Curso Online de Vigia
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Curso Online de Vigia

Curso de formação de segurança patrimonial!

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Curso de formação de segurança patrimonial!

PoliSeg Serviços de Segurança.


- Alex Escame Ferreira

- Humberto Figueiredo Dos Santos

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  • Índice

    NOÇÕES DE SEGURANÇA PATRIMONIAL.

    DIREITOS HUMANOS.

    RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO.

    SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA.

    CRIME ORGÂNIZADO.

    RADIOCOMUNICAÇÃO E ALARMES.

    PREVENÇÃO E COMBATE À INCÊNDIO.

    PRIMEIROS SOCORROS.

    EDUCAÇÃO FÍSICA.

    DEFESA PESSOAL.

    VIGILÂNCIA.

    ANEXO – PORTARIA 387/2006

  • VIGILÂNCIA (VIG)

    VIG – I TIPOS DE VIGILÂNCIA

    Conceito de Vigilância:
    A vigilância patrimonial é uma atividade autorizada, controlada e
    fiscalizada pelo Departamento de Polícia Federal, desenvolvida por pessoas
    capacitadas através de Cursos de Formação de Vigilantes, vinculadas às
    Empresas autorizadas, com o fim de exercer preventivamente a proteção do
    patrimônio e das pessoas que se encontram nos limites do imóvel vigiado,
    podendo ser em estabelecimentos urbanos ou rurais; públicos ou privados.

    Outra definição de Vigilância: É uma sensação na qual a pessoa ou empresa
    emprega recursos humanos capacitados agregando a isso o uso de
    equipamentos específicos e estabelecendo normas e procedimentos a fim de
    produzir um ESTADO DE AUSÊNCIA DE RISCO.

    Cabe salientar que nos termos do artigo 13 da Portaria 387/06, do DPF
    (Departamento de Polícia Federal) a atividade de vigilância patrimonial
    somente poderá ser exercida dentro dos limites dos imóveis vigiados,
    portanto das barreiras perimetrais para o interior do estabelecimento.

    Perfil do Vigilante:
    O vigilante é a pessoa capacitada a zelar pela ordem nos limites do seu local
    de trabalho, visando à satisfação do usuário final do seu serviço.
    Dentro das normas aplicadas sobre segurança privada, temos que o vigilante
    deve exercer suas atividades com urbanidade (civilidade, cortesia, boas
    relações públicas), probidade (honestidade) e denodo (coragem, bravura,
    mostrando seu valor).

    As

    próprias

    exigências

    estabelecidas

    pelo

    órgão

    controlador da segurança privada nos revelam que o vigilante deve ser
    pessoa de conduta reta, sendo, portanto, pessoa de confiança.
    Além do aspecto moral, no que tange à conduta de retidão,
    o vigilante é uma pessoa que deve estar o tempo todo alerta a tudo e a
    todos, tendo total controle da situação local, através da própria inspeção
    visual em todo perímetro de segurança, como forma primordial de
    prevenção e demonstração de controle.

  • A atuação do vigilante é de caráter preventivo, de modo a
    inibir, dificultar e impedir qualquer ação delituosa, mostrando-se dinâmico
    nas suas atitudes.
    Outro aspecto importante do perfil do vigilante é o

    conhecimento técnico de sua área de atuação, que se observa pelo vasto

    conteúdo programático do seu curso de formação, que envolve assuntos
    gerais como a própria segurança, como também temas específicos, como
    primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, legislação aplicada,
    relações humanas no trabalho, entre outras.

    Conceito de Área de Guarda:
    A área de guarda sob a responsabilidade do vigilante
    envolve todo o imóvel vigiado, tendo pontos fixos, como, por exemplo,
    controles de acessos e demais áreas cobertas através de serviço móvel de
    fiscalização e vigilância, com total controle das instalações físicas.

    Integridade Patrimonial e das Pessoas:
    A Constituição Federal de 1988 estabelece em seu artigo
    144 que: A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de
    todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da
    incolumidade das pessoas e do patrimônio...
    Seguindo o mandamento constitucional e, considerando
    que a segurança privada é complemento da segurança pública, conclui-se
    facilmente que as atividades do vigilante patrimonial voltam-se para a
    proteção da integridade do patrimônio e das pessoas, nos locais em que os
    órgãos de segurança pública não se fazem permanentemente presentes, pois
    tais órgãos não visam ao interesse pessoal e particular e sim ao interesse
    público.
    Nesse sentido, a atuação preventiva do vigilante
    patrimonial, nos limites do imóvel vigiado tem por finalidade a garantia da
    segurança das instalações físicas e de dignitários (pessoas que se encontram
    no interior do imóvel no qual o vigilante exerce a atividade preventiva de
    segurança, controle e proteção).

    Vigilância em Geral:
    O vigilante patrimonial é profissional capacitado,
    registrado no Departamento de Polícia Federal e autorizado a exercer a
    vigilância patrimonial, desde que vinculado a uma empresa autorizada, em
    qualquer estabelecimento, seja da iniciativa privada (instituições

    financeiras, empresas, shopping-centers, hospitais, escolas etc.), seja da
    Administração Pública Direta (órgãos federais, estaduais, municipais ou
    distritais) ou Indireta (autarquias, empresas públicas, empresas de
    economia mista e fundações). Nestas últimas, empregam-se vigilantes

    contratados por empresas especializadas em

    segurança,

    que

    forem

    vencedoras em procedimento licitatório e celebrarem o contrato de
    prestação de serviços de segurança.
    Em todos esses locais em que o vigilante atua, seu objetivo deve estar
    voltado à garantia da ordem interna, à preservação da integridade
    patrimonial, à proteção da integridade pessoal, à constatação de
    irregularidades com as correspondentes providências e a satisfação do
    usuário final.

