Curso Online de Parasitologia - Módulo 4 - Leishmaniose Visceral

Curso Online de Parasitologia - Módulo 4 - Leishmaniose Visceral

Patologia, Variedades de Leishmaniose visceral, diagnóstico, tratamento, controle.

Continue lendo

Autor(a):

Carga horária: 3 horas

Por: R$ 30,00
(Pagamento único)

Certificado digital Com certificado digital incluído

Patologia, Variedades de Leishmaniose visceral, diagnóstico, tratamento, controle.

Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará



  • Aqui você não precisa esperar o prazo de compensação do pagamento para começar a aprender. Inicie agora mesmo e pague depois.
  • O curso é todo feito pela Internet. Assim você pode acessar de qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Se não gostar do curso você tem 7 dias para solicitar (através da pagina de contato) o cancelamento ou a devolução do valor investido.*
* Desde que tenha acessado a no máximo 50% do material.
  • LEISHMANÍASE VISCERAL

  • O calazar no Brasil

  • A leishmaníase visceral, também denominada calazar, é endêmica em várias partes do mundo e pode dar lugar a epidemias.
    O quadro clínico carac-teriza-se por febre irregular, hepatoesplenomegalia e anemia.
    Na fase terminal, se não for tratada, produz caquexia e mortalidade elevada.
    Ela tem por causa flage-lados do complexo L. donovani, cuja nomenclatura varia segundo diferentes autores.

    A Leishmania donovani e a Leishmania infantum, ambas do Velho Mundo, são espécies bem caracterizadas.
    No Brasil, costuma-se dar o nome de Leishmania chagasi ao agente do calazar local, ainda que seja sabidamente importado da Europa.
    Os flagelados do complexo L. donovani estão adaptados para viver a 37oC, o que lhes permite infectar as vísceras e estruturas profundas.
    Esse tropismo explica a patologia da doença e sua gravidade.

  • Sob a forma de amas-tigotas, os parasitos crescem sobretudo nas células de Kupffer do fígado e nas do sistema fagocítico mononuclear do baço, da medula óssea e dos linfonodos.
    Também crescem nos pulmões, nos rins, nas suprarrenais, nos intesti-nos e na pele.
    As células hospedeiras destruídas permitem a disseminação dos para-sitos, que podem ser vis-tos circulando no sangue, inclusive no interior de monócitos.

    Macrófago abarrotado de leishmânias em multiplicação.

  • Inseto flebotomíneo do gênero Lutzomyia

    Os transmissores são insetos dípteros da subfamília Phlebo-tominae e do gênero Lutzomyia.
    Os flebotomíneos infectam-se quando sugam o sangue de pessoas ou animais parasita-dos.
    No intestino do inseto, a multiplicação sob a forma promastigota é intensa; mor-mente se, depois, esse inseto fizer um repasto com sucos de plantas.

    Dias depois, ao picar novamente, esses flebotomíneos inoculam seus parasitos (as formas promastigotas metacíclicas) nas pessoas, que, se forem suscetíveis, contraem a leishmaníase visceral.

  • A resposta inicial do organismo à inoculação dos parasitos é um processo inflamatório local com produ-ção de pápula ou nódulo de base endurecida.
    Esse processo pode evoluir para a cura, assegurando certa imunidade ao paciente, ou regredir localmente depois da disseminação da infecção.
    Nesse caso, a imunidade humoral tende a produzir uma hipergamaglobulinemia de IgG, indicando haver distúrbio do sistema imunológico.
    A reação de Montenegro positiva indica que há, também, imunidade celular.

    A esplenomegalia, a hepato-megalia e as alterações da medula óssea são devidas à hiperplasia e hipertrofia do sistema macrofágico, que vão comprimindo e substituindo as estruturas normais.
    Anemia, leucopenia e pla-quetopenia são os resultados desse processo.
    Os histiócitos, em lugar de protegerem o organismo do hospedeiro, passam a servir de meio de cultura para as leishmânias.
    Em consequência, a enorme produção de antígenos parasi-tários irá provocar tolerância imunológica.

  • Paciente com acentuada hepatoesplenomegalia e emagrecimento.

    Clínica e epidemiologicamente há certas diferenças a registrar:
    A leishmaníase visceral ou calazar indiano, devido à Leishmania dono-vani, afeta quase sempre adultos (5 a 6%, apenas, são crianças ou adolescentes).
    Suas lesões são riquíssimas em parasitos, facilitando a infecção dos flebótomos. Não há reservatórios animais, mas costuma haver epidemias.
    O calazar infantil do Mediterrâneo e do Brasil, causado por L. infantum (= L. chagasi), só afeta adultos em 1 ou 2% dos casos, tendo como reser-vatórios o cão doméstico e outros canídeos.
    Ocorre também na África Oriental, na China e no Sudeste da Ásia.

  • Crianças de Sobral, CE, com calazar por
    Leishmania infantum

    O período de incubação é de 2 a 4 meses, após o que forma-se uma pápula no local da picada (em geral no rosto) que desaparece antes de surgirem os demais sintomas.
    O início clínico pode ser lento e progressivo, com adinamia, anorexia e palidez, e, mais tarde, febre. Mas pode começar de forma abrupta, com febre alta, contínua ou não. A anemia e a desnutrição aumentam com o tempo. Podem ocorrer hemorragias.
    A esplenomegalia é a 2ª manifestação em importância. O baço endurecido chega a ultrapassar a cicatriz umbilical. O fígado também aumenta de tamanho.
    A desnutrição progressiva leva à caquexia, com morte em curto ou em médio prazo nos casos não tratados.

  • A pesquisa de parasitos é o método básico para fazer o diagnóstico.
    As leishmânias podem ser encontradas em aspirado de medula óssea, do baço ou de linfonodos, sendo a punção esternal (ou a punção da crista ilíaca, em crianças) o preferido.
    Fazer um esfregaço em lâmina adequada, fixá-lo e corá-lo. Examinar ao micros-cópio.
    Os métodos sorológicos (ELISA, a imunoeletroforese ou a imunofluorescência indi-reta) servem para inquéritos ou para quando não forem encontrados os parasitos.

    Os tratamentos de primeira linha são feitos com antimo-niais pentavalentes, de uso prolongado e administração parenteral:
    Antimoniato de meglumine (ou antimoniato de N-metil-glucamina).
    Estibogluconato de sódio (ou gluconato de sódio e antimônio).
    Na segunda linha estão:
    Pentamidina, por via intra-venosa.
    Anfotericina B, para perfu-são intravenosa.
    Alopurinol, por via oral.
    Controlar os efeitos colate-rais dessas drogas.

  • Distribuição geográfica das áreas endêmicas de leishmaníase visceral no mundo. Os pontos indicam a existência de casos isolados. (OMS, 1984)

  • A leishmaníase visceral é encontrada sobretudo nas zonas rurais, onde as casas ficam situadas próximo das matas.
    Entre os ambientes geo-gráficos que a sustentam estão as terras firmes da Amazônia, o litoral e as planícies dos grandes rios do Nordeste, vales úmidos e sopé das serras do sertão, assim como os vales bosco-sos da Bahia e de Minas Gerais.
    As Lutzomyia longipalpis que aí se criam são as transmissoras da infecção.


Matricule-se agora mesmo Preenchendo os campos abaixo
R$ 30,00
Pagamento único
Processando... Processando...aguarde...
Autorizo o recebimento de novidades e promoções no meu email.

  • Leituras complementares