Curso Online de BÁSICO EM MECÂNICA INDUSTRIAL

Curso Online de BÁSICO EM MECÂNICA INDUSTRIAL

habilitar profissionais para planejar e controlar processos de produção mecânica, planejar e executar a manutenção mecânica, coordenar eq...

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habilitar profissionais para planejar e controlar processos de produção mecânica, planejar e executar a manutenção mecânica, coordenar equipes de trabalho e participar do desenvolvimento de projetos mecânicos , de acordo com a gestão tecnológica da empresa e com normas técnicas , ambientais , de qualidade de saúde e segurança.

Engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tenho ainda Gradução em ciências e tecnologia com ênfase em tecnologia mecânica. Atualmente sou ministrante de cursos de manutenção, bombas e outras áreas ligadas a engenharia mecânica. Técnico em Segurança no trabalho pelo Instituto Federal do Rio grande do Norte. Presto Consultorias sobre manutenção e segurança no trabalho .



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  • O curso é todo feito pela Internet. Assim você pode acessar de qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Se não gostar do curso você tem 7 dias para solicitar (através da pagina de contato) o cancelamento ou a devolução do valor investido.*
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** Material opcional, vendido separadamente.

Modelo de certificados (imagem ilustrativa):

Frente do certificado Frente
Verso do certificado Verso
  • Mecânica Industrial

  • Conteúdo programático:

    Introdução
    Como é Feito o Aço e Suas Propriedades Unidades de Medidas Utilizadas
    Entendendo a Dilatação Térmica dos Materiais Desenho Técnico Cálculo de Comprimento de Peças
    Desenho Técnico Calculando Medidas Desconhecidas Desenho Técnico O Cálculo da RPM
    Desenho Técnico Cálculo de Engrenagens Cilíndricas
    Processos de Usinagem - Introdução Processos de Usinagem - Torneamento Processos de Usinagem - Aplainamento Processos de Usinagem - Furação Processos de Usinagem - Alargamento Processos de Usinagem - Rebaixamento Processos de Usinagem - Mandrilamento Processos de Usinagem - Fresamento Processos de Usinagem - Serramento
    Processos de Usinagem Brochamento e Roscamento
    Processos de Usinagem Limagem, Rasqueteamento e Tamboreamento
    Processos de Usinagem Retífica
    Processos de Usinagem Tipos de Acabamento Pneumática Produção de Ar Comprimido e Tipos de Compressores
    Pneumática Visão Geral e Armazenamento Pneumática Autuadores (Cilindros Pneumáticos)
    Pneumática Motores Pneumáticos Utilizados na Indústria
    Hidráulica Conceitos Básicos Hidráulica Fluídos Hidráulicos
    Hidráulica Reservatório e Filtros de Fluido
    Hidráulica Mangueiras e Conexões
    Bombas Hidráulicas Conceito, Funcionamento e Termos Técnicos Hidráulica Atuadores Hidráulicos e Válvulas de Vazão Eletricidade Industrial
    Operações com Máquinas e Equipamentos Industriais Manutenção Industrial Introdução e Conceitos Estratégicos Manutenção Industrial Métodos de Manutenção
    Bibliografia

  • Introdução

    O profissional de mecânica industrial tem a possibilidade de atuar nas áreas de montagem, construção, reparo e manutenção de equipamentos mecânicos. Também pode trabalhar na supervisão de produtos e materiais mecânicos, utilização de equipamentos de precisão para averiguar as condições de produção desses materiais e prestar assistência técnica para venda e compra de máquinas.
    Também realiza manutenções preventivas, inspeções de sistemas de manufaturas e componentes de máquinas. Também faz modificações e lubrificações em todos os tipos de equipamentos que estejam dentro do seu campo de conhecimento. Pode ainda trabalhar com automação e desenvolvimento de projetos empresariais.
    Vamos iniciar este curso conhecendo primeiramente as propriedades do aço e para qual finalidade são usadas. Em seguida, os processos de usinagem e suas particularidades. Será apresentando também uma introdução ao desenho técnico mecânico, para você entender o que é o desenho de uma peça e como aplicar. Em seguida apresentaremos demais atividades técnicas e com máquinas que o profissional de mecânica industrial poderá atuar.