    Vigilância em Bancos:
    Por força da Lei 7.102/83, as instituições financeiras são
    obrigadas a possuir sistema de segurança com pessoas adequadamente
    preparadas, denominadas vigilantes. Logo, não se trata de uma faculdade e
    sim de uma obrigação a que todos os estabelecimentos financeiros devem se
    submeter, mantendo vigilância ininterrupta durante seu horário de
    funcionamento.
    Por se referir a local em que há guarda de valores e
    movimentação de numerários, é inegável que se trata de um ponto visado
    pelos criminosos e que exige do vigilante atuação atenta para garantir a
    prevenção e, por conseguinte, a proteção das pessoas e do patrimônio.
    Na vigilância dos estabelecimentos financeiros o vigilante
    deve sempre procurar posicionar-se em pontos estratégicos, o que lhe
    permitirá maior ângulo de visão, de modo que sua retaguarda esteja sempre
    protegida, impedindo dessa forma que seja alvo de criminosos que sempre
    se valem do fator surpresa.
    Os deslocamentos para fazer a rendição do ponto
    estratégico (cabines ou similares) devem ser feitos em momento oportuno,
    sem seguir rotinas, procurando a ocasião de menor movimento na agência,
    deslocando-se com as costas protegidas, o coldre aberto e mão na arma, a
    arma no coldre e o dedo fora do gatilho.
    No ato da rendição, primeiro entra o vigilante que está
    substituindo para depois sair o vigilante que foi rendido.
    Ao entrar na cabine, fazer de modo que o coldre fique à
    frente do corpo e o vigilante entre olhando para o público e com as costas
    protegidas.
    A vigilância constante e a observação em todo perímetro
    de segurança, com atenta inspeção visual, principalmente na entrada da

  • agência são fatores inibidores e que fatalmente irá desencorajar o
    criminoso.
    O vigilante não deve fornecer, qualquer que seja a
    necessidade, o telefone dos Funcionários e/ou Gerente da agência bancária,
    sem prévia autorização. Informar a gerência local caso ocorra tal situação.
    Antes de assumir o serviço, o vigilante deve fazer testes
    para verificar o funcionamento dos equipamentos de segurança: sistema de
    alarmes, portas giratórias, rádio transmissor e/ou outros meios de
    comunicação, bem como verificar cestos de lixo, sanitários, janelas, portas,
    portões e estacionamentos.
    O vigilante deverá manter a atenção redobrada no momento
    de entrega e retirada de numerários pelo carro forte, procurando observar as
    áreas interna e externa do banco, para checagem da segurança. Caso haja
    qualquer situação suspeita, deve sinalizar para os seguranças do carro forte.

    PORTA GIRATÓRIA DE SEGURANÇA

    Trata-se de equipamento que deve ser implantado em dependências
    consideradas de alto risco, muito usada em estabelecimentos financeiros.
    Possui efeito técnico e psicológico que inibe e previne ações criminosas
    contra a área a ser guarnecida e diminui o grau de vulnerabilidade dessa
    área.

    Descrição
    O equipamento é constituído de:
    - porta giratória;
    - detetor eletrônico de metais;
    - sistema de travamento automático;
    - comando manual de controle remoto;
    - interfone (vigilante x cliente) opcional;
    - passa-malote opcional.

    Histórico

    A porta de segurança é um equipamento que permite a entrada de uma
    pessoa por vez no recinto de uma agência bancária, direcionando o fluxo de
    pessoas para o processo de atendimento (bateria de caixas e serviços
    bancários).
    De forma simplificada, ela conta com dispositivos eletrônicos semelhantes a
    um radar, que detecta metais a partir de um determinado volume.

    A porta de segurança normalmente utilizada é constituída de uma armação,
    com 3 ou 4 folhas de porta(tipo carrossel), e de dois pórticos detetores de
    metais, ajustados para detectar a massa metálica correspondente a das
    menores armas de fogo industrializadas (revolver calibre 22 e pistola
    6.35mm).
    A porta deve ficar instalada nas vias de acesso à agência. Se uma pessoa
    portar uma quantidade X de metal, automaticamente os pinos de proteção se
    travarão, impedindo a entrada da pessoa no recinto bancário. Torne-se
    importante alertar que a pessoa não fica detida entre as portas, podendo
    retornar e sair, conforme sua vontade. Isto quer dizer que a porta “não
    prende a pessoa quando trava”.
    Hoje em dia, com a tecnologia em constante desenvolvimento, pode-se
    encontrar muitos tipos de portas de segurança, com os mais sofisticados
    recursos técnicos, a fim de inibir ações criminosas. Nos grandes centros, é
    difícil encontrar uma agência bancária ou estabelecimentos crediticios que
    não possuam algum tipo de porta de segurança instalado e protegendo seu
    patrimônio.

