Curso Online de NR10
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Curso Online de NR10

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Curso online de NR 10 Aperfeiçoamento Profissional de Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, estabelece requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, com instalações elétricas e serviços com eletricidade.

Trabalho a 10 anos na área de Informática Formação ? TI Técnico em Redes e Manutenção Administrador de Redes Certificações ? Cisco RS e CCNA Security


- Jefferson Dos Santos Barros

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  • NR 10
    Riscos Elétricos

  • ATENÇÃO

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  • NR 10 Riscos Elétricos

    2006

    3

    SUMÁRIO

    Introdução a Segurança com Eletricidade

    04

    Riscos em instalações e serviços com eletricidade

    06

    Medidas de controle do risco elétrico

    13

    Normas técnicas brasileiras

    40

    NR 10 Segurança em instalações e serviços com eletricidade

    42

    Equipamentos de proteção coletiva

    44

    Equipamentos de proteção individual

    47

    Equipamentos de manobras elétricas de média tensão

    50

    Rotinas de trabalho

    54

    Documentação de instalações elétricas

    58

    Riscos adicionais

    59

    Acidentes de origem elétrica

    67

    Responsabilidades

    72

    Anexos

    74

    Bibliografia

    99

  • NR 10 Riscos Elétricos

    2006

    4

    Introdução à segurança com eletricidade

    Aspectos de segurança em instalações elétricas

    Eletricidade mata. Esta é uma forma bastante brusca, porém verdadeira de iniciarmos o estudo
    sobre  segurança  em  eletricidade.  Sempre  que  você  está  trabalhando  com equipamentos
    elétricos,  ferramentas  manuais  ou  com  instalações  elétricas,  você  está exposto aos riscos da
    eletricidade. E isso ocorre no trabalho, em casa, e em qualquer outro lugar. Você está cercado
    por  redes  elétricas  em  todos  os  lugares,  aliás,  todos  nós estamos.  É  claro  que  no  trabalho  os
    riscos  são  bem  maiores.  É  no  trabalho  que  existe uma  grande  concentração  de  máquinas,
    motores,  painéis,  quadros  de  distribuição, subestações  transformadoras  e  em  alguns  casos,
    redes aéreas e subterrâneas, expostas ao tempo. Para completar, mesmo os que não trabalham
    diretamente  com  os circuitos  também  se  expõem  aos  efeitos  nocivos  da  eletricidade  ao  utilizar
    ferramentas elétricas  manuais,  ou  ao  executar  tarefas  simples  de  desligar  ou  ligar  circuitos  e
    equipamentos,  se  os  dispositivos  de  acionamento  e  proteção  não  estiverem adequadamente
    projetados e mantidos.

    Embora  todos  nós  estejamos  sujeitos  aos  riscos  da  eletricidade,  se  você  trabalha diretamente
    com  equipamentos  e  instalações  elétricas  ou  próximo  delas,  tenha cuidado.  O  contato  com
    partes energizadas da instalação pode fazer com que o corrente elétrica passe pelo seu corpo, e
    o  resultado  é  o  choque  elétrico  e  as queimaduras  externas  e  internas.  As  conseqüências  dos
    acidentes com eletricidade são muito graves, provocam lesões físicas e traumas psicológicos e,
    muitas  vezes,  são fatais.  Isso  sem  falar  nos  incêndios  originados  por  falhas  ou  desgaste  das
    instalações elétricas.  Talvez  pelo  fato  de  a  eletricidade  estar  tão  presente  em  sua  vida,  nem
    sempre  você  dá  a  ela  o  tratamento  necessário.  Como  resultado,  os  acidentes  com eletricidade
    ainda são muito comuns mesmo entre profissionais qualificados.

    No  Brasil,  ainda  não  temos  muitas  estatísticas  específicas  sobre  acidentes  cuja  causa está
    relacionada com a eletricidade. Entretanto, é bom conhecer alguns números a esse respeito.

