Curso Online de Tratamento Cirúrgico das Lesões Patológicas da Boca

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Neste curso serão abordados os temas relacionados com o Tratamento Cirúrgico das Lesões Patológicas da Boca

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Neste curso serão abordados os temas relacionados com o Tratamento Cirúrgico das Lesões Patológicas da Boca

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  • Tratamento Cirúrgico das Lesões Patológicas da Boca

    Tratamento Cirúrgico das Lesões Patológicas da Boca

  • As técnicas cirúrgicas específi cas para o tratamento das lesões patológicas da boca podem ser tão variadas quanto aquelas desti- nadas ao tratamento cirúrgico de qualquer outra entidade. Cada profi ssional trata os pacientes cirurgicamente usando técnicas baseadas em seu treinamento prévio, tendências, experiência e habilidade pessoal, intuição e talento. O propósito deste capí- tulo não é descrever as especifi cidades das técnicas cirúrgicas para o tratamento de lesões patológicas individuais da boca, mas apresentar os princípios básicos que podem ser aplicados a uma variedade de técnicas para tratar satisfatoriamente os pacientes. A discussão dessa questão é simplifi cada pelo fato de que muitas lesões diferentes podem ser tratadas de forma bastante seme- lhante, como será delineado adiante.

  • Erradicação da Condição Patológica

    Erradicação da Condição Patológica

    O objetivo terapêutico de qualquer procedimento cirúrgico abla- tivo é remover completamente a lesão e não deixar células que poderiam proliferar gerando uma recidiva. Os métodos usados para atingir esse objetivo variam tremendamente e dependem da natureza da condição patológica. A excisão de um carcinoma bu- cal exige uma abordagem agressiva que inclui o sacrifício das es- truturas adjacentes, em um esforço para remover completamente a lesão. Essa mesma abordagem para um simples cisto seria trági- ca. Portanto, é imperativo que se identifi que a lesão histopatologi- camente através de biópsia, previamente à condução de qualquer procedimento cirúrgico ablativo. Somente assim o procedimento cirúrgico apropriado pode ser escolhido para erradicar a lesão, com mínima destruição dos tecidos normais adjacentes.

  • Reabilitação Funcional do Paciente

    Reabilitação Funcional do Paciente

    Como acabamos de notar, o objetivo principal da cirurgia ao remover uma lesão patológica é que ela seja completamente retirada. Apesar de a erradicação da doença ser o objetivo mais importante do tratamento, por si só isso frequentemente é inade- quado no tratamento abrangente dos pacientes. O segundo obje- tivo de qualquer tratamento usado para a erradicação da doença é permitir a reabilitação funcional do paciente. Após atingir a re- moção completa da lesão, a consideração mais importante é lidar com os defeitos residuais resultantes da cirurgia ablativa. Esses defeitos podem variar desde uma obliteração leve do sulco labial resultante da eliminação de uma área de hiperplasia fi brosa devi- do ao uso de prótese total, passando por um defeito no rebordo alveolar após a remoção de um tumor odontogênico benigno, e até mesmo um defeito após hemimandibulectomia resultante da ressecção de um carcinoma. Os melhores resultados são obtidos quando procedimentos de reconstrução futuros são considera- dos previamente à excisão das lesões. Os métodos de enxerto, os princípios de fi xação, os défi cits de tecido mole, a reabilitação odontológica e o preparo do paciente devem ser totalmente ava- liados e adequadamente planejados no pré-operatório.

  • TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PSEUDOCISTOS E LESÕES CÍSTICAS DA MAXILA E DA MANDÍBULA

    TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PSEUDOCISTOS E LESÕES CÍSTICAS DA MAXILA E DA MANDÍBULA

    O tratamento cirúrgico das lesões patológicas da boca pode ser mais bem discutido classifi cando-se amplamente as lesões patoló- gicas nas seguintes categorias principais: lesões pseudocísticas e cistos dos ossos maxilares, tumores benignos dos ossos gnáticos, tumores malignos e lesões benignas dos tecidos moles da boca.

