Curso Online de Alimentação e Cultura

Curso Online de Alimentação e Cultura

01. Introdução: a fome no Brasil 02. A história da comida e a comida fazendo história 03. Pré-história 04. A agricultura 05. Idade d...

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01. Introdução: a fome no Brasil
02. A história da comida e a comida
fazendo história
03. Pré-história
04. A agricultura
05. Idade dos metais
06. Antigo Egito
07. Trigo e arroz
08. Antiguidade
09. Idade Média
10. Idade Moderna
11. Idade Contemporânea
12. A influência da cultura na alimentação
13. Influências na alimentação brasileira
14. A contribuição dos portugueses
15. A contribuição dos africanos
16. As influências atuais
17. A alimentação nas diferentes
regiões do Brasil
18. Fatores ambientais
19. A colonização
20. Os pratos típicos regionais
21. Região Norte
22. Região Nordeste
23. Região Centro-Oeste
24. Região Sudeste
25. Região Sul
26. Conclusão: feijão com arroz
27. Diversos nomes para um mesmo alimento
28. Alimentos presentes na cultura brasileira
29. Glossário

José Vieira Cabral Nasceu no dia 25 de agosto de 1.960 em Xambrê, Paraná, viveu ali até os seus oito anos de idade e depois os seus pais se mudaram para Maringá no mesmo Estado. E aos 19 anos mudou-se para São Caetano do Sul, Região do Grande ABC, São Paulo, onde permanece até o presente momento. O Autor/produtor foi comerciante a maior parte de sua vida, mas também trabalhou como empregado em algumas Empresas: Foi Administrativo e Encarregado de obras Civis, tendo como formação (Mestria em Construção Civil) e, mais de 100 Cursos de diversas áreas. Como Escritor e pesquisador escreveu diversas Obras Literárias e Didáticas: É fundador da Livraria e Editora Virtual Cabral Veríssimo (seu nome artístico) e pertencente ao Clube de autores. O seu Site:(ciacabralverissimo.loja2.com.br), onde produz os seus Livros e Cursos online para a plataforma da (www.buzzero.com/autores/jose-cabral).



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    mais prático e objetivo, que dê prioridade a conhecimentos
    úteis e importantes para a vida do aluno, num compromisso social
    de formação de cidadania.
    n Para despertar o interesse sobre alimentação e cultura, vamos
    tratar de temas como:
    A história da comida e a comida fazendo história: a alimentação
    na pré-história e sua evolução através dos tempos.
    Como a cultura influencia na alimentação: curiosidades sobre os
    hábitos alimentares dos diferentes povos relacionados à religião,
    crenças e tabus.
    n Influências na alimentação brasileira: contribuições dos índios,
    portugueses, negros e influências atuais.
    n Alimentação nas diferentes regiões do Brasil: considerando a
    colonização, fatores ambientais, pratos típicos e os diversos nomes
    existentes para um mesmo alimento (sinonímia brasileira).
    n Os alimentos presentes na poesia, música e contos brasileiros:
    cultura!

  • A ciência de procurar e encontrar raízes exigiria longos experimentos, técnica e paciência.
    Uma tarefa que caberia, provavelmente, ao sexo feminino, curioso
    e persistente por natureza.
    Teria sido o homem pré-histórico vegetariano? Não há provas. Estudos
    indicam que os chamados “infra homens”, como o cro-magnon
    e o homo sapiens, dos quais o homem teria evoluído, se alimentavam
    da carne de caça que abatiam diariamente e assavam. O homem
    de Neanderthal, segundo análise de fósseis, parece ter sido
    antropófago. A presença do fogo e os resíduos de alimentação carnívora afastam a fase exclusiva de raízes e frutos. Além disso, pesquisas
    arqueológicas encontraram pedras usadas pelo infra homem
    dispostas de maneira a abater animais e não a derrubar frutos.
    Acredita-se que a primeira “sobremesa” foi o mel de abelhas, que
    já existia no período Cretáceo (há 135 milhões de anos), quando as
    flores nasceram, milhares de séculos antes do homem.

  • A escassez de alimentos e a hostilidade do meio ambiente obrigavam
    os grupos humanos a viver como nômades. A migração de
    animais e seres humanos também foi estimulada pelas profundas
    mudanças climáticas e ambientais que aconteceram naquele período.
    Assim, os homens primitivos foram ocupando as diversas regiões
    do globo. Enquanto andavam de um lugar para outro, foram
    percebendo que as sementes que caíam sobre a terra multiplicavam
    suas colheitas em poucos meses.Tornaram-se agricultores e,
    com isso, trocaram a vida nômade pela vida em pequenas aldeias. A
    abundância de cereais em algumas regiões, especialmente de aveia,
    trigo e cevada iniciou o processo de desenvolvimento agrícola pelos
    povos antigos.
    A invenção do arco e da flecha e do arremessador de lanças, nessa
    mesma época, foi outro marco importante. Os homens do período
    Paleolítico passaram a se organizar socialmente, chegando a constituir
    vilas.