    Estatísticas:

    Nos EUA, por exemplo, o contato com a eletricidade é a causa de 5% dos acidentes fatais que
    ocorrem  no  trabalho.  Em  números  absolutos,  isso  significa  que  290  pessoas   morrem por ano
    devido  a  acidentes  com  eletricidade  no  trabalho.  Esses  dados correspondem  a  informações
    divulgadas pelo Ministério do Trabalho dos EUA, reunindo dados dos anos 1997 a 2002.

    No  Brasil,  se  considerarmos  apenas  o  Setor  Elétrico,  assim  chamado  aqueles  que  reúne  as
    empresas  que  atuam  em  geração,  transmissão  e  distribuição  de  energia  elétrica,  têm  alguns
    números  que  chamam  a  nossa  atenção.  Em  2002,  ocorreram  86 acidentes fatais nesse setor,
    incluídos aqueles com empregados das empreiteiras. A esse número, entretanto, somam-se 330
    mortes que ocorreram nesse mesmo ano com membros da população que, de diferentes formas,
    tiveram  contato  com  as  instalações pertencentes  ao  Setor  Elétrico.  Como  exemplo  desses
    contatos  fatais,  há  os  casos  que ocorreram em obras de construção civil, contatos com cabos
    energizados, ligações clandestinas, instalações de antenas de TV, entre tantas outras causas.

    Para completar, entre 1736 acidentes do trabalho analisados pelo Sistema Federal de Inspeção
    do  Trabalho,  no  ano  de  2003,  a  exposição  a  corrente  elétrica  encontra-se entre  os  primeiros
    fatores de morbidade/mortalidade, correspondendo a 7,84% dos acidentes analisados.

    Este módulo vai abranger vários tópicos relacionados à segurança com eletricidade.

    Os  principais  riscos  serão  apresentados  e  você  irá  aprender  a  reconhecê-los  e  a  adotar
    procedimentos e medidas de controle, previstos na legislação e nas normas técnicas, para evitar
    acidentes. Além disso, você vai estudar técnicas de primeiros socorros em um colega que sofra
    um acidente com eletricidade e saberá agir caso haja a necessidade de combater um princípio
    de  incêndio  originado  em  equipamentos  ou instalações elétricas. Da sua preparação, estudo e

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    disciplina, vão depender a segurança e a vida de muitas outras pessoas, incluindo você. Pense
    nisso!

    Cuidados nas instalações elétricas

    Não  de  ixar  fios,  partes  metálicas  e  objetos  energizados  expostos  ao  contato acidental.
    Colocar  placas  de  advertência  de  forma  bem  visível  para  a  manipulação em casos de
    emergência.

    Proteger  chaves  seccionadoras  e  quadros  de  comando,  pois  suas  partes   energizadas
    oferecem riscos de acidentes.

    Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão por meio de guardas fixas como telas,
    por  exemplo,  ou  instalá-los  em  locais  de  pouca  circulação,  nos  quais  não ofereçam
    perigo.

    Dimensionar  corretamente  as  instalações  elétricas,  usando  condutores,  fusíveis  e 
    disjuntores devidamente dimensionados, de acordo com as normas aplicáveis, para que,
    em caso de sobrecarga, o circuito seja interrompido.

    Proteger   as   instalações   elétricas,   usando   fusíveis   e   disjuntores   devidamente
    dimensionados para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja interrompido.

    Verificar se a tensão de fornecimento de energia elétrica corresponde à tensão nominal
    de  especificada  para  o  equipamento  evitando  assim  danos  ao  circuito elétrico  e  a
    equipamentos a ele ligados.

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    Riscos em instalações e serviços com eletricidade

    Choque Elétrico

    A  passagem  de  corrente  elétrica  pelo  corpo  humano  produz  um  efeito  o  qual chamamos de
    choque  elétrico.  Se  a  passagem  da  corrente  através  do  corpo  for  de ordem muito pequena, o
    choque  não  produz  dano,  mas  se  a  corrente  atingir  um  certo valor  poderá  causar  danos
    irreparáveis ou mesmo a morte.

    Sabemos que uma  corrente  de  30mA  (miliamper)  a  um  tempo  de  contato  superior  a 200ms
    poderá  ocasionar  a  morte.  Se  o  fluxo  da  corrente  for  da  ordem  de  5  a  10mA, produzirá um
    choque  elétrico  muito  doloroso,  parada  respiratória  e  perda  de  controle dos  músculos,  não
    podendo a pessoa soltar o fio caso o tenha tocado com as mãos.

