Curso Online de Nutrição do Idoso

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Com o aumento do número de pessoas idosas no Brasil, é preciso se preocupar com os cuidados que proporcionem uma melhor qualidade de vida à esses indivíduos. Limitações fisiológicas decorrentes do avançar da idade podem influenciar a ingestão dietética e prejudicar o alcance das necessidades nutricionais e manutenção da saúde nessa idade, prejudicando, por exemplo, a resposta imune do idoso e propiciando maior susceptibilidade a doenças.
Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

Mestre em alimentos e nutrição. Professor de ciência dos alimentos, biologia, química, ciências e bioquímica. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1141431817967324. Pesquisador de qualidade de vida, alimentação saudável e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Especialista em nutrição clínica e esportiva; gerontologia e qualidade de vida. Estudo intensamente nutrição, alimentos, saúde e gerontologia, dentre outras áreas. Nestes cursos transmito informações preciosas e atualizadas sobre alimentação e saúde com total credibilidade e clareza após estudar intensamente cada conteúdo.



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  • NUTRIÇÃO DO IDOSO

    Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

  • Com o aumento do número de pessoas idosas no Brasil, é preciso se preocupar com os cuidados que proporcionem uma melhor qualidade de vida à esses indivíduos. Limitações fisiológicas decorrentes do avançar da idade podem influenciar a ingestão dietética e prejudicar o alcance das necessidades nutricionais e manutenção da saúde nessa idade, prejudicando, por exemplo, a resposta imune do idoso e propiciando maior susceptibilidade a doenças.

  • Especialistas em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis reconhecem que embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, é necessária também mais evidência científica que ofereçam comprovações do papel da dieta na prevenção e controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis.

  • Nos idosos, a principal mudança no comportamento alimentar é influenciada pela interação de vários elementos, que incluem aspectos biológicos (saciedade e densidade energética dos alimentos), palatabilidade (textura dos alimentos, sabor, olfato, visão e estímulos), questões econômicas, aspectos sociais (acesso aos alimentos, nível de autonomia, grau de escolaridade, ambiente social, apoio familiar), bem como fatores psicológicos (depressão, estresse).

  • A atrofia da mucosa gástrica, redução na produção de ácido clorídrico, esvaziamento gástrico mais lento, desidratação, problemas na cavidade periodontal, baixa renda, solidão, isolamento social, depressão, déficit cognitivo e restrição de mobilidade contribuem para a má alimentação e consequentemente estado nutricional inadequados muitas vezes aumentando o risco da mortalidade do idoso.

  • Os idosos são mais suscetíveis ao estado de desnutrição, que pode ser ocasionado por ingestão inadequada e insuficiente, digestão ou absorção deficientes, alterações metabólicas ou aumento de excreção de nutrientes essenciais. Isso pode resultar em redução na resistência às infecções, prejuízo na cicatrização, desfecho clínico ruim de doença ou trauma, desenvolvimento de doença crônica e aumento da morbidade e mortalidade.

  • Outra situação de má nutrição encontrada nos idosos é a obesidade, que envolve desfechos clínicos como diabetes, doença cardíaca aterosclerótica, hipertensão arterial e síndrome metabólica, que se manifestam, entre outros fatores, pelo consumo alimentar excessivo.

  • Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

  • No idoso, diversos fatores de ordem biológica, social e psicológica podem produzir mudanças nas práticas alimentares. O processo de envelhecimento per se está relacionado a várias modificações fisiológicas, como alterações sensoriais no olfato e no paladar, prejuízos na capacidade de mastigação, esvaziamento gástrico alentecido e alterações neuroendócrinas que estão associadas à saciedade precoce e à redução do apetite e do prazer de comer. Somam-se a esses elementos os fatores psicossociais como a aposentadoria, a viuvez, a saída dos filhos de casa, a redução do poder aquisitivo, favorecendo o isolamento e a solidão, além da dificuldade de preparar as refeições e ingerir os alimentos.

  • Os indivíduos idosos têm maior risco de apresentar estado nutricional com déficit de vários micronutrientes, devido fatores fisiológicos, socioeconômicos, problemas dentários, diminuição da percepção sensorial, depressão ou problemas mentais, além de doenças que possam reduzir o apetite, diminuir a absorção e utilização dos nutrientes ou, ainda aumentar as necessidades de nutrientes, o uso de drogas que afetam a ingestão, a absorção e utilização ou excreção de nutrientes.

  • A alimentação inadequada aumenta as chances do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. O consumo exagerado de alguns alimentos em detrimento de outros aliado ao sedentarismo, são as principais causas de obesidade, gastrite, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer.


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