Curso Online de Origem da Literatura Apocalíptica

Curso Online de Origem da Literatura Apocalíptica

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A razão do estudo da apocalíptica e suas origens é justamente compreender qual o ambiente formador, as raízes históricas e sociológicas da escatologia apocalíptica judaica e sua relação posterior com as origens cristãs.

Prof. Rogério Adriano Pinto; Bacharel em Teologia pela FEPAR - Faculdade Evangélica do Paraná; Licenciado em Geografia pela UFPR - Universidade Federal do Paraná.



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  • Origem da Literatura Apocalíptica

    Prof. Rogério Adriano Pinto
    Bacharel em Teologia pela FEPAR – Faculdade Evangélica do Paraná

    Origem da Literatura Apocalíptica

  • Conceito de Apocalíptica

    Conceito de Apocalíptica

    A razão do estudo da apocalíptica e suas origens é justamente compreender qual o ambiente formador, as raízes históricas e sociológicas da escatologia apocalíptica judaica e sua relação posterior com as origens cristãs. Para o alcance deste objetivo, é imprescindível que se tenha em mente, num primeiro momento, a conceituação de apocalipse, escatologia apocalíptica e apocalipsismo.

    O termo apocalíptica refere-se a três diferentes aspectos de um mesmo fenômeno no judaísmo primitivo: um gênero literário denominado apocalipse, uma visão de mundo chamada escatologia apocalíptica e um movimento social motivado religiosamente denominado apocalipsismo.

  • Apocalipse

    Apocalipse

    Apocalipse é uma transliteração do grego ApokaluyiV, que significa revelação ou desvelamento. Refere-se ao gênero literário, cujo paradigma é o Apocalipse de João.

    Como diz Collins (1979):

    (...) é comumente usado num sentido mais restrito, derivado do verso de abertura do livro do Apocalipse de João no NT, para referir-se a composições literárias que se aproximam do livro do Apocalipse, p. ex., revelações divinas secretas sobre o fim do mundo e o estado celeste.

  • G. von Rad define apocalipse. como um fenômeno literário que possui uma certa teologia e uma certa cosmovisão. Esta definição é ampliada pelo próprio Collins:

    Um gênero da literatura de revelação com uma estrutura narrativa, na qual uma revelação é mediada por um ser de outro mundo para um receptor humano, revelando uma realidade transcendente, a qual é, ao mesmo tempo, temporal, enquanto visa a salvação escatológica, e espacial, ao envolver um outro mundo, um mundo sobrenatural

  • O apocalipse mais conhecido é o Apocalipse de João, que deu nome ao gênero. Para se definir um apocalipse, portanto, a semelhança com o livro neotestamentário é levada em conta. Porém, não se pode afirmar que algum livro judaico possa ser considerado totalmente um apocalipse. Somente os capítulos 7-12 de Daniel, por exemplo, enquadrariam-se nesta definição. Igualmente, apenas partes de 1 Enoque, 4 Esdras e 2 Baruque podem ser incluídas como apocalipses, uma vez que estas obras contêm outras formas literárias.

    David E. Aune afirma que um apocalipse é constituído de visões revelatórias, cuja substância é a iminente intervenção de Deus nos assuntos humanos para trazer o presente sistema mal do mundo a um fim e para substituí-lo com um único ideal. Esta transformação é acompanhada pela punição dos ímpios e a recompensa dos justos.

  • D. S. Russel classifica o corpus literário apocalíptico a partir dos critérios formais. Segundo ele, um apocalipse contém, no todo ou em parte: transcendentalismo; mitologia; visões cosmológicas; visão pessimista da história; dualismo; divisão do tempo em períodos; ensino de duas eras; numerologia; pseudo-êxtase; reivindicações artificiais de inspiração; pseudonímia; esoterismo; unidade da história; concepção da história cósmica que trata de terra e céu; a noção de primordialidade destas revelações concernentes à criação e queda dos homens e dos anjos; a fonte do mal no universo; conflito entre luz e trevas; bem e mal; Deus e Satã; a vinda de uma figura transcendente chamada .o Filho do Homem.; o desenvolvimento de crença na vida depois da morte com seus vários compartimentos de Inferno, Geena, Paraíso e Céu e a crescente significância do indivíduo na ressurreição, julgamento e felicidade eterna.