    Com  correntes  de  apenas  0,1  a  0,5mA,  a  sensação  do  choque  é  débil  e  o  paciente suporta a
    corrente.

    É interessante observar que falamos de corrente em mA, não levando em consideração a tensão
    elétrica, isto é, a voltagem do circuito elétrico.

    Como  o  corpo  humano  permite  a  passagem  de  corrente  elétrica,  dependendo  da situação em
    que  se  encontra  em  relação  ao  seu  contato  com  a  terra,  não  importa propriamente a tensão e
    sim a intensidade de corrente que passa pelo corpo.

    Aplicando-se, portanto, a lei de Ohm,

    I = corrente Ampère

    I = V V = tensão Volt

    R R = res istência Ohm

    A  passagem  da  corrente  será  diretamente  proporcional  à  tensão  da  rede  e

    inversamente

    proporcional à resistência encontrada.

    Portanto,  se  houver  menor  resistência,  haverá  maior  passagem  de  corrente,  o  mesmo
    acontecendo se houver maior tensão.

    Em  resumo,  a  corrente  elétrica  pode  lesionar  ou  até  matar  dependendo  da  relação entre  a
    tensão elétrica e a resistência do corpo.

    A tensão elétrica depende do circuito ao qual o corpo está em contato porém a baixa resistência,
    que permite a passagem de correntes com maior intensidade, aparece normalmente quando há
    bom contato do corpo com o referencial de terra ou outro potencial elétrico, como por exemplo:
    pés molhados, roupa encharcada, mãos nuas, etc.

    Mecanismos e efeitos

    Partindo do princípio de que toda  matéria  é  formada  por  átomos,  e  que  a  corrente elétrica é o
    movimento  dos  elétrons  de  um  átomo  a  outro,  o  corpo  humano  é,  então, um  condutor  de
    eletricidade.

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    A  passagem  da  corrente  elétrica  pelo  corpo  humano  pode  ser  perigosa  dependendo  da sua
    intensidade,  do  caminho  por  onde  ela  circula  e  do  tipo  de  corrente  elétrica aplicada. Depende,
    também  da  resistência  que  será  oferecida  à  passagem  dessa corrente.  Assim,  uma  pessoa
    suporta  com  efeitos  fisiológicos  geralmente  não  danosos, durante  um  curto  período de tempo
    (menor que 200ms), uma corrente de até 30 mA.

    Com as mãos úmidas, a resistência total de um corpo humano é de aproximadamente 1300 W.
    Aplicando a Lei de Ohm (V = R × I) , vamos nos lembrar de que para uma corrente de 30 mA
    circular em uma resistência de 1300 W, é necessária apenas uma tensão elétrica de: V = 1300 .
    0,03 = 39, ou seja, 39 V.

    Por causa disso, podemos considerar que, tensões superiores a 39V como perigosas.

    Para  fins  de  segurança,  em  ambientes  confinados,  a  recomendação,  no  entanto,  é  de tensão
    máxima de 24 V.

    Efeitos dos choques elétricos

    Em  função  da  intensidade  de  corrente Através  da  tabela  que  segue,  podemos  observar  os
    efeitos fisiológicos decorrentes de choques elétricos, com a variação da intensidade de valores
    de corrente, em uma pessoa de no mínimo 50 quilos de peso, sendo o trajeto da mesma entre as
    extremidades  do  corpo  (mão  a  mão),  com  a  aplicação  de  tensão  alternada  (CA)  na  faixa  de
    freqüência de 15 a 100Hz.

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    Em função do tempo de contato e intensidade de corrente

    Gráfico tempo x corrente Efeitos fisiológicos para correntes CA de 15 a 100 Hz

    A relação entre tempo de contato e a intensidade de corrente é um agravante nos acidentes por
    choque  elétrico.  Como  podemos  observar  no  gráfico  da  publicação  n.º479  da  IEC  qual define
    quatro zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100Hz, admitindo a circulação entre
    as extremidades do corpo em pessoas com 50Kg de peso.