    Recursos Humanos e Normas de Conduta para Utilização de Equipamentos

    Aqui estão as normas mais comuns que devem ser seguidas pelo vigilante
    que esteja atuando junto a porta giratória de segurança, também conhecida
    como “porta panda”:

    1. O vigilante deverá permanecer posicionado em local que será
    demarcado pelo Departamento de Segurança, onde existirão acionadores de
    alarmes;
    2. quando houver o travamento da porta, o vigilante deverá
    deslocar-se para perto da mesma e perguntar à pessoa se esta está portando
    algum objeto metálico; em caso afirmativo, deverá pedir para ver o objeto
    (toca-fitas, molhos de chaves, guarda-chuvas, etc.);
    3. após a verificação do objeto metálico, deve solicitar à pessoa que
    entregue tal objeto e novamente passe pelo detetor de metais;
    4. se o detetor não acusar nenhum outro objeto metálico, devolver à
    pessoa o objeto que lhe foi entregue anteriormente;
    5. se o detetor acusar a presença de outro objeto metálico, indagar
    se a pessoa ainda possui algo de metal. Proceder, então, conforme itens 1 e
    2 acima;
    6. quando a pessoa que causou o travamento tratar-se de mulher ou
    senhoras idosas, o vigilante deverá proceder conforme o item 2 e solicitar a
    abertura de bolsa ou sacola a fim de fazer uma rápida (porém eficiente)

  • revista visual. Todo trabalho deve ser feito com educação exemplar,
    ponderação e palavras amenas;
    7. quando o travamento ocorrer com pessoas que possuam arma de
    fogo, avisando o vigilante a respeito dessa condição e apresentando registro e
    porte de arma, o vigilante deverá perguntar se é cliente daquela agência e
    somente liberar a porta após autorização da gerência. Caso a pessoa não
    receba autorização, impedir a entrada e solicitar que retorne sem a arma;
    8. quando o travamento ocorrer e a pessoa tratar-se de policial civil
    ou militar, solicitar a identidade funcional, observando bem a fotografia e a
    data de validade. Vale acrescentar que existem no mercado “carteiras porta-
    funcional”, que não são documentos e podem ser adquiridas por pessoas
    alheias à função. Em caso de confirmar a presença de policial, após a
    identificação, liberar a porta;
    9. quando tratar-se de policial militar fardado, proceder conforme
    item 8. Vale lembrar que vários estabelecimentos bancários já sofreram
    assaltos em que o meliante trajava uniforme completo da Policia Militar ou
    coletes de uso costumeiro pela Policia Civil.

    REGRAS BÁSICAS PARA O VIGILANTE

    a) Os funcionários e vigilantes não tem autorização para guardar ou
    manter-se de posse de armas de clientes, visitantes, policiais, etc.
    b) jamais, em hipótese alguma, deverá o vigilante acionar a abertura

    da porta (após travada), sem a devida identificação descrita anteriormente.
    c) o revezamento no horário de almoço deverá ser criterioso, de
    modo que as cautelas sejam redobradas. Grande índice de assaltos ocorre
    nesse período.
    d) esclarecer, de forma educada e objetiva, a clientes e visitantes,
    sobre o porquê do eventual bloqueio da porta.
    e) conscientizar-se de que a porta giratória, com detetor de metais, é
    um sistema preventivo de extrema importância.
    f) vigie, discreta e atentamente, todas as pessoas com atitudes
    suspeitas no recinto e nas proximidades.
    g) esteja sempre pronto para garantir o acionamento do sistema de

    alarmes.
    h) proteger sempre o armamento individual, principalmente ao
    abordar pessoas retidas na porta.

    Vigilância em Shopping-Centers:
    Os shoppings são as principais opções de passeio, compras,
    diversões infantis, alimentação, e uso de caixas eletrônicos dos grandes

    centros urbanos, justamente por ser considerado um lugar de maior
    circulação de pessoas e que possui segurança.
    A atuação do vigilante patrimonial nos shoppings, como
    em todo e qualquer estabelecimento, tem caráter preventivo de modo a
    coibir ações criminosas pela sua própria presença reconhecida pelo uso de
    uniforme.
    Por se tratar de local aberto ao público e com grande
    circulação de pessoas, o vigilante deve ficar atento ao comportamento e
    atitude das pessoas, agindo com muita discrição, de modo a fazer segurança
    sem constranger aqueles que buscam nos shoppings um passeio em um
    ambiente seguro e protegido.
    O vigilante não deve considerar seu trabalho como um
    lazer, simplesmente por estar em um shopping. Seu comportamento deve
    ser o mais responsável possível, estabelecendo um meio de comunicação
    com os lojistas em situações de anormalidades e/ou pessoas com
    comportamento suspeito. Todos que ali se encontram contam com a
    proteção que se inicia com a entrada no estacionamento e se prolonga pelos
    corredores, lojas, praça de alimentação, playland e caixas eletrônicos, que

    são

    por ser considerado um ambiente seguro e movimentado,
    constantemente visitados da abertura ao fechamento dos shoppings.

    LOCAIS CRÍTICOS PARA A SEGURANÇA:










    Flancos dos estacionamentos;
    Galerias técnicas;
    Escadas de emergência;
    Docas de cargas e descargas;
    Joalherias;
    Bancos e caixas eletrônicos;
    Casas de Armas;
    Casas de câmbio;
    Caixas d’ águas;
    Casas de bombas/Máquinas.