  • Um cisto pode ser defi nido de forma geral como uma cavida- de patológica revestida por epitélio e preenchida por fl uido ou por material de consistência mole. A prevalência de cistos nos ossos gnáticos pode estar relacionada com a abundância de epitélio que prolifera no osso durante o processo de formação dos dentes e ao longo das linhas onde as superfícies dos processos embrio- nários dos ossos gnáticos se fusionam. Os cistos dos ossos maxi- lares podem ser divididos em dois tipos: (1) aqueles que surgem a partir do epitélio odontogênico (i. e., cistos odontogênicos) e (2) aqueles que surgem do epitélio oral que fi cou preso entre os processos faciais devido à fusão dos mesmos durante a em- briogênese (i. e., cistos fi ssurais). O estímulo que leva às células epiteliais em repouso a proliferar no tecido conjuntivo adjacente ainda não foi determinado. A infl amação parece ter um papel im- portante nos cistos que surgem a partir dos granulomas devido a polpas dentárias infectadas.

  • Fragmentos residuais da membrana cística tendem a pro- duzir cistos recorrentes, o que exige a excisão completa do seu revestimento epitelial no momento da cirurgia. Alguns cistos (p. ex., ceratocistos) se comportam de forma mais agressiva com relação às suas características destrutivas e taxas de recidiva. Os cistos são conhecidos por destruírem grandes porções dos ossos e por deslocarem os dentes para áreas remotas dos ossos maxilares (i. e., côndilo mandibular ou ângulo da mandíbula e processo coronóide; Fig. 22-1). O crescimento dos cistos é cau- sado por expansão gradual e a maioria é descoberta por meio de radiografi as odontológicas de rotina. Os cistos geralmente são assintomáticos, a menos que estejam infectados secundaria- mente. A mucosa sobrejacente possui coloração e consistência normais e não há defi ciências de sensibilidade em decorrência do envolvimento de nervos.

  • Se o cisto não expandiu ou adelgaçou a cortical óssea, notam- se o contorno e a fi rmeza normais da área. A palpação com fi rme pressão pode provocar indentações na superfície de um osso ex- pandido com característica resiliência de rebote. Se o cisto ero- diu através da cortical óssea, nota-se a fl utuação à palpação.

  • O aspecto radiográfi co dos cistos apresenta algumas caracte- rísticas, como um contorno distinto e denso de osso reacional (i. e., osteíte condensante) com um centro radiotransparente (Fig. 22-2). A maioria dos cistos é unilocular; contudo, formas multiloculares são frequentemente vistas em alguns ceratocis- tos e ameloblastomas císticos (Fig. 22-3). Os cistos geralmente não causam reabsorção das raízes dos dentes; portanto, quando se identifi ca a reabsorção, o clínico deve suspeitar de uma neo- plasia. O revestimento epitelial dos cistos, em raras ocasiões, sofre alterações ameloblásticas ou malignas. Portanto, todo tecido cístico excisado deve ser submetido a exame histopa- tológico.

  • Apesar de os cistos serem amplamente classifi cados como odontogênicos ou fi ssurais1, essa classifi cação não é relevante para a discussão das técnicas cirúrgicas para a remoção de cistos. O tratamento cirúrgico dos cistos será discutido sem mencionar o tipo de cisto, com exceção para os tipos que requerem conside- ração especial. Os princípios do tratamento cirúrgico dos cistos também são importantes para o controle de tumores odontogê- nicos benignos e outras lesões da boca. Os cistos dos ossos gnáticos são tratados por meio de um dos seguintes quatro métodos: (1) enucleação, (2) marsupialização, (3) uma combinação em estágios dos dois procedimentos e (4) enucleação com curetagem.

  • Enucleação

    Enucleação

    A enucleação é o processo através do qual se consegue a remo- ção total de uma lesão cística. Por defi nição, isso signifi ca uma remoção de toda a lesão cística sem ruptura. Um cisto se presta à técnica de enucleação devido à camada de tecido conjuntivo entre o componente epitelial (que reveste a face interna do cisto) e a parede óssea da cavidade cística. Essa camada permite que haja um plano de clivagem para separar o cisto da cavidade óssea e torna a enucleação similar à separação do periósteo do osso. A enucleação dos cistos deve ser realizada com cuidado, em uma tentativa de remover o cisto em uma peça única, sem frag- mentação, o que reduz as chances de recidivas ao aumentar a probabilidade de remoção total. Na prática, contudo, a manuten- ção da arquitetura cística nem sempre é possível, e a ruptura do conteúdo cístico pode ocorrer durante a manipulação.


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  • Duração da Lesão
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