  • Em todos os períodos, o homem usa determinados conhecimentos
    e hábitos adquiridos em tempos remotos. Algumas técnicas anteriores
    ao uso da cerâmica, mas que persistiram até a Idade Contemporânea
    foram: Aquecer a água com pedras quentes. No Brasil, essa técnica era
    empregada no preparo do café do comboieiro ou café de pedra,
    na qual se misturava o pó do café na água fria e se jogava uma
    pedra aquecida no recipiente.
    n Assar pelo calor, ao serem retiradas as pedras aquecidas, num
    forno subterrâneo. Ou acender o fogo sobre a panela enterrada,
    uma técnica comum no Brasil do século XVI.
    n Assar ao calor das brasas, o que deu origem ao atual churrasco.
    n Cozinhar nas cinzas. Em meados do século XVII, os indígenas
    do Brasil preparavam peixes embrulhados em folhas e os colocavam
    debaixo de cinzas para ficarem cozidos ou assados.
    Atualmente, o homem contar com uma variedade enorme de produtos
    alimentícios. As novidades surgem diariamente e acompanhar
    as mudanças na área de alimentos tornou-se um desafio. Até
    mesmo produtos como alface ou tomate podem ser modificados
    através de processos sofisticados como cultivos em condições especiais
    e até mesmo mudanças genéticas.

  • O homem pré-histórico era onívoro, ou seja, comia de tudo. Com o
    homem contemporâneo, já é bem diferente. Nem todos os animais
    e vegetais presentes na região fazem parte da sua cozinha. Muitos
    preceitos religiosos e culturais determinaram os costumes existentes
    nos dias de hoje.
    A ligação entre a alimentação e a religião está presente na Bíblia e
    começa pela história de Adão e Eva, os primeiros homens criados
    pelo Deus dos cristãos. Segundo o Antigo Testamento, Iavé criou
    no Paraíso a árvore do Bem e do Mal e também a árvore da Vida. A
    primeira era proibida ao homem, mas Adão, convencido por Eva,
    desobedeceu Iavé e comeu o fruto daquela árvore. Conseguiram,
    com isso, o conhecimento entre o Bem e o Mal e, para que não
    tivessem a imortalidade, foram expulsos do Paraíso e condenados a
    procurar e produzir seus próprios alimentos.
    O maior exemplo dessa influência do plano espiritual está na frase
    de Jesus Cristo: “aquele que come da minha carne e bebe do meu
    sangue tem a vida eterna”.

  • A religião dos israelitas permitia o consumo de gafanhotos e
    estes ainda são saboreados em toda a África do Norte, especialmente
    em Marrocos e no Saara. Um prato de gafanhotos assados,
    bem como larvas, ratos e lagartos, vale para a população tanto quanto
    uma salada de camarões para um ocidental.
    Os sertanejos do Nordeste do Brasil comem preás e camaleões,
    insuportáveis para qualquer homem das cidades litorâneas. Os
    macacos da Amazônia assados são manjares para a população nativa,
    mas causam náuseas aos brasileiros em geral. Em compensação,
    o sertanejo que ama o peixe de água doce não admite os crustáceos
    e menos ainda verduras. Diz que não é “lagarta para comer
    folha” e se alimenta de raiz de umbuzeiro e de farinhas de macambira,
    mandioca e xique-xique. Tais alimentos, produtos da flora nativa dos
    sertões do Nordeste, são apontados como a explicação para a extraordinária resistência orgânica do sertanejo.
    Os budistas não matam o peixe pescado; deixam-no morrer na praia
    para ser comido depois.
    Os hindus não comem carne de gado porque acreditam que ela é
    sagrada. Muitos deles morrem de fome, mas respeitam esses animais,
    que pastam e dormem no meio das ruas.

  • Na África Central, a maioria dos rebanhos não é aproveitada pelos
    negros. Constituem riqueza, elemento de venda, ostentação de prosperidade.
    Para muitos africanos, a galinha e o galo são animais para
    o sacrifício, oferendas aos deuses, e não para alimentação regular.
    Essas atribuições já podiam ser observadas no século XV, com intenções
    sempre religiosas, e estão presentes atualmente, de forma
    semelhante, nos candomblés, macumbas, xangôs etc.
    A carne de gado também é raramente consumida na Ásia e pouco
    apreciada na Oceania. Para o europeu e seus descendentes na
    América, esse tipo de carne é indispensável na mesa.
    A carne de porco foi proibida por muitos líderes religiosos e era
    abominada no Egito. O africano adorava o porco assado como refeição
    tanto quanto o romano, que o indicava para fortalecer os atletas.
    Com relação aos bois, não se permitia abatê-los quando fossem
    do trabalho rural, assim como ocorre na África, Índia, China e Ásia
    Menor. No tempo do imperador Calígula, a proibição era formal e
    matar um desses animais era considerado um crime tão grave quanto
    tirar a vida de um homem. O profeta Isaías afirmava quase o mesmo:
    “quem mata um boi é como o que fere um homem”.