  • Como é Feito o Aço e Suas Propriedades

    Em geral, o que chamamos de ferro, é, na verdade, aço. O ferro não tem resistência mecânica e é usado em grades, portões, e guarda- corpos decorativos em que se aproveita a plasticidade do material, trabalhando no estado líquido, permitindo a moldagem de desenhos ricamente detalhados.
    Já o aço, é empregado quando a responsabilidade estrutural entra em jogo.
    A fronteira entre o ferro e o aço foi definida na Revolução Industrial, com a invenção de fornos que permitiam não só corrigir as impurezas do ferro, como adicionar-lhes propriedades como resistência ao desgaste, ao impacto, à corrosão, etc. Por causa dessas propriedades e do seu baixo custo, o aço passou a representar cerca de 90% de todos os metais consumidos pela civilização industrial. Basicamente, o aço é uma liga de ferro e carbono. O ferro é encontrado em toda crosta terrestre, fortemente associado ao oxigênio e à sílica. O minério de ferro é um óxido de ferro, misturado com areia fina. O carbono é também relativamente abundante na natureza e pode ser encontrado sob diversas formas. Na siderurgia, usa-se carvão mineral, e em alguns casos, o carvão vegetal.
    O carvão exerce duplo papel na fabricação do aço. Como combustível, permite alcançar altas temperaturas (cerca de 1.500º Celsius) necessárias à fusão do minério. Como redutor, associa-se ao oxigênio que se desprende do minério com a alta temperatura, deixando livre o ferro. O processo de remoção do oxigênio do ferro para ligar-se ao carbono chama-se redução e ocorre dentro de um equipamento chamado alto forno. Antes de serem levados ao alto forno, o minério e o carvão são previamente preparados para melhoria do rendimento e economia do processo. O minério é transformado em pelotas e o carvão é destilado, para obtenção do coque, dele se obtendo ainda subprodutos carboquímicos. No processo de redução, o ferro se liquefaz e é chamado de ferro gusa ou ferro de primeira fusão. Impurezas como calcário, sílica etc. formam a escória, que é matéria-prima para a fabricação de cimento. A etapa seguinte do processo é o refino. O ferro gusa é levado para a aciaria, ainda em estado líquido, para ser transformado em aço,

  • mediante queima de impurezas e adições. O refino do aço se faz em fornos a oxigênio ou elétricos. E finalmente, a terceira fase clássica do processo de fabricação do aço é a laminação. O aço, em processo de solidificação, é deformado mecanicamente e transformado em produtos siderúrgicos utilizados pela indústria de transformação, como chapas grossas e finas, bobinas, vergalhões, arames, perfilados, barras etc. Com a evolução da tecnologia, as fases de redução, refino e laminação estão sendo reduzidas no tempo, assegurando maior velocidade na produção.

    Veja agora as propriedades do aço quanto a sua posterior utilização na indústria:
    A Conformação: é de alterar a geometria do material através de forças aplicadas por ferramentas adequadas que podem variar desde pequenas matrizes até grandes cilindros, como os empregados na laminação. Em função da temperatura e do material utilizado a conformação mecânica pode ser classificada como trabalho a frio, a morno e a quente.
    Ex.:Forjamento,Extrusão,Trefilação,Laminação.
    Além dos processos de Conformação de Chapas: Embutimento, Estiramento, Corte e Dobramento.
    A Tenacidade: é a capacidade que o material possui de absorver energia total (elástica e plástica) por unidade de volume até atingir a ruptura (fratura).

    A Dureza: é a resistência que o material oferece à penetração de um corpo duro. Determina-se a dureza com o auxílio de máquinas especiais, existindo diferentes métodos e escalas, que relacionam a amplitude de penetração com um valor numérico da propriedade dureza.

    A Resistência Mecânica: Tensão que se opõe à deformação mecânica dos materiais.

    A Têmpera: É o tratamento térmico mais importante dos aços, principalmente os que são utilizados em construção mecânica. As condições de aquecimento são muito semelhantes às que ocorrem no recozimento e na normalização. O resfriamento, entretanto, é

  • muito rápido, empregando geralmente meios líquidos para resfriar as peças. Este tratamento resulta em modificações muito intensas nos aços, que levam a um grande aumento da dureza, da resistência ao desgaste, da resistência à tração, ao mesmo tempo em que as propriedades relacionadas à ductilidade sofrem uma apreciável diminuição. Além disso, tensões internas são geradas em grande intensidade. Os inconvenientes causados por essas tensões internas geradas, associadas à excessiva dureza e quase total ausência de ductilidade, exigem um tratamento térmico posterior chamado revenido, que melhora a ductilidade e a tenacidade. A têmpera é um processo bastante geral e pode ser aplicado a uma grande variedade de aços.