    Vigilância em Hospitais:
    Outra instituição que utiliza o serviço de vigilância
    patrimonial para proteger o patrimônio e pessoas são os Hospitais. Nestes
    locais, os principais delitos são furtos de medicamentos, seqüestro e troca
    de recém-nascidos, assassinatos e seqüestro de criminosos internados.
    O vigilante empregado neste local de trabalho deve estar
    atento a todos os movimentos internos, em especial nas dependências em

  • que o acesso seja restrito a determinadas pessoas e horários pré-

    estabelecidos pela Direção.
    O equilíbrio emocional é de fundamental importância, pois se
    trata de local onde as pessoas constantemente entram em desespero e, por
    vezes, demonstrando real insatisfação em relação ao atendimento dos
    médicos e seus auxiliares, sendo, portanto, propício ao conflito e desgaste
    psíquico.
    A portaria é o local de acesso ao público em geral, devendo o
    vigilante ficar atento às vias de acesso para a parte interna das instalações que
    são restritas a funcionários e pessoas autorizadas.
    Outro momento crítico é o horário das visitas, em que a
    atenção deve ser redobrada, pois os grupos criminosos que praticam delitos
    em hospitais são estrategistas e na maioria das vezes se passam por
    enfermeiros, médicos, funcionários de empresas prestadoras de serviços etc.
    Como em todos os locais de vigilância, a instalação de
    medidas de segurança é de fundamental importância para prevenir as ações
    criminosas, como por exemplo: Circuito Fechado de TV, em todos os
    pontos possíveis, inclusive nos berçários; pulseiras com código de barras
    pelos pacientes; controle de visitantes através de identificação e biometria
    (íris, impressões digitais), com o devido registro de dados; câmeras nas
    farmácias, com monitoramento e acesso controlado eletronicamente através de
    senhas pessoais, etc.

    LOCAIS CRÍTICOS PARA A SEGURANÇA:
















    Quadro de disjuntores;
    Sistema de refrigeração;
    Casa de máquina de elevadores;
    Reservatório de água;
    Gasometria;
    Central de processamento de dados;
    Central telefônica;
    Armazenamento e tratamento de Resíduos;
    Heliponto;
    Central de Segurança;
    Sala de Geradores;
    Berçário
    Farmácia
    Pediatria
    Pronto Socorro
    Psiquiatria

    Centro Cirúrgico e/ou Obstétrico

    Vigilância em escolas:
    A vigilância em estabelecimentos de ensino é a que requer
    o melhor preparo, pois nestes locais o profissional de segurança é mais que
    um vigilante. É um auxiliar direto dos educadores.
    Sua postura, seu comportamento maduro, suas atitudes
    coerentes e discretas permitirão o sucesso no relacionamento com os
    alunos, pois qualquer tipo de liberdade ou brincadeira pode comprometer a
    boa imagem de toda a equipe de segurança.
    O controle de acesso e as rondas permanentes é que
    garantirão a segurança e irão impedir a prática de atos ilegais. O acesso
    deve ser restrito aos alunos matriculados, funcionários, membros do corpo
    docente e pessoas devidamente autorizadas.
    A utilização de medidas de segurança, como por exemplo,
    catracas eletrônicas, circuito fechado de TV, uso de uniforme pelos alunos e
    vigilantes controlando acesso e realizando rondas permanentes, são as
    melhores maneiras de evitar qualquer ocorrência no estabelecimento de
    ensino.
    Os problemas nos estabelecimentos de ensino não são
    apenas internos, portanto, o vigilante deve ficar atento quanto à presença de
    pessoas estranhas nas imediações da escola, pois ocorrências de tráfico de
    entorpecentes são bastante comuns nestes locais, onde traficantes se
    aproveitam da pouca experiência e imaturidade dos jovens, para “vender”
    drogas. Caso perceba tal ação, o vigilante deve relatar o fato ao Diretor da
    escola a fim de que sejam adotadas providências junto à Secretaria de

    Segurança Pública.

    Vigilância na Indústria:
    A atuação do vigilante patrimonial nas indústrias é
    importantíssima para impedir, desde pequenos furtos praticados até mesmo
    por funcionários, a espionagens industriais, sabotagens e invasões por
    quadrilhas ou bandos.
    O controle do acesso de pessoas, veículos e materiais,
    juntamente com um efetivo e permanente serviço móvel de fiscalização e
    vigilância (rondas), são as principais medidas para inibir a ação criminosa.

    As principais medidas de segurança para uma indústria são:
    • Na entrada de veículos instalar clausuras (espaços entre dois
    portões);
    • Revistar todos os veículos que forem adentrar ao pátio interno, após
    ser analisada a real necessidade de acesso;



  • Controle de acesso com base na biometria (impressões digitais, íris
    etc.);
    Revista moderada de funcionários de acordo com a legislação
    vigente;
    Banco de dados de funcionários;
    Investigação social de candidatos às vagas da indústria;
    Barreiras perimetrais que impeçam a invasão, podendo inclusive
    utilizar cercas eletrificadas;
    Instalação de circuito fechado de TV, com sala de monitoramento
    24 horas por dia;
    Palestras aos funcionários buscando a conscientização de todos,
    como colaboradores da funcionalidade do sistema de segurança.

