Curso Online de ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Curso Online de ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

O CURSO ABORDA A IMPORTÂNCIA DA SOMA DE ESFORÇOS DAS NAÇÕES EM RELAÇÃO A EXPLORAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ESPAÇO SIDERAL. ESSE CURSO É O RESUL...

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O CURSO ABORDA A IMPORTÂNCIA DA SOMA DE ESFORÇOS DAS NAÇÕES EM RELAÇÃO A EXPLORAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ESPAÇO SIDERAL. ESSE CURSO É O RESULTADO DO TRABALHO DO PESSOAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS) EM PARCERIA COM OUTRAS INSTITUIÇÕES E COM COLABORADORES INDEPENDENTES. UMA OBSERVAÇÃO A TÍTULO DE INFORMAÇÃO: O PESSOAL QUE TRABALHA NA EMPRESA CHAMADA BELPONTO CONFECCIONOU A BANDEIRA DO BRASIL QUE O ASTRONAUTA MARCOS PONTES LEVOU AO ESPAÇO. A LOJA BELPONTO FICA LOCALIZADA NA ASA SUL EM BRASÍLIA / DF.

EU SOU FORMADO EM DIREITO PELA FACULDADE PROJEÇÃO.PARTICIPEI DO OITAVO WORKSHOP EM ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPACIAIS REALIZADO PELO INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS.(INPE). APOIEI VÁRIOS TRABALHOS E COLABOREI EM VÁRIAS PALESTRAS REFERENTES AO RAMO AEROESPACIAL. REALIZEI VÁRIOS CURSOS NA ÁREA AMBIENTAL. PARTICIPEI DA FEIRA VIRTUAL DE CIÊNCIAS DE RORAIMA.



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Verso do certificado Verso
  • 01
    ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

  • O Conhecimento por ser ilimitado requer um empenho constante. Esse trabalho resulta do empenho de grupos de estudos independentes em parceria com diversos segmentos.

  • SUMÁRIO

    A ORDEM INTERNACIONAL E A IMPORTÂNCIA DO ESPAÇO SIDERAL
    HISTÓRICO E INSTITUIÇÕES
    AS TEORIAS DO PODER ESPACIAL
    33
    O PROGRAMA ESPACIAL CHINÊS E OS PRINCIPAIS PROGRAMAS ESPACIAIS NO MUNDO
    OS PROGRAMAS ESPACIAIS DA ÍNDIA E DO BRASIL
    57
    19
    41
    09
    07
    APRESENTAÇÃO DO CURSO

  • LISTA DE FIGURAS

    AULA 1
    Figura 1 - Tipos de Órbita
    13
    13
    16
    Figura 2 - Ângulo de inclinação (coverage)
    Figura 3 - Pirâmide Tecnológica
    AULA 2
    Figura 1 - Réplica em tamanho real de um V2 (Museu Peenemünde, Alemanha)
    20
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    26
    29
    Figura 2 - Capa da revista TIME de 4 de Abril de 1983
    Figura 3 - Constelação de satélites GPS
    Figura 4 Recursos dependentes de tecnologia satelital
    Figura 5 - George H. W. Bush e Mikhail Gorbachev assinam o START-1
    AULA 5
    Figura 1 - Alcance dos Mísseis Agni
    59
    60
    62
    63
    64
    64
    Figura 2 - Organograma do Programa Espacial Indiano Figura 3 - Organograma da Política Espacial Brasileira
    Figura 4 - Imagem do astronauta brasileiro Marcos Pontes
    Figura 5 - Imagem dos satélites CBERS-3 e 4
    Figura 6 - Trajetória prevista do VLS até a injeção em órbita
    LISTA DE GRÁFICOS
    AULA 1
    Gráfico 1 - Número de satélites por segmento de atividades
    14
    15
    Gráfico 2 - Atividade Espacial Global, 2012
    LISTA DE TABELAS
    AULA 4
    Tabela 1 - Número Total de Satélites Estratégicos Chineses 52