    Em  função  do  trajeto.Outro  fator  que  influencia  nas  conseqüências  do  acidente  por  choque
    elétrico, é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado. Isso é um dado importante se
    considerarmos que é mais fácil prestar socorros para uma pessoa que apresente asfixia do que
    para  uma  pessoa  com  fibrilação  ventricular,  já  que  isso  exige  um  processo  de reanimação por
    massagem cardíaca que nem toda a pessoa que está prestando socorro sabe realizar.

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    A  tabela  a  seguir,  apresenta  os  prováveis  locais  por  onde  poderá  se  dar  o  contato  elétrico,  o
    trajeto da corrente elétrica e a porcentagem de corrente que passa pelo coração.

    Fenômenos Patológicos Críticos de Choques Elétricos

    Tetanização:

    É a paralisia muscular provocada pela circulação de corrente através dos tecidos nervosos que
    controlam  os  músculos.  Superposta  aos  impulsos  de  comando  da  mente, a  corrente os anula
    podendo bloquear um membro ou o corpo inteiro. De nada valem, nesses casos, a consciência
    do indivíduo e a sua vontade de interromper o contato.

    Parada Respiratória:

    Quando  estão  envolvidos  na  tetanização  os  músculos  peitorais,  os  pulmões  são bloqueados e
    pára a função vital de respiração. Trata-se de uma situação de emergência.

    Queimaduras:

    Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia
    calorífica. Este fenômeno é denominado Efeito Joule.

    E calorífica = R corpo humano . I2 choque . t choque

    Onde:

    R corpo humano _

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    Resistência elétrica (S) do corpo humano, ou se for o caso só a resistência de parte do corpo, do
    músculo ou órgão afetado.

    I choque _ Corrente elétrica do Choque (A).

    t choque _ Tempo do choque (s)

    E calorífica _ Energia em Joules (J) liberada no corpo humano.

    O  calor  liberado  aumenta  a  temperatura  da  parte  atingida  do  corpo  humano,  podendo produzir
    vários efeitos e sintomas que podem ser:

    - queimaduras de 1º, 2º ou 3º graus nos músculos do corpo;

    - aquecimento do sangue, com a sua conseqüente dilatação;

    - aquecimento podendo provocar o derretimento dos ossos e cartilagens;

    - queima das terminações nervosas e sensoriais da região atingida;

    - queima das camadas adiposas ao longo da derme, tornando-se gelatinosas.

    As   condições   acima   não   acontecem   isoladamente,   mas   sim   associadas,   advindo,   em
    conseqüência, outras causas e efeitos nos demais órgãos.

    O  choque  de  alta  tensão  queima,  danifica,  fazendo  buracos  na  pele  nos  pontos  de  entrada  e
    saída  da  corrente  pelo  corpo  humano.  As  vítimas  do  choque  de  alta  tensão  morrem  devido,
    principalmente a queimaduras. E as que sobrevivem ficam com seqüelas, geralmente com:

    perda da massa muscular;

    perda parcial de ossos;

    diminuição e atrofia muscular;

    perda da coordenação motora;

    cicatrizes, etc.

    Choques  elétricos  em  baixa  tensão  têm  pouco  poder  térmico.  O  problema  maior  é  o  tempo  de
    duração, que se persistir pode levar a morte, geralmente por fibrilação ventricular do coração.

    A  queimadura  também  é  provocada  de  modo  indireto,  isto  é,  devido  ao  mau  contato  ou  falhas
    internas no aparelho elétrico, neste caso, a corrente provoca aquecimentos internos, elevando a
    temperatura a níveis perigosos.

    Fibrilação Ventricular

    Se  a  corrente  atinge  diretamente  o  músculo  cardíaco,  poderá  perturbar  seu  funcionamento
    regular. Os impulsos periódicos que, em condições normais, regulam as contrações (sístole) e as
    expansões (diástole) são alterados: O coração vibra desordenado e, em termos técnicos, “perde
    o passo”.

    A Situação é de emergência extrema, porque cessa o fluxo de sangue no corpo.