    A Ductilidade: Capacidade dos materiais de se deformarem sem se romperem. Pode ser medida por meio da estricção (redução na área da seção transversal de um corpo de prova), ou por meio do alongamento. Quanto mais dúctil o material, maior será a redução da área da seção transversal e maior será o alongamento antes da ruptura. Logo, a ductilidade é uma medida da extensão da deformação que ocorre até a fratura.

    A Resistência ao Desgaste: Estabilidade do material contra deformações e desintegração física. A deformação plástica depende diretamente do movimento das discordâncias internas na estrutura do material. Quanto maior a facilidade de movimento, menos resistente é o material. Para aumentar a resistência, procura-se restringir o movimento das discordâncias. De uma forma geral, os mecanismos básicos para isso são: redução do tamanho de grão; solução sólida; deformação a frio (encruamento, trabalho a frio).

    Unidades de Medidas Utilizadas

    Quando você vai a uma loja de autopeças ou material hidráulico para comprar alguma peça, tudo que precisa é ter é o nome da peça, a marca de preferência, o modelo ou tipo e o tamanho da mesma. Com essas informações, o vendedor é capaz de fornecer exatamente o que a pessoa deseja em poucos minutos. Isso acontece devido à normatização, isto é, por causa de um conjunto de normas estabelecidas de comum acordo entre fabricantes e consumidores. Essas normas simplificam o processo de produção e garantem um

  • produto confiável, que atende às necessidades do consumidor. Um dos dados mais importantes para a normatização é exatamente a unidade de medida. Graças a ela, você tem certeza de que o parafuso quebrado que prendia a roda de seu carro poderá ser facilmente substituído, uma vez que é fabricado com unidades de medida também padronizadas.
    Na Mecânica, o conhecimento das unidades de medida é fundamental para a realização de qualquer tarefa específica nessa área. Por exemplo, vamos fazer de conta que você é um torneiro e recebeu o desenho de uma peça para fabricar. No desenho, você nota que não está escrita a unidade de medida usada pelo desenhista. Você sabe por quê? Não? Então estude esta lição, porque nela daremos a resposta a essa e a outras perguntas que talvez você tenha sobre este assunto.
    - Milímetro: na matemática, você já aprendeu que, para medir as coisas de modo que todos entendam, é necessário adotar um padrão, ou seja, uma unidade de medida. Em Mecânica, a unidade de medida mais comum é o milímetro, cuja abreviação é mm. Ela é tão comum que, em geral, nos desenhos técnicos, essa abreviação (mm) nem aparece. O milímetro é a milésima parte do metro, ou seja, é igual a uma parte do metro que foi dividido em 1.000 partes iguais. Provavelmente, você deve estar pensando: “Puxa! Que medida pequenininha! Imagine dividir o metro em 1.000 partes!”. Pois, na Mecânica, essa unidade de medida é ainda considerada enorme, quando se pensa no encaixe de precisão, como no caso de rolamentos, buchas, eixos. E essa unidade é maior ainda para instrumentos de medição, como calibradores ou blocos-padrão.
    Assim, a Mecânica emprega medidas ainda menores que o milímetro, como mostra a tabela a seguir:
    Na prática, o milésimo de milímetro também é representado pela letra grega (lê-se mi). Assim, o milésimo de milímetro pode também ser

  • chamado de micrometro ou, simplesmente, de mícron (0,001mm = 1mm = 1m.)
    - Polegada: outra unidade de medida muito utilizada em Mecânica, principalmente nos conjuntos mecânicos fabricados em países como os Estados Unidos e a Inglaterra. Embora a unificação dos mercados econômicos da Europa, da América e da Ásia tenha obrigado os países a adotarem como norma o Sistema Métrico Decimal, essa adaptação está sendo feita por etapas. Um exemplo disso são as máquinas de comando numérico computadorizado, ou CNC - Computer Numerical Control, que vêm sendo fabricadas com os dois sistemas de medida. Isso permite que o operador escolha o sistema que seja compatível com aquele utilizado em sua empresa. Por essa razão, mesmo que o sistema adotado no Brasil seja o sistema métrico decimal, é necessário conhecer a polegada e aprender a fazer as conversões para o nosso sistema.
    A polegada, que pode ser fracionária ou decimal, é uma unidade de medida que corresponde a 25,4mm.
    Observe que, na régua de baixo, os números aparecem acompanhados de um sinal (“). Esse sinal indica a representação de uma medida em polegada ou em fração de polegada. Da mesma forma que o milímetro é uma unidade de medida muito grande para a Mecânica e, por isso, foi dividido em submúltiplos, a polegada também foi dividida. Ela tem subdivisões que podem ser usadas nas medidas de peças de precisão. Assim, a polegada foi dividida em 2, 4, 8, 16, 32, 64 e 128 partes iguais. Nas escalas graduadas em polegada, normalmente a menor divisão corresponde a 1/16". Essas subdivisões são chamadas de polegadas fracionárias. Dê mais uma olhada na figura acima. Você deve ter percebido que a escala