  • 07
    ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
    APRESENTAÇÃO DO CURSO
    ementa do curso
    O curso trata da importância do espaço sideral (também chamado de espaço exterior) para as Relações Internacionais no século XXI. Por espaço sideral, entendemos aqui todo o espaço que transcende a atmosfera terrestre. Serão estudadas as características básicas deste ambiente, a história da cor- rida espacial, as teorias que explicam o poder espacial, e os programas espa- ciais do Brasil, da China e da Índia. Ao final, destaca-se a inserção dos progra- mas espaciais nas estratégias nacionais de desenvolvimento e de segurança dos países emergentes, sobretudo no contexto de uma ordem internacional em transição.

    conteúdo das aulas
    O curso está divido em cinco aulas:
    Na AULA 01, vamos caracterizar a ordem internacional contemporâ- nea, definir as características básicas do espaço sideral, bem como a impor-

  • 08
    APRESENTAÇÃO
    tância do espaço para os países.
    Na AULA 02, iremos analisar a periodização do uso do espaço sideral a partir da noção de “eras” do espaço: a primeira, baseada na corrida espacial da Guerra Fria, e a segunda, baseada na necessidade de informações em um mundo globalizado. Além disso, iremos ponderar a existência de uma terceira era, reflexo da atual transição energética, tecnológica e demográfica na ordem internacional. Por fim, analisaremos o regime institucional do espaço a partir dos instrumentos criados a fim de fomentar a cooperação entre países e criar regulações do uso do espaço.
    Na AULA 03, faz-se necessário o breve estudo das teorias do poder marítimo e do poder aéreo, as quais servem de instrumento para a formula- ção de uma teoria do poder espacial. Também destacaremos o debate entre os autores.
    Na AULA 04, a fim de compreender a importância do espaço, anali- saremos o programa espacial chinês sob a conjuntura dos grandes programas espaciais no mundo. Dessa forma, começaremos analisando os programas espaciais dos Estados Unidos, da Agência Espacial Europeia (European Space Agency - ESA), do Japão e da Rússia, focando principalmente em seus obstá- culos e tendências de expansão.
    Na AULA 05, vamos analisar os programas espaciais da Índia e do Brasil, destacando os principais marcos do desenvolvimento de suas capaci- dades espaciais. Além disso, abordaremos as dimensões militares de ambos programas, selecionando os dados mais relevantes para a inserção dos países nas dinâmicas de segurança do sistema internacional. Para concluir, destaca-
    -se a importância do espaço para as relações internacionais contemporâneas.
    Ao final do curso, espera-se que os participantes tenham informa- ções suficientes para compreender a inserção dos programas espaciais nas es- tratégias nacionais de desenvolvimento e de segurança dos países emergen- tes. Além disso, compreender que o espaço, como mais uma arena de atuação dos países, torna-se determinante para as Relações Internacionais do século XXI, seja pelas tecnologias provenientes dos estudos dessa área, seja pelas re- lações estabelecidas entre os países, fomentando uma cooperação em torno das questões espaciais.
    vídeo
    Apresentação do curso

  • 09
    ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
    A ORDEM INTERNACIONAL E A IMPORTÂNCIA DO ESPAÇO SIDERAL
    objetivos de aprendizagem
    Nesta aula você vai aprender:
    » O que é a ordem internacional contemporânea;
    » Qual é o conceito de espaço sideral, além de suas caracte- rísticas básicas tipos de satélites e tipos de órbitas;
    » Qual é a importância do espaço sideral para as Relações Internacionais.
    Para entender a importância do espaço sideral para as Relações Inter- nacionais, é preciso caracterizar a ordem internacional contemporânea, bem como o próprio espaço sideral. Esses são os temas das próximas seções.
    Por ordem internacional, entendemos aqui o conjunto de caracterís- ticas estruturais do Sistema Internacional que emergem a partir da interação entre vários Estados, grupos e sociedades humanas ao longo do tempo (CEPIK & MACHADO, 2011).
    A ordem internacional constitui um parâmetro incontornável para a ação dos atores no Sistema Internacional. Segundo Cepik (2013, p.309), as três características estruturais que definem uma ordem internacional são: 1) A dis- tribuição de capacidades militares entre os principais atores no sistema (pola- ridade). 2) A configuração institucional que regula as relações entre os atores (Estados, Organizações Internacionais, empresas, grupos sociais e indivíduos).
    3) Os constrangimentos socioeconômicos de caráter estrutural. Enquanto um tipo de constrangimento, ou parâmetro, a ordem internacional é dinâmica, e essa dinâmica é dada pelos esforços que cada ator faz para melhorar sua situ- ação ao longo do tempo (ganhos absolutos), bem como para melhorar a sua situação em relação aos demais atores (ganhos relativos).
    A ordem internacional contemporânea pode ser definida, do pon- to de vista das três características estruturais, da seguinte forma: 1) Por uma distribuição tripolar de capacidades militares entre as grandes potências (Es- tados Unidos, China e Rússia). 2) Por uma densa rede de organizações interna- cionais de tipo funcional, regional e universal (e.g. Sistema ONU), as quais não alteram o caráter predominantemente anárquico do Sistema Internacional. 3) Por uma tripla transição estrutural, alterando a configuração demográfica, a matriz energética e os padrões globais de produção tecnológica.
    vídeo
    O que é a ordem internacional contemporânea?