    Nos prédios comerciais a atuação do vigilante visa a
    proteção e segurança dos funcionários, visitantes, clientes e das instalações
    físicas.
    Neste caso, o sistema de segurança deve ser planejado de
    acordo com as peculiaridades locais, de modo que os principais pontos de
    segurança sejam os controles de acessos de pessoas e veículos.
    O uso de tecnologias modernas (circuito fechado de TV,
    botão de pânico; catracas eletrônicas, controles de acesso pela biometria,
    clausuras etc.) tem sido os principais recursos utilizados para garantir a
    segurança destes locais.
    O acesso restrito e controlado com emprego de tecnologias
    modernas, utilização de manobristas para evitar a entrada de visitantes por
    pontos em que não seja o de acesso de pessoas, normas internas e rondas

    Vigilância em prédios:
    Outros locais de atuação da segurança privada são os
    limites dos prédios residenciais e comerciais.
    Um dos grandes focos dos criminosos têm sido os
    condomínios residenciais em razão da real carência de medidas de
    segurança aliado ao fato da displicência dos moradores.
    Para melhor abordarmos este assunto dividiremos este
    tópico em vigilância em prédios residenciais e comerciais.

    Vigilância em Prédios Residenciais:
    A atuação do vigilante em um prédio residencial visa em
    primeiro plano a segurança e tranqüilidade dos moradores.
    A casa é o asilo inviolável protegido pela Constituição
    Federal e faz parte da vida privada de cada pessoa, de modo que o ingresso
    ou a permanência sem consentimento de quem de direito configura crime de
    invasão de domicílio. Contra a vontade de quem de direito o acesso
    somente poderá ocorrer em caso de flagrante delito ou desastre, para prestar
    socorro ou, durante o dia, com ordem judicial.
    A utilização de barreiras perimetrais, circuito fechado de
    TV, sistema de alarmes, clausuras tanto na entrada de veículos como na de
    pessoas, instalação de portinholas (passagens de objetos), treinamento
    permanente do vigilante e conscientização dos moradores são os melhores
    recursos para garantir a segurança nos prédios residenciais.

    Visando

    complementar

    a

    atividade

    de

    segurança,

    é

    indispensável

    à

    realização

    de

    rondas

    para

    constatar

    quaisquer

    irregularidades e adotar as correspondentes providências.

    Vigilância em Prédios Comerciais:

    constantes garantirão a prevenção nos prédios comerciais.

    VIG – II FUNÇÕES DO VIGILANTE

    Identificar e Compreender as Funções do Vigilante:
    O vigilante patrimonial é a peça mestra do sistema de
    segurança. Sua função é primordial para que a política da segurança privada
    seja efetivada.
    A conscientização e a disciplina consciente do profissional
    de segurança quanto a sua função é indispensável para que se possa fazer o
    controle e a fiscalização do imóvel vigiado com a real sensação de
    segurança por todos.
    Cabe ao vigilante o efetivo controle de tudo que diz
    respeito à ordem interna; a regularidade das instalações; o controle das
    entradas proibidas; das entradas permitidas; o controle da circulação
    interna; o fiel cumprimento das normas emanadas por quem de direito; o
    controle do material sob sua responsabilidade; o registro das ocorrências
    internas; a imediata comunicação ao seu superior de qualquer incidente,
    principalmente irregularidade com armamento, munição e colete a prova de
    balas; o devido zelo com a apresentação pessoal; a postura e o
    comportamento de acordo com os padrões sociais, dentre outras atribuições
    peculiares à sua função.
    As técnicas e táticas de atuação para a funcionalidade do

    sistema de segurança são de fundamental importância. O vigilante deve ser

    organizado e disciplinado nas suas funções de modo a nunca se omitir de

    fiscalizar, controlar e vigiar, estando sempre comprometido com a
    segurança, com a dignidade da pessoa humana e a satisfação do usuário
    final.

  • Funções do Vigilante em Postos Fixos:
    Posto fixo é aquele do qual o profissional de segurança não
    pode se afastar, sob pena de perder o controle do acesso ou até mesmo

    facilitar uma invasão. Como exemplo de posto fixo, podemos citar: guaritas

    ou cabines instaladas em pontos estratégicos, de onde o vigilante tem maior
    campo de visão; sala de monitoramento de imagens, central de
    comunicação operacional etc.
    A atuação do vigilante no posto fixo exige atenção
    redobrada, posicionando-se em pontos estratégicos, de modo a nunca estar
    exposto à ação do inimigo (desatento, de costas para a rua etc.). Sua postura e
    demonstração de observação crítica são fatores fundamentais para inibir a

    ação criminosa, pois o delinqüente não busca o confronto e sim a rendição de

    forma covarde, valendo-se do fator surpresa.
    Visando não perder a atenção da área vigiada, o vigilante
    não deve permitir aglomeração de pessoas em seu posto; caso necessite dar
    informações, deve ser o mais breve possível e cuidando, num primeiro
    momento, de sua própria segurança; não utilizar aparelhos sonoros
    estranhos ao equipamento de comunicação fornecido pelo empregador e

    manter a

    adequada

    postura,

    conscientizando-se

    que,

    por

    trabalhar

    uniformizado, é um verdadeiro alvo de observação.
    Caso o posto fixo não seja somente de vigilância deve
    ainda fazer o devido controle de acordo com as peculiaridades locais.

