Curso Online de Prevenção e Tratamento das Complicações Cirúrgicas

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Neste curso serão abordados os temas relacionados aos meios de prevenção e tratamento das complicações cirúrgicas.

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Neste curso serão abordados os temas relacionados aos meios de prevenção e tratamento das complicações cirúrgicas.

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  • PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS

    PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS

  • PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES

    PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES

    Assim como nas complicações médicas, o melhor e mais fácil caminho para controlar uma complicação cirúrgica é prevenir que ela ocorra. A prevenção de complicações cirúrgicas é mais bem executada através de uma minuciosa avaliação, um amplo plano de tratamento e uma cuidadosa execução do procedimen- to cirúrgico. Somente quando essas etapas são rotineiramente executadas é que o cirurgião pode esperar ter poucas complica- ções. É preciso compreender que mesmo com tal planejamento e com excelente técnica cirúrgica as complicações ocasionalmente ocorrem. Em situações nas quais houve um cuidadoso planeja- mento do dentista, a complicação frequentemente é previsível e quase sempre pode ser controlada. Por exemplo, ao extrair um primeiro pré-molar superior que possui raízes longas e fi nas, é bem mais fácil remover a raiz vestibular do que a palatina. Portanto, o cirurgião usa mais força em direção a raiz vestibular do que a raiz palatina. Se uma raiz fratura, é preferível que seja a raiz vestibular e não a palatina, sendo mais simples direção e a subsequente retirada da raiz vestibular.

  • Os dentistas devem realizar cirurgias que estejam dentro das limitações de suas habilidades. Eles devem, portanto, avaliar cui- dadosamente seus treinamento e habilidade antes de decidir rea- lizar uma cirurgia específi ca. Então, por exemplo, é inapropriado a um dentista com experiência limitada no cuidado de terceiros molares impactados se encarregar de uma cirurgia de extração de um dente incluso. A incidência de complicações operatórias e pós-operatórias é altamente inaceitável nessa situação. Os cirur- giões devem ser cuidadosos no otimismo despropositado, que obscurece seus julgamentos e os impede de propiciar o melhor tratamento possível ao paciente. O dentista deve ter em men- te que recomendar um especialista é uma opção que deve ser sempre exercida se o plano cirúrgico estiver além de sua própria habilidade. Em algumas situações não é apenas uma obrigação moral, mas também uma prudente administração do risco mé- dico legal.

  • No planejamento de um procedimento cirúrgico, o primeiro passo é sempre a revisão completa da história médica do pacien- te. Muitas complicações discutidas neste capítulo podem ser cau- sadas pela inadequada atenção às histórias médicas que teriam revelado a presença de um fator de aumento do risco cirúrgico.

  • Um dos primeiros meios para prevenir complicações é ob- ter imagens adequadas e avaliá-las cuidadosamente (Cap. 7). As radiografi as devem incluir toda a área da cirurgia, incluindo os ápices das raízes dos dentes que serão extraídos e as estruturas anatômicas locais e regionais, tais como partes adjacentes ao seio maxilar e ao canal alveolar inferior. O cirurgião deve procurar a presença de morfologia anormal da raiz do dente ou sinais de que o dente possa estar anquilosado. Após exame cuidadoso das radiografi as, o cirurgião deve, ocasionalmente, alterar o plano de tratamento para prevenir ou limitar a magnitude das complica- ções que podem ser esperadas em uma extração fechada. Em lu- gar desse tipo de extração, o cirurgião deverá considerar acessos cirúrgicos para remover os dentes nesses casos.

  • Depois de obtida uma adequada história médica e de as ra- diografi as terem sido analisadas, o cirurgião deve fazer o plane- jamento pré-operatório. Isso não é simplesmente uma prepara- ção de um detalhado plano cirúrgico e de instrumentação, mas também um procedimento para controle de dor e ansiedade e recuperação pós-operatória (instruções e modifi cações da ativi- dade normal do paciente). Instruções pré-operatórias completas e explicações para o paciente são essenciais para a prevenção ou limitação do impacto da maioria das complicações que ocorrem no período pós-operatório. Se as instruções não forem cuidado- samente explicadas e a importância da submissão não for clara, o paciente terá menos probabilidade de cumpri-las.

  • Finalmente, a fi m de que se tenha um mínimo de complica- ções, o cirurgião sempre deverá seguir os princípios cirúrgicos básicos. Deverá sempre haver visualização clara e acesso ao cam- po operatório, que requer luz adequada, afastamento e observa- ção ideais dos tecidos moles (incluindo lábios, bochecha, língua e retalhos de tecidos moles), e também adequada aspiração. Os dentes a serem removidos devem ter uma via livre para remo- ção. Assim sendo, ocasionalmente o osso deve ser removido e os dentes devem ser seccionados para que se atinja esse objetivo. O controle da força é de suma importância; isso signifi ca “habilida- de”, não “força”. O cirurgião deve seguir os princípios de assep- sia, o manuseio atraumático dos tecidos, hemostasia e completo fechamento da ferida após o procedimento cirúrgico. A violação desses princípios leva a um aumento da incidência e gravidade das complicações cirúrgicas.