  • saiba mais

    10
    AULA 01
    Embora o espaço sideral seja importante para as mudanças em curso nas três dimensões estruturais da ordem internacional (polaridade, institucio- nalidade, contexto socioeconômico), vamos destacar a sua relevância para a distribuição das capacidades militares (polaridade). Entretanto, como esta- mos preocupados com a importância do espaço para o Brasil, também anali- saremos, de maneira comparativa, como os respectivos programas espaciais estão sendo desenvolvidos na China, na Índia e no Brasil.
    Do ponto de vista da distribuição de capacidades militares, pode-se dizer que existem três polos de poder no Sistema Internacional contemporâ- neo, a saber, os Estados Unidos, a China e a Rússia. Essas grandes potências apresentam grandes diferenças entre si em termos de capacidades militares. O poder militar dos Estados Unidos é muito superior ao da China e da Rússia, ao ponto de muitos observadores julgarem adequado caracterizar a ordem internacional contemporânea como unipolar, ao invés de tripolar. Contudo, algumas capacidades definem claramente a diferença entre essas três gran- des potências e os demais atores do Sistema Internacional, e por isso dize- mos que a ordem é tripolar. A primeira é a existência crível de capacidades de segundo ataque nuclear. A segunda é o exercício do comando do espaço. A terceira é a inexpugnabilidade (entendida como a impossibilidade de ser derrotada militarmente e conquistado por outra grande potência).
    Portanto, neste curso vamos explorar este conceito de comando do espaço, a partir do qual procuraremos esclarecer porque o espaço sideral é tão importante para o funcionamento do Sistema Internacional contemporâneo.
    Antes de seguirmos com a importância do espaço para o funciona- mento do Sistema Internacional, é necessário conceituar o que entendemos por espaço sideral. Aqui, definimos o espaço sideral como todo o espaço ex- terior à atmosfera terrestre acima de 100 km da superfície do mar (Linha Kár- mán). Nesse ponto, a atmosfera se encontra muito rarefeita a ponto de uma aeronave não conseguir se sustentar sem alcançar uma velocidade mais alta que a velocidade orbital.
    Desde meados do século XX, o espaço tornou-se cada vez mais es- sencial para a criação de tecnologias utilizadas pela civilização moderna.
    Desde o final da Guerra Fria, a descrição e a explicação da ordem internacional contemporânea têm estado no cerne das discussões acerca das Relações Internacionais, persistindo até hoje. Ver, den- tre outros:
    LAYNE, Christopher. This time it’s real: the end of unipolarity and the Pax Americana. International Studies Quarterly, v. 56, n. 1, p. 203-213, 2012.
    NYE, Joseph. The twenty-first century will not be a “post-American” world. International Studies Quarterly, v. 56, n. 1, p. 215-217, 2012.
    WOHLFORTH, William. How not to evaluate theories. Internatio- nal Studies Quarterly, v. 56, n. 1, p. 219-222, 2012.
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    Características básicas do espaço sideral