  • apresenta as frações 1/8", 1/4", 3/8"... e assim por diante. Observe que os numeradores das frações são sempre números ímpares. Como se chegou a essas frações? Para obter essa resposta, vamos representar uma escala de uma polegada de comprimento e verificar como as subdivisões foram feitas:
    Você que estudou frações em Matemática já sabe que algumas das que estão na escala mostrada acima podem ser simplificadas. Por exemplo:
    Esse procedimento é realizado até obtermos a fração final da escala. Os resultados dos exemplos acima mostram as subdivisões mais comuns da polegada fracionária.
    Para medidas menores, o procedimento será o mesmo. “As subdivisões são obtidas a partir da divisão de 1/16”, e seus valores em ordem crescente serão:

  • A representação da polegada em forma decimal é tão usada na Mecânica quanto a fracionária. Ela aparece em desenhos, aparelhos de medição, como o paquímetro e o micrômetro, e permite medidas menores do que a menor medida da polegada fracionária, que é 1/128". Uma polegada decimal equivale a uma polegada fracionária, ou seja, 25,4 mm. A diferença entre as duas está em suas subdivisões: em vez de ser subdividida em frações ordinárias, a polegada decimal é dividida em partes iguais por 10, 100, 1.000 etc.
    A divisão mais comum é por 1.000. Assim, temos, por exemplo: 1/2" correspondente a 0,5" (ou 5 décimos de polegada)
    1/4" correspondente a 0,25" (ou 25 centésimos de polegada)
    1/8" correspondente a 0,125" (ou 125 milésimos de polegada)

    Transformação de unidades de medida: o cálculo para transformação é necessário quando um operador recebe materiais cujas dimensões estão em polegadas e será necessário construir uma peça ou dispositivo cujo desenho apresenta as medidas em milímetros ou frações de milímetros, situações estas bem corriqueiras na indústria.

    Converter polegadas em milímetros: transformar uma medida em polegadas para milímetros, basta apenas multiplicar a fração por 25,4 mm, ou seja, 1 pol = 25,4mm.

    Converter milímetros em polegadas: converter uma determinada medida de milímetros para polegadas, será necessário alguns conhecimentos com operações aritméticas e simplificação de frações. Esse processo de transformação de medidas tem os seguintes passos:

    Multiplique o valor em milímetros por 128.
    Divida o resultado por 25,4.
    Monte a fração de modo que o resultado dessa divisão corresponda ao numerador da fração da polegada. O denominador é sempre 128.
    Simplifique a fração resultante.

  • Converter polegada fracionária em decimal: vamos supor agora que o desenho que você recebeu tem as medidas em polegadas fracionárias e o seu instrumento de medida está em polegada decimal. Nesse caso, você vai ter de fazer a conversão das medidas. Para isso, basta apenas dividir o numerador da fração por seu denominador.
    Como exemplo, vamos converter 3/4" para polegada decimal. Efetuando se a divisão 3 ÷ 4 = 0,75. Esse resultado corresponde a 0,750".
    Converter polegada decimal em fracionária: para converter polegada decimal em fracionária, basta transformar a polegada decimal em uma fração na qual o numerador é o valor que você quer converter, multiplicado por 10, 100, 1.000 etc. O denominador é o número que você usou na multiplicação (10, 100, 1.000etc.), dependendo do número decimal a ser convertido. Após a montagem da fração, procede-se à sua simplificação.
    Entendendo a Dilatação Térmica dos Materiais

    Um encaixe forçado não é dádiva divina, é apenas o resultado da aplicação de conhecimentos de dilatação térmica.
    Dilatação térmica é a mudança de dimensão, isto é, de tamanho, que todos os materiais apresentam quando submetidos ao aumento da temperatura. Por causa dela, as grandes estruturas de concreto, como prédios, pontes e viadutos, são construídas com pequenos vãos, ou folgas, entre as lajes, para que elas possam se acomodar nos dias de muito calor.
    Por que isso acontece? Porque, com o aumento da temperatura, os átomos que formam a estrutura dos materiais começam a se agitar mais e, por isso, ocupam mais espaço físico.

    A dilatação térmica ocorre sempre em três dimensões: na direção do comprimento, da largura e da altura.


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