    Funções do Vigilante na Rondas:
    As rondas são serviços móveis de fiscalização e vigilância
    que tem por finalidade cobrir os espaços vazios existentes entre pontos
    fixos de segurança. São diligências que o vigilante realiza para verificar
    irregularidades.
    Ao lado do controle de acesso, a ronda é um dos serviços
    mais importantes realizados pelo profissional de segurança na vigilância
    patrimonial, pois é a atividade que permitirá ao vigilante o efetivo controle
    das instalações em geral, bem como da observância da circulação interna de
    pessoas, veículos e materiais.
    Visando não receber o posto sem saber a normalidade
    local, o vigilante deverá realizar sua primeira ronda antes da assunção do
    serviço e, se possível, em companhia daquele que estiver passando o posto.
    Considerando que nos termos do artigo 13 da Portaria
    387/06 do DPF a vigilância patrimonial é exercida nos limites do imóvel
    vigiado, as rondas podem ser divididas em Internas e Periféricas, não
    podendo, por determinação do órgão controlador, ser externa.
    Rondas Internas: São aquelas realizadas no interior das instalações, nos
    setores desativados por ocasião do encerramento expediente.

    Rondas Periféricas:
    São aquelas realizadas no espaço compreendido entre a área
    construída e as barreiras perimetrais.

    Por ser a ronda uma diligência para se

    verificar

    irregularidades, o vigilante deve ser crítico e observador ao realizá-la,
    procurando envidar esforços para solucionar as irregularidades constatadas.
    Não sendo possível, deve anotar no livro de ocorrências de serviço e
    comunicar a quem de direito, para que sejam adotadas as providências
    pertinentes.
    Portanto, tudo deve ser alvo de observação, como por
    exemplo, pessoas circulando internamente aparentando estarem perdidas e

    desorientadas, pessoas

    circulando

    após

    o

    término

    do

    expediente,

    reconhecimento das pessoas que circulam internamente pelo crachá,
    abordagem de pessoas com comportamento suspeito, fiscalização das
    instalações físicas em geral, verificação dos veículos estacionados,
    observação de pontos vulneráveis no perímetro de segurança, observação de
    presença de veículos e pessoas em atitude suspeita pelas imediações etc.
    Uma das formas mais eficientes para se fazer uma ronda

    sem esquecer qualquer detalhe é o chamado check-list (uma lista com todos

    os itens que o vigilante deverá observar ao fazer a ronda). Isso evita que se
    esqueça de fiscalizar algum ponto.
    Normalmente as empresas utilizam equipamentos de
    controle das rondas dos vigilantes, como por exemplo: relógio-vigia, bastão
    eletrônico, sensores de presença, terminais eletrônicos etc., tudo com o
    objetivo de mostrar à supervisão como transcorreu o serviço de rondas
    realizado pelo vigilante.
    Dentre os equipamentos que o vigilante utiliza nas rondas
    podemos citar: revólver cal. 32 ou 38, cassetete de madeira ou borracha,
    algemas, lanterna, rádio transceptor portátil, equipamento de controle de
    rondas e colete a prova de balas.

    Sede do Guarda
    Considera-se sede do guarda o local onde os vigilantes
    fazem a assunção do serviço, bem como permanecem os materiais e livros
    de registro de recebimento e passagem do serviço e de ocorrências.
    Todo vigilante deve fazer a conferência dos materiais que
    se encontram sob sua guarda, sejam de propriedade do empregador, sejam
    de propriedade do tomador do serviço (cliente).
    Tais materiais devem ser controlados e registrados em livro
    próprio, como forma de controle, de modo que o vigilante que está
    passando o posto transfira sua responsabilidade àquele que está assumindo.

  • De todos os materiais que existem no posto de serviço, os
    que merecem atenção redobrada são aqueles controlados pela Polícia
    Federal e Comando do Exército (armamentos, munições e colete a prova de
    balas), pois o furto, roubo ou extravio de qualquer um desses equipamentos
    obriga a empresa de vigilância a fazer o Boletim de Ocorrência e a
    comunicação imediata ao Departamento de Polícia Federal , não sendo

    possível resolver tal questão apenas internamente.

    Nesse sentido, observa-se que o artigo 13, parágrafo único
    da Lei Federal 10.826/03 prevê a responsabilidade criminal do dono ou
    diretor da empresa de segurança que deixar de fazer a ocorrência policial e
    comunicar à Polícia Federal em 24 horas o furto, roubo ou qualquer forma de
    extravio de armamento, munições e acessórios, de propriedade da
    Empresa de Segurança.

    Desempenho do Vigilante
    A fim de que o vigilante desempenhe suas função de
    acordo com os ditames estabelecidos pela política da segurança privada
    adotada pela Policia Federal, é necessário que se invista de maneira sólida
    em seu treinamento e capacitação profissional.
    Somente um profissional capacitado profissionalmente terá
    condições de agir de acordo com as expectativas do usuário final do
    serviço. Portanto, é de suma importância o treinamento permanente e a
    conscientização do próprio profissional, no que tange a seu dever de
    controle, fiscalização e promoção da ordem interna do estabelecimento
    vigiado.

    VIG – III SEGURANÇA FÍSICA DE INSTALAÇÕES

    Medidas de Segurança:
    São medidas necessárias para garantir a funcionalidade do sistema
    preventivo de segurança. Constituem verdadeiros obstáculos, quer seja por
    barreiras e equipamentos, quer seja pela ação humana, para inibir, dificultar e
    impedir qualquer ação criminosa.