  • A lista de Russel é válida por sua abrangência e por representar um estágio importante da pesquisa, mas produz alguns equívocos. Segundo Hanson, nesta lista as fontes da apocalíptica são incompreendidas, o período de origem está séculos longe de ser o correto, a matriz histórica e sociológica da apocalíptica não é explicada e a natureza essencial da apocalíptica não é esclarecida.

    Um apocalipse é apenas uma estrutura geral constituída por uma combinação de elementos. Collins adverte de que o gênero apocalipse nunca é o único contexto relevante para a literatura apocalíptica, pois não pode ser divorciado de outras várias categorias, tais como oráculos, testamentos, os manuscritos de Qumran, etc. Ele não é o gênero exclusivo. É duvidoso que os apocalipses. sejam obras autônomas. Mesmo o apocalipse de João não deixa claro se é apenas uma revelação geral ou um tipo específico de literatura. Neste sentido, a definição de Martinus de Boer é mais completa:

  • Assim, apocalipses seriam o que se pode chamar de um sub-gênero de literatura, pequenas formas literárias contidas em obras literárias maiores (como Daniel ou 2 Baruque), as quais, enquanto complexos literários (obras), não são apocalipses em si mesmos, no sentido estrito.

    A tradição que flui dos profetas para a apocalíptica não constitui o todo do material nela contido. Do mesmo modo, a perspectiva definida com o termo escatologia apocalíptica, apesar de enraizada na profecia, não é idêntica à perspectiva profética.

  • Escatologia Apocalíptica

    Escatologia Apocalíptica

    Segundo Hanson, na escatologia profética o profeta interpreta para o rei e para o povo como os planos do conselho divino serão efetuados no contexto de sua história nacional e da história mundial. Escatologia profética trata-se, portanto, de uma perspectiva religiosa que focaliza o anúncio profético à nação dos planos divinos para Israel e o mundo. Escatologia apocalíptica, no entanto, é uma perspectiva religiosa que focaliza o desvelamento (geralmente esotérico em sua natureza) pra os eleitos da visão cósmica da soberania de Yahweh. A conexão entre escatologia profética e escatologia apocalíptica pode ser vista na orientação de ambas para o futuro como o contexto da redenção divina e sua atividade julgadora. A ação salvífica de Deus, na escatologia apocalíptica, é concebida como uma realidade .para fora. da ordem presente. A transformação da escatologia profética em escatologia apocalíptica acontece quando se renuncia à tarefa de traduzir a visão cósmica para as categorias da realidade do mundo.

  • Escatologia apocalíptica, portanto, não é um gênero (apocalipse), nem um movimento sócioreligioso (apocalipsismo), mas uma perspectiva que vê os planos divinos em relação às realidades históricas de modo particular. Esta cosmovisão não se limita aos apocalipses nem a um único grupo social, mas é encontrada em outros gêneros da literatura e nos mais diversos grupos, em diferentes épocas.

  • Apocalipsismo

    Apocalipsismo

    O apocalipsismo é um sistema de conceitos e símbolos através do qual um movimento apocalíptico codifica sua identidade e confere expressão à sua interpretação da realidade. É um movimento de pessoas oprimidas, alienadas e excluídas que adotam a perspectiva da escatologia apocalíptica como estratégia de esperança e sobrevivência.

    Concluímos com a definição de apocalipse como um gênero literário, apocalipsismo como uma ideologia ou movimento social e escatologia apocalíptica. como um conjunto de idéias e temas que podem ser encontrados também em outros gêneros e ambientes sociais. Embora esta terminologia diferencie os aspectos da apocalíptica, faz também uma importante relação entre eles. Os apocalipses são meios de dar expressão à perspectiva da escatologia apocalíptica e veículos para expressar a ideologia de um movimento apocalíptico.


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