  • As religiões proíbem o consumo de certos alimentos, mas também
    torna outros sagrados, tendo como cerimônia indispensável um ritual
    com banquete. Assim, nenhum orixá pode existir sem suas comidas
    privativas, a exemplo de Ogun com a galinha d’angola. Os velhos
    deuses olímpicos possuíam animais que lhes seriam sacrificados
    como oferenda. Iavé deixou sua pragmática, instruções e pormenores
    sobre animais dedicados em holocausto.
    Há mais de dois mil anos o pão se tornou o alimento típico dos mais
    diferentes povos. Significa o sustento, alimentação cotidiana, clássica.
    Pão de cada dia. Ganhar o pão com o suor do rosto. “Eu sou o
    pão da vida” declarava Jesus Cristo.
    Na Roma antiga, o leite de vaca era incluído nos sacrifícios fúnebres
    e nas oferendas aos deuses. Tratava-se de um alimento proibido
    aos budistas e considerado um produto do paraíso para os muçulmanos.
    Gregos e romanos incluíam tal bebida às estórias de suas
    figuras mitológicas. O leite das burras animava crianças doentes e
    os tuberculosos, crença mantida nos sertões do nosso país. O sertanejo
    vivia no meio das vacas, mas não lhe bebia o leite a não ser o
    da cabra.

  • 13. Influências na
    alimentação brasileira

  • Antes do início da colonização, os indígenas apresentavam, no que
    diz respeito à forma de economia alimentar, um aspecto geral comum:
    a atividade coletora. Nossos índios viviam às custas da natureza,
    coletando plantas, animais da terra, do mar ou dos rios.
    A alimentação vegetariana teve, sem dúvida, um enorme papel e foi
    da coleta de frutos que alguns índios, dentre os quais os tupis-guaranis,
    passaram à arboricultura e, mais tarde, a uma agricultura
    rudimentar. Essa incipiente agricultura exigia que eles estivesse
    sempre mudando de terra. Daí o nomadismo tupi, sempre emigrante
    à procura de terras férteis.
    Mas os índios não viviam apenas de vegetai. A caça e a pesca eram
    importantes atividades de subsistência. Os antigos tupis eram considerados exímios caçadores e pescadores e possuíam significativo
    equipamento para tais atividades, principalmente o arco e flecha.
    Os homens caçavam e pescavam e as mulheres realizavam as atividades coletoras e os trabalhos agrícolas. Além disso, os homens
    assavam e as mulheres cozinhavam, e, justamente pela necessidade
    de equipamento para a realização de suas atividades, foram elas
    as inventoras da cerâmica, das vasilhas, panelas de barro, pratos etc.

  • O índio não conhecia a cana de açúcar, que só veio com a colonização, mas usava o mel de abelhas, que existia em abundância em nossas matas. Com o mel, o índio também fazia bebidas.
    O sal era retirado da vegetação e não da água do mar. Os índios
    queimavam os troncos das palmeiras até se transformarem em cinzas,
    que então eram fervidas para obter o sal, de cor parda.
    Em 1549, o padre Manoel da Nóbrega, guia dos primeiros jesuítas
    que vieram ao Brasil, afirmava que “o mantimento comum da terra
    é uma raiz de pau que chamam mandioca”. Caminha cita, erroneamente, o inhame como alimento nativo. Tratava-se, na verdade, da nossa mandioca. O inhame foi trazido ao Brasil só mais tarde, pelos africanos.
    Os alimentos mais importantes para os índios eram produzidos pela
    terra, como raízes, folhas, legumes e frutos. São citados: abacaxi,
    jabuticaba, caju, cajá, araçá, goiaba, maracujá, mamão, laranja, limão, castanhas, milho, mandioca, cará (e não inhame),
    feijões, favas, amendoim...
    Muitos dos alimentos consumidos pelos aborígenes foram trazidos
    por colonos europeus de seus países de origem ou de outras colônias.
    É o caso da batata doce, introduzida com os escravos africanos,
    e dos mamoeiros, trazidos às roças indígenas pelos lusitanos.


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  • 01.Introdução: a fome no Brasil
  • 02.A história da comida e a comida
  • fazendo história
  • 03.Pré-história
  • 04.A agricultura
  • 05.Idade dos metais
  • 06.Antigo Egito
  • 07.Trigo e arroz
  • 08.Antiguidade
  • 09.Idade Média
  • 10.Idade Moderna
  • 11.Idade Contemporânea
  • 12.A influência da cultura na alimentação
  • 13.Influências na alimentação brasileira
  • 14.A contribuição dos portugueses
  • 15.A contribuição dos africanos
  • 16.As influências atuais
  • 17.A alimentação nas diferentes
  • regiões do Brasil
  • 18.Fatores ambientais
  • 19.A colonização
  • 20.Os pratos típicos regionais
  • 21.Região Norte
  • 22.Região Nordeste
  • 23.Região Centro-Oeste
  • 24.Região Sudeste
  • 25.Região Sul
  • 26.Conclusão: feijão com arroz
  • 27.Diversos nomes para um mesmo alimento
  • 28.Alimentos presentes na cultura brasileira
  • 29.Glossár