  • LESÕES DOS TECIDOS MOLES

    LESÕES DOS TECIDOS MOLES

    As lesões dos tecidos moles na cavidade oral são quase sempre o resultado da falta de atenção do cirurgião quanto à natureza de- licada da mucosa, à tentativa de fazer a cirurgia com acesso ina- dequado, ou ao uso excessivo e incontrolado da força. O cirur- gião deve manter uma cuidadosa atenção com os tecidos moles enquanto estiver trabalhando no osso e nas estruturas dentárias

  • Laceração do Retalho Mucoso

    Laceração do Retalho Mucoso

    A lesão mais comum dos tecidos moles durante a cirurgia oral é a laceração do retalho mucoso durante a extração cirúrgica de um dente. Isso normalmente resulta em um inadequado tamanho do retalho em envelope inicial, que é então fi rmemente afastado, além da capacidade do tecido em estirar, conforme a tentativa do cirurgião em obter o acesso cirúrgico necessário (Fig. 11-1). Isso resulta em uma laceração normalmente no término da incisão. A prevenção dessa complicação apresenta-se em três partes: (1) fazer um retalho de tamanho adequado para prevenir excesso de tensão no retalho, (2) usar controlada quantidade de força de retração sobre o retalho, e (3) fazer incisões relaxantes, quando indicadas. Se uma laceração ocorre no retalho, este deve ser cui- dadosamente reposicionado, uma vez terminada a cirurgia. Se o cirurgião ou assistente observar um retalho que começa a lace- rar, a cirurgia dos tecidos duros deve ser interrompida e a incisão
    deverá ser estendida para que se obtenha melhor acesso e depois se continue a cirurgia dos tecidos duros. Em muitos pacientes, suturas cuidadosas das lacerações resultam em uma cicatrização adequada, porém com um certo grau de demora na cicatrização. Se a laceração for excepcionalmente irregular, o cirurgião poderá considerar a excisão das margens em torno do retalho para criar uma margem regular antes do fechamento. Esse último passo deve ser realizado com cautela porque a excisão de quantidade excessiva de tecido leva ao fechamento sob tensão da ferida e a uma provável deiscência da mesma, ou pode ainda comprometer a quantidade de gengiva inserida adjacente ao dente.

  • Feridas Perfurantes

    Feridas Perfurantes

    A segunda lesão dos tecidos moles que ocorre com alguma fre- quência é uma inadvertida perfuração dos mesmos. Instrumentos como uma alavanca reta ou um descolador perióstico podem escorregar do campo cirúrgico e perfurar ou lacerar os tecidos moles adjacentes. Mais uma vez, essa lesão é o resultado do uso incontrolado da força e é mais bem prevenida pelo uso de força controlada, com atenção especial dada ao uso do apoio do dedo ou do suporte da mão contrária na antecipação ao deslizamento. Se o instrumento desliza do dente ou osso, os dedos então amparam a mão antes que a lesão ocorra (Fig. 11-2). Quando uma ferida perfurante acontece, o tratamento tem como objetivo, primeiramente, a prevenção de infecção e permite que a cicatrização ocorra, nor- malmente por segunda intenção. Se houver sangramento exces- sivo da ferida, este deverá ser controlado por compressão direta aplicada sobre a mesma. Uma vez conseguida a hemostasia, a mesma normalmente é deixada aberta, sem sutura, de modo que se uma pequena infecção acontecer, exista uma via adequada de drenagem.

  • Esgarçamento ou Abrasão

    Esgarçamento ou Abrasão

    Abrasões ou queimaduras dos lábios, das comissuras orais, ou dos retalhos normalmente são resultado do atrito da haste ro- tatória da broca nos tecidos moles, ou do afastador de metal também em contato com os tecidos moles (Fig. 11-3). Quando o cirurgião está focado na parte cortante da broca, o assistente deve estar atento quanto à localização da haste da broca em re- lação às bochechas e aos lábios. Entretanto, de qualquer modo, o cirurgião também deve fi car atento à localização da haste. Se uma área da mucosa oral sofre abrasão ou queimadura, uma prá- tica simples e a de manter a área limpa com bochechos orais regulares. Normalmente tais feridas cicatrizam em 4 ou 7 dias (dependendo da extensão do dano) sem cicatriz. Se essa abra- são ou queimadura ocorrer na pele, o dentista deverá aconselhar o paciente a mantê-la coberta com uma pomada antibiótica. O paciente deve manter a pomada somente na área traumatizada e não espalhar pela pele intacta, pois a pomada, provavelmente, causará uma irritação na pele saudável. Essas abrasões normal- mente levam de 5 a 10 dias para cicatrizarem. O paciente deverá manter a área umedecida com a pomada durante todo o período de cicatrização a fi m de prevenir formação de crosta e retardo de cicatrização, bem como manter a área razoavelmente confortá- vel. Cicatriz ou descoloração permanente da pele afetada podem ocorrer, mas são limitadas pelo próprio cuidado com a ferida.


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