    Medidas Estáticas: São barreiras e equipamentos utilizados no
    sistema de segurança que visam inibir e impedir ações criminosas,
    bem como garantir maior eficiência da atividade de vigilância
    patrimonial. Ex: Barreiras perimetrais, circuito fechado de TV,
    sistemas de alarmes, portas giratórias detectoras de metais, catracas
    eletrônicas, portinholas (passagem de objetos), clausuras (espaço
    entre dois portões, que antecedem a entrada de veículos e pessoas,
    aparelhos de controle de acesso com base na biometria (impressão
    digital, íris) etc.).

    Medidas Dinâmicas: É a atuação inteligente do vigilante, como
    pessoa capacitada para fazer a segurança física das instalações e
    dignitários. Ex: Identificação pessoal, abordagem à distância,
    sinalização entre os integrantes da equipe de segurança em casos de
    pessoas em atitude suspeita, contato telefônico com empresas
    fornecedoras e prestadoras de serviços para confirmar dados de

    funcionários,

    vigilância

    atenta,

    posicionar-se

    em

    pontos

    estratégicos (pontos que permitam visão ampla do perímetro de
    segurança), redobrar a atenção quanto aos pontos vulneráveis
    (pontos que permitam fácil acesso) etc.
    O vigilante deve se conscientizar da responsabilidade que assume no
    tocante à segurança física das instalações e da integridade das pessoas que
    se encontram no local sob sua guarda. Sua atuação tem caráter preventivo,
    de modo a se antecipar a um evento futuro e possível.
    O comprometimento profissional e o equilíbrio emocional proporcionarão o
    sucesso de sua atuação, de modo a se mostrar espontâneo e imparcial, não
    deixando prevalecer a emoção nos momentos críticos.

    Pontos Estratégicos de Segurança:
    São pontos, no perímetro de segurança, que permitem ao vigilante
    proporcionar sua própria segurança, evitando assim o fator surpresa e, ao
    mesmo tempo, obter maior ângulo de visão, garantindo maior eficiência na
    execução das atividades preventivas de vigilância. Ex: Pontos elevados, de
    onde o vigilante pode observar todo perímetro de segurança e suas
    imediações.

    Pontos Vulneráveis ou de Riscos:
    São pontos, no perímetro de segurança, que permitem fácil acesso, sendo,
    por conseguinte, locais visados para o planejamento de ações criminosas.
    Ex: Acessos não controlados, ausência de medidas de segurança etc.

    Proteção de Entradas não Permitidas:
    As entradas não permitidas não são os maiores alvos das invasões, pois

    quaisquer acessos por esses pontos chamam a atenção, ficando em
    evidência, que é justamente o que os grupos criminosos evitam em suas
    ações.
    No entanto, o maior erro do profissional de segurança é não acreditar na
    audácia do criminoso, mesmo as pesquisas indicando que, via de regra, as
    invasões ocorrem pelas entradas permitidas. A fiscalização, o controle e a
    vigilância devem ser constantes e abranger todos os pontos do perímetro de
    segurança, de modo a inibir e impedir qualquer ação criminosa, ressaltando
    que a atividade de vigilância patrimonial tem caráter preventivo .

  • Várias medidas de proteção devem ser adotadas, incluindo restrição de
    acesso, a vigilância constante executada pelo homem ainda é a mais

    importante.

    ajuda na proteção das áreas

    de

    BARREIRAS: Representam uma
    segurança, tendo o propósito de:

    1) delimitar área geográfica pertencente à instalação;
    2) servir como dissuasivo psicológico contra entradas não permitidas;
    3) impedir ou retardar tentativas de invasões;
    4) aumentar o poder de detectar do pessoal da segurança, canalizando as
    entradas e saídas de pessoas, materiais e veículos.

    Sua eficácia depende da ação do vigilante ao sistema de iluminação,
    distribuição adequadas de guaritas, etc.

    As barreiras podem ser:
    1) Naturais - rios, matas, montanhas, etc.
    2) Artificiais - cercas, muros, telas, corrente, etc.

    Controle de Entradas Permitidas:
    As entradas permitidas são pontos fixos de segurança, denominados de
    PORTARIA, em que o vigilante deve
    controlar e fiscalizar a entrada e saída de
    pessoas, veículos e materiais.
    A portaria é um dos principais pontos de
    segurança de qualquer estabelecimento
    vigiado. Trata-se de um ponto que exige do
    vigilante conhecimento efetivo de suas
    atividades, tirocínio, raciocínio rápido,
    organização, dinâmica e boa capacidade de comunicação. A falta de
    controle neste ponto revela a ausência total de segurança.

    Controle do Acesso de Pessoas:
    No controle do acesso de pessoas o vigilante deve seguir determinados
    procedimentos que garantam a segurança das instalações e de todos que
    estejam envolvidos no sistema (colaboradores, visitantes, clientes,
    fornecedores etc.). Para tanto seguem alguns mandamentos indispensáveis:
    • Fazer a inspeção visual, procurando analisar e memorizar as

    tal

    características das pessoas, mostrando-se atento, pois
    comportamento garante a prevenção, uma vez que qualquer pessoa

    mal intencionada perde o interesse de agir quando percebe que foi
    observada antes de se aproximar;

    Fazer a abordagem, preferencialmente à distância, procurando obter e

    confirmar todos os dados necessários ao efetivo controle do
    acesso;
    Nunca julgar as pessoas pela aparência, pois as quadrilhas de

    criminosos procuram induzir o vigilante a erro. Levar sempre em
    consideração se é pessoa desconhecida, e mesmo sendo conhecida,
    caso esteja acompanhada de desconhecido, deve-se agir com maior
    critério;
    Fazer a identificação pessoal, exigindo a apresentação de
    documento emitido por órgão oficial e que possua fotografia. Ex:

    RG, reservista, passaporte, nova CNH, identidades funcionais etc.
    Obs.: A Lei Federal 5.553/68, alterada pela Lei Federal 9.453/97, estabelece
    que nos locais onde for indispensável a apresentação de documento para o
    acesso será feito o registro dos dados e o documento imediatamente
    devolvido ao interessado.
    • Anunciar o visitante ao visitado e, sendo autorizado seu acesso
    certificar-se de quem partiu a autorização;

    Fazer o devido registro dos dados;

    • Cumprir às normas estabelecidas internamente.
    Obs.: Para a efetiva segurança no controle de acesso é indispensável a
    instalação de medidas estáticas (Circuito Fechado de TV, Botão de Pânico,
    aparelhos de controle com base na biometria, etc.) e treinamento constante
    dos profissionais de segurança.

    Controle do acesso de materiais:
    No tocante ao acesso de materiais, tanto na entrada como na saída do
    estabelecimento, deve haver um rígido controle por parte da equipe de
    segurança, visando garantir a proteção do patrimônio e também moralizar a
    atividade de segurança através da demonstração de eficiência.
    Entrada de Materiais:
    • Fazer inspeção visual e identificar de forma completa o entregador;

    Verificar a quem se destina, pela nota fiscal, confirmando a
    previsão de entrega e solicitando seu comparecimento para o
    recebimento;
    Fazer o registro do entregador, da mercadoria que entrou, inclusive
    do responsável pelo recebimento, pois não há melhor forma de
    controle e de prova que o registro.

    Saída de Materiais:

  • Fazer a inspeção visual e a identificação de quem está saindo com o
    material;
    Fazer a conferência do material de acordo com o documento de

    autorização de saída;

    • Fazer o registro dos dados.
    Obs.: O registro dos dados é a única forma de controle e a melhor forma de
    produção de provas para diversas finalidades. Portanto o vigilante deve

    Controle de acesso de Veículos:
    Outro ponto crítico em um estabelecimento é o acesso de
    veículos. Por ausência de medidas de segurança e de profissionais
    treinados, muitos desses locais são alvo de invasões. Criminosos constatam as
    falhas do sistema de segurança e encontram extrema facilidade para agir. Por
    isso, trata-se de ponto que exige investimento da empresa tanto no que tange
    às medidas estáticas (CFTV, clausuras, etc.) como também em
    treinamento de pessoal.

    Procedimentos:
    • Fazer inspeção visual com atenção voltada às características do
    veículo e ocupantes, bem como o comportamento e atitude dos
    últimos;

    Fazer a abordagem, à distância, procurando obter e confirmar todos os
    dados e, se for necessário, ligar para a empresa dos ocupantes do auto
    para fazer a confirmação, antes do ingresso no
    estabelecimento;
    É conveniente que, caso seja autorizado o acesso, o veículo adentre
    apenas com o condutor, de modo que os demais ocupantes
    desembarquem e acessem pela entrada de pedestres;
    Sendo adotado o procedimento acima, identificar o condutor,
    conforme estudado no controle do acesso de pessoas, caso contrário
    todos devem ser identificados;
    A instalação de clausuras tem sido uma das principais formas de
    proteger o vigilante e evitar invasões, principalmente com uso de
    veículos clonados;
    Caso o estabelecimento não disponha de clausura e, em se tratando de
    veículo com compartimento fechado (baú), é viável que se
    determine seu ingresso de ré, de modo que seja aberto o baú, antes
    da abertura do portão, a fim de que o vigilante não se exponha ao
    vistoriar o veículo e, nem ocorra invasão;

    Fazer o devido registro dos dados de acordo com normas
    estabelecidas;
    Cumprir rigorosamente as normas internas.

    Obs.: O registro dos dados é a única forma de controle e a melhor forma de
    produção de provas para diversas finalidades. Portanto, o vigilante deve
    fazê-lo com corretamente e sem qualquer exceção.

    fazê-lo com corretamente e sem qualquer exceção.
    Prevenção de Sabotagem:

    Sabotagem é a ação humana que visa abalar a ordem
    interna no estabelecimento com a provocação de danos e sinistros que
    atingem a produção e o bom andamento do serviço.
    A melhor maneira de prevenção à sabotagem é o rígido
    controle do acesso e fiscalização permanente com vistas à circulação
    interna de pessoas com a atenção voltada às atitudes e comportamentos
    individuais ou coletivos.
    Basicamente, as medidas de controle de portaria são as
    principais para se prevenir um ato de sabotagem. Nenhum visitante deverá
    portar qualquer volume sem que a segurança tome conhecimento do seu
    conteúdo.

    Espionagem

    Está relacionada com a sabotagem, que visa destruir, desmantelar o sistema
    ao passo que a espionagem visa à coleta de dados e informações.

    Métodos de espionagem:
    a) infiltração;
    b) escuta;
    c) roubo e furto;
    d) chantagem;
    e) fotografia;
    f) corrupção;
    g) observação (acompanhamento).

    À segurança cabe impedir a saída de projetos, plantas ou quaisquer
    equipamentos, sem a devida autorização, bem como não permitir a entrada
    de filmadoras ou máquinas fotográficas por parte de visitantes, salvo com a
    devida permissão.


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