Curso Online de Bases Biológicas da Terapia Ortodôntica

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Neste curso serão abordados os temas relacionados com a terapia ortodôntica.

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Neste curso serão abordados os temas relacionados com a terapia ortodôntica.

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  • BASES BIOLÓGICAS DA TERAPIA ORTODÔNTICA

    BASES BIOLÓGICAS DA TERAPIA ORTODÔNTICA

  • Estrutura e Função do Ligamento Periodontal

    Estrutura e Função do Ligamento Periodontal

    Cada dente é ligado ao osso alveolar adjacente e separado do mes- mo por uma estrutura de suporte colagenosa resistente, o ligamen- to periodontal (LPD). Sob circunstâncias normais o LP ocupa um espaço de aproximadamente 0,5 mm de espessura em volta de toda a raiz. Sem dúvida, o componente mais importante do ligamento é uma rede de fibras colágenas paralelas, inseridas no cemento da su- perfície radicular de um lado e em uma placa óssea relativamente densa, a lâmina dura, do outro lado. Essas fibras de suporte correm anguladas, se ligando apicalmente mais distantes no dente do que no osso alveolar adjacente. Esse arranjo, é claro, resiste ao desloca- mento esperado do dente durante a função normal.

  • Embora a maior parte do espaço do LP seja ocupado por feixes de fibras colágenas que constituem a fixação do ligamento, dois ou- tros componentes importantes do ligamento devem ser considera- dos: (1) os elementos celulares, incluindo células mesenquimais de vários tipos, juntamente com os elementos vasculares e neurais; e (2) os fluidos tissulares. Ambos desempenham importante papel na fun- ção normal e tornam o movimento dentário ortodôntico possível.

  • Os principais elementos celulares no LP são células mesen- quimais indiferenciadas e suas descendentes na forma de fibroblastos e osteoblastos. O colágeno do ligamento é constantemente remo- delado e renovado durante a função normal.1As mesmas células po- dem servir tanto como fibroblastos, produzindo novos materiais da matriz colágena, quanto como fibroclastos, destruindo o colágeno produzido previamente. A remodelação e o recontorno do alvéolo ósseo e do cemento radicular também estão sendo constantemente realizados, porém em menor escala, como resposta à função normal.

  • Os fibroblastos no LP têm propriedades similares às dos os- teoblastos, e o novo osso provavelmente é formado por osteoblastos que se diferenciaram da população celular local.2Osso e cemento são removidos por osteoclastos e cementoclastos especializados, respec- tivamente. Essas células gigantes multinucleadas são bastante dife- rentes dos osteoblastos e cementoblastos que produzem osso e cemento. Apesar de anos de investigação, a origem dessas células permanece controvertida. A maioria é de origem hematogênica; algumas podem ser derivadas de células progenitoras encontradas no local.

  • Embora o LP não seja amplamente vascularizado, ele contém vasos sanguíneos e células do sistema vascular. Terminações nervo- sas também são encontradas no ligamento, tanto as terminações amielínicas livres, associadas à percepção da dor, como os recepto- res mais complexos associados à pressão e à informação da posição (propriocepção).

  • Finalmente, é importante reconhecer que o espaço do LP é pre- enchido por fluido; este fluido é o mesmo encontrado nos demais tecidos derivados do sistema vascular. Um compartimento preenchi- do de fluido com paredes retentivas, porém porosas, poderia ser a descrição de um amortecedor, e em função normal o fluido permi- te que o espaço periodontal exerça este papel.

  • Resposta à Função Normal

    Resposta à Função Normal

    Durante a função mastigatória, os dentes e as estruturas periodontais estão sujeitos a forças pesadas intermitentes. O contato dentário dura 1 segundo ou menos; as forças são bastante pesadas, variando de 1 a 2 kg quando substâncias macias são mastigadas, chegando até 50 kg para objetos mais resistentes. Quando um dente é submetido a cargas pesadas deste tipo, seu rápido deslocamento para dentro do espaço do LP é prevenido pelo fluido tissular, que não se comprime. A força, por outro lado, é transmitida ao osso alveolar que se flexiona em resposta.

  • A extensão da flexão óssea durante a função normal dos maxilares (e outros elementos esqueléticos do corpo) não é geralmente conhe- cida. O corpo mandibular se flexiona com a abertura e o fechamento da boca mesmo sem cargas mastigatórias pesadas. Em grande abertu- ra, a distância entre os molares inferiores diminui de 2 a 3 mm. Em função intensa, os dentes individualmente são deslocados ligeiramente com a flexão dos processos alveolares, permitindo que ocorra esta pres- são, a qual é transmitida a distâncias consideráveis. A flexão óssea em resposta à função normal gera corrente piezoelétrica (Fig. 9-2; ver dis- cussão adiante), que parece ser um importante estímulo à regenera- ção e ao reparo esquelético. Este é o mecanismo pelo qual a arquitetura óssea é adaptada às demandas funcionais.

  • Muito pouco do fluido de dentro do espaço do LP é comprimi- do durante o primeiro segundo de aplicação da pressão. Entretan- to, se a pressão contra o dente for mantida, o fluido é rapidamente escoado e o dente se desloca dentro do espaço do LP, comprimindo o ligamento contra o osso adjacente. Como já esperado, isto causa dor. A dor normalmente é sentida após 3 a 5 segundos da aplicação da força pesada, indicando que o fluido extravasou e a força de com- pressão é aplicada contra o LP nesse intervalo de tempo (Tabela 9-1). A resistência proporcionada pelos fluidos tissulares permite a mas- tigação normal sem dor se a aplicação da força ocorrer por 1 segun- do ou menos.

  • Apesar de o LP ser perfeitamente adaptado para resistir às forças de curta duração, ele rapidamente perde esta capacidade adaptativa com a compressão e o extravasamento dos fluidos tissulares desta área confinada. Força prolongada, mesmo de baixa magnitude, pro- duz uma resposta fisiológica diferente — remodelação do osso ad- jacente. O movimento dentário ortodôntico se torna possível pela aplicação de forças prolongadas. Além disso, forças leves prolonga- das no ambiente natural — forças dos lábios, bochechas ou a língua repousando contra os dentes — têm o mesmo potencial que as forças ortodônticas para fazer com que os dentes se movam para diferen- tes locais .


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  • BASES BIOLÓGICAS DA TERAPIA ORTODÔNTICA
  • Estrutura e Função do Ligamento Periodontal
  • Resposta à Função Normal
  • Papel do Ligamento Periodontal na Erupção e Estabilização dos Dentes
  • Controle Biológico do Movimento Dentário
  • Teoria da Pressão-Tensão
  • Efeitos da Magnitude da Força
  • Efeitos da Distribuição da Força e Tipos de Movimento Dentário
  • Efeitos da Duração da Força e seu Declínio
  • Efeito das Drogas na Resposta à Força Ortodôntica
  • Ancoragem: Resistência ao Movimento Dentário Indesejado
  • Relação Entre Movimento Dentário e Força
  • Movimento Dentário Recíproco
  • Ancoragem Reforçada
  • Ancoragem Estacionária
  • Efeito Diferencial de Forças Muito Intensas
  • Ancoragem Cortical
  • Ancoragem Esquelética (Absoluta)
  • Mobilidade e Dor Relacionadas ao Tratamento Ortodôntico
  • Efeitos na Polpa
  • Efeitos na Estrutura Radicular
  • Reabsorção Generalizada Moderada
  • Reabsorção Generalizada Severa
  • Reabsorção Localizada Severa
  • Efeitos do Tratamento na Altura do Osso Alveolar
  • Fim...