemas de macrodrenagem.

    A microdrenagem inclui a coleta das águas superficiais ou subterrâneas através de pequenas e médias galerias.

    Já a rede de macrodrenagem engloba, além da rede de microdrenagem, galerias de grande porte e os corpos receptores destas águas (rios ou canais).
          A seguir, encontram-se conceituados componentes de um sistema de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas:
    a) Guia ou meio-fio: é a faixa longitudinal de separação do passeio
    com a rua.

  • b) Sarjeta: é o canal situado entre a guia e a pista, destinada a coletar e conduzir as
    águas de escoamento superficial até os pontos de coleta;

    c) Bocas-de-lobo ou bueiros: são estruturas destinadas à captação das águas
    superficiais transportadas pelas sarjetas; em geral situam-se sob o passeio ou
    sob a sarjeta;
    d) Galerias: são condutos destinados ao transporte das águas captadas nas bocas
    coletoras até os pontos de lançamento. Possuem diâmetro mínimo de 400
    milímetros;
    e) Poços de visita: são câmaras situadas em pontos previamente determinados,
    destinados a permitir a inspeção e limpeza dos condutos subterrâneos;
    f) Trecho de galeria: é a parte da galeria situada entre dois poços de visita
    consecutivos;
    g) Bacias de amortecimento: são grandes reservatórios construídos para o
    armazenamento temporário das chuvas, que liberam esta água acumulada de
    forma gradual.

  • 2 SANEAMENTO – O DESTINO DOS DEJETOS
    Muitos microrganismos patogênicos são eliminados com os dejetos humanos.
    A má disposição dos dejetos pode provocar o contato do homem com os mesmos, ocasionando a transmissão de doenças.
    Existem diversos modos de contato(geralmente, indiretos) com excretas:
     
    a) Através da água contaminada com matéria fecal – por ingestão, contato com a pele,
    preparação ou irrigação de alimentos, como já discutido anteriormente;
    b) Por meio de mãos sujas;
    c) Através de insetos, principalmente as moscas, que pousam na sujeira e levam as
    impurezas para os alimentos;
    d) Pelo contato com o solo, que recebeu dejetos;
    e) Através da ingestão de carne de animais doentes, que se alimentam de fezes.
    O contato do homem com os dejetos será evitado se forem adotadas soluções sanitariamente corretas para seu destino.
    Assim deve ser evitado o lançamento no solo, em valas, diretamente na água ou em fossas mal construídas, que causem a contaminação do lençol freático (fossas negras).
    As soluções para a disposição dos excretas podem ser coletivas ou individuais. No meio urbano, a opção correta é o sistema público de esgotamento sanitário. Infelizmente, muitas cidades brasileiras não contam com sistemas coletivos para receber os esgotos das edificações, adotando-se mais as soluções individuais-fossas.

  • Exemplo de sistema primário de tratamento de esgoto doméstico

    Nos bairros e vilarejos onde não existe rede pública de coleta de esgotos, é exigido pela vigilância sanitária (saúde pública) que as casas tenham um sistema de tratamento de esgotos de modo a que não venham a contaminar o meio ambiente, e consequentemente levar doenças às pessoas.
    Os resíduos da pia da cozinha são direcionados à caixa de gordura, onde ficam retidos, e a água segue para a fossa séptica.
    Os dejetos do vaso sanitário devem ser dirigidos para a fossa septica, onde a pasta fecal fica retida, e somente o líquido segue para o filtro, e para o sumidoro (poço morto).

  • Figura 2 – Sistema de tratamento de esgotos de uma casa, conforme orientação da Vigilância Sanitária (Saúde Pública). Naturalmente que a caixa d’àgua deve ser erméticamente fechada, para evitar entrada de insetos e roedores.

  • PROBLEMA DOS ESGOTOS NO MEIO RURAL

    a) Soluções para o problema

    Para o afastamento dos excretos em zonas rurais, podem ser consideradas duas classes de instalações: sem transporte hídrico e com transporte hídrico. Soluções do primeiro grupo são usadas quando não se dispõe de abastecimento de água canalizada e as do segundo grupo, quando esse melhoramento básico existe.

    Principais tipos de instalações

    b1) Sem transporte hídrico

    Fossa seca ou privada higiênica

    Consiste em uma escavação aberta no solo, devida
    mente protegida, com dimensões variáveis, na qual os
    excretos humanos secam por ações aeróbias.
    Deve haver uma distância segura entre o fundo da fossa
    e o lençol de água.

  • Fossa negra
    É uma variante da fossa seca, na qual a escavação
    atinge ou muito se aproxima do lençol de água subterrânea.
    Tem o grande inconveniente da poluição e contaminação do
    lençol d´água subterrânea. Entretanto, é uma solução bastante
    empregada, tendo em vista a grande durabilidade. A fossa negra deve
    se localizar no mínimo a 45 m de distância de eventuais suprimentos
    de água.

    Fossa tubular
    Consiste, também, em uma variante da fossa seca, da qual difere
    pela seção transversal do buraco, que é bem menor (diâmetro
    aproximado de 40 cm). É aberto verticalmente no terreno por meio de
    um trado ou broca até uma profundidade de cerca de 6 m.
    Figura 16.3


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