    Observa-se que a fibrilação é um fenômeno irreversível, que se mantém mesmo quando cessa;
    só  pode  ser  anulada  mediante  o  emprego  de  um  equipamento  chamado  “desfibrilador”,
    disponível, via de regra, apenas em hospitais e pronto- socorros.

  • NR 10 Riscos Elétricos

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    Figura  de  um  ciclo  cardíaco  completo  cuja  duração  média  é  de  750mS.  A  fase  Crítica
    corresponde à diástole tem uma duração de aproximadamente 150mS.

    Arcos elétricos

    Toda vez que ocorre a passagem de corrente elétrica pelo ar ou outro meio isolante (óleo, por
    exemplo) está ocorrendo um arco elétrico.

    O  arco  elétrico  (ou  arco  voltaico)  é  uma  ocorrência  de  curtíssima  duração  (menor  que  ½
    segundo) e muitos são tão rápidos que o olho humano não chega a perceber.

    Os arcos elétricos são extremamente quentes. Próximo ao “laser”, eles são a mais intensa fonte
    de  calor  na  Terra.  Sua  temperatura  pode  alcançar  20.000  °C.  Pessoas  que  estejam  no  raio  de
    alguns metros de um arco podem sofrer severas queimaduras.

    Os  arcos  elétricos  são  eventos  de  múltipla  energia.  Forte  explosão  e  energia  acústica
    acompanham  a  intensa  energia  térmica.  Em  determinadas  situações,  uma  onda  de  pressão
    também pode se formar, sendo capaz de empurrar e derrubar quem estiver próximo ao local da
    ocorrência.

    Arco  elétrico  é  a  descarga  elétrica  que  se  estabelece,  em  condições  apropriadas,  num  gás  ou
    vapor,  e  na  qual  a  densidade  de  corrente  é  elevada  e  a  tensão  elétrica  relativamente  baixa.
    Nesta descarga, a densidade de corrente diminui, entre certos limites, quando a tensão cresce,
    também entre certos limites.

    Formação do arco elétrico

    Arco  elétrico  pode  ser  definido  como  um  alto  valor  de  corrente  que  aparece  entre  os  contatos
    elétricos  no  instante  da  sua  separação.  Isso  ocorre  devido  ao  fenômeno de ionização do meio
    isolante entre os contatos e também por persistir uma tensão elétrica entre os mesmos.

    É comum a formação de arco elétrico durante a execução de manobras sobre carga de chaves
    seccionadoras  do  tipo  sem  carga  (chaves  secas)  ou  em  menor  escala  nos  interruptores  de
    circuitos de iluminação.

    Conseqüências de Arcos Elétricos (Queimaduras e Quedas).

    Se houver centelha ou arco, a temperatura deste é tão alta que destrói os tecidos do corpo. Todo
    o cuidado é pouco para evitar a abertura de arco através do operador.

    Também  podem  desprender-se  partículas  incandescentes  que  queimaduras  ao  atingirem  os
    olhos.

    Ao  trabalharmos  em  alturas  superiores  a  2  metros  é  necessária  a  utilização  de  EPI’s
    (equipamento  de  proteção  individual).  Quando  não  respeitado  estas  condições  podemos  nos
    deparar com conseqüências graves.

    Podemos tomar como exemplo um trabalhador que ao executar um serviço em uma instalação
    elétrica  a  uma  altura  superior  àquela  estabelecida  por  norma  como  segura  para  trabalho  sem
    equipamentos de segurança, trabalhando sem capacete e sem cinto de segurança.


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  • Introdução a Segurança com Eletricidade 04
  • Riscos em instalações e serviços com eletricidade 06
  • Medidas de controle do risco elétrico 13
  • Normas técnicas brasileiras 40
  • NR 10 – Segurança em instalações e serviços com eletricidade 42
  • Equipamentos de proteção coletiva 44
  • Equipamentos de proteção individual 47
  • Equipamentos de manobras elétricas de média tensão 50
  • Rotinas de trabalho 54
  • Documentação de instalações elétricas 58
  • Riscos adicionais 59
  • Acidentes de origem elétrica 67
  • Responsabilidad