  • 11
    ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
    Dentre elas, podemos citar o monitoramento das condições climáticas, as co- municações à longa distância (incluindo telefonia, sinal televisivo e internet), a precisão de navegação e o sensoriamento remoto da Terra. Inclui, ainda, o monitoramento do solo agrícola e a detecção de doenças no plantio, além de vigilância de atividades militares.
    As missões tripuladas enviadas ao espaço também legaram diversas tecnologias que utilizamos atualmente, como as baterias, os sistemas de ima- gens e câmeras, a conservação de alimentos e o desenvolvimento de mate- riais leves, por exemplo.
    Para entender qual a importância do espaço para as dinâmicas do Sistema Internacional, consideramos os seguintes parâmetros: 1) tipos de satélites, 2) tipos de órbita, 3) ângulo de inclinação (coverage), 4) número/ quantidade de satélites que cada país possui, 5) sistemas de propulsão e 6) sistemas de guiagem de armamentos.
    Definimos os satélites como dispositivos desenvolvidos pelo homem e colocados no espaço sideral, em órbita da Terra ou de outros corpos celes- tes, com diferentes propósitos. Os tipos principais de satélite são:

    SATÉLITE DE COMUNICAÇÃO: satélite artificial cujo objetivo é ser um repetidor dos sinais gerados em solo. Esses sinais são detectados, filtrados, polarizados, amplificados e transmitidos de volta à Terra.
    SATÉLITE METEOROLÓGICO: satélite artificial cujo objetivo é moni- torar a atmosfera e a superfície terrestres, por meio de imagens nas várias frequências do espectro, fornecendo dados para a elaboração das previsões de tempo e clima;
    SATÉLITE DE SENSORIAMENTO REMOTO: satélite artificial destinado ao monitoramento dos recursos naturais da Terra, como, por exemplo, o acompanhamento de queimadas, desmatamentos e ocupações ru- rais e urbanas. Para tanto, possui sistemas de detecção das ondas ele- tromagnéticas emitidas ou refletidas pela superfície terrestre.
    SATÉLITE DE NAVEGAÇÃO: satélite que fornece dados precisos de coordenadas em um quadro de referências global e também dados precisos para a medição do tempo. A contínua disponibilidade des- sas informações possibilita que novos serviços e aplicações contribu- am significantemente para o crescimento econômico, por exemplo aumentando a eficiência de transporte e logística.

    Também existem outros tipos de satélite, por exemplo, para fins cien- tíficos, de retransmissão (relay), obtenção de inteligência de imagens, inter- ceptação de sinais, etc. Considere-se ainda a tendência recente de desenvol- vimento de minissatélites, que podem ter de 200 a 500kg, de microssatélites, com menos de 200kg, e de nanosatélites, com menos de 10kg.
    Cada tipo de satélite, com sua função específica, orbita em determi- nada trajetória. Por órbita entendemos a trajetória fechada (circular ou elíptica) descrita no espaço por um corpo celeste ou satélite artificial (RIBEIRO, 2007).
    Além disso, cada tipo de órbita tem características específicas, em que determinados satélites tem seu melhor funcionamento. Assim, classifica- mos os quatro principais tipos de órbita com base na conceituação do Hand- book of Space Technology:

  • 12
    AULA 01
    ÓRBITA BAIXA (Low Earth Orbit - LEO): órbita mais próxima da Ter- ra, com altitude orbital menor do que 2.000km. As vantagens de uma constelação de satélites em LEO seriam os custos de lançamento mo- deradas por satélite, e o fato de que os sinais podem ser transmitidos com relativamente baixa densidade de potência, também transmi- tindo imagens em alta resolução devido à proximidade da superfície terrestre. Por outro lado, para fins de comunicação, seria necessário um grande número de satélites, além de que as perturbações orbitais causadas por fricção atmosférica seriam grandes. Então, essas órbitas são úteis para tecnologias de observação terrestre e reconhecimento que não necessitem de comunicação em tempo real, podendo ser armazenadas e transmitidas às bases terrestres.
    ÓRBITA MÉDIA (Medium Earth Orbit - MEO): posicionam-se saté- lites com altitudes orbitais de cerca de 20.000 km, comum período de aproximadamente 12 horas, podendo ter uma visibilidade de vá- rias horas para os utilizadores sobre a superfície da Terra, o que reduz significativamente o número de reaquisições de sinal em relação aos sinais de satélites em LEO. Os custos de lançamento são mais eleva- dos, mas 24-36 satélites por constelação são suficientes para atingir a cobertura de navegação de toda a superfície terrestre. Essas órbitas são mais estáveis, mas a radiação cósmica que afeta componentes dos satélites é significativamente maior, o que limita o ciclo de vida útil dos componentes-chave (relógio atômico e gerador de sinal). São posicionados nessas órbitas os satélites do Sistema de Posiciona- mento Global (GPS) americano e o sistema GLONASS russo.
    ÓRBITA ALTAMENTE ELÍPTICA (Highly Elliptical Orbit - HEO): os sa- télites se posicionam de uma maneira que passará a maior parte do tempo sobre uma área do planeta. Nesta órbita, encontram-se princi- palmente satélites de comunicação e de coleta de inteligência na re- gião do ártico. O apogeu (ponto com maior altitude da órbita) normal- mente fica em torno de 35.000km de altitude e o perigeu (ponto com menor altitude da órbita) em torno de 500Km de altitude.
    ÓRBITA GEOESTACIONÁRIA (Geoestationary Earth Orbit - GEO): satélites com uma altitude orbital de aproximadamente 36.000 km, permanecem em uma posição horizontal fixa apontando para o mesmo local , e são necessários apenas alguns satélites para a co- bertura de toda a superfície terrestre. Os satélites de comunicações são os mais comuns nessa órbita, já que se direcionam sempre para o mesmo ponto, recebendo e transmitindo dados para a mesma região.
    curiosidade
    Quanto mais próximo à linha do Equador é o lançamento de um satélite, menores os gastos, já que nessa linha, a veloci- dade de rotação terrestre (movimento da Terra em torno de seu próprio eixo) é maior do que em qualquer outra parte, fazendo com que os lançamentos ganhem maior impulso, economizando combustível.

  • 13
    ESPAÇO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
    Figura 1 - Tipos de Órbita
    O ângulo de inclinação mostra a área de cobertura do satélite nas diversas órbitas existentes, em que quanto maior o número de satélites em determinada órbita, maior será a cobertura da área terrestre. Por exemplo, uma constelação de 12 satélites consegue cobrir continuamente, por 24 ho- ras, a linha do Equador, enquanto somente 2 satélites apresentam um gap de duas horas para a mesma área a ser coberta. Tal fator importa para a maioria das aplicações de inteligência por sua abrangência global e contínuo envio de informações.

    Figura 2 - Ângulo de inclinação (coverage)
    LEO
    GEO
    MEO
    Órbita Geoestacionária
    36.000km
    HEO
    Órbita Elíptica
    Órbita Média
    >9.600km
    Órbita Baixa
    540-1.600km
    Fonte: http://radiomen.tripod.com/satelites.htm (Acesso em: 17 jul. 2014)
    ÓRBITA INICIAL #1

    Fonte: http://www.rap.ucar.edu/~djohnson/satellite/coverage.html (Acesso em: 22 set. 2014).


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  • SUMÁRIO
  • LISTA DE FIGURAS
  • saiba mais
  • referências
  • conceito
  • Os pontos de Lagrange são cinco pontos próximos a qualquer sistema orbital (sol-terra; terra-lua) de dois corpos massivos em que as forças gravitacionais das massas cancelam a aceleração centrípeta. Principalmente os pontos entre a terra e a lua podem representar uma vantagem estratégica já que um objeto neste ponto permanece fixo em relação aos outros dois corpos do siste- ma e sem gasto energético.
  • conceito
  • Linhas Celestiais de Comunicação são as rotas que de alguma forma perpassam o espaço sideral transportando bens materiais, como pessoal, satélites, espaçonaves, efetivos militares e supri- mentos, assim como as informações em forma de transmissões eletromagnéticas.
  • referências
  • vídeos recomendados